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Opinião

MARIA RIBEIRO – Será que sou dependente das telas?

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A vida moderna nos trouxe novos desafios. E a tecnologia nos trouxe como resultado de seus avanços uma triste realidade. Estamos produzindo cidadãos com dependência em tecnologia, e principalmente uma geração de dependentes de telas.

A digitalização que caracteriza a sociedade atual está afetando o estilo de vida adotado pelas novas gerações. Do nascimento à morte somos inundados por uma infinidade de dispositivos eletrônicos que não estão sendo tratados como ferramentas, e sim como comandantes de nossas decisões.

Se pensarmos do ponto de vista clínico, a Dependência Tecnológica é quando o indivíduo não consegue controlar o próprio uso das telas, ocasionando sofrimento e prejuízo significativo em diversas áreas da vida.

Mas não é o que todos nós estamos fazendo? Hoje os smartphones, PC, tables, e TVs passaram de suas funções iniciais de comunicação para um mix de ferramentas que estão saqueando mais a atenção do que servindo para melhorar nossas rotinas.

Diante desse cenário, como saber se sou dependente de telas? De cara, é bom lembrar que a dependência em tecnologia é uma patologia, e somente um médico e/ou psicólogo pode diagnosticar.

Mas, com tantos dispositivos à nossa volta, podemos identificar algumas coisas. Como quando seu companheiro não dorme, não come ou deixa de tomar banho porque suas atenções são para a Internet, ou perde o controle da vida porque fica horas em jogos online.

Quando seu filho fica ansioso ou irritado porque o uso da Internet é restringido. E aumenta quando os esforços repetidos por ter uma vida fora do digital são malsucedidos.

E quantas vezes tem colegas de trabalho com medo de ficar fora do mundo tecnológico, e há uma preocupação excessiva se tem sinal, se o 5g funciona, ou se o e-mail já chegou?

Quando nossos avós acham que andam passando mais tempo online do que deveriam. Sim, são as pessoas com mais de 70 anos alguns dos maiores campões em e-sports do mundo.

Em momentos que alguns de nós mente sobre a quantidade de horas conectados e tem necessidade de aumentar o tempo de uso para sentir a mesma satisfação que antes, mas esconde, porque não quer ser taxado de “viciado em tecnologia”.

Quando crianças com amigos virtuais são levados a redes sociais inúteis para fugir de relações empobrecidas, conflitos familiares e isolamento social.

A total falta de interesse de alguns amigos por uma vida real, com emoções que podemos sentir, não somente almejar.

Com líderes com faces distorcidas por tratamentos estéticos, e selfies infinitas em busca de aceitação na rede social para um marketing de propósito, sem mesmo ter um.

E fenômenos da tecnologia, criando metaverso (é a terminologia utilizada para indicar um tipo de mundo virtual que tenta replicar a realidade através de dispositivos digitais) para gerações, mas colocando seus próprios filhos em escolas com zero acesso à tecnologia, porque sabe dos malefícios das telas.

As pessoas estão perdendo o controle de suas rotinas e usando o tempo de tela para fugir dos problemas. Sim, estamos todos nós dependente de telas, e nossas relações sociais, afeto e opiniões estão em risco.

Ok! E o que fazemos com tremenda informação?

A primeira delas é colocar regra na vida. A máxima de ter hora para acordar, comer, dormir é a premissa de uma vida com menos telas e mais decisões.

Ah sim, já vou avisando: isso dá trabalho, porque ser melhor, vai exigir que você seja exemplo para os seus filhos, que líderes sejam motivadores de suas equipes, e que famílias comecem a exercitar a melhor ferramenta de comunicação de todos os tempos: a conversa cara a cara. Vamos praticar?.

Maria Augusta Ribeiro é especialista em comportamento digital e netnografia. Belicosa.com.br

 

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Opinião

VOLMAR MACHADO – O papel da transformação digital na modernização das soluções financeiras

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A transformação digital do mercado financeiro já é uma realidade. Vivemos uma jornada que revoluciona a forma como as instituições estavam acostumadas a interagir, envolvendo mudanças profundas em quesitos organizacionais, tecnológicos e humanos. Tudo isso culminando num ambiente digital onde ferramentas eficazes levam mais autonomia e praticidade, e reforçam o impacto dessas instituições financeiras no dia a dia da população.

Para o cooperativismo de crédito, esse cenário agrega ainda mais possibilidades ao relacionamento com os associados, diferencial do segmento já consolidado pela proximidade e conexão com sua realidade e com o local onde vive. Somando a chegada de novos players ao mercado, como as fintechs e big techs vindas de outros segmentos, a transformação digital se faz ainda mais relevante.

