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Política Nacional

Ministério da Infraestrutura descarta extinção da Valec

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Em audiência pública realizada pela Comissão de Trabalho da Câmara, o representante do Ministério da Infraestrutura descartou a extinção da empresa Valec, que tem por função construir e explorar infraestruturas ferroviárias.

Cleia Viana/Câmara dos Deputados
Audiência pública sobre a participação do Governo no Setor Ferroviário
Representante dos empregados reclama que há informações desencontradas sobre uma possível extinção da empresa

A possível extinção da empresa pública tem preocupado empregados e terceirizados da empresa. Mas, segundo Marcos Kleber Félix, assessor direto do ministro Tarcísio Gomes, a reestruturação no setor ferroviário é uma realidade, mas não acontecerá dentro dos quatro anos desta legislatura, por ser um trabalho longo.

A audiência tratou da situação dos empregados, e para a representante do Conselho de Administração da Valec Gabrielle Fernandes, a falta de informações oficiais causa desespero e medo nos empregados da empresa.

"Não é simplesmente você chegar e mandar embora, é a forma como isso está sendo feito. Essa coisa de ficar pingando informação, e você não poder se programar, a gente não sabe se mês que vem é o nosso último salário, se mês que vem a gente vai ser demitido", reclamou.

Porém, Marcos Félix afirmou que a extinção da Valec não passa de um "mal-entendido". De acordo com ele, o Ministério pretende realizar estudos para requalificar e aumentar a infraestrutura ferroviária. Ele afirmou que os estudos são focados em três pontos principais: a renovação das concessionárias atuais para fazer novos investimentos, a aprovação de um novo marco ferroviário e a retomada dos investimentos próprios no setor.

"Não existe nenhum estudo sendo realizado para fazer a extinção da Valec. O Ministério vem, desde que o governo começou, fazendo vários estudos para reformular o setor ferroviário no Brasil. Nós temos um plano audacioso, ambicioso para reconstruir o modo ferroviário no Brasil".

Com o esclarecimento do Ministério da Infraestrutura, a deputada Érika Kokay (PT-DF), que pediu a audiência, disse que foi importante a definição para tranquilizar os funcionários da empresa.

"O trabalho é o local onde a gente se encontra, onde a gente reconhece nossa humanidade. Não pode ser o local onde a gente sofre, perde os sonhos, perde o sono, perde os tendões, enfim, perde a saúde", disse.

Empregados e a direção da Valec também abriram, durante a audiência, uma mesa de negociação para trocas de informações relacionadas ao estudo e possível extinção da empresa.

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Política Nacional

Apenas seis ministros de Bolsonaro não contraíram Covid-19; veja quem

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Seis ministros de Bolsonaro ainda não testaram positivo para Covid-19
Agência Brasil

Seis ministros de Bolsonaro ainda não testaram positivo para Covid-19

A maioria dos ministros do governo de Jair Bolsonaro já teve diagnóstico positivo para a Covid-19 desde o início da pandemia. Dos 23 ministros, 17 já informaram ter contraído a doença em algum momento. O último a ter contraído o vírus foi o ministro do Turismo Gilson Machado, que anunciou em uma rede social neste sábado ter testado positivo para o novo coronavírus.

Machado afirmou que está assintomático e seguirá o protocolo do Ministério da Saúde, que inclui a recomendação de isolamento para impedir a contaminação de outras pessoas. O ministro já havia recebido duas doses da vacina.

“Testei positivo para Covid. Estou assintomático. Seguirei o protocolo de recuperação do Ministério da Saúde e do meu médico”, escreveu em uma rede social.

Ele teve uma agenda com o presidente Jair Bolsonaro no Palácio do Planalto na última quarta-feira e, em seguida, participou de uma cerimônia no local, sem usar máscara de proteção facial. Bolsonaro tem afirmado publicamente que não tomou nem pretende tomar a vacina contra a Covid-19.

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Na última semana, a ministra Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos) também anunciou ter contraído Covid-19 e disse estar com sintomas leves.

Além de Machado e Damares, já contraíram a doença Tarcísio de Freitas (Infraestrutura), Marcelo Queiroga (Saúde), Tereza Cristina (Agricultura), Bruno Bianco (Advocacia-Geral da União), Fábio Faria (Comunicações), Braga Netto (Defesa), Wagner Rosário (Controladoria-Geral da União), Marcos Pontes (Ciência, Tecnologia e Inovações), Onyx Lorenzoni (Trabalho e Previdência), Milton Ribeiro (Educação), Luiz Eduardo Ramos (Secretaria-Geral), Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional) e Bento Albuquerque (Minas e Energia).

Os ministros Ciro Nogueira (Casa Civil) e Anderson Torres (Justiça) tiveram Covid-19 em agosto de 2020, quando ocupavam, respectivamente, os cargos de senador e secretário de Segurança Pública do Distrito Federal.

Dentre os ministros que não foram diagnosticados ou não anunciaram publicamente estão Carlos Alberto França (Relações Exteriores), Flávia Arruda (Secretaria de Governo), João Roma (Cidadania), Joaquim Álvaro Pereira Leite (Meio Ambiente), Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional) e Paulo Guedes (Economia).

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Política Nacional

“Todos terão que aceitar o resultado”, diz Lula sobre eleições

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Lula criticou falas de Bolsonaro sobre as Eleições de 2022
O Antagonista

Lula criticou falas de Bolsonaro sobre as Eleições de 2022

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste sábado (15) que “todos deverão aceitar resultado das eleições” e lembrou da rejeição do autoritarismo no país. Possível candidato no pleito de 2022, Lula ressaltou a necessidade de diálogo entre os poderes para a recuperação do país.

Em publicação nas redes sociais, o petista relembrou uma entrevista dada ao jornal The Telegraph, do Reino Unido, em que criticou as falas do presidente Jair Bolsonaro (PL). Em diversas oportunidades, Bolsonaro questionou a confiabilidade da urna eletrônica, tentou implantar o voto impresso e insinuou que não aceitaria o resultado do pleito.

“A democracia brasileira sairá mais forte de 2022, e todos terão que aceitar o resultado das eleições. A maioria dos brasileiros rejeita o autoritarismo e o desastroso desgoverno atual”, disse Lula.

O petista ainda afirmou ser necessário conversas para melhorar o desenvolvimento econômico do país. Na declaração, Lula ensaiou críticas as falas de Bolsonaro contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

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Na última quarta-feira (12), o presidente atacou os ministros Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes ao acusa-los ameaçar e cassar “liberdades democráticas” para beneficiar Lula.

“O próximo presidente do Brasil terá que enfrentar o desafio de reconstruir o país, recuperar o crescimento econômico e a inclusão social, dialogando e trabalhando com a sociedade”.

“E que nosso mundo precisa de mais cooperação e menos conflito entre os países para enfrentar os desafios globais — pandemia, proteção do meio ambiente, combate à pobreza”, concluiu.

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