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Saúde

Ministério da Saúde crê que validade dos testes encalhados poderá ser ampliada

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Testes
Rovena Rosa/Agência Brasil

Testes RT-PCR podem ser jogados fora se validade não for reavaliada

O ministério da Saúde recebeu, nesta quarta-feira (24) o resultado dos testes sobre a ampliação do prazo de validade dos quase 7 milhões de exames de Covid-19 represados no Brasil . Segundo o secretário de vigilância em Saúde, Arnaldo Correia, a Organização Panamericana de Saúde (Opas) confirmou que os testes têm eficácia por mais 12 meses.

O lote de testes do tipo RT-PCR, considerados padrão ouro para diagnóstico da Covid-19, foram comprados pelos ministérios e ainda não foram usados, apesar da proximidade da data de validade. O estudo, então, busca avaliar quais testes ainda poderão ser usados pelo sistema público por um prazo maior.

O Ministério agora aguarda a análise da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, que determina se os exames estão autorizados ou não no País.

“Hoje recebemos o resultado dos estudos da validade estendida em que a empresa está entrando junto a Anvisa para pedir essa validade estendida em que na conclusão […] está estendida de pelo menos 12 meses”, afirmou o secretário de vigilância sanitária em Saúde, em audiência pública na Câmara dos deputados.

Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Rondônia transferirá pacientes com covid-19 para o Rio Grande do Sul

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Cinquenta pacientes com covid-19 vão ser transferidos a partir de amanhã (26) de Porto Velho para hospitais de Porto Alegre e Canoas, no Rio Grande do Sul. A informação foi confirmada pelo governador em exercício do Rio Grande do Sul, Ranolfo Vieira Júnior,gaúcho. Em mensagem no Twitter, ele disse que atende a um pedido do Ministério da Saúde.

A medida foi uma das últimas ações de Vieira como governador em exercício antes de sair de férias e transmitir, nesta manhã, a chefia do Poder Executivo ao presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, deputado Ernani Polo. O governador Eduardo Leite está viajando e só deve reassumir o cargo na quarta-feira (27).

Segundo o governo gaúcho, 20 dos pacientes transferidos de Rondônia serão atendidos no Hospital Universitário de Canoas. Os outros 30 pacientes ficarão em Porto Alegre – 10 no Grupo Hospitalar Conceição, 10 no Hospital de Clínicas e 10 no Hospital Vila Nova. Inicialmente, eles ocuparão leitos de enfermaria, mas, em nota, o diretor do Departamento de Regulação Estadual do Rio Grande do Sul, Eduardo Elsade, garantiu que a rede de saúde está apta a atendê-los em unidades de terapia intensiva (UTIs), caso necessário.

“Temos condições de suportar um eventual aumento de demanda e não temos receio de aceitar esses pacientes, colaborando com os estados do Norte [do país], que estão em dificuldade neste momento”, afirmou Elsade, na nota divulgada pelo governo gaúcho.

A Agência Brasil perguntou ao Ministério da Saúde e ao governo estadual se mais pessoas serão transferidas para outras unidades da Federação e ainda aguarda resposta.

Colapso

A transferência de pacientes para hospitais a mais de 3.600 quilômetros de distância deve-se ao colapso das unidades de saúde da capital de Rondônia, Porto Velho. Devido ao aumento do número de pessoas infectadas pelo novo coronavírus, os leitos de saúde destinados aos pacientes com essa doença estão todos ocupados desde o último sábado (23).

Segundo o boletim epidemiológico que o Ministério da Saúde divulgou na tarde deste domingo (24), Rondônia tem 117.101 casos confirmados de covid-19 desde que foi confirmada a presença do novo coronavírus no país, em fevereiro de 2020. Já o número de mortes em decorrência da ação do vírus chegou ontem a 2.111.

Só na capital, três óbitos foram notificados entre a noite de sexta-feira (22) e a tarde de ontem (24) – quando, normalmente, os casos demoram mais a serem confirmados. Entre as vítimas estão o desembargador aposentado Walter Waltemberg Junior, ex-presidente do Tribunal de Justiça de Rondônia, e o diretor técnico da Agência de Desenvolvimento de Porto Velho, Armando Moreira Filho.

Além disso, poucas horas após a divulgação do boletim com os dados parciais do fim de semana, parentes confirmaram a morte do jornalista e apresentador de TV Marcelo Bennesby, de 53 anos. Vítima de um acidente vascular cerebral (AVC), Bennesby foi diagnosticado com a covid-19 quando já estava internado na UTI de um hospital particular. Segundo o Sistema Gurgacz de Comunicação, para o qual o jornalista trabalhava, a covid-19 agravou o quadro de saúde do apresentador.

