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Membros de facção criminosa pegam pena de 294 anos de prisão por chacina em VG

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Todos foram julgados por crimes de homicídio, sequestro, cárcere privado e por integrar facção criminosa

Três réus, que integram o grupo de denunciados pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso pela chacina que resultou na morte de quatro pessoas no município de Várzea Grande, em outubro de 2018, foram condenados nesta quinta-feira (19), em sessão do Tribunal do Júri. Somadas, as penas aplicadas totalizam 294 anos de prisão. Foram julgados: Thalyson Thiago Taborda Oliveira, Donato Silva Nascimento (“Netinho”) e Johnny da Costa Melo (“Johnny Morte” ou “Afobado”). Os jurados responderam 146 quesitos e acolheram todas as teses apresentadas pelos promotores de Justiça.

Thalyson Thiago Taborda Oliveira recebeu a pena de 100 anos, 11 meses e 10 dias de reclusão, um ano e quatro meses de detenção e 76 dias-multa pela prática de quatro homicídios qualificados, dois homicídios tentados, integrar organização criminosa, sequestro e cárcere privado, posse de arma de fogo e de artefato explosivo.

Outros dois denunciados pela chacina, Donato Silva Nascimento e Johnny da Costa Melo , foram condenados, cada um, a 97 anos, quatro meses e 10 dias de reclusão e a 34 dias-multa. Eles praticaram os crimes de homicídio qualificado (por quatro vezes) e tentado (por duas vezes), integrar organização criminosa, sequestro e cárcere privado. Os réus cumprirão as penas em regime inicialmente fechado, sendo mantidas as prisões preventivas decretadas.

Patrick de Oliveira Cabral (“Cabral” ou “Cabralzinho”), também denunciado pelo Ministério Público de Mato Grosso pela chacina, já havia sido condenado em novembro de 2020. E Luiz Fernando Oliveira Caetano Moreira (“Dumbo”, “Dumbão” ou “Dumbex”), o outro integrante do bando, teve o processo suspenso no mesmo ano por não ter comparecido em juízo ou constituído advogado, mesmo sendo citado por edital. Ele possui mandado de prisão em aberto e encontra-se foragido.

Conforme a denúncia do MPMT, em outubro de 2018, no bairro Água Limpa, em Várzea Grande, as vítimas Felipe Melo dos Santos, Leandro Luiz de Oliveira, Vitor Santana dos Santos e Júnior da Silva Pereira receberam disparos de arma de fogo a queima roupa, causando a morte dos dois primeiros. Os outros dois só não morreram por circunstâncias alheias a vontade dos agentes. No mesmo dia, horas depois, as vítimas Lana Talyssa Moreira Bezerra (13 anos) e Keize Rodrigues (16 anos) também foram assassinadas, no bairro Carrapicho. Elas formavam casais com as vítimas Vitor dos Santos e Felipe dos Santos, respectivamente.

O grupo executado era integrante de uma facção criminosa rival da facção a qual pertenciam os autores. Os crimes foram motivados por uma rixa entre elas e acerto de contas. As vítimas teriam atentado contra a vida de outros membros da facção rival, na cidade de Tangará da Serra, e vindo para Várzea Grande fugidos.

Ainda segundo o MPMT, além do homicídio, foi verificada a prática de crimes conexos, como sequestro e cárcere privado. No dia anterior às mortes, as duas jovens Talyssa e Keize foram sequestradas próximo à rodoviária da cidade, na tentativa de se chegar aos alvos principais.

Thalyson Thiago Taborda Oliveira foi preso em flagrante no dia do crime, admitiu a autoria dos homicídios e delatou os companheiros. No momento da prisão, ele portava armas de fogo e artefatos explosivos.

 

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Veículo produto de roubo/furto é recuperado em Barra do Garças-MT

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Na tarde de ontem (17), a Polícia Rodoviária Federal deteve um homem por receptação, uso de documento falso e adulteração de sinal de identificador de veículo automotor, além de recuperar um veículo produto de roubo/furto.

A ocorrência aconteceu na BR 070, município de Barra do Garças quando um veículo prata foi parado para fiscalização. Ao solicitar a documentação, o condutor afirmou não portar a CNH, alegando ainda que o veículo não era de sua propriedade e que havia emprestado de um amigo com quem deixou um outro veículo no lugar.

Com isso, foi realizado uma fiscalização mais detalhada, sendo possível identificar indícios de adulteração em alguns elementos identificadores do veículo. Ao ser realizada a pesquisa nos sistemas policiais, constatou-se que o veículo tinha um registro de roubo/furto.

Além disso, o homem apresentou um documento de identificação com nome divergente do seu, constatando-se a ocorrência de uso de documento falso.

Diante dos fatos, foi feita uma diligência até o local no qual residia o amigo que tinha emprestado o carro com o apoio da Polícia Militar de Barra do Garças-MT e de Goiás, para esclarecimentos dos fatos, uma vez que se tratava de área urbana e o abordado alegou que era morador de Aparecida de Goiânia-GO.

Após levantamento das informações e verificações no local indicado, foi localizado o homem que havia emprestado o referido veículo e constatado que ele tinha um mandado de prisão em aberto.

Desta forma, o condutor do veículo abordado foi detido, a princípio, pelo crime de receptação, uso de documento falso e adulteração de sinal identificador de veículo automotor e o outro homem foi detido por constar em seu desfavor um mandado de prisão em aberto. Os dois homens foram encaminhados à Delegacia de Polícia Federal de Barra do Garças/MT.

Fonte: PRF MT

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Racha no CV motivou guerra de facções; alvos de operação são responsáveis por aumento de assassinatos

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Trinta integrantes de facções rivais foram presos na Operação Dissidência, nesta quinta-feira

Os integrantes de duas facções criminosas que foram presos na Operação Dissidência, deflagrada nesta quinta-feira (18) em Sorriso, no norte do estado, são responsáveis por aumento de 450% no número de assassinatos em julho deste ano no município.
A operação prendeu 30 integrantes das quadrilhas rivais. Foram 22 cumprimento de mandados de prisão preventiva e oito prisões em flagrante.

De acordo com o delegado Gustavo Godoy, um dos supervisores da força-tarefa, da taxa de dois homicídios registrados em Sorriso no mês de julho do ano passado, o número subiu para 11 em julho deste ano. As mortes foram todas ligadas a essas facções. “É um ponto fora da curva que vai ser corrigido. Os crimes começaram em Sorriso, mas foram para outros município do norte”, disse.

O delegado de Policia Federal, Antônio Flávio Rocha Freira explica que os integrantes de uma facção começaram a discordar e brigar pelo controle do tráfico de drogas e pelas ordens de mortes que eram dadas. Por discordarem, houve uma dissidência do grupo. Os integrantes que saíram criaram uma nova facção, rival da principal que comandava a região.

“Por causa disso, começou a ocorrer uma guerra entre eles. Um tentava matar o outro. Nos deparamos com uma situação muito crítica aqui em Sorriso, que seria o foco central dessa guerra existente”, afirma

Ele também explica que muitas ordens saíam de dentro do presídio. “Foi identificado um dos chefes que está preso e dentro da própria prisão estava decretando as mortes de integrantes rivais que estavam em liberdade e outros que estavam presos em outras penitenciárias. O suspeito é conhecido com conselheiro do grupo no norte do estado”, afirma.

Foi presa também a chefe da principal facção, que estava foragida morando no Rio de Janeiro. Segundo o delegado, a mulher estava foragida por causa dos rivais que estavam tentando matá-la.

 

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