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Mini Cooper S 5 portas: mais prático e ainda irreverente

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Mini
Carlos Guimarães/iG

Mini Cooper S 5 portas tem 16 centímetros a mais de comprimento que a de três portas, o que garante mais espaço no banco traseiro

Desde que apareceu, há quase 14 anos, o Mini Cooper feito pelo Grupo BMW ficou marcado pelo visual irreverente, com apenas três portas. Ainda como ingredientes essenciais da receita que agrada seus entusiastas estão as linhas inconfundíveis e o desempenho que empolga.

Lançar uma versão de cinco portas do Mini Cooper S , como a maioria dos hatches, foi uma decisão feita na tentativa de ampliar o espectro de clientes da marca, em busca de mais praticidade no dia a dia.

Claro, com duas portas a mais, fica fácil de entrar e sair do banco traseiro, ou guardar algum objeto no assoalho antes de assumir o volante, ainda mais com os 16 cm a mais de comprimento em relação à versão de três portas.

Mas isso acaba um pouco com a aura esportiva do Mini Cooper S, embora praticamente não afete o desempenho. O carro se mantém ágil e divertido de dirigir como sempre, apenas passa a ficar um pouco mais próximo da maioria dos demais hatches .

Com preço sugerido de R$ 174.990, o Mini Cooper S deixou de ter rivais diretos depois que Audi A1 , Citroën DS3 e Fiat 500 Abarth foram embora do Brasil. Mesmo entre os hatches médios esportivos, também não há mais por aqui Golf GTI (pelo menos por enquanto), nem Hyundai Veloster, ou Peugeot 308. Então, se a ideia é ter um hatch esportivo de verdade por até R$ 180 mil, o pequeno modelo da marca inglesa está praticamente sozinho.

Quem curte um belo hatch esportivo para alegrar o dia ao volante, hoje em dia, não há nada parecido no Brasil. A partida é dada por um botão vermelho pulsando no painel, para provocar o ímpeto que tem estiver ao volante. Ao pressioná-lo, nem precisa acelerar para sair um ronco encorpado pelas duas saídas de escapamento. Só para lembrar que há 192 cv disponíveis ao pisar no acelerador.

Com relação entre peso e potência de 6,8 kg/cv, o Mini Cooper S de 5 portas acelera como gente grande, capaz de ir de 0 a 100 km/h em apenas 6,7 segundos. E com aquele som borbulhante entre as trocas de marchas, que podem ser feitas pelas hastes atrás do volante. O câmbio é de dupla embregagem banhada a óleo, de 7 marchas, digno de um esportivo, sempre preciso e bastante rápido, inclusive nas reduções.

O acerto do carro chega a um grau de precisão que consegue controlar bem o efeito de despejar tanta potência apenas nas rodas dianteiras, sem deixar a frente “passarinhando” nas acelerações. Mérito das assistências eletrônicas e do ajuste de suspensão, com multibraço na traseira e bem preparada para garantir boa estabilidade nas curvas. No caso dessa versão S, ao contrário da ainda mais esportiva JCW , consegui-se manter um certo nível de conforto, sem muito solavancos em piso irregular.

Se pisar de leve no acelerador e ainda selecionar o modo de condução mais econômico (“Green”), o Mini Cooper S 5 portas não é dos qua mais gastam gasolina. Conforme os dados do Inmetro, o carro faz 11,9 km/l na cidade e 14,4 km/l. Mas é bom saber que o tanque não é dos maiores, com 44 litros, o suficiente para dar autonomia de 524 litros em trechos urbanos e 634 km em rodoviários.

O espaço interno também não é o forte do Mini . Nessa versão de cinco portas quem vai sentado atrás se acomoda melhor do que na de apenas três, mas o porta-malas leva razoáveis 278 litros. O importante é curtir toda irreverência do modelo, bem com a lista bem completa de equipamentos, que inclui central multimídia conectada à internet e com GPS nativo que mostra informações do trânsito em tempo real, luz ambiete configurável, som de alta fidelidade Harmann Kardon, entre vários outros itens.

