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Economia

Mendonça dá 5 dias para Petrobras explicar aumento nos combustíveis

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Mendonça, do STF, cobra explicações da Petrobras sobre reajuste no preço dos combustíveis
Marcello Casal JrAgência Brasil – 29/04/2020

Mendonça, do STF, cobra explicações da Petrobras sobre reajuste no preço dos combustíveis

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (17) que a Petrobras explique, num prazo de cinco dias, quais são os critérios adotados para reajustar os preços dos combustíveis.

Ele também quer informações sobre a política de preços da empresa, que ajusta os valores de acordo com a cotação do dólar e do barril de petróleo no mercado internacional e cobrou detalhes sobre o “cumprimento da função social da empresa”.

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A decisão ocorre no mesmo dia em que a estatal anunciou um novo reajuste nos preços dos combustíveis, que desagradou o governo e Congresso. A partir deste sábado (18), a gasolina vai subir nas refinarias de R$ 3,86 para R$ 4,06 por litro, um aumento de 5,18%. Com o diesel, o preço por litro terá alta de R$ 4,91 para R$ 5,61, o que equivale a um reajuste 14,25%.

Mendonça determinou que a Petrobras preste “minuciosas informações” a respeito dos critérios adotados para a política de preços estabelecida nos últimos 60 meses, mediante o envio de cópia de toda documentação (relatórios, atas, gravações em áudio ou vídeo de deliberações etc.) que subsidiou suas decisões de reajuste neste período pelo acionista controlador, o Conselho de Administração, a diretoria e/ou a assembleia-geral. 

Ele requisitou ainda cópia de toda documentação que subsidiou sua decisão quanto à adoção da atual política de preços, especificamente no que concerne à utilização do Preço de Paridade Internacional (PPI) como fator determinante desta política. E cobrou a Petrobras sobre sua função social.

A empresa deverá apresentar “o conjunto de medidas tomadas pelas mesmas instâncias decisórias voltadas ao cumprimento da função social da empresa estatal em face das flutuações de preços dos combustíveis eventualmente ocorridas nos últimos 60 meses”. 

O PPI é a política de preços que iguala o mercado interno aos valores praticados internacionalmente.

Mendonça afirma que, na qualidade de sociedade de economia mista da União, a Petrobras submete-se não apenas à Constituição, como também às leis que regem sua atividade, em especial a Lei do Petróleo e a Lei das Estatais.

“No tocante à Constituição, a empresa deve atentar, dentre outros, (i) para o princípio da transparência; (ii) para os princípios gerais da atividade econômica, cuja sistemática busca conciliar a livre iniciativa com a função social da propriedade e a defesa do consumidor ; bem como (iii) para o atendimento aos imperativos da segurança nacional, ao relevante interesse coletivo e sua função social”, afirma Mendonça. O ministro também cobrou explicações da Agência Nacional de Petróleo (ANP) e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), órgão responsável pela defesa da concorrência. 

Mendonça determinou que a ANP apresente informações relativas aos procedimentos e atos adotados a respeito da fiscalização, acompanhamento e transparência da política de preços de combustíveis no país, em especial em relação à Petrobras.

Já o Cade, responsável pela defesa da concorrência do mercado, deverá apresentar informações a respeito de eventuais procedimentos abertos em relação à Petrobras, seus respectivos objetos e o prazo estimado para conclusão, “levando-se em conta os princípios da eficiência e da duração razoável do processo”. 

A decisão de Mendonça foi tomada no âmbito da ação em que o governo federal questiona o ICMS cobrado pelos estados sobre os combustíveis.

Nessa ação, segundo Mendonça, os secretários estaduais de Fazenda e a União afirmaram que não só a alíquota tributária sobre os combustíveis gera, em maior ou menor medida, impacto sobre o seu preço, mas também a política de preços praticada pela Petrobras, especialmente em função dos reajustes nos anos de 2021 e 2022, que tem reflexo direto no preço final.

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Economia

Greve no INSS pode adiar exames médicos para 2023

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INSS: após 43 dias do fim da greve dos peritos, remarcação de exame médico pode ficar para 2023
Martha Imenes

INSS: após 43 dias do fim da greve dos peritos, remarcação de exame médico pode ficar para 2023

Mesmo após o fim da greve dos médicos peritos , há pouco mais de um mês, e a promessa de agilizar os atendimentos, os segurados do  Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) continuam amargando longa espera por exames periciais, principal condição para a liberação de alguns benefícios previdenciários, como o auxílio-doença. As  remarcações já estão sendo feitas para o início de 2023. Enquanto isso, quem precisa do auxílio fica sem o pagamento do INSS e sem o rendimento mensal, já que está afastado do trabalho.

