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Ministério Público desenvolve aplicação web para projeto Olhos da Mata

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No mês em que se comemora do Dia Mundial do Meio Ambiente – 5 de Junho, a equipe do projeto “Olhos da Mata – Coibindo o Desmatamento Ilegal em Tempo Próximo ao Real” lança uma aplicação web. Conforme o promotor de Justiça Claudio Angelo Correa Gonzaga, a iniciativa recebeu o nome de “Código da Mata” e algumas funcionalidades já podem ser usadas em caráter experimental. 

“Nosso objetivo é usar software de código aberto para automatizar análises jurídicas e montagem de documentos, como relatórios de valoração do dano ambiental, minutas de denúncias criminais e ações civis públicas ligados aos crimes de desmatamento ilegal previstos no artigo 38 e seguintes da Lei 9.605/98. Isso porque as análises jurídicas são complexas, os prazos prescricionais criminais estão entre os mais curtos e as comarcas com altos índices de desmatamento geralmente são aquelas em que juízes e promotores sofrem com as maiores carências de recursos humanos, muitas vezes não contando sequer com estagiários e tendo dificuldade em contratar assistentes”, explica o promotor de Justiça. 

Ainda segundo Claudio Angelo Correa Gonzaga, “o uso da tecnologia de document assembly permite, por exemplo, a automação de análises complexas, como a análise simultânea dos requisitos objetivos e subjetivos para transação penal, suspensão condicional do processo e acordo de não persecução penal, gerando minutas a partir de entrevistas de coleta de informações”. 

A aplicação, que utiliza o software livre de automação de documentos jurídicos chamado Docassemble, já pode ser acessada em https://codigodamata.consciencia.eco.br. Ela foi desenvolvida sem custos para a instituição, apenas com o trabalho voluntário de membros da equipe. “O desenvolvimento de aplicações é relativamente simples e qualquer pessoa familiarizada com programação em Python pode criar. Também queremos fazer tutoriais para que qualquer cidadão possa aprender a utilizar plataformas de sensoriamento remoto e fazer uma representação ao Ministério Público ou ao órgão de fiscalização ambiental ”, acrescenta o promotor. 

A versão inicial do código-fonte da aplicação está disponível na plataforma de hospedagem de código de software GitHub. Além da participação da equipe do projeto Olhos da Mata, a iniciativa recebeu o apoio do professor doutor Roberto Vasconcelos Novaes, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que ministra cursos de extensão de “Programação Aplicada ao Direito”. Claudio Gonzaga acrescenta que, por se tratar de projeto de software livre, qualquer pessoa poderá contribuir por meio do GitHub ou dar a ele utilização própria.

O desenvolvimento da aplicação web tem sido acompanhado pela Procuradoria Especializada em Defesa Ambiental e da Ordem Urbanística, que destaca o protagonismo da Promotoria de Justiça de Itiquira, o caráter inovador do projeto e incentiva a expansão do “Olhos da Mata” para outras comarcas do Estado. “A iniciativa, reconhecida nacionalmente pelo Prêmio Innovare em 2019 e que inclusive utiliza a metodologia de valoração do dano ambiental desenvolvida pelo Procuradoria Especializada, já está sendo replicada na baixada cuiabana e em breve será ampliada como uma ação estratégica para outras localidades”, informou o procurador de Justiça Luiz Alberto Esteves Scaloppe.
 

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Curso Gestão de Riscos na Administração Pública começa segunda

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Começa na segunda-feira (25) o curso “Gestão de Riscos na Administração Pública”, oferecido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). As aulas ocorrerão durante toda a semana, exceto no dia 28 de outubro – Dia do Servidor Público, em razão do ponto facultativo. A capacitação será ao vivo e online, por meio da plataforma Zoom, das 8h às 12h.

Com carga horária total de 16 horas, divididas em quatro dias, o curso terá a participação de 30 servidores dos departamentos de Planejamento (Deplan), Controle Interno (CI), Gestão de Pessoas (DGP), Engenharia (Denge), Aquisição (DAQ) e Tecnologia da Informação (DTI).

O conteúdo programático inclui classificação de risco, gestão de riscos, modelos de referência, como gerenciar riscos, fixação de objetivos (onde se quer chegar), identificação de eventos (o que pode dar errado), avaliação de riscos (qual o tamanho do problema), resposta a riscos (decidindo o que fazer com os riscos); atividades de controle (como mitigar os riscos de maneira eficiente), e monitoramento (como se manter no caminho certo).

Fonte: MP MT

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Atuação na defesa do patrimônio público é apresentada em reunião

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De janeiro a setembro deste ano, as Promotorias de Justiça que atuam na Defesa do Patrimônio Público em Mato Grosso obtiveram quase R$ 2 milhões com a celebração de Acordos de Não Persecução Cível e Termos de Ajustamento de Conduta. Do total, 54% foram firmados em investigações que apuravam violação a princípios, 35% relacionados a dano ao erário e 11% tratavam de enriquecimento ilícito. Os dados foram apresentados nesta sexta-feira (22), durante a reunião que discutiu o Planejamento Estratégico Institucional com os promotores de Justiça dos polos de Tangará da Serra e Juína.

De acordo com a Procuradoria Especializada na Defesa do Patrimônio Público e da Probidade Administrativa, nos últimos oito meses foram propostas 187 ações civis públicas, sendo 111 por violação a princípios, 68 por danos ao erário e oito por enriquecimento ilícito. No mesmo período foram instaurados 634 investigações.

Na defesa de probidade administrativa, o Planejamento Estratégico Institucional estabelece dois objetivos: garantir a eficiência e responsabilização dos atos de improbidade e lesão ao erário; e Prevenir danos a probidade administrativa e ao patrimônio público. Além desta área, na reunião realizada nesta sexta-feira os integrantes do Comitê de Gestão Estratégica também discutiram com os promotores de Justiça as metas e objetivos da cidadania, criança e adolescente, meio ambiente e criminal.

A coordenadora do Planejamento Estratégico, promotora de Justiça Hellen Ulliam Kuriki, enfatizou que o PEI foi revisado em 2019 e que a vigência das metas e objetivos estabelecidos abrange o período de 2020 a 2023. Ela destacou os avanços obtidos, principalmente no que se refere à cultura do planejamento, e alertou que os dois principais desafios são a implementação de melhorias para elaboração do diagnóstico social e interatividade.

O procurador-geral de Justiça, José Antonio Borges Pereira, voltou a destacar a importância do planejamento e lembrou que são apenas dois objetivos estratégicos por área. Afirmou que as prioridades foram construídas coletivamente e que o cumprimento do PEI é uma determinação do Conselho Nacional do Ministério Público.

Fonte: MP MT

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