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Saúde

Menina quase fica cega após ser atingida por objeto pontiagudo no olho direito

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Quando tinha 13 anos, uma adolescente, que não teve o nome divulgado, escapou de ficar cega após uma colega de classe jogar um lápis para ela. Isso porque dois pedaços do material ficaram alojados em seu olho direito. Depois do acidente, a menina foi levada às pressas para o hospital, onde passou por uma cirurgia de emergência.

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Reprodução/Daily Mail

A menina, que mora na Inglaterra, foi atingida no olho direito por um lápis, ficou com pedaços dentro e passou por operação

A menina foi atendida no Manchester Royal Eye Hospital, na Inglaterra. No local, segundo o Daily Mail , cerca de 20% das lesões oculares causadas por objetos pontiagudos resultam em perda de visão ou até mesmo remoção dos olhos. “Uma em cada seis lesões por perfuração ocular em crianças ocorre quando um objeto é jogado”, diz Amreen Qureshi, responsável pelo caso.

Conforme relatado pelo BMJ Case Reports , ao relembrar o dia do acontecimento, há quatro anos, a garota conta que, no começo, não tinha percebido o que tinha acontecido até ser avisada por um amigo. “O lápis foi jogado da frente da sala de aula para trás, onde eu conversando com meus colegas”, diz. “Quase fiquei cega, então tive muita sorte”, completa. 

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Depois de notar os pedaços pontiagudos em seu olho, ela procurou ajuda dos professores e foi levada ao hospital. Após avaliação, os médicos constataram que um pedaço tinha 0,67 cm e, o outro, 0,16 cm. Mesmo com os ferimentos e um pouco de sangramento no olho direito, sua visão não foi afetada.

No entanto, o corpo estranho precisou ser removido rapidamente, pois poderia causar dor ao longo do tempo e complicações, como infecções oculares. “Depois que alguns médicos examinaram e discutiram o que fazer, eu precisava ir para uma operação de emergência. Foi a primeira vez que passei por uma cirurgia, então não sabia o que esperar”, conta a adolescente.

Felizmente, o procedimento correu bem e os médicos removeram com segurança os pedaços de lápis. Depois de usar um tapa-olho por duas semanas e pingar colírios, a adolescente fez exames regulares por mais de dois meses para verificar se as feridas estavam cicatrizando corretamente.

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“Quando cheguei em casa, não gostava de nenhuma luz acesa no meu quarto, pois estava muito claro para mim”, relembra. Agora, anos depois, ela já conta seus próximos planos. “Vou iniciar aulas de direção nas próximas semanas, e estou realmente ansiosa por isso”, finaliza a menina

Fonte: IG Saúde
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Saúde

Venenos de vespa e escorpião podem auxiliar tratamento de tuberculose

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Pesquisa financiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientifico e Tecnológico (CNPq) e desenvolvida pelo Instituto de Patologia e Medicina Tropical da Universidade Federal de Goiás (UFG) poderá criar alternativas de tratamento da tuberculose, a partir dos venenos do escorpião e das vespas. O veneno desses insetos (artrópodes) contém pedados de proteína, chamados de peptídeos, que têm ação antimicrobiana.

Esses peptídeos protegem vespas e escorpiões de contágios, porque se fixam na parede das bactérias e não permitem que haja troca de nutrientes com o meio externo e, assim, provocam a morte das bactérias. Os cientistas da UFG conseguiram modificar a proteína, aplicar em testes com camundongos para verificar o efeito sobre diversas doenças. Eles colheram bons resultados contra a tuberculose.

Ana Paula Junqueira Kipnis, pesquisadoras da UFG

Ana Paula Junqueira Kipnis, pesquisadoras da UFG – Ana Fortunato/Secom/UFG

“Não tem como a bactéria montar um mecanismo de resistência”, assinala Ana Paula Junqueira Kipnis, coordenadora do projeto e professora do Instituto de Patologia e Medicina Tropical.

Segundo sua comparação, os outros antibióticos “têm que entrar na bactéria, interferir com enzimas no metabolismo para conseguir matá-la. A bactéria, no entanto, cria mecanismos para impedir a ação desses fármacos, jogando a droga para fora ou produzindo enzimas que quebram o remédio.”

A tuberculose é uma doença infecciosa, transmitida pelo Mycobacterium tuberculosis ou bacilo de Koch, que propaga pelo ar após fala, espirro ou tosse das pessoas infectadas, atingindo principalmente os pulmões. A forma de prevenção da tuberculose em crianças é a vacina BCG (Bacillus Calmette-Guérin). O tratamento em pessoas infectadas é feito com quatro fármacos e observação direta. A vacinação e o tratamento são ofertados gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS).

“No Brasil, a doença é um sério problema da saúde pública, com profundas raízes sociais. A epidemia do HIV e a presença de bacilos resistentes tornam o cenário ainda mais complexo. A cada ano, são notificados aproximadamente 70 mil casos novos e ocorrem cerca de 4,5 mil mortes em decorrência da tuberculose”, informa o ministério, acrescentando que o risco de adoecimento é maior entre pessoas de rua, pessoas que vivem com HIV/Aids, presos e indígenas.