Para não correr o risco de ter a avaliação médica adiada para o ano que vem, especialistas advertem: chegou à agência do INSS e não foi atendido? Reagende imediatamente. Veja como.

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Em uma reportagem do programa Bom Dia Brasil, na última segunda-feira (dia 4), a analista de sistemas Débora Vieira Freitas, de Aracaju, em Sergipe, contou que recebia auxílio por incapacidade temporária por causa de um câncer, mas, em fevereiro, o benefício foi suspenso. A segurada do INSS entrou com um recurso, e o atendimento foi marcado para julho. No entanto, no dia do atendimento, o perito não compareceu, e o exame foi remarcado para 3 de janeiro de 2023.

“Vou ficar praticamente um ano sem receber, sendo paciente oncológica”, lamentou Débora.

Um acordo homologado entre o Ministério Público Federal (MPF) e o INSS, no Supremo Tribunal Federal (STF), no entanto, estabeleceu prazos que varia de 30 a 90 dias para a concessão de benefícios previdenciários. Os de incapacidade têm que ser liberados em até 45 dias.

Maura Feliciano de Araújo, diretora do Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário (IBDP), chama a atenção para o fato de que os benefícios por incapacidade têm que ser concedidos neste prazo, mas o tempo de espera até o atendimento pericial não está contemplado no acordo do STF.

“Há relatos de remarcações para este ano ainda e para 2023, e isso preocupa, pois enquanto o ato pericial não ocorre, o benefício não é analisado, não é concedido e, de fato, o trabalhador fica sem proteção financeira”, explica Maura.

De acordo com ela, o que segurado pode fazer, com a avaliação prévia de um profissional, é impetrar mandado de segurança na Justiça.

“A depender da situação do segurado, se por exemplo ele tem contrato de trabalho vigente, dá avaliar se na convenção coletiva há a possibilidade de adiantamento do valor do benefício, até o que segurado passe a efetivamente receber do INSS. Mas esta é uma situação a ser tratada entre o departamento de Recursos Humanos e o empregado, juntamente com o sindicado da categoria”, pontua.

A advogada do IBDP chama a atenção para o fato de que a Perícia Médica Federal deixou de ser vinculada ao INSS, conforme os artigos 18 e 19 da Lei 13.846, de 18 de junho de 2019.

“Com isso, a agenda fica mais restrita ainda, sem acesso pelo INSS, mas sim pela Perícia Médica Federal”, afirma.

A demora no atendimento dos prazos legais estabelecidos, inclusive por acordo homologado pelo STF entre o INSS e o MPF, demonstra a falta de estrutura necessária ao INSS, agravada devido à paralisação dos servidores durante o período da pandemia, avalia Fernando Couto, coordenador do curso de Direito da ESEG – Faculdade do Grupo Etapa.

“O segurado que não tiver seu pedido analisado e concluído dentro do prazo legal deve requerer a análise pela Central Unificada de Cumprimento Emergencial de Prazos, que terá dez dias para analisar a questão. Caso, após esses dez dias, ainda persista a inconclusão da análise do pedido, o segurado pode impetrar um mandado de segurança, preferencialmente com pedido de liminar, visto que todos os prazos se esgotaram para que o INSS cumpra o prazo legal e dê a resposta ao segurado”, acrescenta o advogado.

Nesta ação, acrescenta, o Judiciário poderá estabelecer uma multa pelo descumprimento desses prazos. O segurado pode, também, fazer uma reclamação junto à Ouvidoria do INSS por telefone (135) ou no próprio site ou aplicativo Meu INSS

A remarcação poderá ser feita pelo aplicativo Meu INSS, pelo site ou pela central de atendimento 135, que funciona de segunda-feira a sábado, das 7h às 22h.

Procurados, o INSS e o Ministério do Trabalho e Previdência não informaram o tempo médio de espera para atendimento médico pericial. A Associação Nacional de Médicos Peritos (ANMP) também não se manifestou.

