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MDB traça estratégia para manter o comando da prefeitura de Cuiabá e reconquistar Rondonópolis

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De acordo com Carlos Bezerra, legenda quer vencer as eleições nos principais municípios
do estado

O presidente do MDB de Mato Grosso, deputado federal Carlos Bezerra, está bastante otimista com a probabilidade de o seu partido continuar comandando as prefeituras das maiores cidades do Estado, as cidades consideradas polo, além da Capital, Cuiabá, a partir das eleições de 2020. “Estamos num grande processo de discussão política. Como vim atender alguns prefeitos e o Hospital do Câncer, aproveitei para atualizar as coisas com o companheiro Thiago Silva, na Assembleia Legislativa”, disse o emedebista que permaneceu a manhã desta sexta-feira (20), no Parlamento.

Conforme Bezerra, no caso de Cuiabá, há uma grande discussão de dez partidos que demonstram simpatia com a possível candidatura do prefeito Emanuel Pinheiro, de Cuiabá, à reeleição. “São partidos que estão compromissados com a pré-candidatura do Emanuel Pinheiro. É uma discussão grande que abre a discussão a respeito do que vai acontecer no ano que vem”, afirmou.

Segundo o cacique emedebista, no caso de Rondonópolis, “é a cidade mais politizada do Estado. Aquele povo flui política, come política. O processo de sucessão em Rondonópolis está em ebulição. A discussão é na cidade toda e nós estamos aqui em discussão também. O nosso MDB de guerra está se preparando em Rondonópolis com uma chapa muito boa de vereadores, uma chapa com mulheres, uma chapa completa, e do posicionamento nosso, do MDB, na sucessão do ano que vem”.

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Bezerra argumenta que Rondonópolis é uma cidade polo, “importante, e o MDB quer fazer as prefeituras nas cidades polos. Nós já temos candidato muito forte em Alta Floresta, em Barra do Garças, Sinop, Colíder, Cuiabá e Rondonópolis também nós queremos ter uma presença decisiva lá”.

“Queremos fazer como fizemos até agora, governar as principais cidades do Estado, as maiores cidades do Estado. Hoje o MDB tem prefeito nas principais cidades, Tangará da Serra, também, onde temos o prefeito e queremos reeleger. Então esse é o trabalho que estamos fazendo agora, de uma pré discussão a respeito dessas questões, do alinhamento do partido, da chapa de vereadores, das coligações, de como nós vamos proceder”.

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CPI convoca promotor do MP para dar explicações sobre sonegação de ICMS e quer acesso à delação de empresário

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Novas convocações foram aprovadas por membros da CPI, que ainda esperam ouvir o ex-governador Silval Barbosa

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Renúncia e Sonegação Fiscal aprovou três novas convocações na investigação sobre sonegação de impostos na comercialização de combustíveis durante reunião na tarde desta quinta-feira (10).

O presidente do Instituto de Pesos e Medidas de Mato Grosso (Ipem-MT), Bento Francisco Bezerra, falará sobre a fiscalização e controle de qualidade dos combustíveis no estado. O promotor Luiz Alberto Segalla Bevilacqua será ouvido para prestar informações a respeito de sonegação de impostos no ramo de combustíveis e do crime organizado.

Completa a lista o diretor do Instituto de Ciências Exatas e da Terra (ICET) da UFMT, professor Martinho da Costa Araújo. Ele será perguntado sobre a Central Analítica de Combustíveis (CEANC), instalada em 2007 no departamento de Química da universidade.

No encontro, os deputados também discutiram o andamento dos trabalhos com a equipe técnica. Um roteiro a ser seguido por cada uma das sub-relatorias da CPI foi apresentado. O objetivo é facilitar a elaboração do relatório final da comissão e dar diretrizes para as ações que serão realizadas.

O presidente da CPI, deputado Wilson Santos (PSDB), avalia que os trabalhos deverão ser prorrogados. “Nós queremos construir legislações que reduzam ao máximo a sonegação”, adianta o parlamentar. Ele garante ainda que a oitiva do ex-governador Silval Barbosa será marcada, apesar da suspensão aprovada em reunião passada.

Santos também indicou que a CPI espera acesso à delação do empresário Wagner Florêncio Pimentel, assassinado em março e apontado pelo Ministério Público como chefe de uma quadrilha descoberta durante a Operação Crédito Podre.  As informações devem contribuir na investigação sobre o agronegócio. “Ele entrega muitas pessoas para quem ele trabalhava e os praticantes do assassinato também já denunciaram algumas pessoas”, diz o deputado.

Com a saída do deputado estadual Max Russi (PSB) da CPI da Renúncia e Sonegação Fiscal, o deputado Valmir Moretto (Republicanos) passa a integrar a comissão. Ele ficará responsável pela sub-relatoria do agronegócio, enquanto Wilson Santos cuidará da parte de incentivos fiscais, Janaina Riva (MDB) ficará com o setor dos frigoríficos, Nininho (PSD) comandará a investigação do segmento da mineração e Carlos Avallone (PSDB) será o sub-relator do setor de combustíveis.

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Ex-presidente do Indea tem aposentadoria penhorada por desvio de R$ 1,5 milhão

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Décio Coutinho é acusado de superfaturamento em compra de passagens aéreas e terrestres para órgão público

Condenado a pagar multa civil devido ao desvio de mais de R$ 1,5 milhão do Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea-MT), por meio de irregularidades na execução de um contrato para fornecimento de passagens aéreas e terrestres e hospedagem para servidores, o ex-presidente do órgão, Décio Coutinho, teve 20% de sua aposentadoria bloqueados pela Justiça. A decisão é do juiz Bruno D’Oliveira Marques, da Vara Especializada em Ação Civil Pública.

Foi o próprio Coutinho quem ofereceu a proposta aceita pelo magistrado, sugerindo que a Justiça faça o desconto mensal, em folha de pagamento, de 20% do valor bruto recebido na aposentadoria. O Ministério Público do Estado (MPE) se manifestou favorável ao desconto na folha de pagamento da aposentadoria.

“In casu, o executado propôs o desconto de 20 % (vinte por cento) do valor bruto da sua aposentadoria, fato que demonstra que a medida a ser adotada não importa em prejuízo à sua subsistência, bem como de sua família”, diz trecho da decisão. Diante disso, o magistrado autorizou a cobrança da multa por meio de desconto mensal do provento recebido pelo condenado.

Em 2003, quando era presidente do Indea, Décio Coutinho foi acusado de improbidade administrativa por devido diversas irregularidades na execução do contrato de prestação de serviço firmado entre o Indea e a Agência de Viagens Universal Ltda após a realização de processo licitatório para contratação de empresa especializada para fornecimento de passagens aéreas e terrestres, nacionais e internacionais e reserva de hotéis, sendo estimado em 35 passagens aéreas e 164 passagens rodoviárias.

Conforme denúncia do o MP, o contrato foi aditivado por 7 vezes, resultando no desvio de mais de R$1,1 milhão. Na época, Décio foi condenado a pagar multa de 10 vezes a remuneração que recebia na época dos fatos, que era R$ 15 mil.

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