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Saúde

Melão São Caetano: A verdade sobre a fruta ‘matadora’ do diabetes

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O melão São Caetano é uma fruta de aparência muito diferente do melão encontrado nos mercados
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O melão São Caetano é uma fruta de aparência muito diferente do melão encontrado nos mercados

Quem convive com diabetes, assim como eu, sabe bem o desafio de manter a glicemia controlada. A rotina de tratamento exige muito das pessoas e dos cuidadores. E tem dia que ela cansa, não importa o tipo de diabetes (tipo 1 ou tipo 2). São tantas coisas para pensar e fazer: monitorar, tomar medicação, aplicações de insulina, dieta equilibrada, atividade física…UFA! Isso sem contar na dificuldade de acesso ao tratamento adequado pelo sistema público de saúde ou falta de dinheiro para manter isso de forma independente.

Muitos diabéticos ficam exaustos e querem desistir do tratamento mesmo sabendo que o diabetes não tem “cura” ainda. É nesse momento de angústia, fragilidade e desespero que muitas pessoas buscam curam “milagrosas” e receitas que prometem eliminar o diabetes. Eu sei exatamente os que as pessoas pensam e sentem nesse momento de cansaço e já vi muitas pessoas perderem a vida por deixarem o tratamento prescrito pelo médico acreditando em algo que a ciência não encontrou.

Eu estava nesse dia de exaustão e de saco cheio quando me deparei com um vídeo na internet falando da “Fruta matadora do diabetes”. Confesso que assisti inteiro vidrado e, ao fim, me perguntei: “será”?

Talvez se eu não tivesse acesso à informação e essa não fosse minha ferramenta de trabalho, eu teria acreditado logo de cara, mas sou jornalista e gosto de questionar e apurar cada informação que eu recebo. Foi o que eu fiz!

A fruta denominada “matadora” do diabetes é o melão São Caetano.

De origem asiática, a espécie que cresce como mato em cercas ou terrenos é rica em fibras e pode ser consumida como fruta, suco ou chá. Segundo a nutricionista Carol Netto, mestre em diabetes pela Unicamp (Universidade Estadual de Campina), o fruto teria propriedades químicas semelhantes ao da insulina o que “teria” um efeito hipoglicemiante, ou seja, de baixar a glicose. “Não existe evidência cientifica que mostre a eficiência do melão São Caetano no controle e no combate ao diabetes. Como qualquer alimento rico em fibras, ele pode evitar o pico glicêmico, mas não significa que seja a cura”, explica.

O médico endocrinologista Rodrigo Siqueira, diretor do Centro de Diabetes do Rio de Janeiro, também reforça o alerta para a falta de comprovação cientifica sobre a possível fruta matado do diabetes. “Não temos nenhuma evidência científica que alguma fruta ou chá melhore ou cure o diabetes. Infelizmente pessoas mal-intencionadas querem vender soluções que não existem se aproveitando do sofrimento do próximo.”

Mesmo que você queria consumir o melão São Caetano, os especialistas reforçam para que as pessoas com diabetes não deixem de tomar as medicações prescrita pelo seu médio. “Mesmo sendo considerado natural, o melão São Caetano pode ter efeitos colaterais e deve ser evitado por gestantes e durante o período de amamentação”, reforça o endrocrinologista.

Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

O que acontece com o corpo em cada dia da infecção pelo coronavírus

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BBC News Brasil

Covid: o que acontece com o nosso corpo em cada dia da infecção pelo coronavírus
André Biernath – @andre_biernath – Da BBC News Brasil em Londres

Covid: o que acontece com o nosso corpo em cada dia da infecção pelo coronavírus

André Biernath – @andre_biernath – Da BBC News Brasil em Londres

Nas últimas semanas, os casos de covid-19 não param de crescer no Brasil. De acordo com o painel do Conselho Nacional de Secretários da Saúde (Conass), a média móvel diária de novas infecções está atualmente em 56 mil. Há pouco mais de um mês, esse número estava em 13 mil, uma taxa quatro vezes menor.

