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Meta negligencia Brasil no combate à desinformação, diz ex-funcionária

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Frances Haugen em audiência na Câmara dos Deputados
Reprodução/YouTube/Câmara dos Deputados

Frances Haugen em audiência na Câmara dos Deputados

Frances Haugen, ex-funcionária e delatora do Facebook, responsável por vazar os  Facebook Papers no ano passado, afirma que a Meta não dá a devida atenção às eleições brasileiras, permitindo a circulação de desinformação e discurso de ódio em suas plataformas Facebook, Instagram e WhatsApp.

“O Facebook não tem transparência em relação a quais sistemas de moderação de conteúdo existem e em quais idiomas. Eu sou muito cética de que há cobertura igual em inglês e em português brasileiro”, disse ela, durante audiência pública das comissões de Legislação Participativa e de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara dos Deputados na tarde desta terça-feira (5).

Haugen argumentou que, durante as eleições estadunidenses de 2020, o Facebook adicionou diversas camadas de proteção contra desinformação na rede social, e que algo semelhante deveria ser feito no Brasil. Segundo ela, as medidas podem ser implementadas com facilidade, mas a empresa opta por não fazê-lo porque isso poderia diminuir seus lucros.

“O Brasil merece o mesmo nível de investimento que houve nos Estados Unidos, ou ainda maior, já que o processo eleitoral brasileiro depende muito mais dos aplicativos da empresa do que o norte-americano”, argumentou, lembrando da importância do WhatsApp no contexto eleitoral do Brasil.

Haugen afirma que a Meta poderia implementar soluções tanto no Facebook quanto no WhatsApp e no Instagram a tempo de ajudar a garantir a democracia nas eleições presidenciáveis deste ano. Para ela, não fazê-lo é uma “falta de respeito” com o povo brasileiro.

Falta de transparência

Durante a audiência pública, a ex-funcionária do Facebook afirmou que a empresa age sem transparência, e que esse é um dos maiores motivos pelos quais ela não modera conteúdo adequadamente.

“O Facebook intencionalmente tem negado acesso às suas informações. Eles não querem que o ecosssistema de regulação opere, não querem que reguladores entendam como a plataforma funciona. Eles escondem todas as coisas importantes”, disse.

Haugen lembra que não é possível saber, por exemplo, como funciona a moderação de conteúdo feita por pessoas. Pesquisas já mostram que as redes sociais, no geral, não têm o mesmo rigor ao moderar conteúdo em inglês e em outras línguas, negligenciando países como o Brasil, onde desinformação e discurso de ódio circulam mais livremente.

“Se eu soubesse que há uma ou duas pessoas trabalhando nas eleições brasileiras, eu ficaria surpresa”, afirmou Haugen. “É inaceitável que eles operem às escuras quando há esse histórico de negligenciar o Brasil”.

Nesse sentido, a ex-funcionária elogiou o PL das Fake News, que deve ser votado pela Câmara dos Deputados em breve. Para ela, há alguns dispositivos falhos no texto, mas a exigência de transparência das plataformas é essencial. Por isso, ela aconselhou a aprovação do PL, que considera “uma exclente oportunidade para o Brasil” avançar na legislação sobre redes sociais.

“O Brasil merece saber quanto esforço está sendo investido por parte do Facebook em moderação de conteúdo e segurança, e merece saber até que nível há equidade linguística entre inglês e português”, opinou.

Fonte: IG TECNOLOGIA

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Celular roubado: saiba como se proteger antes e depois do incidente

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Veja o que fazer antes e depois de ter o celular roubado
Unsplash/Jenny Ueberberg

Veja o que fazer antes e depois de ter o celular roubado

Atualmente, os roubos de celulares preocupam os usuários não apenas por conta do prejuízo financeiro relacionado ao valor do aparelho, mas também devido às perdas que o acesso a aplicativos bancários e dados pessoais podem causar.

Diante disso, é importante ter algumas proteções no smartphone para evitar prejuízos maiores, assim como saber o que fazer imediatamente após ter o dispositivo roubado.

Claudio Martinelli, diretor-executivo da empresa de cibersegurança Kaspersky na América Latina, teve seu celular roubado, mas não teve prejuízos financeiros além do valor do dispositivo. Isso aconteceu porque ele tomou atitudes rapidamente, impedindo a ação dos criminosos.

