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Saúde

Ministério da Saúde monitora incidência de hepatite aguda grave

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O Ministério da Saúde informou que tem acompanhado e monitorado a incidência de casos de hepatite aguda grave no Brasil. Em nota, a pasta confirmou o primeiro caso provável da doença, ocorrido no município de Ponta Porã, em Mato Grosso do Sul. A paciente, cuja idade não foi informada, apresentou sintomas de febre, icterícia, além de mal-estar e náuseas. Ela segue em recuperação, sendo monitorada pelas equipes de vigilância em saúde.

“A pasta instalou uma Sala de Situação para monitorar e acompanhar os casos no Brasil. A iniciativa tem como objetivo apoiar as investigações para identificar as possíveis causas”, informou o ministério, em nota.

Os sintomas incluem alto índice de enzimas no fígado, vômito, diarreia, dores abdominais e icterícia (quando a pele e a parte branca dos olhos ficam amareladas). Ela se manifesta de forma muito severa e não tem relação direta com os vírus já conhecidos da hepatite.

Essa versão da doença acomete apenas crianças e adolescentes e tem se espalhado por pelo menos 20 países. No Brasil, já foram notificados 92 casos e seis óbitos suspeitos de serem provocados pela doença. Desses, 76 casos e os seis óbitos permanecem em investigação.

O surto foi divulgado pela primeira vez em abril, no Reino Unido. Lá foram registrados 111 casos, principalmente em crianças menores de 10 anos de idade.

Em comunicado divulgado em 23 de abril, a Organização Mundial de Saúde (OMS) disse que não há relação entre a doença e as vacinas utilizadas contra a covid-19. “As hipóteses relacionadas aos efeitos colaterais das vacinas covid-19 não têm sustentação pois a grande maioria das crianças afetadas não recebeu a vacinação contra a covid-19”.

Edição: Fernando Fraga

Fonte: EBC Saúde

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Saúde

Covid-19: Brasil tem 38,7 mil novos casos e 140 óbitos em 24 horas

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Veja os números referentes às doses únicas e as demais
Reprodução: BBC News Brasil

Veja os números referentes às doses únicas e as demais

Boletim epidemiológico do Ministério da Saúde divulgado hoje (25) mostra que o Brasil registrou, em 24 horas, 38,793 novos casos de covid-19. No total, o país contabiliza 32.061.959 registros da doença.

Destes, 806.062 (2,5%) seguem em acompanhamento, ou seja, são casos ativos. As secretarias estaduais de saúde registraram 140 mortes por covid-19 em 24 horas. No total, a pandemia resultou em 670,369 óbitos no país.

O número de recuperados é de 95,4% do total – 30,5 milhões de brasileiros são considerados curados. O informativo mostra ainda que houve 161 óbitos por síndrome respiratória aguda grave (SRAG) nos últimos 3 dias. Há também 3.283 óbitos por SRAG em investigação, e que ainda necessitam de exames laboratoriais confirmatórios para serem relacionados à covid-19.

Segundo o balanço do Ministério da Saúde , no topo do ranking de estados com mais mortes por covid-19 registradas até o momento estão São Paulo (170.600), Rio de Janeiro (74.053), Minas Gerais (62,015), Paraná (43.651) e Rio Grande do Sul (39.966). Já os estados com menos óbitos resultantes da pandemia são Acre (2.002), Amapá (2.140), Roraima (2.152), Tocantins (4.158) e Sergipe (6.355).

Até este sábado, foram aplicadas 449,3 milhões de doses, sendo 177,9 milhões referentes à 1ª dose e 160,6 milhões relativas à 2ª dose. Outras 92,8 milhões de doses dizem respeito à primeira dose de reforço, enquanto 8,7 milhões são da segunda dose de reforço. O painel registra, ainda, 4,1 milhões de doses adicionais. As vacinas de dose única – protocolo que já não é mais usado – foram 4,9 milhões.

Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Como evitar doenças respiratórias com mudanças bruscas de temperatura?

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Tempo seco e frio, característico do inverno, traz efeitos indesejados nesta época do ano
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Tempo seco e frio, característico do inverno, traz efeitos indesejados nesta época do ano

A chegada do inverno e as mudanças bruscas nas temperaturas fazem com que muitas pessoas sofram com os efeitos desta época do ano. A mistura do tempo seco com o frio pode trazer diversos danos à saúde, que variam de  gripes e resfriados até problemas de pele, por exemplo.

