conecte-se conosco


Economia

Mercado financeiro espera por cortes na Selic a partir de setembro

Publicado

O mercado financeiro espera por manutenção da taxa básica de juros, a Selic, no atual patamar de 6,5% ao ano, na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) desta terça-feira (18) e quarta-feira (19). Entretanto, a partir de setembro, instituições financeiras esperam pelo início de um ciclo de cortes.

Por essas expectativas, a Selic também será mantida em 6,5% ao ano, em agosto, cai para 6,25% ao ano, em setembro, para 6%, em outubro e para 5,75% ao ano, em dezembro. Essas projeções são da pesquisa Focus, publicada todas as semanas pelo Banco Central (BC) com estimativas para os principais indicadores econômicos.

A Selic é usada pelo BC como principal instrumento para controlar a inflação. Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

Quando o Comitê de Política Monetária (Copom) aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Edição: Valéria Aguiar

publicidade
Clique para comentar

Deixe um comentário

Please Login to comment
avatar
  Subscribe  
Notify of

Economia

CNC revisa para 9,2% a retração no volume de vendas no varejo

Publicado


.

A Confederação Nacional do Comércio de Bens Serviços e Turismo (CNC) revisou de 10,1% para 9,2% a previsão de retração no volume das vendas no varejo ampliado para este ano. No varejo restrito, que exclui os ramos automotivo e de materiais de construção, a projeção de queda também diminuiu de 8,7% para 6,3%. 

As estimativas foram calculadas com base nos dados positivos da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada hoje (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que indicou crescimento de 13,9% no volume de vendas no comércio varejista nacional, em maio, na comparação com abril. A alta foi registrada após dois meses de queda em consequência dos efeitos da pandemia do novo coronavírus (covid-19).

No dia 16 de junho, a CNC tinha anunciado retração de 10,1% no volume das vendas no varejo ampliado este ano. No varejo restrito, havia projeção de queda de 8,7%. As estimativas também levavam em consideração os dados da Pesquisa Mensal de Comércio, mas eram referentes a PMC de abril.

Ao comentar as previsões de abril, o presidente da CNC, José Roberto Trados, disse que em ambos os casos “a crise sem precedentes imposta à atividade econômica, na história recente”, deveria levar o setor a registrar a maior queda anual desde os anos 2000. Sem os efeitos da pandemia, a previsão da CNC divulgada em fevereiro com base em dados de dezembro de 2019 era de crescimento de 5,3% para o setor neste ano.

Avanço

Na revisão apresentada hoje (8), a entidade indicou que a queda do isolamento social e as estratégias de e-commerce ajudaram o varejo a repor parte das perdas impostas pela covid-19, até o momento. A expectativa é que o setor também avance em junho, com o início da flexibilização das medidas restritivas de distanciamento social. 

Para o presidente da CNC, o comércio mostra sinais de recuperação, “após chegar ao fundo do poço”. Ainda assim, estimou que a recuperação do setor ainda depende dos impactos da crise em alguns pontos como o mercado de trabalho.

“Mantida a tendência gradual de abertura dos estabelecimentos comerciais, o setor deverá apresentar perdas menos acentuadas nos próximos meses. Contudo, mesmo em um cenário mais próximo à normalidade operacional, a recuperação da atividade comercial ainda dependerá dos impactos da crise sobre variáveis condicionantes do consumo, como o mercado de trabalho, a oferta e a demanda de crédito e o nível de confiança dos consumidores”, observou.

Na visão da CNC, embora o varejo tenha registrado elevação de 13,9% em relação, a abril, a alta foi insuficiente para o setor recuperar as perdas de março de 2,8%, e de abril, de 16,3%, que refletiram diretamente nos efeitos da pandemia sobre o consumo.

Perdas

Desde o início da pandemia do novo coronavírus, em março, até o fim de junho, os prejuízos do setor com a crise, segundo a CNC, atingiram R$ 240,8 bilhões. O economista da CNC responsável pelo estudo, Fabio Bentes, disse que as perdas do setor atingiram o pico em abril e a partir desse momento têm sido menores. 

“As perdas mensais de faturamento em relação ao período anterior ao surto da doença se aproximaram de R$ 40 bilhões em março, atingindo, rapidamente, um pico de R$ 77,4 bilhões em abril. Desde então, o setor segue apresentando perdas menos intensas”, disse.

