DISPUTA ELEITORAL

Medeiros diz que eleição ao Senado pode “consolidar venezuelização” do Brasil

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Medeiros diz que eleição ao Senado pode “consolidar venezuelização” do Brasil

Conteúdo/ODOC - O deputado federal José Medeiros, pré-candidato ao Senado, afirmou que a disputa eleitoral deste ano terá impacto direto sobre o rumo político do país e defendeu a ampliação da bancada da direita como forma de conter o que ele classificou como avanço excessivo do Judiciário.

Em declarações à imprensa, Medeiros avaliou que o resultado das urnas para o Senado pode definir se haverá ou não um contraponto institucional ao Supremo Tribunal Federal. Na visão dele, a falta de uma maioria conservadora na Casa abriria caminho para uma concentração de poder que, segundo suas palavras, colocaria a democracia em risco.

O parlamentar também afirmou que a eleição em Mato Grosso funcionará como uma espécie de consulta popular sobre o futuro político do ex-presidente Jair Bolsonaro e sobre o equilíbrio entre os Poderes. Para Medeiros, deixar de eleger candidatos alinhados ao bolsonarismo significaria aceitar a manutenção da prisão do ex-presidente e a consolidação de um cenário que ele compara ao da Venezuela.

Ao criticar a atuação do Judiciário, o deputado citou diretamente o ministro Alexandre de Moraes e afirmou que decisões concentradas em poucos integrantes da Corte estariam limitando a atuação dos demais Poderes.

Medeiros também direcionou críticas a partidos de outros pré-candidatos ao Senado, como a deputada estadual Janaina Riva, do MDB, e o senador Carlos Fávaro, do PSD. Na avaliação dele, essas siglas, apesar de se apresentarem como de centro ou centro-direita, teriam contribuído para o atual cenário político envolvendo Bolsonaro.

Questionado sobre o posicionamento recente do MDB em Mato Grosso, Medeiros evitou comentários diretos, mas lançou um desafio público aos adversários. Ele propôs que os pré-candidatos protocolassem imediatamente um pedido de impeachment contra Alexandre de Moraes no Senado Federal, como forma de demonstrar compromisso com o enfrentamento ao que chama de condutas ilegais dentro do STF.

Segundo o deputado, a iniciativa serviria para mostrar ao eleitor que eventuais eleitos não terão receio de agir contra ministros da Corte. Para ele, o embate não seria contra a instituição, mas contra atitudes que, em sua avaliação, prejudicam a sociedade.