De acordo com a Dra. Maura Neves, otorrinolaringologista da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF), além da baixa umidade, nesta estação há grande concentração de poluentes no ar, o que pode ser preocupante para pessoas que já sofrem com doenças respiratórias, fazendo com que também aumente a incidência de doenças alérgicas.

Além disso, o ar seco e frio favorece a proliferação de vírus . “As baixas temperaturas fazem com que as pessoas fiquem mais aglomeradas, o que facilita a transmissão de doenças respiratórias infecciosas, como gripes e resfriados”, explica a médica.

Doenças mais comuns no inverno

No frio, as doenças respiratórias são as mais comuns, entre elas, as alérgicas — asma, rinossinusites e conjuntivite alérgica —, bem como as infecciosas — doenças respiratórias virais (gripes e resfriados) e bacterianas (sinusites e até pneumonias ).

No entanto, nesta época, algumas pessoas também podem sentir uma piora nas alergias e doenças de pele.

“As baixas temperaturas dos meses mais frios do ano e alguns hábitos nesta estação também afetam a pele”, explica a Dra. Brianna Nicoletti, imunologista pela Universidade de São Paulo (USP). “Os fatores mais prejudiciais neste período são a baixa umidade relativa do ar e o aumento na temperatura dos banhos, fatores que ressecam ainda mais a pele dos pacientes.”

De acordo com a médica, os indivíduos com alergias de pele normalmente já apresentam uma deficiência na barreira cutânea — que tem a função de manter a água do organismo —, ou seja, eles já perdem mais água do que o normal. Dessa forma, a especialista alerta que banhos quentes, principalmente durante o inverno, são altamente prejudiciais, uma vez que a água em altas temperaturas remove o óleo natural da pele, deixando-a mais ressecada e sem proteção.

Como evitar esses efeitos no corpo?

Durante o inverno, é importante manter a hidratação do corpo bebendo muita água. Segundo a Dra. Milena Cerezoli, pneumologista da Rede de Hospitais São Camilo SP, alguns artifícios também podem ser usados para diminuir os efeitos do tempo seco, como umidificadores ou, de maneira mais improvisada, até mesmo um balde de água no ambiente, que já ajuda a melhorar a umidade do ar.

“A limpeza das narinas diariamente com soro fisiológico também contribui para evitar a piora de quadros de rinite e protege contra eventos de sinusite, pois retira todas as impurezas e micro-organismos filtrados pelos cílios, que são as estruturas de proteção presentes nas vias aéreas”, afirma. “Para ressecamento dos olhos, também podemos usar de colírios de lágrimas artificiais.”

Nos períodos de frio, especialmente para os portadores de doenças nas vias respiratórias, a médica alerta para evitar a exposição às baixas temperaturas sem uma proteção que ajude a aquecer e filtrar melhor o ar, como uma máscara .

Abaixo, veja algumas orientações para evitar doenças respiratórias no inverno, conforme a pneumologista:

  • Manter a respiração pelo nariz, pois as narinas aquecem e filtram o ar;
  • Preferir permanecer em ambientes arejados, evitando locais fechados e com excesso de pessoas;
  • Evitar fumar e ter contato com fumaças, poeiras, mofo e poluentes;
  • Manter a limpeza regular de cortinas, carpetes, travesseiros e toda roupa de cama, principalmente aqueles com doença respiratória prévia;
  • Evitar contato com pessoas resfriadas ou gripadas sem proteção adequada;
  • Realizar vacinação adequada para sua faixa etária e comorbidades (vacina de gripe, pneumonia, coronavírus e coqueluche);
  • Manter hidratação adequada, alimentação balanceada (rica em frutas e verduras) e exposição solar equilibrada.

Segundo Cerezoli, caso sintomas respiratórios já estejam sendo sentidos, como tosse, falta de ar, aperto, chiado ou dor no peito, coriza e dor de garganta, o ideal é procurar um médico. “Na presença desses sintomas no contexto atual, com grande número de casos de infecções virais, principalmente de Covid-19, um médico deve ser visitado para melhores orientações e definição diagnóstica.”

Se houver apenas sensação de ressecamento nos olhos, pele e nas vias respiratórias, o paciente pode tentar aumentar a hidratação oral, fazer lavagem nasal, aplicar colírio de lágrima artificial e passar hidratantes corporais para amenizar os efeitos.

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Fonte: IG SAÚDE

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