A CNC destacou que um levantamento da Receita Federal indicou que o volume de vendas no comércio eletrônico tem evoluído de forma acelerada nos últimos meses, e esse é um dos fatores da evolução registrada no comércio depois de maio. Na comparação de maio de 2020 com igual mês do ano passado, houve alta de 39%, mas na relação de junho com igual mês em 2019, o aumento real ficou em 72%.

O economista ressaltou também que o número de notas fiscais eletrônicas que, em fevereiro deste ano, tinha média diária de aproximadamente 650 mil emissões, subiu para 1,26 milhão de operações no último mês. “Em junho de 2019, foram emitidas 520 mil notas diárias, registrando, portanto, um avanço de 142% no comparativo anual”, disse.

Pelos cálculos da CNC, o início das flexibilizações em diversas regiões do país reduziu em R$ 13,3 bilhões os prejuízos do comércio em junho. A entidade avaliou que se a queda no índice de isolamento social mantivesse o ritmo mais lento dos últimos meses, as perdas do varejo chegariam a R$ 67,9 bilhões, no mês passado. Com a redução das medidas restritivas, o volume caiu para R$ 54,6 bilhões.

Edição: Fernando Fraga

Continue lendo

Economia

Produção industrial cresce em 12 de 15 locais pesquisados em maio pelo IBGE

Publicado


source

Agência Brasil

montadores
Arquivo/Agência Brasil

Indústria cresceu, mostra pesquisa do IBGE

Em maio, a indústria cresceu em 12 dos 15 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com a Pesquisa Industrial Mensal (PIM) Regional, as taxas foram positivas na comparação com abril, na série com ajuste sazonal.

Os percentuais mais elevados foram no Paraná (24,1%), em Pernambuco (20,5%) e no Amazonas (17,3%). A alta foi registrada também na região Nordeste (12,7%) e nos estados do Rio Grande do Sul (13,3%), São Paulo (10,6%) e Bahia (7,6%), todos com elevação acima da média nacional (7,0%).

Embora tenham conseguido taxas positivas Minas Gerais (6,3%), Santa Catarina (5,4%), Rio de Janeiro (5,2%), Mato Grosso (4,4%) e Goiás (3,0%), ficaram abaixo da média nacional.

Taxas negativas

Já o Espírito Santo teve a maior queda (-7,8%) em maio de 2020, terceiro mês seguido de recuo na produção, com perda de 30,9% nesse período. Os outros locais que tiveram taxa negativa foram o Ceará (-0,8%) e o Pará (-0,8%).

Nacional

Para o IBGE, as taxas positivas em 12 dos 15 locais pesquisados dentro do crescimento de 7,0% da atividade industrial nacional, na série livre de influências sazonais, verificado na passagem de abril para maio de 2020, refletem, principalmente, o retorno à produção, mesmo que parcialmente, de unidades produtivas, após as interrupções geradas por efeito da pandemia de Covid-19.

O crescimento mais acentuado no Paraná e em Pernambuco ocorreu após os recuos acumulados de 31,8% e 25,4%, respectivamente, nos meses de março e abril, resultados seguidos pelo Amazonas, que interrompeu três meses de taxas negativas consecutivas, quando acumulou queda de 53,4%.

A pesquisa indicou ainda que o índice de média móvel trimestral apresentou queda de 8,0% no trimestre encerrado em maio de 2020, na relação com o nível do mês anterior, quando caiu 8,8%, “mantendo, dessa forma, a trajetória predominantemente descendente iniciada em outubro de 2019. Dado o cenário de pandemia, as reduções de abril e de maio foram as mais acentuadas desde o início da série histórica”.

Ainda na média móvel trimestral, 14 dos 15 locais pesquisados tiveram taxas negativas em maio. Os destaques foram o Ceará (-21,0%), o Amazonas (-18,5%), o Rio Grande do Sul (-11,6%), o Espírito Santo (-11,5%), a Região Nordeste (-10,6%), Santa Catarina (-10,2%), a Bahia (-8,6%) e São Paulo (-7,3%). O único resultado positivo nesse mês, ficou para Goiás, com a expansão de 0,8%.

O impacto da pandemia no setor industrial é visto também na comparação com o mês de maio do ano anterior.

O desempenho do setor industrial caiu 21,9% em maio de 2020, com 14 dos 15 locais pesquisados apontando resultados negativos. O IBGE, ressaltou que além do efeito calendário negativo, porque maio de 2020 teve dois dias úteis a menos do que igual mês do ano anterior (22 dias), é possível notar a clara diminuição do ritmo da produção causada pelos efeitos do isolamento social.