Fila de espera passa de 1 milhão de pessoas

É importante destacar que alguns benefícios previdenciários somente são concedidos após o segurado passar pela avaliação de um médico perito. Para se ter uma ideia, a fila de pessoas nestas condições chegava a 1.094.210 trabalhadores em todo o país, em maio.

No Rio de Janeiro, o número de pessoas que amargam essa longa espera chegava a 60.026. Os números fazem parte de um levantamento solicitado pelo Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário (IBDP) ao Ministério do Trabalho e Previdência.

Nesse número total, estão auxílio-acidente, auxílio por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença) e aposentadoria incapacidade permanente (antiga aposentadoria por invalidez) pagos a quem tem alguma incapacidade para o trabalho.

Há ainda outros benefícios, como Benefício de Prestação Continuada (BPC/Loas), aposentadoria da pessoa com deficiência e aposentadoria especial, entre outros, que necessitam da análise de um médico perito.

Em todo o país, 177.788 pessoas aguardavam avaliação médica para a concessão do BPC, que é pago a idosos acima de 65 anos e pessoas com deficiência de baixa renda. O benefício equivale a um salário mínimo (R$ 1.212) e não dá direito a 13º salário. No Rio, eram 8.630 pessoas à espera desse benefício.

Como marcar pelo Meu INSS

  • 1 – Acesse o site ou o aplicativo meu.inss.gov.br
  • 2 – Informe CPF e senha
  • 3 – Clique em “Serviços”
  • 4 – Na aba “Benefícios”, clique em “Auxílio-doença”
  • 5 – Clique em “Perícia” e depois escolha “Remarcar perícia”
  • 6 – Informe o número de documento
  • 7 – Acesse “Reagendar atendimento”
  • 8 – Anote as orientações ou faça um print da tela

Agendamento pela central 135

  • 1 – Disque 135
  • 2 – Em seguida digite seu CPF ou da pessoa para a qual será feito o reagendamento
  • 3 – O sistema informará um número do protocolo. Anote
  • 4 – Logo depois disque 0 para falar com atendente
  • 5 – Em seguida, um funcionário atenderá o telefone
  • 6 – Informe que quer remarcar a perícia
  • 7 – Anote todas as informações que forem passadas
  • 8 – A central funciona de segunda-feira a sábado, das 7h às 22h

Fonte: IG ECONOMIA

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Economia

Soro do leite a quase R$ 5? Nutricionistas alertam para diferenças

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Soro do leite é vendido a quase R$ 5
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Soro do leite é vendido a quase R$ 5

A alta da inflação provocou o aumento no valor de diversos alimentos e com o leite não foi diferente. Devido ao alto custo do produto, os supermercados estão comercializando o soro do leite , um subproduto feito com a sobra de queijos e derivados, assim como aconteceu com o frango e o arroz, que foram substituídos pela pele de frango e farelo de arroz, respectivamente.

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De acordo com a nutricionista Ingrid Dias, o consumo do soro do leite tem um impacto “significativo” na alimentação.

“O leite é o principal preditor de cálcio, de proteínas e de calorias. Já o soro do leite é um subproduto da fabricação de queijos, então existe sim uma diferença entre os dois e um impacto significativo no consumo do soro do leite na alimentação”, afirma.

Já a nutricionista e conselheira do Conselho Regional de Nutricionistas da 4ª Região (CRN-4), Luana Limoeiro, o problema é que muitas pessoas consomem o soro do leite sem saber.

“O grande problema não está no uso em si do soro do leite como ingrediente alimentar, mas sim na falta de informação desse uso, de forma clara, na rotulagem dos alimentos. Muitos consumidores ainda confundem os dois produtos, e acabam consumindo o soro do leite achando que é o leite”, disse. Os preços dos laticínios subiram, em média, 15,52% nos últimos 12 meses, segundo a inflação apurada pelo Índice de Preços ao Consumidor – 10 (IPC-10), que integra o Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10), do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV). No período de julho de 2021 a junho de 2022, o recordista de aumentos da categoria foi o leite tipo longa vida, com uma alta de 20,97% no período, seguido pelo requeijão (20,83%) e pelo iogurte (15,43%).

Segundo o estudo, a alta no preço do leite foi ocasionada pelas mudanças climáticas, que prejudicaram a pastagem e deixou a semente forrageira mais cara, além do aumento no custo da ração através da elevação nas cotações da soja e do milho.

Fonte: IG ECONOMIA

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