Esse aumento, relacionado à circulação de variantes mais infecciosas e ao relaxamento das medidas de proteção, nos leva a pensar na ação do Sars-CoV-2, o coronavírus responsável pela pandemia atual, e como ele consegue se espalhar com tanta facilidade.

Nesta reportagem da BBC News Brasil, você vai conhecer em detalhes o “caminho” que ele faz pelo nosso organismo e o que acontece em cada dia desde o momento em que temos o primeiro contato com o patógeno.

Mas, antes de entrar nos detalhes, um alerta importante: as datas apresentadas são apenas estimativas médias, baseadas em informações publicadas em estudos científicos e revisados por agências de saúde nacionais e internacionais. Pode ser que esses prazos variem, para mais ou para menos, em casos específicos.

Dia 0: a infecção

Tudo começa quando temos contato próximo com alguém que já está infectado com o coronavírus.

Quando essa pessoa fala, canta, tosse ou espirra, ela libera pequenas gotículas ou aerossóis de saliva que carregam partículas do Sars-CoV-2.

A quantidade de vírus varia consideravelmente de indivíduo para indivíduo. “Alguns têm uma carga baixa, de 10 mil cópias virais a cada mililitro de saliva”, calcula o virologista José Eduardo Levi, coordenador de pesquisa e desenvolvimento da Dasa.

“A carga média vai de 10 mil até 1 milhão de partículas, mas vemos alguns que carregam até 1 bilhão de cópias virais por ml”, compara o especialista, que também é pesquisador do Instituto de Medicina Tropical da Universidade de São Paulo.

Essas gotículas minúsculas infectadas podem ser lançadas diretamente no nosso rosto — ou ficam em suspensão, “vagando” pelo ambiente durante minutos ou até horas (numa dinâmica muito parecida com a fumaça do cigarro), a depender da circulação de ar do ambiente de cada local. Nesse segundo caso, nós mesmos aspiramos esses aerossóis durante a respiração.

E é aí que começa de verdade o processo de infecção. O Sars-CoV-2 utiliza a espícula (também conhecida como spike ou proteína S), que está localizada na superfície de sua estrutura, para se conectar aos receptores das células da mucosa do nariz, da boca e até dos olhos.

Na ilustração, coronavírus (em vermelho) se conecta com o receptor de célula (em verde)

Getty Images
Na ilustração, coronavírus (em vermelho) se conecta com o receptor de célula (em verde)

A partir daí, ele vai iniciar a rotina comum a qualquer vírus: invadir a célula e usar todo o maquinário biológico para criar, de forma incessante, novas cópias de si mesmo.

“Nessa replicação, ele produz de 100 a mil novos vírus numa única célula”, estima Levi.

“Trata-se de um número tão grande que a célula não aguenta, estoura e morre. Esses vírus são, então, liberados e vão repetir esse processo nas células vizinhas.”

Essa replicação massiva, aliás, tem a ver com o surgimento das variantes do coronavírus. Nem todas as cópias saem iguais e algumas apresentam mutações genéticas importantes.

Se essa alteração no genoma representar alguma vantagem para o vírus, isso abre alas para o surgimento e o espalhamento das novas linhagens de preocupação — como as já conhecidas alfa, beta, gama, delta e ômicron.

Dias 1, 2 e 3: a incubação

Depois que o Sars-CoV-2 consegue invadir as primeiras células do nosso corpo, a próxima etapa envolve “ganhar terreno” e expandir o espectro de atuação.

As milhares de cópias que são liberadas de cada célula invadida avançam cada vez mais no organismo — se elas iniciam os trabalhos na superfície do rosto, logo estão dentro do nariz, descem para a garganta e eventualmente podem chegar até os pulmões.

Esse período de evolução silenciosa, em que a presença do vírus não gera nenhuma pista, é conhecida entre os especialistas como incubação.

“E percebemos nos últimos meses que o tempo de incubação das novas variantes diminuiu”, observa o virologista Anderson F. Brito, pesquisador científico do Instituto Todos pela Saúde.

De acordo com um relatório da Agência de Segurança em Saúde do Reino Unido, a incubação da variante alfa durava, em média, de cinco a seis dias.