“Obviamente, não é uma experiência fácil, mesmo para alguém que trabalha combatendo o cibercrime como eu”, comenta Claudio. “Qualquer roubo criará um grande estresse e é comum ficar surpreso inicialmente, mas tenha em mente que o bandido irá agir rápido, e cabe a você ser mais ágil que ele. Saiba que é possível mitigar as perdas, mas é necessário tomar medidas certas. Uma boa segurança física e digital sempre terá ações preventivas, imediatas e de longo prazo”, orienta o especialista.

A seguir, confira algumas medidas preventivas, para adotar desde já em seu smartphone, e outras que devem ser realizadas imediatamente após um eventual roubo.

Como proteger seu celular

  • Bloqueie aplicativos com mais uma senha além do login. Para isso, há opções nativas no Android e no iOS, além de apps específicos para isso. É importante proteger programas bancários e de consumo, como delivery e lojas online.

  • Tome cuidado na hora de liberar o acesso a apps bancários apenas com a biometria. O que acontece é que o criminoso adiciona uma nova biometria e passa a usar as senhas salvas no dispositivo livremente. Para evitar isso, é importante ativar uma proteção por senha do sistema, sempre que uma nova biometria for criada.

  • Tenha uma solução antirroubo instalada em seu smartphone.

  • Confira os atalhos para entrar em contato com sua operadora de telefonia e com seus bancos. Assim, se você for roubado, já saberá como contatar os canais rapidamente.

Fui roubado, e agora?

  • Imediatamente após o roubo, é importante ligar para a operadora de telefonia e pedir o bloqueio do cartão SIM e do IMEI. Isso impedirá o ladrão de receber SMS com os códigos para recuperação de senhas nos serviços online e de se conectar à internet.

  • Em seguida, bloqueie seu celular através de sistema antirroubo previamente instalado. Eles permitem bloqueio, localização e até a limpeza dos dados do dispositivo de maneira remota.

  • Ligue para todos os seus bancos para notificar que o smartphone foi roubado e peça o bloqueio de qualquer transação feito por este dispositivo.

Isso é suficiente?

Depois de tomar as ações imediatas, é importante ficar de olho em possíveis golpes no longo prazo, que vão além do roubo de credenciais bancárias, já que os celulares também podem revelar informações pessoais como CPF, RG e senhas.

“Os celulares são também uma ferramenta de verificação da nossa identidade no mundo digital. Com essas informações, os bandidos podem tentar realizar empréstimos bancários ou abrir contas falsas”, comenta Claudio.

Por isso, uma boa dica é acessar o  serviço Registrato , do Banco Central, que permite ver informações bancárias ligadas ao seu CPF. Se uma conta for aberta em seu nome ou se um empréstimo for feito, por exemplo, é possível saber através desse sistema.

Por fim, após o roubo também é possível recuperar suas informações salvas em sistemas oficiais do Google e da Apple. Para isso, é importante sempre manter o backup em dia.


Fonte: IG TECNOLOGIA

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Usuários do Signal têm dados vazados após ataque hacker

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Empresa parceira do Signal sofre invasão
Unsplash

Empresa parceira do Signal sofre invasão

Usuários do Signal tiveram seus números de celular expostos após um ataque hacker em uma empresa que presta serviços para o mensageiro. Cerca de 1.900 usuários tiveram seus dados vazados.

A invasão aconteceu na empresa Twilio, responsável pela verificação de números de telefone de usuários do Signal. Através de uma campanha de phishing, os hackers conseguiram enganar funcionários da Twilio e invadirem os sistemas da empresa. Além do Signal, cerca de 125 outros clientes da companhia foram afetados.

De acordo com o Signal, apenas os números de celular e códigos de registro de SMS foram vazados. “Histórico de mensagens, informações de perfil, listas de contatos e outros dados não foram acessados”, garantiu a empresa.

Com os dados vazados, porém, é possível que os hackers consigam clonar contas do Signal nas quais os usuários não ativaram o bloqueio de registro. As pessoas afetadas pela falha de segurança estão recebendo alertas oficiais do Signal sobre o que fazerem para protegerem suas contas.


Fonte: IG TECNOLOGIA

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