Superbactérias e patentes

Os cientistas da UFG também descobriram que as substâncias contidas no veneno da vespa servem para tratar pessoas infectadas com superbactérias, como aquelas adquiridas em unidades de terapia intensiva em hospitais. De acordo com Ana Paula Junqueira Kipnis, essa é a primeira vez no mundo que se faz pesquisa com o veneno de vespa para desenvolvimento desse tipo de fármaco.

O eventual uso de novos fármacos a partir das pesquisas da UFG pode demorar até uma década. Além do depósito de patentes para registro e publicação dos resultados da pesquisa em revistas científicas, é preciso desenvolvimento de mais estudos que exigem parceria entre a universidade e empresas farmacêuticas. Antes de qualquer remédio poder ser utilizado em seres humanos, inclusive como teste, o medicamento deve ser submetido a testes clínicos exigidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Em geral, a produção de medicamentos é investimento que exige longo prazo. Afora os testes, a indústria farmacêutica precisa custear a síntese que produz o peptídeo microbiano em laboratórios com capacidade de fabricação em massa, para eventual comercialização. O laboratório que venha a se associar para a produção do medicamento deverá fazer o respectivo registro para a venda.

Edição: Fernando Fraga

Fonte: EBC Saúde
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Saúde

Dor no ciático: você também sofre desse mal? Saiba como cuidar disso

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Minha Saúde

Você sabia que o ciático é o maior nervo do corpo humano? Ele é a junção de todas as raízes nervosas do plexo lombar e pode ser a causa de dores intensas se algo estiver errado. A dor ciática pode ser causada pela inflamação desse nervo ou por compressão de alguma raiz nervosa do plexo lombar, que pode ser causada por diversas condições.

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Dor no ciático pode ser tratada de diversas formas, com remédios, exercícios ou acupuntura

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As dores na região lombar podem ser provocadas por excesso de peso, falta de exercício físico e hábito de permanecer muitas horas sentado de forma incorreta, fatores que prejudicam o alinhamento adequado da coluna vertebral. O incômodo pode irradiar para a região glútea, posterior da coxa, e chegar até os membros inferiores.

“A coluna se estabiliza com ajuda da musculatura paravertebral e abdominal. Quando há fraqueza nessa musculatura, a estabilidade fica prejudicada, podendo sobrecarregar os discos entre as vértebras. A obesidade e o sedentarismo podem piorar o quadro”, afirma o Dr. Mário Ferretti Filho, ortopedista e gerente médico do Programa de Ortopedia e Traumatologia do Einstein.

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Desse modo, a dor no ciático por si só não é considerada uma doença, mas representa um sintoma de outros problemas, sendo o mais frequente deles a hérnia de disco . Assim, a dor pode ter início súbito e levar à limitação funcional, ou seja, reduzir a capacidade de movimentação da pessoa, principalmente na hora de andar.

“Determinadas doenças da bacia e alterações anatômicas na origem das raízes nervosas também podem causar processos inflamatórios do nervo e consequentes dores”, afirma o Dr. Marcelo Wajchenberg, também ortopedista do Hospital Israelita Albert Einstein.

Como identificar a dor no nervo ciático

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Dor no ciático pode começar com um formigamento e ir aumentando aos poucos até se tornar um grande incômodo

Normalmente, a dor pode começar como um formigamento leve e tende a aumentar de intensidade progressivamente. Em outros casos, ela pode aparecer de forma abrupta, como agulhadas. Tende a piorar ao tentar esticar os membros inferiores. Essa sensação pode aparecer em ambas as pernas, embora seja mais frequente o acometimento de apenas um dos lados.

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“Na base da coluna vertebral, os nervos se dividem para a esquerda e direita, alcançando os membros inferiores. A compressão neural geralmente é unilateral, causando dor no trajeto da raiz nervosa comprimida”, esclarece Wajchenberg.

Para ter o diagnóstico correto, é necessário exame físico adequado. Dessa forma é possível delimitar o trajeto da dor e perceber qual nervo está sendo machucado. “Identificar corretamente a causa é muito importante na definição do tratamento, que deve ser específico e personalizado”, afirmam os ortopedistas.

Identificar corretamente a causa é muito importante na definição do tratamento, que deve ser específico e personalizado.

O tratamento mais comum é conservador e varia de acordo com a causa, os sintomas apresentados e a intensidade da dor. Normalmente é indicado repouso relativo. “A pessoa pode se movimentar, ir trabalhar, mas deve evitar carregar peso, fazer muito esforço ou ficar muito tempo sentado”, indica Ferretti.

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Além disso, dependendo do caso, podem ser necessário analgésicos, anti-inflamatórios, e sessões de fisioterapia. Orientar o paciente com relação à postura também é parte essencial do tratamento e ajudará na prevenção de novas crises de dor no ciático . Outro aliada no alívio das dores é a acupuntura, que já se mostrou eficiente nesses casos.

Fonte: IG Saúde
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