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Economia

Ministério da Economia critica volta do despacho gratuito de bagagem

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Bagagem no aeroporto
Agência Brasil/Marcelo Camargo

Comissão mista aprovou, na quinta-feira (25), a volta do despacho gratuito de bagagens


O Ministério da Economia criticou, nesta sexta-feira (26), as alterações aprovadas ontem (25) na Medida Provisória (MP) 863/2018, que controla ações das companhias aéreas no Brasil. Entre as mudanças regularizadas por uma comissão mista do Congresso Nacional estão novas regras para a abertura para o capital estrangeiro e a retomada do despacho gratuito de babagem em voos nacionais.

De acordo com uma nota divulgada pela Secretaria de Advocacia da Concorrência e Competitividade do ministério, a volta da obrigatoriedade da franquia gratuita de bagagem  vai contra o “objetivo desregulatório inicial” da MP. Segundo a pasta, nunca houve gratuidade nesse serviço, que estaria implícito na tarifa.

Outro ponto criticado na nota diz respeito à criação de uma quota mínima para operação de rotas regionais. O relatório aprovado pela comissão obriga as companhias aéreas brasileiras que quiserem se abrir 100% para o capital estrangeiro a terem pelo menos 5% de seus voos dentro do território nacional. Para a Secretaria, essa alteração é de caráter intervencionista, “que invade a esfera privada de estratégia das empresas do setor, que buscam investimento estrangeiro”.

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Sem citar nominalmente a Avianca , o órgão enfatiza que, no momento em que o País assiste à recuperação judicial de “uma grande empresa do mercado” , o retorno da obrigatoriedade de despacho gratuito de bagagem , somado à regra que limita o investimento estrangeiro no setor, poderá desestimular o ingresso de novas empresas no País.

“Tais medidas representam a retomada de práticas intervencionistas, e dificultam sobremaneira a implantação de um cenário mais favorável à competitividade, impedindo que a população tenha acesso a voos mais baratos e em mais cidades”, finaliza a nota.

Anac e Ministério do Turismo também criticaram mudanças na MP

Ontem (25), a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) também disse que a volta da franquia mínima de bagagem pode afastar novas empresas e investidores interessados no setor aéreo do País. O órgão ressaltou que “a retomada da franquia de bagagem despachada tende a afastar, sobretudo, empresas low cost [de baixo custo] que começam a chegar ao Brasil”. A Anac   chamou, ainda, a alteração na MP de “retrocesso” e disse que os usuários do transporte aéreo serão os mais prejudicados.

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Também em nota, o Ministério do Turismo  criticou as mudanças, dizendo que estas podem afastar potenciais interessados no mercado de aviação no país. “A inclusão de emendas alterando o conteúdo original pode ter um impacto perigoso na abertura do mercado de aviação nacional e afastar empresas estrangeiras que desejam operar no país, incluindo as low costs. Nesta equação, a população brasileira é a grande prejudicada, uma vez que a ampliação do mercado — atendido atualmente por quatro empresas, sendo uma em processo de recuperação judicial — possibilitará o aumento de rotas com possibilidade de impacto na redução do custo da passagem aérea para os viajantes”, escreveu.



Fonte: IG Economia
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Economia

Em promoção, Guanabara vende cerveja suficiente para saciar três Maracanãs

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Agência O Globo

Tumulto na entrada no Guanabara no início da promoção de aniversário da varejista carioca

Brigadeiro e festa estão garantidos por muito tempo no Rio de Janeiro, a julgar pelo saldo dos primeiros dias do Aniversário Guanabara deste ano. Desde sexta-feira (18), os 650 mil consumidores que abarrotaram as 26 unidades da rede de supermercados para o tradicional período de promoções compraram 2,4 milhões de latas de leite condensado, o suficiente para preparar 97 milhões de brigadeiros — uma mordida para cada brasileiro, “se organizar direitinho”, como diz a máxima.

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Os clientes também pareciam estar com sede: tiraram das gôndolas 1,5 milhão de latas de cerveja, volume capaz de saciar o público de mais de três Maracanãs lotados em um churrasco — fora do estádio, é claro, já que bebidas não são permitidas no recinto. As comemorações do Aniversário Guanabara  — também conhecidas como “Black Friday raiz” no repertório dos memes da internet — começaram na sexta-feira e vão até 26 de novembro.

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Nesse período, a varejista tenta atrair o público com descontos de até 60% em mais de dois mil produtos. A meta do Guanabara é receber 1,6 milhão de clientes até o fim de domingo. Segundo balanço divulgado pela varejista, a promoção do leite condensado foi a mais cobiçada pelos consumidores nos dois primeiros dias de promoção. Como resultado, esses clientes queimaram em 24 horas 7% do estoque de 30 milhões de unidades da iguaria — acumulado pelo Guanabara antevendo a voracidade dos consumidores durante a promoção. 

A rede de supermercados investiu R$ 35 milhões em estoques junto a 550 fornecedores. Entre os produtos estão 26 milhões de sabonetes, cinco milhões de latas de cerveja, três milhões de pacotes de fraldas e 25 milhões de unidades de creme de leite. Este, aliás, foi o segundo produto mais popular até agora entre os consumidores, que já compraram 2,3 milhões de unidades.

