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Política MT

Mauro assina ordem para retomada de obras e classifica hospital “como uma das maiores vergonhas de MT”

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Ordem para retomada das obras do Hospital Central, paralisadas há mais de 30 anos, foi assinada nesta sexta-feira

“Essa aqui é o pai, o avô e bisavó de todas as mazelas que nós vamos mostrar a Mato Grosso que é possível fazer”, afirmou o governador Mauro Mendes (DEM), na manhã desta sexta-feira (06), em Cuiabá, durante lançamento da ordem de serviço para retomada das obras do Hospital Central, que estão paralisadas há 34 anos.

“Estamos aqui naquilo que eu chamo de uma das maiores vergonhas deste Estado. Esse hospital está a mil metros do palácio dos governadores, 500 metros do Ministério Público, da Assembleia Legislativa, do Tribunal de Contas. Há décadas está na cara de todos e ninguém fez nada, argumentando que “fazem 34 anos que está obra está parada, isso é muita coisa”, disse.

Conforme o governador, a obra de retomada do Hospital Central foi disputada por 14 empresas, a grande maioria, 13 delas, de outros estados. “Essa obra foi disputada por 14 empresas. Das 14, apenas uma era de Cuiabá.  Isso mostra, primeiro, que o governo de Mato Grosso já recuperou sua credibilidade”, discursou o democrata.

Segundo o governador, o governo conseguiu um desconto de quase 20% com a empresa vencedora. “A empresa vencedora, única de Cuiabá que disputou o certame, propiciou um desconto de quase 20%. Isso mostra que quando um governo é sério, comprometido, que paga seus fornecedores, as coisas melhoram para todos e sobra mais dinheiro”.

“São 32 metros quadrados de obra, num prazo de 22 meses, mas a empresa já assumiu o compromisso e eu vou tornar isso público, de terminar essa obra exatamente em 16 meses a partir da data de hoje. Nós vamos monitorar, acompanhar e se Deus quiser isso vai acontecer”, destacou o governador.

O governador fez questão de afirmar que “a empresa é séria e competente, e que o seu governo dá a garantia do serviço prestado. “Acredito muito em vocês. O estado tem hoje cem por cento dos recursos para começar e terminar essa obra dentro do prazo compromissado”.

Mendes reforçou o apoio da Assembleia Legislativa na retomada do crescimento do Estado. “Ninguém faz nada sozinho. Mato Grosso hoje começa a trilhar o caminho da prosperidade. Não o Estado de Mato Grosso, mas o governo do Estado. Porque o Estado está no caminho da prosperidade há décadas”. Segundo Mendes, há 20 anos o Estado cresce a ritmos comparado aos dos chineses.

“Foi fundamental o apoio da Assembleia Legislativa. Se não tivéssemos feito as mudanças necessárias, não estaríamos aqui, hoje, lançando, está lá, olha, obra de número 331”, mostrando a placa da reforma do Hospital Central. “Nada teria sido possível se aqueles 14 deputados não tivessem votado as mudanças que propomos quando assumimos o governo”, completou.

 

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Gisela diz que fez bem em rejeitar Emanuel, que teria que escolher um lado e que pode disputar Câmara Federal pelo Pros

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A presidente do Pros de Mato Grosso, advogada Gisela Simona, em entrevista ao Portal ODocumento, afirmou que a sua pré-candidatura à Câmara Federal, nas eleições de 2022, significa o fechamento de um ciclo que começou ainda em 2018, quando a advogada concorreu à mesma vaga e conquistou mais de 50 mil votos.

Segundo Simona, que disputou a eleição para a prefeitura de Cuiabá, em 2020, ficando em terceira colocada na disputa, sua postura no segundo turno da eleição que reelegeu o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), de apoiar o candidato Abílio Júnior (Podemos), não prejudica o seu projeto de disputar a Câmara Federal.

“Não vejo que houve em nenhum momento um erro ou que haja prejuízo. Pelo contrário, até pelos desfechos que estão acontecendo hoje dentro da gestão municipal fica notório que não tinha como apoiar o atual prefeito”, afirmou.

Conforme a líder partidária, “aqueles que acompanham nossa trajetória sabem que nós temos que ser coerentes com aquilo que achamos que é correto. E ser contra a corrupção é algo que sempre foi muito claro, não só nas nossas vidas como também nas nossas propostas”, declarou.

A líder partidária fez questão de destacar que a intenção do Pros é lançar chapas completas para a Assembleia Legislativa e Câmara Federal nas eleições de 2022, com 16 pré-candidatos a deputado federal e 48 estadual. “Esse é o nosso propósito, estamos aguardando para ver se haverá mudança na legislação ou não. Nós estamos querendo sair com chapa cheia, com 16 candidatos a federal e 48 a estadual. Fizemos uma divisão do Estado por número de eleitores e vamos querer fazer um grupo bem heterogêneo com pessoas de todo Mato Grosso”, argumentou.

Questionada sobre nomes que estariam compondo as chapas de pré-candidatos, Gisela Simona desconversou. “Estamos mantendo tudo sobre sigilo, até mesmo para evitar o assédio de outros partidos. Mas estamos com um bom andamento. Terá muitos representantes da sociedade, diversos segmentos, ex-candidatos a prefeito no interior do Estado e algumas figuras conhecidas aqui em Cuiabá também”, completou

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Fávaro vê exagero na quantidade de partidos, critica proposta da volta das coligações e diz que votará contra

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O senador Carlos Fávaro (PSD), presidente do partido no Estado, vê a volta das coligações partidárias nas eleições proporcionais como um retrocesso. “Voltar as coligações é o enfraquecimento dos partidos políticos. Com todo respeito à Câmara Federal, mas nós não podemos retroceder”. Segundo Fávaro, a volta das coligações e a ausência de cláusulas de barreira impede a governabilidade de qualquer chefe de Executivo. A matéria, que está em tramitação, para Carlos Fávaro, terá resistência no Senado Federal.

“A volta das coligações, proposta pela maioria dos deputados federais, marcaria um retrocesso nos avanços conquistados ao longo dos últimos anos. Nosso sistema eleitoral, com as regras atuais, é muito recente. Ainda que precise de ajustes, não podemos permitir retrocessos”, argumentou o senador.

Carlos Fávaro, que é titular da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania do Senado, que analisa a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Reforma Eleitoral (28/2021), fez questão de destacar o relatório da senadora Simone Tebet (MDB-MS), que barrou a medida, aprovada na Câmara dos Deputados.

“Embora alguns possam pensar o contrário, não é democrático termos 35 partidos políticos, o que cria situações esdrúxulas, como as siglas de aluguel. Por isso, parabenizo a senadora Simone por barrar a volta destas coligações”, disse o senador.
Só para citar exemplos, o senador disse que em Cuiabá os 25 vereadores estão divididos em 19 partidos políticos. Em Blumenau [SC], são 15 vereadores para 12 partidos. “Por mais plural que somos enquanto sociedade, não há justificativa para um número tão grande de siglas”, destacou o senador.

Para o senador, “isso é horrível, imagina o prefeito ter que tratar, e é parte normal da democracia o Executivo e Legislativo conversarem e convergirem, ter que conversar com 19 líderes, e o que é pior, chega a ser grotesco, líder de si mesmo, porque só tem um vereador. Esse não é o modelo bom para a democracia, para a gestão pública”, arrematou.

O senador defende o aperfeiçoamento da legislação eleitoral e lembrou que o Senado já aprovou projetos importantes nesse sentido, como o que define critérios para a distribuição das sobras eleitorais e o que estimula a participação de mulheres na política.

 

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