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Ministério de Damares repudia “discriminação” de senadores da CPI a Nise e Mayra

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Nise Yamaguchi foi ouvida pela CPI na terça-feira (3)
Divulgação/Agência Senado/Jefferson Rudy

Nise Yamaguchi foi ouvida pela CPI na terça-feira (3)

A Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres, que integra o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, publicou uma nota nesta quarta-feira (2) em repúdio à discriminação sofrida pela Secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Mayra Pinheiro, e Nise Yamaguchi no âmbito da Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid.

“Assistimos com perplexidade trechos veiculados no âmbito da CPI e publicações em redes sociais que expressam interrupções, menosprezo, descrédito, conteúdos sexuais e vexatórios”, diz o documento, que cita alguns trechos:

  • “Mas a senhora não sabe responder a absolutamente nada (…) Não soube dizer o que é o vírus, o que é um protozoário”
  • “Me sinto agredida, em um gabinete de exceção”
  • Outros termos foram publicados em “memes”, que por sua extrema violência tornaria essa nota um novo ato de violência.

Segundo a pasta, os “atos de discriminação” dos parlamentares reforçam “uma cultura de ódio e de agressão às mulheres”.

“Fazemos um apelo aos Senadores da República e aos internautas! A cada palavra dita e a cada mensagem escrita, pensem nas mulheres! O Brasil, infelizmente, é o quinto país que mais mata mulheres no mundo e atos como esses influenciam e alimentam uma cultura de violência, que precisamos superar para que nossas mães, filhas e amigas sejam tratadas com dignidade em todos os ambientes. Digam, verdadeiramente, não a qualquer tipo de violência contra as mulheres”, conclui a nota.

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Nacional

Renan Calheiros pede quebra de sigilo bancário da Jovem Pan

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Renan Calheiros (MDB-AL)
Divulgação/Agência Senado/Jefferson Rudy

Renan Calheiros (MDB-AL)

O relator da CPI da Covid, Renan Calheiros (MDB-AL), apresentou requerimento da quebra do sigilo bancário da rádio Jovem Pan. Para o senador, a emissora é “grande disseminadora das chamadas fake news” na pandemia. O pedido de quebras de sigilo é retroativo ao início do ano de 2018.

O objetivo da quebra, segundo o parlamentar, é descobrir se a rádio recebeu aportes financeiros após a pandemia: “Deve ser apresentada análise comparativa entre os períodos, anterior e posterior à situação de pandemia, até a presente data”, diz trecho do requerimento.

“Ademais, a quebra, a transferência e todas as análises, em especial a comparativa, deverão ser elaboradas com dados e informações, outrossim ligações com outras pessoas naturais e jurídicas, disponíveis nas diversas bases de dados da Receita Federal do Brasil”.

A CPI pretende investigar mais a fundo a disseminação de notícias falsas sobre a Covid.

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Nacional

Bolsonaro não admite corrupção na Saúde, mas fala em “responsabilizar culpados”

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Presidente Jair Bolsonaro
Agência Brasil

Presidente Jair Bolsonaro

Em meio à investigação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, o presidente Jair Bolsonaro admitiu a possibilidade de “problemas” no Ministério da Saúde, mas voltou a falar que não há nenhuma denúncia de corrupção no governo.

Neste sábado, 31, Bolsonaro e o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, que é formalmente investigado pela CPI, visitaram o Hospital Regional do Câncer de Presidente Prudente (SP), para oficializar o credenciamento do Sistema Único de Saúde (SUS) na unidade.

“Pode ser que apareça algum problema no ministério dele (Queiroga), afinal de contas o orçamento diário dele são R$ 550 milhões. Não é fácil você coordenar, fiscalizar e executar esse recurso. Mas, repito, se aparecer algum problema, eu e Queiroga seremos os primeiros a colaborar com as investigações e chegar na responsabilização dos possíveis culpados”, afirmou o presidente.

A CPI da Covid investiga um suposto esquema de corrupção na compra da vacina indiana Covaxin, cujo contrato foi cancelado pelo Ministério da Saúde após o avanço das investigações no Senado. Os senadores suspeitam de favorecimento à empresa Precisa Medicamentos, que intermediou a negociação, e acusam Bolsonaro de ter cometido o crime de prevaricação por não ter determinado a investigação das denúncias. O governo nega as acusações e tenta conter o desgaste na CPI.

No mês passado, o ministério demitiu o diretor do Departamento de Logística da pasta, Roberto Ferreira Dias, após ele ser acusado de pedir propina para negociar vacinas. Agora, o grupo majoritário da CPI decidiu que vai solicitar o afastamento da médica Mayra Pinheiro, acusada de interferir nas apurações, da Secretaria de Gestão em Trabalho.

No evento, Queiroga declarou que Bolsonaro “interfere” no Ministério da Saúde, mas, para cobrar a execução das políticas públicas. A falta de autonomia dos ministros da pasta na pandemia de covid-19 é uma das linhas de investigação da CPI, que retoma os trabalhos na terça-feira, 3, após o recesso parlamentar.

“As pessoas me perguntam: o presidente Bolsonaro interfere no Ministério da Saúde? A resposta é sim. O presidente interfere no Ministério da Saúde e em todos os ministérios porque ele cobra que os ministros trabalhem para que todos recursos públicos sejam revertidos em políticas públicas para a sociedade brasileira”, disse Queiroga.

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