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Mauro lembra denúncias e diz que Emanuel tem muito a explicar: “toda hora o MP abre uma investigação”

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Governador voltou a criticar o prefeito da Capital nesta sexta-feira [F-Marcos Vergueiro]

Fica cada vez mais difícil uma trégua ou acordo de paz entre o governador Mauro Mendes (DEM) e o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB). Na manhã desta sexta-feira (24), durante entrevista na rádio Vila Real, o governador democrata, embora tenha afirmado que não quer ficar entrando em debate com o prefeito, disse que o gestor cuiabano terá que explicar muita coisa para a sociedade cuiabana caso dispute a reeleição em outubro próximo.
“Não sei se ele será candidato, mas nessa época de eleição, as falsas verdades vêm à tona e ele terá que explicar os escândalos que estão pipocando na prefeitura, além dos antigos, da época da eleição de 2016”, afirmou o democrata.
O governador mato-grossense entende que no período eleitoral, Pinheiro terá, necessariamente, que discutir todos os escândalos que já estão públicos no meio da sociedade. “Será a oportunidade de fazer estes debates, das obras paralisadas no município, porque tem fornecedor com oito meses sem receber, quando eu entreguei a ele a prefeitura com todos fornecedores em dia. Ele vai ter oportunidade de fazer o debate dele”, opinou.
Segundo Mendes, o prefeito Emanuel Pinheiro, “não sei se ele vai ser candidato, terá a oportunidade com a eleição de explicar os escândalos que estão pipocando na prefeitura, corriqueiramente, pois toda hora o Ministério Público abre inquérito contra sua gestão”, disse.
Mendes não quis falar sobre a proposta de cessão do prédio da Escola Estadual Nilo Póvoas à Cuiabá, que foi feita pelo prefeito Emanuel Pinheiro. Disse ainda que o prefeito terá a oportunidade de explicar o porquê fechou a Santa Casa, que era responsabilidade da prefeitura. Na ocasião, a Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá ficou fechada durante 60 dias e só voltou a funcionar com a intervenção do Governo do Estado.
Outro fato lembrado pelo governador foi a denúncia em 2016, feita pelo então candidato a prefeito, deputado estadual Wilson Santos, que enfrentou Pinheiro nas urnas e levou a eleição para o 2º turno, envolvendo o pagamento de propina, o episódio denominado caso Caramuru.  Santos acusou Emanuel e alguns de seus familiares de receberem propina da Caramuru Alimentos, em troca da concessão de incentivos fiscais a unidades da empresa em Mato Grosso. “O Ministério Público tem que dar respostas à sociedade”, disse.

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CPI da Renúncia Fiscal retoma as atividades na quarta (4) e mira em fraudes no setor de mineração

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Foto: FABLICIO RODRIGUES / ALMT

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga indícios de sonegação de impostos e renúncias fiscais indevidas em Mato Grosso retoma suas atividades nesa quarta-feira (4). A primeira reunião que abre os trabalhos de 2020 está programada para as 9h na Sala 201 – Oscar Soares, localizada no prédio da Assembleia Legislativa.

Na ocasião, será discutida uma diretriz a respeito da elaboração de um relatório a ser formulado pelo deputado estadual Ondanir Bortolini, o Nininho (PSD), referente ao setor de mineração. No segundo semestre de 2019, foi concluído o relatório da sub-relatoria do setor de combustíveis pelo deputado estadual Carlos Avalone (PSDB).

Uma das descobertas que veio à tona é que somente em 2018, Mato Grosso deixou de arrecadar cerca de R$ 1,9 bilhão por causa da sonegação, o que corresponde a 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual.

“A CPI tem feitos os trabalhos corretamente. E a maior prova disso é que o próprio governo do estado tem adotado providências e se comprometido a aperfeiçoar o combate à sonegação de impostos. Mato Grosso não pode ter a cada ano demandas crescentes em educação, saúde, segurança pública, infraestrutura e assistência social e uma sonegação de impostos ainda mais crescente que impede a entrada de dinheiro em caixa”, disse.

A CPI da Renúncia e Sonegação Fiscal é presidida pelo deputado estadual Wilson Santos e iniciou os trabalhos no dia 12 de março de 2019. Compõem a comissão, além de Wilson Santos, os deputados Carlos Avalone (vice-presidente), Ondanir Bortolini – o Nininho (relator), Max Russi e Janaína Riva, estes dois últimos na condição de suplentes.

Fonte: ALMT
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DEM reafirma que terá candidatura própria em Cuiabá e fala em ‘protagonismo’

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O presidente do DEM em Cuiabá, Alberto Machado

O Democratas de Cuiabá vai ser protagonista nas eleições de outubro próximo, que elegerá o sucessor do prefeito Emanuel Pinheiro (DEM). “Este é um assunto já deliberado pelo partido, de que vamos ter candidato na Capital e podemos eleger de três a quatro vereadores para a Câmara Municipal”, diz o presidente do DEM em Cuiabá, o secretário de governo do Estado, Alberto Machado, o Beto Dois a Um.

Conforme Beto Machado, este assunto, apesar das especulações, já está contextualizado na Executiva Municipal do partido. “Além disso – argumenta – é um desejo do governador Mauro Mendes, atualmente a maior liderança do Democratas no Estado ao lado do senador Jaime Campos, líder histórico do partido.

“O DEM vai lutar para ter um candidato. Já discutimos isso internamente, várias vezes. O partido é qualificado, tem bons nomes. Temos três, quatro possíveis candidatos a prefeito”, resume o secretário de Governo de Mendes que não vê a possibilidade de o Democratas apoiar o prefeito Emanuel Pinheiro, caso seja candidato à reeleição.

No caso específico da Câmara de Vereadores, o presidente da sigla diz que a chapa que vem sendo montada já conta com 38 pré-candidatos. “Sem contar – diz – que todos são competitivos. Para puxar a chapa, o Democratas cuiabano já comemora a chegada do vereador Marcelo Bussiki, atualmente no PSB do deputado estadual Max Russi.

A expectativa é que o vereador, que faz oposição ao prefeito Emanuel Pinheiro, aporte no Democratas no próximo mês. “Além do reforço do vereador Bussiki, temos na chapa vários nomes com capilaridade de fazer mil e até dois mil votos nas eleições de outubro. Daí nossa expectativa de fazer de três a quatro vereadores em Cuiabá”, afirmou.

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