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Internacional

Melbourne anuncia restrições em tentativa de conter covid-19

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Segunda maior cidade da Austrália, Melbourne, já sob toque de recolher à noite, anunciou novas restrições a alguns setores, como varejo e construção, nesta segunda-feira (3), em uma tentativa de conter o ressurgimento do novo coronavírus.

A partir da noite de quarta-feira (5), Melbourne, capital do estado de Victoria, fechará varejos, algumas manufaturas e negócios administrativos, como parte de um isolamento de seis semanas.

As novas medidas devem dobrar o número de empregos afetados pelas restrições impostas por causa do novo coronavírus para aproximadamente 500 mil e, junto com aqueles que trabalham de casa, impedirá que 1 milhão de pessoas se desloquem, afirmou o primeiro-ministro de Victoria, Daniel Andrews.

Depois de ter imposto restrições rígidas de movimento, Victoria declarou “estado de desastre” nesse domingo.

A Austrália está melhor que muitos países, com 18.361 casos de coronavírus e 221 mortes, em uma população de 25 milhões, mas o surto em transmissões entre a comunidade em Victoria gerou medo de que a taxa de infecção saísse do controle.

“Por mais que parta o coração fechar postos de trabalho, é o que precisamos fazer para parar a disseminação desse vírus descontroladamente infeccioso”, afirmou Andrews, entrevista coletiva. “Caso contrário, não serão seis semanas de restrições, mas seis meses.”

As últimas medidas em Victoria cortarão a produção de frigoríficos em um terço, causarão o recuo em atividades de construção e de funcionários em centros de distribuição e todas as escolas voltarão ao ensino a distância.

Os supermercados permanecerão abertos, junto com entregas de restaurantes, mas outros estabelecimentos de varejo serão fechados.

O surto em Victoria, que representa um quarto da economia nacional, acabou com as esperanças de uma rápida recuperação da primeira recessão da Austrália em quase três décadas.

Andrews anunciou pagamentos de US$ 5 mil australianos (US$ 3.570) a negócios afetados e sinalizou mais anúncios sobre punições, aplicações e educação para esta terça-feira.

O governo nacional também anunciou pagamentos, por causa da pandemia, para pessoas que ficaram sem licença médica e precisam ficar em isolamento por 14 dias, para garantir que pessoas com sintomas de covid-19 parem de ir ao trabalho.

“Estamos lidando com um desastre”, afirmou o primeiro-ministro Scott Morrison, em entrevista. As restrições anunciadas no domingo incluem toque de recolher entre 20h e 5h durante seis semanas, impedindo que as quase 5 milhões de pessoas da cidade saiam de suas casas, exceto para trabalho e para fornecer ou receber tratamentos.

“A ideia de que, neste país, viveríamos em uma época com toque de recolher noturno em uma cidade inteira do tamanho de Melbourne era impensável”, disse Morrison.

Victoria relatou 429 novos casos na segunda-feira, uma queda em relação às 671 novas infecções registradas no domingo, mas teve 13 mortes, o segundo maior total diário de óbitos.

Medo de disseminação

Estados que fazem fronteira com Victoria também tomaram medidas de precaução.

Nova Gales do Sul, que teve 13 novas infecções, recomendou com veemência o uso de máscaras em todos os espaços fechados, enquanto a Austrália do Sul, com dois novos casos, reduziu a permissão de reuniões em casa para um máximo de dez pessoas, de 50 anteriormente, e disse que álcool pode ser servido apenas a quem estiver sentado.

O surto de novos casos significa que viagens entre Austrália e Nova Zelândia serão adiadas indefinidamente, afirmou a primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, porque o critério para viagem sem necessidade de quarentena exigia que os locais não tivessem transmissão entre a comunidade por 28 dias.

“Isso demorará muito tempo para a Austrália, então ficará em banho-maria por um tempo”, disse à emissora neozelandesa Three.

Os dois países esperavam que viagens entre eles pudessem retornar em setembro.

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Internacional

Venezuelanos protestam por serviços públicos e escassez de combustível

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Uma nova rodada de protestos começou na Venezuela, à medida que o descontentamento se intensifica no interior quase abandonado do país, devido ao agravamento da escassez de combustível e à falha constante dos serviços públicos, disse a organização não governamental (ONG) Observatório Venezuelano de Conflito Social, com sede em Caracas, nessa terça-feira (29). 

De acordo com a ONG, mais de 100 protestos ocorreram desde o fim de semana em 19 dos 23 estados venezuelanos para exigir que as autoridades forneçam água, energia e combustível.

A indústria petrolífera, em colapso no país da Opep, não é mais capaz de fornecer combustível para os venezuelanos, e anos de má gestão e corrupção deixaram em ruínas grande parte da infraestrutura que transporta energia e água.

Um isolamento rigoroso, imposto pelo presidente Nicolás Maduro desde março por causa da covid-19, limitou ainda mais o movimento e as fontes de renda dos venezuelanos.

No passado, Caracas foi o centro dos movimentos de protesto da Venezuela, mas o governo priorizou as entregas de combustível nos postos de gasolina da capital, mantendo as ruas calmas.

No restante do país, os venezuelanos passam dias em filas em busca de gasolina, que muitas vezes nunca chega.

“Estamos diante de uma nova onda de protestos com a particularidade de que, desta vez, os protagonistas são os que vivem em vilas e cidades do interior da Venezuela”, disse Marco Ponce, diretor do observatório, em entrevista coletiva online.

O governo de Maduro enviou forças de segurança para reprimir as manifestações, levando a pelo menos 50 prisões, afirmou Ponce.

O Ministério da Informação da Venezuela não respondeu a um pedido de comentário sobre a declaração do observatório.

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Internacional

Nova York vai multar quem se recusar a usar máscara

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A cidade de Nova York vai impor multas às pessoas que se recusarem a usar máscara, no momento em que a taxa de testes positivos para o novo coronavírus subiu acima de 3% pela primeira vez em meses, disse o prefeito Bill de Blasio nessa terça-feira (29).

Além de Nova York, mais 28 estados estão registrando aumento de infecções pelo novo coronavírus nas últimas duas semanas, e as hospitalizações pela doença aumentaram em vários estados do meio-oeste.

As autoridades da cidade de Nova York primeiro oferecerão máscaras gratuitas àqueles que não estiverem usando uma proteção facial em público. Se a pessoa se recusar, terá que pagar uma multa, afirmou de Blasio à imprensa.

“Não queremos multar as pessoas, mas se for necessário, faremos”, disse ele. A polícia municipal e autoridades do Departamento de Saúde, entre outros, farão com que as multas sejam aplicadas, acrescentou.

As multas serão de até US$ 1.000, embora a maioria não ultrapasse US$ 500, informou Mitch Schwartz, porta-voz do prefeito, por e-mail. Ele se recusou a dizer se isso se aplicará também aos policiais da cidade, alguns dos quais podem ser vistos frequentemente sem máscaras, apesar das advertências do prefeito.

Uma política semelhante foi imposta neste mês pela Autoridade de Transporte Metropolitano, controlada pelo estado, segundo a qual os passageiros que se recusarem a usar máscara no transporte público pagam multa de US$ 50.

A taxa diária de testes positivos do novo coronavírus em toda a cidade foi de 3,25%, de acordo com dados provisórios, a primeira vez que ultrapassou 3% desde junho. Em abril, quando a cidade era o epicentro global da pandemia, mais de 5 mil pessoas apresentavam resultados positivos a cada dia, em comparação com algumas centenas agora, mesmo com os testes sendo mais abrangentes.

*Reportagem adicional de Lisa Shumaker e Peter Szekely

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