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Mas os hábitos de consumo de quem quer poupar com as promoções vão além da cozinha. Os consumidores já compraram 310 mil pacotes com 16 rolos de papel higiênico – cerca de 149 mil quilômetros de papel, o bastante para dar quase quatro voltas ao redor da Terra. Levaram também 1,3 milhão de sabonetes.

Segundo o Guanabara, o volume de vendas registrado até agora é 10% maior em relação às promoções do ano passado. Parte disso se deve ao fato de os consumidores, diante da economia ainda lenta, estarem aproveitando os preços mais em conta para estocar produtos.

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Na avaliação de Albino Pinho, diretor de marketing da rede, são indícios disso os 100 mil carros que passaram pelos estacionamentos do Guanabara desde sexta.  “100 mil carros já passaram pelos nossos estacionamentos. Esse número comprova que o nosso cliente realmente aproveita o aniversário para comprar e estocar”, disse Pinho, em nota.

Fonte: IG Economia
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Economia

Brasil depende de medidas internas para driblar desaceleração global

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A desaceleração da economia global em 2019 e em 2020 imporá desafios a todos os países. O Brasil, no entanto, pode minimizar os efeitos da retração se prosseguir com medidas internas. Segundo economistas, o país precisa executar ações que vão da continuidade das reformas estruturais a medidas de estímulo da demanda, para que a recuperação econômica não seja afetada.

Na semana passada, o Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu, de 3,2% para 3%, a previsão de crescimento da economia mundial em 2019. O fundo também revisou para baixo a estimativa de 2020: de 3,5% para 3,4%. Desde 2017, quando a economia global cresceu 3,8%, o mundo vem passando por uma desaceleração.

Para o Brasil, o FMI ajustou a previsão de crescimento econômico em 2019 de 0,8% para 0,9%. No início do ano, a estimativa estava em 2,5%. Para 2020, o cenário para a economia brasileira deve ser melhor, mas o organismo internacional reduziu a projeção de crescimento de 2,4% para 2%.

Reformas

Professor do Ibmec e economista da Órama Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, Alexandre Espírito Santo diz que o Brasil pode sair relativamente ileso da desaceleração global se prosseguir com a agenda de reformas após a aprovação da reforma da Previdência.

“O próprio FMI destacou, no relatório, que somente a reforma da Previdência não basta para garantir a sustentabilidade da economia do país. O país precisa prosseguir com as reformas tributária e administrativa para reduzir os gastos públicos e modernizar o Estado.”, diz Alexandre.

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Segundo o economista da Órama, dois fatores externos darão vantagem ao Brasil no próximo ano. O primeiro são os juros baixos em todo o planeta, o que deve continuar a atrair parte do capital financeiro para o país, mesmo com a taxa Selic – juros básicos da economia – no menor nível da história. O segundo é a instabilidade em países emergentes, como Argentina, o México e a Turquia, que, na avaliação dele, atravessam situações mais complicadas que o Brasil.

“O Brasil continua atraente para investimentos internacionais, seja no mercado financeiro, seja nos investimentos diretos [de empresas], mesmo com um cenário externo mais difícil em 2020. Mas tudo depende de o país fazer o dever de casa e seguir com as reformas internas”, destaca.

Demanda

Professor da Universidade Federal Fluminense e especialista em economia internacional, André Nassif diz que o Brasil precisa tomar medidas internas. Ele, no entanto, diverge do diagnóstico do FMI de que apenas as reformas bastam para impedir o desaquecimento da economia brasileira no próximo ano.

“O governo precisa ir além das reformas e encontrar algum mecanismo na política fiscal que permita a retomada dos investimentos públicos, que geram emprego em um primeiro momento, e da demanda agregada”, diz Nassif. Segundo ele, uma das opções poderia ser a retirada dos investimentos públicos do teto federal de gastos, mas ele acha que o governo deveria estudar alternativas.

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“As medidas tomadas até agora, como os saques do FGTS [Fundo de Garantia do Tempo de Serviço] e a redução de juros pela Caixa Econômica, têm fôlego pequeno para reativar a economia. São necessárias ações mais profundas para estimular a demanda”, aconselha.

Estados Unidos

O relatório do FMI ainda não contemplou os impactos de uma eventual recessão dos Estados Unidos na economia mundial. Diversos indicadores têm mostrado a desaceleração da maior economia do planeta nos últimos meses, em meio ao agravamento das tensões comerciais com a China. Para Nassif, essa será a principal preocupação externa no próximo ano. “A política de confrontação do Trump pode jogar os Estados Unidos na recessão. Aí será complicado para todos os países.

Alexandre Espírito Santo, da Órama, diz não enxergar os riscos imediatos de uma recessão norte-americana. “Nossos relatórios mostram a economia dos Estados Unidos rodando num ritmo mais lento, mas não a ponto de entrar em recessão, como na crise de 2008 e 2009. A desaceleração global apontada pelo FMI deve-se muito mais à estagnação de várias economias europeias e do Japão, além da desaceleração da China”, comenta.

Edição: Graça Adjuto

Fonte: EBC Economia
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