Durante a onda da linhagem delta, essa janela caiu para quatro dias.

Já na ômicron, o período entre a invasão viral e o início dos sintomas sofreu uma nova redução e fica em apenas três dias.

Ou seja: se antes a pessoa tinha contato com alguém infectado e levava quase uma semana para manifestar os sinais típicos da covid, atualmente esse processo é bem mais rápido e pode acontecer quase de um dia para o outro.

Vale mencionar aqui que o tempo de incubação pode variar: em alguns casos, os sintomas aparecem até 14 dias depois do contato inicial com o vírus.

Dias 4 a 14: o aparecimento e a evolução dos sintomas

Conforme o vírus avança pelas vias aéreas superiores (nariz, boca e garganta), ele eventualmente chama a atenção do nosso sistema imunológico, que inicia um contra-ataque.

A primeira linha de defesa envolve células como os neutrófilos, os monócitos e as natural killers (exterminadoras naturais, em tradução literal), como detalha um artigo publicado em 2021 por dois pesquisadores do Hospital Universitário de Zhejiang, na China.

Com o passar do tempo, entram em cena outras unidades imunes, como os linfócitos T, que coordenam uma resposta mais organizada à invasão viral, e os linfócitos B, que liberam os anticorpos.

Mas o importante disso tudo é que os sintomas acontecem em algumas pessoas justamente a partir dessa reação imunológica: coriza, tosse, febre e dor de garganta são, ao mesmo tempo, tentativas de eliminar o vírus do organismo e um efeito de tantas células trabalhando de forma incessante.

Você pode conferir a lista de sintomas de covid mais frequentes nesta reportagem, publicada recentemente pela BBC News Brasil:

Mas quanto tempo os incômodos persistem? Esse prazo pode flutuar consideravelmente.

“Depende muito de cada indivíduo. Tem gente com poucos sintomas que, depois de quatro ou cinco dias, já está recuperado. Em outros, o mesmo quadro demora mais a passar”, responde a infectologista e virologista Nancy Bellei, professora da Universidade Federal de São Paulo.

“No geral, a tendência é que os sintomas piores, como dor de garganta e febre, durem cerca de três dias”, estima a especialista, que também integra a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI).

“Após esse período, é normal que manifestações mais leves, como coriza e tosse, ainda persistam por sete a dez dias”, conclui.

Neste estágio, é importante ficar em isolamento e restringir o contato com outros o máximo possível.

Homem espirrando

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Coronavírus é transmitido principalmente através de gotículas e aerossois que saem da boca ou do nariz de alguém infectado ao falar, cantar, tossir ou espirrar

Do ponto de vista individual, repousar e manter-se bem hidratado é essencial para garantir uma boa recuperação e dar “uma chance” para o organismo reagir bem. Tomar alguns remédios simples para os incômodos da infecção, como febre e dor, também pode ajudar.

“Se depois de 72 horas do início dos sintomas você estiver com falta de ar ou a febre persistir, é preciso buscar um atendimento médico”, sugere Bellei.

Esse recado é ainda mais importante para quem pode sofrer com quadros mais graves de covid, como idosos, portadores de doenças crônicas e pacientes com o sistema imunológico comprometido.

Já do ponto de vista coletivo, manter-se em isolamento é essencial para cortar as cadeias de transmissão do vírus na comunidade e barrar a subida de casos.

Ao ficar em casa e, se precisar sair, usar máscara de boa qualidade, você diminui a probabilidade de transmitir o Sars-CoV-2 adiante, por meio daquelas gotículas e aerossóis mencionados anteriormente.

Você confere quantos dias de isolamento são necessários em cada situação na matéria a seguir:

Dia 15 em diante: resolução do quadro (ou aparecimento de sintomas duradouros)

Passadas até duas semanas desde o contato com o coronavírus, o sistema imune costuma “vencer a batalha” e interrompe aquele processo de replicação e destruição das células na maioria das vezes.

