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Saúde

Ministério libera R$ 152 milhões para ajuda emergencial à Saúde do Rio

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O município do Rio de Janeiro vai receber R$ 152 milhões do Ministério da Saúde para aplicar na área de saúde, que enfrenta atrasos de salários, falta de medicamentos e atendimento comprometido em várias unidades.

O acordo foi assinado hoje (13) pelo ministro interino da Saúde, João Gabbardo, e o prefeito do Rio, Marcelo Crivella, no Palácio da Cidade, sede social da administração municipal, em Botafogo..

A ajuda emergencial foi negociada com o governo federal durante viagem do prefeito a Brasília, nesta semana, quando se encontrou com o presidente Jair Bolsonaro, e teve reuniões com o advogado-geral da União, André Luiz de Almeida Mendonça, e o ministro interino da Saúde.

O dinheiro que será liberado em duas parcelas de R$ 76 milhões, em dezembro e janeiro, é parte do valor que a Prefeitura do Rio vinha cobrando na Justiça como uma dívida do governo federal pela municipalização de unidades de saúde a partir de 1995.

Acordo

Gabbardo destacou que recebeu orientação do presidente para dar maior agilidade ao processo. “O presidente insistiu em uma ação mais rápida, e foi o que fizemos. Havia previsão de fazer o pagamento de uma parcela, e a segunda seria liberada em apenas em 12 meses, em 2020. Fizemos algum esforço e transferimos recursos de outras áreas.”

“Raspamos o tacho para pegar o que ainda tínhamos no Orçamento de 2019 e já pegarmos a primeira parcela do Orçamento de 2020. Foi um sacrifício grande que o Ministério da Saúde fez, não para atender a prefeitura, mas à necessidade da população do Rio de Janeiro”, disse.

Segundo o ministro, restam R$ 225 milhões a serem pagos. Pelos cálculos do Ministério da Saúde, o governo federal reconhece que ainda tem parte da dívida, mas equipes da pasta e do município estão analisando o valor que a União deve repassar ao longo do próximo ano. “O valor máximo é R$ 225 milhões, mas, com certeza não chegará a tanto. Tão logo esteja definido, vamos negociar com a prefeitura a forma de repasse desses recursos.”

Insumos e medicamentos

O prefeito Marcelo Crivella resssaltou que os recursos das duas parcelas serão aplicados, entre outros gastos, na compra de insumos e medicamentos. O pagamento de terceirizados das Organizações Sociais (OS), que administram unidades da prefeitura, será feito com a reclassificação dos recursos orçamentários da prefeitura.

“Vamos aplicar em medicamentos ou insumos para a saúde. É bom lembrar que o município já fez o pagamento a 5 mil agentes de saúde que estavam com salários atrasados há dois meses, a maioria um mês só, e também técnicos de enfermagem. Nos próximos dias, vamos pagar os médicos e demais técnicos”, disse.

Segundo o prefeito, com o pagamento dos salários, o atendimento nas unidades de saúde voltará em breve à normalidade. “Todo o recurso para o salário dos agentes comunitários já foi repassado para as OS. Se não foi depositado ainda, está sendo depositado hoje, no mais tardar na segunda-feira. Na semana que vem, com os recursos recebidos, vamos pagar os médicos, em um valor menor, e os enfermeiros.”

O senador Flávio Bolsonaro, que participou da cerimônia, ressaltou que, como parlamentar da bancada do Rio, intremediou a negociação do acordo. “É a população do Rio que está sofrendo. Sabemos como é difícil administrar a rede pública e fazer com que esses recursos, que são muito concentrados na União, cheguem sempre aos municípios”, disse.

Manifestação

Antes da solenidade de assinatura do acordo começar, do lado de fora do Palácio da Cidade, empregados das Organizações Sociais participavam de uma manifestação. O agente comunitário Eden José dos Santos, de 50 anos, que trabalha na Clínica da Família da Rocinha há 15 anos, confirmou que empregados terceirizados começaram a receber hoje parte do pagamento, ms que o salário dele continua em atraso há mais de dois meses.

“Isso é um absurdo. Você não tem planejamento nenhum. Há três anos, no final do ano acontece a mesma coisa. É inacreditável. Inadmissível”, disse. .

Edição: Maria Claudia

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Saúde

Telemedicina: opção no momento de maior demanda na saúde

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O teleatendimento médico ou telemedicina não são exatamente novidade, mas desde a confirmação dos primeiros casos de infecções por coronavírus no Brasil – e consequentemente a urgência por afastamento social – as práticas ganharam um significado mais presente: o momento em que uma parcela maior de pessoas precisa de atendimentos médicos coincide com a situação cuja orientação é não sair de casa. 

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Divulgação/The University of Arizona

Resolução de telemedicina permitite que médicos brasileiros realizem consultas à distância

A prática foi autorizada em março, em caráter excepcional pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) enquanto durar a pandemia de Covid-19. Além disso, ferramentas como o teleisolamento e a teleinterconsulta – ou seja, a troca de informações entre médicos – também foram liberadas e aconselhadas pelo órgão. 

