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Política Nacional

Medida provisória permite suspensão de contrato de trabalho e corte salarial

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Gilson Abreu/Agência de Notícias do Paraná
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MP é mais uma tentativa do governo de atenuar os efeitos da pandemia de Covid-19 no mercado de trabalho

A Medida Provisória 936/20 institui o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda, que autoriza os empregadores, temporariamente, a reduzir salários e jornadas ou suspender contratos de trabalho, com direito a estabilidade temporária do empregado e recebimento de benefício emergencial pago pelo governo.

A redução de jornada e salário poderá ser de 25%, 50% ou 75% por acordo individual ou coletivo, ou qualquer percentual, inclusive 100%, apenas por acordo coletivo.

As medidas também se aplicam a empregados domésticos, aprendizes e pessoas com jornada parcial.

A MP entrou em vigor nesta quinta-feira (2), junto com a MP 935/20, que abre crédito extraordinário de R$ 51,6 bilhões para pagar o benefício emergencial.

A nova medida provisória é mais uma tentativa do governo de atenuar os efeitos da pandemia de Covid-19 no mercado de trabalho. Anteriormente foram editadas as MPs 927 e 928 que também tratam de regras trabalhistas mais flexíveis.

Confira as principais medidas do programa emergencial:

Compensação governamental
O Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda será pago pelo governo nos casos de redução de jornada de trabalho e de salário, e suspensão temporária do contrato de trabalho. A primeira parcela sai no prazo de 30 dias após o acordo.

O valor será devido independentemente do tempo de vínculo empregatício ou do número de salários recebidos.

O benefício terá como base de cálculo o valor mensal do seguro-desemprego a que o empregado teria direito caso fosse demitido. Por exemplo: se o trabalhador tivesse direito a cinco parcelas de R$ 1.300 de seguro-desemprego, a parcela (R$ 1.300) será a base para a definição do benefício.

O valor a ser pago será proporcional à redução da jornada. Se esta diminuir 50%, o benefício será de 50% sobre o seguro-desemprego.

O empregado com mais de um vínculo formal de emprego poderá receber um benefício emergencial para cada contrato.

Os trabalhadores intermitentes terão regra própria: receberão benefício emergencial fixo de R$ 600 por até 90 dias, que será pago imediatamente.

O empregador poderá, a seu critério, complementar a renda do trabalhador com contrato suspenso ou jornada reduzida. A “ajuda compensatória mensal” terá valor definido em acordo individual ou em negociação coletiva.

Ato do Ministério da Economia disciplinará a concessão e o pagamento do benefício emergencial e diversos outros pontos da medida provisória.

Garantia provisória no emprego
O empregado com jornada reduzida ou contrato suspenso terá direito a garantia provisória no emprego após o restabelecimento da jornada, por período equivalente. Exemplo: redução de jornada de três meses garante estabilidade de três meses, acrescidos de outros três, totalizando seis meses.

A dispensa sem justa causa durante o período de garantia sujeita a empresa a penalidades e indenização dos trabalhadores.

Redução da jornada
O empregador poderá acordar a redução proporcional da jornada de trabalho e de salário de seus empregados por até 90 dias, que receberão o benefício emergencial.

A redução poderá ser feita por acordo individual ou coletivo nos percentuais fixos de 25%, 50% ou 70% para os que recebem até três salários mínimos (R$ 3.135) ou ganham mais dois tetos do INSS (R$ 12.202,12) e possuem curso superior. Para os que ganham no intervalo entre as duas faixas, haverá duas possibilidades: redução de 25% por acordo individual ou qualquer outro percentual negociado coletivamente.

Para reduzir a jornada, o empregador terá que preservar o salário-hora do empregado (valor da remuneração dividido por 220).

Serão imediatamente restabelecidas a jornada de trabalho e o salário pago anteriormente quando houver cessação do estado de calamidade pública, encerramento do período pactuado no acordo individual ou antecipação, pelo empregador, do fim do período de redução pactuado.

Redução com acordo coletivo
Convenção ou o acordo coletivo de trabalho poderão estabelecer percentuais de redução de jornada de trabalho e de salário diversos das três faixas fixas (25%, 50% e 75%).

