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Saúde

Ministério da Saúde e IBGE coletarão dados sobre população infantil

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O Ministério da Saúde (MS) e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) formalizam hoje (9) um termo de Cooperação Técnica de Pesquisa em Saúde de Base Domiciliar Nacional que possibilitará a coleta de informações relevantes sobre a saúde da população e a capacidade do Sistema Único de Saúde (SUS), com foco na Atenção Primária à Saúde (APS).

De acordo com o ministério, serão destinados R$ 30,1 milhões para o convênio, de forma a viabilizar a realização de três pesquisas: a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), a Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde (PNDS) e a Pesquisa de Assistência Médico-Sanitária (AMS).

“Esta será a maior pesquisa do mundo, em termos de atenção primária”, disse o secretário de Atenção Primária do Ministério da Saúde do Ministério da Saúde, Erno Harzheim, ao anunciar a parceria. “Estamos resgatando o IBGE como o maior avaliador do SUS”, complementou ao destacar que as bases de dados serão disponibilizadas a toda a comunidade científica brasileira.

Segundo a representante da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) no Brasil, Socorro Gross, esses dados serão relevantes porque muitas coisas mudaram tanto nas regiões brasileiras como nos sistemas de informação do país. “Essas informações servirão para a avaliação de políticas públicas, bem como para a adoção de novas políticas”.

A PNAD Contínua tem previsão de ser iniciada em 2020 e abranger cerca de 210 mil domicílios. A ideia é obter dados mais apurados sobre a Atenção Primária à Saúde (APS) e sobre o desenvolvimento infantil, possibilitando um “diálogo intersetorial” com outras políticas públicas – caso do Marco Legal da Primeira Infância, desenvolvido pelo Ministério da Cidadania.

“Nessa pesquisa, serão incorporados dois módulos para abordar a saúde da população infantil. Um deles vai avaliar a qualidade da APS na perspectiva do cuidado à criança, com a inserção do PCATool-Brasil [modelo de avaliação da qualidade de serviços que se baseia na mensuração de aspectos de estrutura e processo dos serviços de saúde] em sua versão infantil”, informou por meio de nota o MS.

O outro módulo inclui o desenvolvimento infantil, por meio do instrumento de avaliação do projeto Primeira Infância para Adultos Saudáveis (PIPA).

Já a PNDS, feita pela última vez em 2006, atualizará as informações sobre a saúde da mulher e da criança “para construção de séries históricas e estudos comparativos em nível nacional e internacional”. Para tanto, a pesquisa contará com “instrumentos para avaliação da atenção primária, porta de entrada do SUS, em relação ao cuidado oferecido à população”.

Essa pesquisa será iniciada no primeiro semestre de 2021. Por meio de entrevistas domiciliares com visitas a 110 mil domicílios, ela fornecerá dados e indicadores relevantes para o contexto da saúde da mulher e da criança, com foco em reprodução, amamentação e saúde nutricional.

Tendo por base dados obtidos pelo IBGE, a iniciativa pretende incluir “assuntos relevantes para a avaliação do momento atual do SUS”. Para tanto, será resgatada a Pesquisa de Assistência Médico-Sanitária, que teve a última edição em 2009. A previsão é de que nesse caso a pesquisa abranja cerca de 100 mil estabelecimentos de saúde no 2º semestre de 2021.

Segundo o Ministério da Saúde, essa pesquisa será feita via ligações telefônicas, com o objetivo de atualizar o “perfil da capacidade instalada do SUS, considerando os subsistemas público e privado, além de permitir conhecer o perfil da força de trabalho em saúde e da oferta e uso dos equipamentos médico-hospitalares”.

Também será criado um módulo específico para avaliar as estruturas das unidades de saúde familiar, no âmbito da atenção primária à saúde, “permitindo a conexão com o novo e-SUS AB [estratégia de qualificação da gestão da informação] e a base Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES)”.

A presidente do IBGE, Suzana Leite, destacou que a parceria representa uma sinergia entre ministérios e instituições, na busca por dados precisos, relevantes e frequentes para cidadãos e governos. “Será uma modernização de dados, inteligência e tecnologias relativas ao país.”