As maiores quedas ficaram com o Ceará (-50,8%) e o Amazonas (-47,3%), seguidos por Espírito Santo (-31,7%), Santa Catarina (-28,6%), Rio Grande do Sul (-27,3%), São Paulo (-23,4%) e Região Nordeste (-23,2%), que também registraram perdas mais elevadas do que a média da indústria (-21,9%). Os outros locais com perdas na produção, na mesma comparação, foram Bahia (-20,7%), Paraná (-18,1%), Minas Gerais (-15,1%), Pernambuco (-13,5%), Pará (-13,0%), Rio de Janeiro (-9,1%) e Mato Grosso (-3,4%).

Mas na comparação com maio de 2019, Goiás foi o único com taxa positiva no índice mensal de maio, com avanço de 1,5%.

O resultado, segundo o IBGE, foi impulsionado, em grande parte, pelo ramo de produtos alimentícios com açúcar VHP e cristal, óleo de soja refinado e em bruto, extrato, purês e polpas de tomate, leite condensado e tortas, bagaços, farelos e outros resíduos da extração do óleo de soja.

Acumulado do ano

A pesquisa indicou que houve redução em 13 dos 15 locais pesquisados, quando a referência é o acumulado do ano, na comparação a igual período de 2019, também impactado pela pandemia.

Os destaques foram Ceará (-21,8%), Amazonas (-20,7%) e Espírito Santo (-18,5%). Rio Grande do Sul (-16,6%), Santa Catarina (-15,4%), São Paulo (-13,6%) e Minas Gerais (-12,1%), que registraram taxas negativas mais acentuadas do que a média nacional (-11,2%). Os outros locais foram Paraná (-8,9%), região Nordeste (-8,8%), Bahia (-5,9%), Pernambuco (-4,7%), Mato Grosso (-3,8%) e Goiás (-0,3%). Esses, no entanto, tiveram índices negativos menos acentuados que a média nacional.

Os avanços no índice acumulado de janeiro a maio de 2020, foram notados no Rio de Janeiro (2,8%) e no Pará (0,9%). O comportamento positivo das atividades de indústrias extrativas explica o desempenho favorável.

Já nos últimos 12 meses, houve redução de 5,4% em maio de 2020, o que representou o recuo mais elevado desde dezembro de 2016 (-6,4%) e permaneceu com o aumento na intensidade de perda frente aos resultados dos meses anteriores. Na avaliação desse período, 12 dos 15 locais pesquisados mostraram taxas negativas, sendo que 15 apontaram menor dinamismo frente aos índices de abril.

As principais reduções foram Ceará (de -3,1% para -7,9%), Amazonas (de 0,5% para -3,8%), Santa Catarina (de -2,6% para -6,6%), Rio Grande do Sul (de -3,7% para -7,7%), Paraná (de 1,7% para -2,0%), São Paulo (de -2,5% para -5,6%), Bahia (de -2,5% para -5,1%), Região Nordeste (de -3,5% para -5,9%), Pernambuco (de -2,5% para -4,5%) e Rio de Janeiro (de 5,1% para 3,9%).

A queda no ritmo de produção (-24,5%) se intensificou no setor industrial no período abril-maio de 2020, também sob os efeitos da pandemia, frente ao registrado no primeiro trimestre de 2020 (-1,7%). Com isso, o comportamento negativo presente desde o último trimestre de 2018 (-1,3%) foi mantido em todas as comparações contra igual período do ano anterior.

De acordo com a pesquisa, em termos regionais, 13 dos 15 locais pesquisados apresentaram ritmo de dinamismo menos intenso.

Os destaques ficaram com Ceará, que passou de -1,4% nos três primeiros meses do ano para -51,8% no período abril-maio de 2020, Amazonas (de -0,8% para -50,6%), Região Nordeste (de 4,3% para -28,0%), Bahia (de 7,0% para -23,4%), Pernambuco (de 5,8% para -20,9%), Rio Grande do Sul (de -5,1% para -31,7%), Paraná (de 2,5% para -24,0%), São Paulo (de -2,5% para -27,6%), Santa Catarina (de -5,2% para -29,6%), Rio de Janeiro (de 9,9% para -7,6%) e Espírito Santo (de -12,2% para -28,4%). Já os ganhos ficaram por conta do Pará (de -1,2% para 4,4%) entre os dois períodos.

Continue lendo

Envie sua denúncia

Clique no botão abaixo e envie sua denuncia para nossa equipe de redação
Denuncie

Política MT

Policial

Mato Grosso

Esportes

Entretenimento

Mais Lidas da Semana