Essa vitória, claro, é facilitada pela vacinação — as doses permitem “treinar” as unidades de defesa de forma segura, de modo que elas saibam como combater o patógeno antes mesmo de ter contato com ele.

Em alguns casos, infelizmente, o quadro não evolui tão bem assim: o vírus consegue ganhar muito terreno, chega até órgãos vitais (como os pulmões) e gera um quadro inflamatório bem grave.

Geralmente, essas situações exigem internação em UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e intubação, além de aumentar o risco de morte.

Profissional da saúde atende paciente em UTI

Getty Images
Algumas pessoas com covid desenvolvem formas mais graves e precisam de internação em UTI

E, mesmo nos pacientes que se recuperaram bem, há o risco nada desprezível da covid longa, marcada por incômodos que duram meses (ou até anos).

Embora essa área ainda esteja rodeada de muitas incertezas, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos estima que até 13,3% das pessoas com covid apresentam sintomas de longa duração por um mês ou mais. Cerca de 2,5% relatam problemas ao menos por três meses.

Ainda segundo a instituição, mais de 30% dos pacientes com covid que foram hospitalizados ainda sentem algum mal-estar depois de seis meses, que varia de cansaço e dificuldade para respirar até ansiedade e dor nas articulações.

O CDC aponta que “está trabalhando para entender mais sobre essas experiências pós-covid e por que elas acontecem, incluindo o motivo pelo qual alguns grupos são afetados de forma desproporcional”.

– Este texto foi originalmente publicado em https://www.bbc.com/portuguese/geral-62002188


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Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Algumas curiosidades sobre os dentes do siso

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Homem com dor de dente
Freepik.com/Cookie_studio

Homem com dor de dente

Eles são conhecidos como dentes do  juízo (siso, em latim) porque aparecem até os 21 anos. Os terceiros molares eram responsáveis por ajudar na mastigação, mas ao longo dos anos eles perderam sua função e agora ficam escondidos no fundo da nossa boca. Eles só são lembrados quando começam a nascer e causar incômodo. Dizem que no futuro as pessoas irão nascer sem eles

Eles podem nunca nascer em algumas pessoas. Em outros casos, podem ficar escondidos sob a gengiva ou até pelo osso que são chamados de inclusos ou até em algumas pessoas surgirem os quartos molares ou segundo dente do siso.

Existem  pessoas com espaço o suficiente na boca para acomodar os quatro dentes sem causar problemas para a arcada dentária. Neste caso, a remoção não é necessária. Quem vai orientar se o procedimento deve ser feito, ou não, é o seu dentista. 

A falta de espaço causando um apinhamento dos dentes anteriores e a dificuldade de higienização são os principais motivos para retirar os sisos. Mas tem  também a indicação ortodôntica e reabsorção das raízes dos dentes vizinhos como outros motivos para indicarmos a extração. 

Os profissionais recomendam os dentes do siso sejam extraídos antes dos 30 anos. Depois dessa idade, a raiz se calcifica e o procedimento fica mais difícil, podendo gerar complicações. 

O que sabemos é que quanto mais jovem, menos calcificado está o osso, gerando menor trauma cirúrgico e um melhor pós-operatório. 

Durante o procedimento, a anestesia impede que o paciente sinta dor. Para prevenir ou amenizar o incômodo após a cirurgia, são receitados medicamentos pré e pós cirúrgicos. O pós-operatório depende da maneira como o dente foi retirado. Dependendo da posição e localização desse dente que irá definir a dificuldade e desconforto do paciente, já que na região do dente do siso se encontra próximo o nervo alveolar inferior, que causa maior dor dependendo da proximidade do dente com o nervo.

Quando em contato com esse nervo, podemos ter como resultado uma parestesia que é a perda de sensibilidade temporária da região

Os sisos podem ser extraídos até mesmo antes de nascer para evitar desalinhamento dos dentes vizinhos e até cárie nos dentes ao lado.

Existem técnicas e manobras cirúrgicas adequadas para remoção de cada tipo e localização desse dente ,por isso importante procurar um especialista como o Cirurgião Buco Maxilo Facial para a extração.

Fonte: IG SAÚDE

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