Assim, as orientações médicas à distância se tornaram populares e permitidas no Brasil. Muito além de casos suspeitos de Covid-19 – que em situações com sintomas graves devem ser encaminhados a uma unidade de saúde – as consultas por chamada de vídeo, plataformas especializadas ou telefone atendem demandas diversas. 

Leia mais: Google vai relevar localização dos usuários para mapear Covid-19

De acordo com Felipe Folco, diretor médico da rede de clínicas populares Cia da Consulta, a empresa oferece teleconsultas de médicos com especialidades em psiquiatria, pneumologia, infectologia, dermatologia, pediatria, entre outras. Segundo Folco, o serviço já era uma possibilidade antes mesmo da pandemia.

“aceleramos o projeto de telemedicina que estava aguardando a regulamentação pelo conselho federal de medicina. Como o Ministério da Saúde e o CFM definiram regras para a telemedicina estruturamos um time de TI, operações e uma equipe médica para iniciar o atendimento”, explica. 

Ainda segundo Folco, a alternativa “garante a estabilidade das condições crônicas e orientação e tratamento de condições agudas, já que cerca de 80% das demanda costuma se resolver sem a necessidade do encaminhamento para uma consulta presencial”, além de  favorecer o isolamento social, reduzindo a exposição de pessoas em situação de risco e circulação de pessoas na cidade. 

Apesar de providencial, telemedicina ainda esbarra em dificuldades

Embora procedimentos como emissão de receitas médicas, acompanhamento rotineiro e emissão de atestados para afastamento de atividades – principalmente em casos de suspeita de Covid-19 – algumas atividades da prática médica podem ser prejudicadas pela falta de proximidade física. 

“Algumas consultas necessitam de um atendimento clínico composto não apenas da história do paciente, mas também do exame físico. Esse exame é muito difícil de ser executado por teleatendimento, sobretudo porque além de enxergar a lesão precisamos também apalpá-la”, explica a médica e professora de cosmiatria Ana Carolina Rocha.

Além disso, ela pontua que “outro malefício é a desvalorização do médico e de seus serviços por parte das grandes corporações, que podem vir a explorá-lo e tentar automatizar os atendimentos médicos por teleconsultas”, diz. 

Por último, a falta de aparelhos especializados de medição e pesagem, como balanças, termômetros confiáveis e aparelhos para medir pressão arterial também podem fazer falta em alguns casos, o que reforça a lembrança de – nos moldes atuais – a telemedicina é uma prática emergencial. 

Hospitais em São Paulo vão usar teleatendimento em UTI

Em São Paulo, um projeto lançado na última semana busca otimizar o atendimento dos pacientes de UTI por complicações do Covid-19. De acordo com o governador João Doria, um protocolo unificado de teleconsulta para Unidade de Terapia Intensiva, apelidada de ” TeleUTI “, será instituído em mais de 100 hospitais do estado. 

A ação foi desenvolvida pelo Incor, instituto referência ligado ao Hospital das Clínicas. O protocolo, que conta com plataformas de teleatendimento com base nos hospitais, funciona com uma espécie de mentoria. “Todos os dias, nós vamos ver esses pacientes, assistir esses pacientes e fazer sugestões de como ele deve ser conduzido”, explicou o professor Carlos Carvalho, que coordena a ação.

Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Cientistas apontam que coronavírus pode ser transmitido ao respirar

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A transmissibilidade do novo coronavírus (Sars-CoV-2) tem sido estudada por cientistas desde que os primeiros casos foram anunciados na China, em dezembro de 2019, e novidades vem sendo divulgadas dia após dia.

Leia também: 75% dos pacientes ainda assintomáticos podem desenvolver a Covid-19

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Divulgação

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Nesta sexta-feira (03), durante entrevista a  Fox News americana, o diretor do Instituto Nacional de Doenças Infecciosas, Anthony Fauci, anunciou que o  coronavírus  pode ser transmitido quando as pessoas estão apenas falando, além de quando tossem e espirram.

O comentário foi baseado em pesquisas iniciais feitas nos Estados Unidos, que também apontaram outro fator de transmissão. “Os atuais trabalhos de pesquisa defendem a possibilidade de que a  Covid-19 possa ser transmitida pelos bioaerosóis gerados diretamente pela expiração (respiração)”, escreveu o presidente do comitê sobre as doenças infecciosas emergentes, Harvey Fineberg, em uma carta em nome de acadêmicos e cientistas americanos.

Alguns estudos realizados em Nebraska (EUA) e em Wuhan (China) já tinham encontrado partículas do coronavírus em ambientes com pacientes isolados e em áreas hospitalares em que funcionários trocam os EPIs.

Os novos entendimentos sobre o vírus aparecem durante a recomendação para pessoas saudáveis também usarem máscaras quando saírem de casa. De acordo com pesquisadores da Universidade de Hong Kong, a utilização de algum tipo de EPI reduz a quantidade de vírus expelida pelos doentes.

Fonte: IG SAÚDE

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