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Saúde

Ministério da Saúde proíbe termo violência obstétrica por ter “viés socialista”

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Reprodução/Pixabay

Ministério da Saúde diz que o termo violência obstétrica não agrega valor e, por isso, deve ser abolido

O Ministério da Saúde divulgou um despacho nessa sexta-feira (3) em que decidiu abolir o uso do termo “violência obstétrica”, usado para definir casos de violência física ou psicológica contra mulheres na hora do parto. O relator do documento alega que a definição tem “viés ideológico”. 

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Nos últimos anos, o debate sobre a violência obstétrica
ganhou espaço em campanhas de especialistas, grupos de apoio ao parto humanizado e até do próprio Ministério da Saúde. A pasta definia a agressão como aquela que ocorre na gestação ou parto, podendo ser “física, psicológica, verbal, simbólica e/ou sexual, além de negligência, discriminação e/ou condutas excessivas ou desnecessárias ou desaconselhadas”. 

No documento emitido na última sexta, o ministério passou a considerar que o termo tem “conotação inadequada, não agrega valor e prejudica a busca do cuidado humanizado no continuum gestação-parto-puerpério”. 

O despacho cita ainda a Organização Mundial da Saúde, que define a violência como “uso intencional da força ou poder que possa resultar em sofrimento, morte, dano psicológico…”. O ministério, porém, alega que o termo é impróprio pois “tanto o profissional da saúde quanto o de outras áreas não tem a intencionalidade de prejudicar ou causar dano”. 

O relator do texto, Ademar Carlos Augusto, afirmou ao jornal Folha de S.Paulo
que elaborou o documento por conta da proliferação de projetos de lei relacionados à violência durante o parto. Para ele, a definição tem “viés ideológico”. 

“O que a gente percebe é que existe um movimento orquestrado de algumas instituições de trazer para o médico obstetra a responsabilidade pela situação caótica que está a assistência à gestante”, afirmou o relator. “Essa discussão veio importada de países com viés socialista, e o Brasil também adotou”, defendeu, em referência as leis da Argentina e Venezuela. 

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No despacho, a pasta afirma ainda que estratégias tem sido fortalecidas para diminuir o índice de mortalidade materna e que defende a abolição do termo violência obstétrica
 “com foco na ética e na produção de cuidados em saúde qualificada”.



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Saúde

Rio deve retomar aplicação da primeira dose contra covid-19 na quinta

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A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) do Rio de Janeiro pode retomar a aplicação da primeira dose da vacina contra a covid-19 na quinta-feira (29). A imunização foi suspensa na sexta-feira (23) por falta de doses.

Em sua conta no Twitter, o prefeito Eduardo Paes, anunciou no início na tarde de hoje (26) que a prefeitura recebeu uma ligação do Departamento de Logística do Ministério da Saúde.

“Acabamos de receber uma ligação do departamento que nos informou estar adiantando as entregas nesta semana para a noite de hoje. Agradeço muito a parceria do ministro Marcelo Queiroga na aceleração desse processo”.

O Ministério anunciou que serão entregues para todo o país nos, próximos três dias, 3,812 milhões de doses da vacina AstraZeneca/Fiocruz; 1,036 milhão da AstraZeneca entregues pela Covax Facility; 3,335 milhões do imunizante CoronaVac/Butantan; e 2,104 milhões da Pfizer/BioNTech.

“Em se confirmando a previsão de entregas de doses pelo Ministério da Saúde na terça e na quarta-feira, o município do Rio retomará a vacinação até quinta-feira (29)”, informou a SMS em nota.

Pelo calendário divulgado no dia 15 de julho, o Rio de Janeiro aplicaria a primeira dose hoje nas mulheres de 34 anos e amanhã seria o dia dos homens da mesma idade.

Edição: Valéria Aguiar

Fonte: EBC Saúde

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Saúde

Butantan libera 1,5 milhão de doses da Coronavac ao PNI

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O Instituto Butantan entregou na manhã desta segunda-feira (26) mais 1,5 milhão de doses da vacina contra o SARS-CoV-2 ao Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde.

Com a nova entrega, as liberações chegam à marca de 60,149 milhões de doses fornecidas ao Ministério da Saúde desde 17 de janeiro deste ano, quando o uso emergencial do imunizante foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

De acordo com dados do Instituto Butantan, desde o dia 14 de julho até hoje, foram entregues 7 milhões de doses da vacina. Essas novas entregas são referentes à produção de um novo lote de 10 milhões de doses processadas a partir dos 6 mil litros de ingrediente farmacêutico ativo (IFA), recebidos no dia 26 de junho.

As vacinas liberadas hoje fazem parte do segundo contrato firmado com o Ministério da Saúde, de 54 milhões de vacinas. O primeiro, de 46 milhões, foi concluído em 12 de maio. O Butantan trabalha para completar, até o fim de agosto, 100 milhões de doses disponibilizadas ao PNI.

A matéria-prima recebida em junho foi envasada no complexo fabril do Butantan, na zona oeste da cidade de São Paulo, e passou por etapas como embalagem, rotulagem e controle de qualidade das doses.

Na madrugada do último dia 13, o instituto recebeu carga recorde de 12 mil litros de matéria-prima para produzir e entregar outras 20 milhões de doses.

Edição: Lílian Beraldo

Fonte: EBC Saúde

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