Nesses casos, a regra do benefício emergencial será a seguinte:
– redução de jornada inferior a 25%: não há direito ao benefício emergencial
– redução igual ou maior que 25% e menor que 50%: benefício emergencial no valor de 25% do seguro-desemprego
– redução igual ou maior que 50% e menor que 70%: benefício emergencial no valor de 50% do seguro-desemprego
– redução igual ou superior a 70%: benefício emergencial no valor de 70% do seguro-desemprego.

Convenções ou acordos coletivos celebrados anteriormente poderão ser renegociados para adequação à MP 935 no prazo de 10 dias contados da publicação da medida provisória.

Suspensão do contrato
O empregador poderá acordar a suspensão do contrato de trabalho com os empregados, pelo prazo máximo de 60 dias (ou dois períodos de 30 dias), que terão direito ao benefício emergencial.

A suspensão poderá ser pactuada por acordo individual ou coletivo com empregados que recebem até três salários mínimos (R$ 3.135,00) ou mais de dois tetos do INSS (R$ 12.202,12) e que tenham curso superior. Para os demais, somente acordo coletivo.

O benefício emergencial será integral para trabalhadores de empresas com receita bruta anual menor que R$ 4,8 milhões (pequenos e micronegócios e empregadores domésticos). Para as demais (médias e grandes), será pago 70% do seguro-desemprego, e a empresa arcará com 30% do salário do empregado com contrato suspenso.

No período de suspensão contratual, o empregado não poderá trabalhar para o empregador, ainda que parcialmente. Se isso acontecer, o empregador poderá ser penalizado. O trabalhador terá a garantia provisória no emprego. Além disso, o empregador deverá manter os benefícios pagos aos empregados.

Tramitação
A MP 936 seguirá o novo rito de tramitação das medidas provisórias definido pelo Congresso Nacional em virtude da situação de calamidade pública.

Reportagem – Janary Júnior
Edição – Rachel Librelon

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Grávidas tb podem ser incluidas na suspensão do contrato de trabalho?

Política Nacional

Bolsonaro sobrevoa manifestantes de helicóptero em Brasília

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Bolsonaro helicóptero
Reprodução Facebook Jair Messias Bolsonaro

Neste domingo (31) Bolsonaro usou helicóptero para sobrevoar apoiadores, em ato contra o STF

Neste domingo (31), atos pró-Bolsonaro acontecem pelo Brasil. Em Brasília, o presidente Jair Bolsonaro sobrevoou apoiadores de helicóptero e, ao encontrá-los na Praça dos Três Poderes, não usou máscara.

. Praça dos 3 Poderes (1):

Posted by Jair Messias Bolsonaro on  Sunday, May 31, 2020


O uso de máscara é obrigatório do Distrito Federal como medida de contenção da pandemia de Covid-19. As aglomerações, apesar de não recomendadas por conta da crise sanitária, ocorrem neste domingo e são transmitidas pelas redes sociais do presidente.

Veja: 72% discorda de Bolsonaro sobre armar população contra ditadura

O ato é em favor do governo e contra o Supremo Tribunal Federal . As críticas ao STF acontecem após a abertura inquérito contra fake news, que investiga aliados do presidente.

Leia ainda:  É preciso mudas as regras da república, diz ministro da educação

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Política Nacional

Carla Zambelli justifica ausência em ato pró-Bolsonaro com laudo médico

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Divulgação/PSL na Câmara

Zambelli afirmou que pensa em desistir da política neste domingo (31)

Na manhã deste domingo (31), a equipe da deputada federal Carla Zambelli (PSL) foi ao Twitter justificar sua ausência nos atos pró-Bolsonaro. 

“A Deputada @CarlaZambelli38 passou mal às 5h40 e não estará presente no ato pró Bolsonaro deste domingo. Já foi medicada, mas recomendam que ela fique em repouso. Desejamos sorte e luz para quem for”, diz o post.

Veja:  Quem é Carla Zambelli? As polêmicas da deputada ex-fã de Moro

Em seguida, Zambelli respondeu ao próprio tuíte dizendo que houve pessoas que duvidaram do problema de saúde. A deputada postou a imagem um laudo médico como comprovação, mostrando diagnóstico de fibromialgia.


Em seguida, um internauta escreveu que ela “deveria desistir da carreira de política”. Zambelli respondeu: “É uma possibilidade que está sendo estudada”.

As  manifestações acontecem neste domingo em Brasília contra o Supremo Tribunal Federal (STF) e em apoio ao presidente Jair Bolsonaro.

Leia:  Bolsonaro critica notícias: ‘Tudo aponta para uma crise’

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