No início da noite de sábado (23), o governador de Rondônia, Marcos Rocha, fez um apelo para que a população mantenha os cuidados de prevenção, usando máscaras, higienizando as mãos e objetos com álcool 70° ou com água e sabão e respeitando o distanciamento social.

Rocha informou que estava em contato com o Ministério da Saúde, ao qual solicitou ajuda para transferir para hospitais federais de outros estados parte dos pacientes que aguardam por uma vaga em UTI de Rondônia.

Também no sábado, o prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves, informou que, mesmo com a abertura de vagas nos hospitais, a capital não tinha mais leitos disponíveis para receber pacientes. “Tínhamos 18 leitos com aproximadamente cinco respiradores no início da pandemia. Agora chegamos a 70 leitos e 23 respiradores. Conseguimos essa ampliação para atender ainda mais a população e, mesmo assim, não está sendo suficiente”, disse Chaves, atribuindo o recrudescimento da doença às aglomerações durante as festas de fim de ano.

“Após as festas de fim de ano, os casos começaram a aumentar consideravelmente e chegamos ao ponto de não termos mais leitos para as pessoas doentes com a covid-19”, acrescentou o prefeito.

Vacinas

Neste domingo, o governo de Rondônia recebeu mais 13 mil doses de vacinas contra o novo coronavírus. Na terça-feira (19), o estado tinha recebido do Ministério da Saúde quase 50 mil doses do imunizante.

A primeira remessa fazia parte dos 6 milhões de doses da CoronaVac que o ministério comprou do Instituto Butantan, que as produziu em parceria com o laboratório chinês Sinovac. Já as doses entregues ontem foram produzidas na Índia, pela Universidade de Oxford e pelo laboratório AstraZeneca.

Os insumos foram redistribuídos às 52 cidades do estado e, no último dia 22, todos os municípios iniciaram a vacinação dos profissionais de saúde que atuam no atendimento a pacientes com covid-19, de indígenas aldeados e idosos com mais de 60 anos que moram em casas de repouso ou asilos.

Edição: Nádia Franco

Fonte: EBC Saúde

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Saúde

Itália confirma 1º caso de variante brasileira da Covid-19

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Itália confirma 1º caso de variante brasileira da Covid-19
Reprodução: ACidade ON

Itália confirma 1º caso de variante brasileira da Covid-19

A Itália confirmou nesta segunda-feira (25) seu primeiro caso da cepa brasileira do coronavírus Sars-CoV-2, que já motivou a proibição de voos e viajantes provenientes do país sul-americano ao território italiano.

O anúncio foi feito pela Agência de Tutela da Saúde (ATS) Insubria, que disse que o paciente retornou recentemente de uma viagem ao Brasil. Exame RT-PCR feito no homem confirmou a infecção pela nova cepa.

“O primeiro caso da variante brasileira observada na Itália está sendo avaliado no Hospital de Varese. É um homem que voltou do Brasil para o aeroporto de Malpensa via Madri nos últimos dias e testou positivo”, diz o comunicado.

Segundo as autoridades sanitárias locais, o paciente “está bem de saúde, mas, por precaução, foi internado para fazer exames”. Ele está na enfermaria do Hospital de Varese, na região da Lombardia, que é chefiada pelo professor Paolo Grossi.

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Após a identificação da variante pelo laboratório de microbiologia chefiado pelo professor Fabrizio Maggi, os familiares do paciente foram submetidos a testes e estão sob vigilância da ATS Insubria.

Os especialistas estão monitorando a situação em conjunto com o Departamento de Bem-Estar da região da Lombardia e o Instituto Superior de Saúde (ISS).

“Todas as medidas de saúde pública previstas pelos atuais protocolos para o controle da disseminação da variante brasileira em nosso território foram adotadas e, até o momento, a situação não é motivo de alarme”, finaliza o comunicado.

A cepa brasileira teria surgido em Manaus, cidade que vive um colapso do sistema de saúde por causa da explosão no número de casos. A mutação, segundo especialistas, pode ser considerada mais contagiosa do que a versão original do Sars-Cov-2.

Até o último balanço do Ministério da Saúde, a Itália contabiliza 2.466.813 casos de Covid-19 e 85.461 mortos desde o início da pandemia.

Fonte: IG SAÚDE

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