Irreverência sofisticada

Mini
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Interior esbanja irreverência com central multimídia com moldura circular no painel e bandeira da Inglaterra que muda de cor

Os bancos são muito bons, com largos apoios laterais e com acabamento caprichado. No lado do passageiro incluíram até uma bandeira estilizada da Inglaterra que muda de cor no painel à noite. Além disso, há teto solar duplo que pode ser aberto eletricamente, “head up display” (projeta a velocidade em uma tela próxima do pára-brisa), controle de cruzeiro adaptativo (“piloto automático”) e até controle de largada, para acelerar ao máximo pisando no freio e no acelerador ao mesmo tempo, soltando o pedal do meio para disparar.

Conclusão

Quem busca um hatch esportivo de verdade e estava em dúvida em levar um Mini por causa da falta de um pouco mais de espaço no banco traseiro, tem na versão de 5 portas uma boa alternativa. Aliás, uma das únicas no Brasil entre os modelos novos.

Preço:  a partir de R$ 174.990
Motor: 2.0, quatro cilindros, turbo, gasolina 
Potência: 192 cv a 5.000 rpm  
Torque: 28,5 kgfm a 1.350 rpm  
Transmissão: automatizado, dupla embreagem, sete marchas, tração dianteira  
Suspensão: Independente, McPherson (dianteira) / multilink (traseira)  
Freios: Discos ventilados (dianteiros) / discos sólidos (traseiros)  
Pneus: 205/45 R17  
Dimensões: 4 m (comprimento) / 1,73 m (largura) / 1,43 m (altura), 2,57 m (entre-eixos)  
Tanque: 44 litros  
Porta-malas: 278 litros  
Consumo gasolina: 11,9 km/l (cidade) / 14,4 km/l (estrada)  
0 a 100 km/h: 6,7 segundos  
Velocidade máxima: 233 km/h

Fonte: IG CARROS

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BMW adota novidades nos modelos Série 1 e Série 2 no Brasil

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BMW 218i Gran Coupe recebe uma série de atualizações como novas rodas e mudanças nos revestimentos dos bancos
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BMW 218i Gran Coupe recebe uma série de atualizações como novas rodas e mudanças nos revestimentos dos bancos

A BMW está disponibilizando os novos Série 1 e Série 2 para o mercado brasileiro. Produzidos nas fábricas do BMW Group em Leipzig e Regensburg, na Alemanha, a nova geração de ambos os modelos traz como novidades ergonomia aprimorada por meio de bancos com ajustes elétricos, teto solar panorâmico e mais tecnologias de assistência ao motorista.

O 118i Sport GP (R$ 259.950) , por exemplo, ganhou ainda novas rodas de cinco raios duplos Multi-Spoke, mais esportivas, em substituição às antigas de seis raios, enquanto o 218i Gran Coupé (R$ 270.950) agora oferece revestimento interno dos bancos, além de faróis em LED e rodas de liga leve Double-Spoke.

De série, os dois modelos são equipados com: seis airbags, freios ABS, controles de estabilidade e de tração , pneus Run-Flat e estepe de emergência – no caso do Série 2.

Ambos os modelos são equipados com motor biturbo de 3 cilindros de 140 cv de potência, disponíveis entre 4.600 rpm e 6.500 rpm, e torque de 22,43 kgfm, estabelecido entre 1.480 rpm e 4.200 rpm. Associado a ele, está o câmbio automático , de sete marchas.

No entanto, a grande novidade fica por conta atualização remota por software que poderá ser feita por intermédio do My BMW App ou diretamente, por meio do mostrador do veículo e Assistente Pessoal Inteligente BMW, que permite o controle de diversas funções por meio de comandos de voz e inteligência artificial.

A tecnologia também identifica hábitos do motorista e adapta suas funções como, por exemplo, ajustar a temperatura do veículo automaticamente.

Fonte: IG CARROS

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Como a parada na produção e a saída de fabricantes afeta o mercado automotivo?