 

*A matéria foi ampliada às 13h27

Edição: Lílian Beraldo

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Saúde

Rio de Janeiro registra 83 mortes por covid-19 nas últimas 24 horas

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O Rio de Janeiro contabilizou 83 mortes por covid-19 nas últimas 24 horas, totalizando 14.295 óbitos causados pela doença desde o registro do primeiro caso no estado. Há ainda 1.061 mortes em investigação. 

De acordo com a Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro, até esta quarta-feira (12), há 185.610 casos confirmados do novo coronavírus no estado, sendo que 165.894 pacientes conseguiram se recuperar da doença.

Óbitos

Do total de  14.295 mortes por covid-19 no estado, as cidades com o maior número de óbitos são: Rio de Janeiro (8.710); São Gonçalo ( 605); Duque de Caxias (596); Nova Iguaçu (459); São João de Meriti (338); Niterói (314); Campos dos Goytacazes (244); Belford Roxo ( 227); Itaboraí (179); Magé (167); Volta Redonda (159); Petrópolis ( 149); Mesquita (144); Nilópolis (133); Angra dos Reis (127); Macaé (121); Itaguaí (98); Teresópolis (95) e  Cabo Frio (91).

Infectados

O município do Rio de Janeiro também lidera o número de infecções no estado, com 77.627 casos confirmados. Em seguida vêm Niterói ( 9.599);  São Gonçalo (9.514); Duque de Caxias ( 6.657); Macaé (6.282);  Nova Iguaçu (4.536); Volta Redonda ( 4.290); Angra dos Reis (4.142); Belford Roxo (3.617); Itaboraí (3.569); Campos dos Goytacazes (3.377); Teresópolis (3.037); Magé (2.651); São João de Meriti( 2.548); Maricá (2.457); Itaperuna  (2.098); Queimados (2.090); Itaguaí (1.956)  e Cabo Frio  (1.721).

Edição: Paula Laboissière

Fonte: EBC Saúde

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Saúde

Crivella diz que fará consulta à população sobre agendamento em praias

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O agendamento para frequentar as praias do Rio de Janeiro passará por uma consulta pública, para saber qual é a avaliação da população sobre a iniciativa. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (12) pelo prefeito, Marcelo Crivella, que não detalhou como será feita essa consulta.

O objetivo do agendamento é evitar aglomerações nas areias, começando pela praia de Copacabana. A ideia é que os banhistas marquem com fitas seus espaços, mantendo distanciamento dos demais grupos.

“Nós estamos conversando, pensando, sem pressa. Verificando o que é melhor para as pessoas. A ideia é que a gente possa voltar à praia, mas sem aglomeração. E isso só é possível fazer como outros países fizeram, demarcando o solo. Quem chegar primeiro, tem o seu espaço.”

Segundo Crivella, outra alternativa será a marcação do espaço via aplicativo de celular, que poderia receber apoio de empresas interessadas, para garantir um percentual, cerca de 30% das vagas, a pessoas idosas ou com portadoras de deficiência.

“Mas tem pessoas que precisam de um aplicativo, porque são idosos, pessoas portadoras de deficiência. Essa poderiam fazer a reserva com o aplicativo. Mas isso está em estudo. É preciso consultar a população para ver se aprovam, se não, a gente faz um planejamento e depois dá tudo errado.”

Crivella reconheceu que não possui força policial suficiente para patrulhar e fiscalizar quilômetros de praias na cidade, verificando se todos estão usando máscaras e não fazendo aglomerações.

“A gente quando governa tem utopias, que esbarram com a realidade. E a realidade é que a praia está sendo ocupada e numa situação adversa. Pessoas fazendo aglomerações sem uso da máscara. Nós não temos uma Polícia Militar, uma Guarda Municipal, para conter dezenas de quilômetros de praia. Então estamos procurando organizar.”

Edição: Fábio Massalli

Fonte: EBC Saúde

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