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Algumas fabricantes seguem paradas no Brasil sem insumos para produzir, como é o caso da GM e da Honda
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Algumas fabricantes seguem paradas no Brasil sem insumos para produzir, como é o caso da GM e da Honda

Desde o início do ano até agora, ao menos 10 montadoras de automóveis, caminhões e ônibus anunciaram a paralização da produção de veículos no Brasil em decorrência da crise sanitária ocasionada pelo novo coronavírus. Vale ressaltar que a Ford continuará a comercializar carros no país, porém serão importados dos nossos vizinhos Argentina e Uruguai, e a Audi, que também suspendeu a produção nacional, estuda retornar em 2022.

Infelizmente, esse era um caminho que parecia provável. De acordo com dados da Fenabrave , o primeiro trimestre deste ano teve desempenho em vendas de veículos zero-quilômetro bastante reduzido, totalizando 527,9 mil unidades licenciadas – o que representa queda de 5,4% em relação aos mesmos meses do ano anterior.

A grande questão não é a comparação direta entre os períodos, mas quanto o mercado reduziu com relação ao último trimestre de 2020: uma queda de 23% no volume de vendas . Isso freou a recuperação do mercado que ocorria desde a metade do ano passado.

Se colocarmos na balança o alto custo para produzir um carro no Brasil versus quanto se está vendendo com o avanço da pandemia no país, veremos cada vez mais outras montadoras saindo do país, em especial as de veículos de luxo, que sofrem diretamente com o aumento do custo de produção devido à alta do dólar.

Conforme as fabricantes vão deixando de produzir no país, o mercado fica cada vez mais reduzido, e vão se criando nichos. Se há alguns anos comprar um carro novo era difícil, porém um sonho que poderia se realizar nos modelos populares que ficavam na casa dos R$ 30 mil, atualmente a mesma categoria de veículos se aproxima dos R$ 50 mil, o que acarreta um novo movimento no mercado .

Seminovos continuam em alta na pandemia

Vendas de carros usados continuam aquecidas com a falta de alguns modelos novos nas lojas e com preços nas alturas
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Vendas de carros usados continuam aquecidas com a falta de alguns modelos novos nas lojas e com preços nas alturas



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Essa alta nos preços faz com que até quem antes só comprava veículos zero-quilômetro migrasse para os usados . Trazendo o mesmo estudo que citei anteriormente da Fenabrave, em fevereiro deste ano o mercado de usados cresceu 15,1% quando comparado ao mesmo mês do ano passado.

Não há grandes saídas: a escolha consciente para o consumidor hoje é partir para os seminovos e esperar o Brasil voltar a um cenário de normalidade para entender quanto tempo demoraremos para ter um mercado de carros novos em alta novamente.

Ao passo que o mercado de novos está em queda , o de usados e seminovos está aquecido. Esse cenário deverá se manter até a produção de veículos ser normalizada e a insegurança causada pelo coronavírus passar, bem como as contratações serem retomadas e a taxa de desemprego melhorar.

Outro fator a se colocar na balança é a questão da concorrência. A falta de players no mercado entrega a quem tem o produto a possiblidade de ofertá-lo pelo preço que quer e não se preocupar tanto em ter o mais competitivo para vencer um rival.

Na categoria dita como “de entrada”, vivemos décadas com uma disputa de quatro grandes representantes: Volkswagen , Ford , Chevrolet e Fiat . A Renault remava pelas beiradas e nos últimos 10 anos a Hyundai conquistou o mercado das grandes.

A gama de veículos com preços semelhantes era benéfica ao consumidor, que podia escolher a melhor opção entre X fatores que lhe eram importantes. Com a saída da Ford , o Ka deixou de ser produzido, recentemente a Volkswagen anunciou que o Up! também deixará de ser vendido aqui. Veja só: a concorrência diminuiu, a produção diminuiu e os preços subiram. O prejudicado nessa equação é o consumidor.

Sendo pragmático, se pensarmos no ritmo de vacinação atual no Brasil, que desde o início do ano cobriu um pouco mais de 10% da população, e em como outros países estão voltando às atividades normais aos poucos após a imunização , não consigo prever um reaquecimento desse mercado antes do segundo trimestre de 2022.

Fonte: IG CARROS

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