O Sicredi, instituição financeira cooperativa com mais de 5 milhões de associados e presença física em todas as regiões do País, já colhe resultados desse processo. Vimos na adoção das metodologias ágeis uma forma de ganhar velocidade no atendimento das demandas das comunidades onde estamos presentes, e de atuarmos com maior fluidez em nossos processos. Nossas equipes ganharam espaço para uma atuação horizontal, com lideranças circunstanciais e autonomia, além de vivenciarem um ambiente dinâmico e aberto à diversidade, fazendo com que as pessoas se sintam à vontade para serem quem são. Nossas áreas de desenvolvimento e qualidade optam pelo modelo de trabalho com o qual melhor se identificam, seja ele híbrido ou remoto, resultando em um clima favorável à criatividade e implantação de inovações que atendem a modernização do nosso negócio.

Além dos avanços em aspectos comportamentais e organizacionais, as novidades tecnológicas que compõem a nossa jornada nos capacitaram à conexão com as mais modernas inovações do mercado. Os nossos canais digitais registraram números expressivos desde o ano passado, seja para serviços simples, como pagar uma conta, receber e transferir valores e consultar saldos e extratos, ou para aqueles mais robustos, como aplicações financeiras, sempre tendo como foco o associado, que são os usuários das nossas soluções. Contamos com inteligência artificial e automação para dar celeridade a processos de negócio e de atendimento; e com a cultura de dados implementada em nossas áreas de desenvolvimento, consolidamos a democratização de informações, fazendo com as mais de cem cooperativas do Sicredi ganhem agilidade para tomada de decisões.

Toda a transformação interna executada nos permite disponibilizar produtos e serviços que atendam diferentes perfis de pessoas, levando em consideração aspectos da economia local e o seu fortalecimento. Ainda, nos preparou para manter a operação sem prejuízos com as medidas de distanciamento social durante a pandemia de Covid-19, por exemplo, tendo também colaborado com a nossa adesão a novidades como o Pix, os pagamentos pelo WhatsApp e o próprio Open Finance, sem esquecer o compromisso e maturidade da instituição financeira cooperativa com a segurança e o respeito à privacidade de informações.

Aporte com startups para empoderar o associado e seus negócios

Outro ponto vital da nossa jornada de transformação digital tem sido a proximidade com o ecossistema de inovação para o desenvolvimento de soluções para o próprio Sicredi e para a evolução dos negócios dos nossos associados. Buscamos nos conectar a esse modelo de negócio, que aporta conhecimentos específicos e estruturas de equipes leves, para acelerar entregas que atendem rapidamente as necessidades de negócio, somando ainda experiência aos times internos.

Isso corre por meio de programas próprios, como o Inovar Juntos, e do nosso apoio ao Intensive Connection, idealizado pelo AgTech Garage – um dos maiores hubs de inovação da América Latina para o agrobusiness, nos colocando entre as principais empresas abertas à inovação no Brasil.

Volmar Machado, diretor executivo de Tecnologia da Informação do Sicredi

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Opinião

EDUARDO MAHON – A quem preferimos vacinar?

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Ministro do STF afirmou: responsáveis que não levarem crianças para vacinar podem ser punidos. Vereadora de Cuiabá criticou o Ministro e defendeu a “autonomia” dos pais. Falemos de autonomia, portanto.

O criador de gado é obrigado a vacinar o rebanho contra aftosa, sob pena de multa, processo civil e penal. Por quê? Porque sua “autonomia” vai até onde o interesse coletivo é diretamente afetado.

Em MT, temos 100% do rebanho vacinado, um marco que nos garante a exportação de carne para países que impõem essa condição. O mesmo se diga para o criador de peixes, de porcos, de jacarés, para o plantador de soja, de milho, de algodão.

Era de se esperar, portanto, que a vereadora mato-grossense entendesse de vacinação. Mas se a analogia com bois e soja não funciona, falemos de crianças.

Responsáveis que se neguem a matricular os miúdos na escola responderão processo. Não há autonomia quando se trata de obrigação constitucional.

Responsáveis que obrigarem crianças ao trabalho infantil serão processados. Não há autonomia quando se trata de vedação legal. Portanto, a “autonomia dos pais” é um discurso que não se aplica nem mesmo pra boi dormir. Quem vive em comunidade tem a liberdade mitigada pelo interesse público.

A única “autonomia” que se pratica é a verba indenizatória dos vereadores e deputados, porque gastam como querem, como se fosse deles o recurso. Não precisam apresentar um conta antes de gastar. Que senhora autonomia!

No mais, até em condomínio de apartamentos, o morador não pode alegar autonomia para erguer paredes na sua vaga de garagem, por exemplo. Tem gente doida que faz isso, mas o Judiciário sempre manda desfazer a obra. Sim, a vereadora tem direito de falar o que quiser. Tem deputado que faz discurso de ódio no parlamento, por exemplo.

Mas tenho certeza de que, como todos os outros recalcitrantes, o cartão de vacinação deles todos e dos respectivos rebentos está em dia. Por essas e outras que nosso presidente impôs “sigilo” de 100 anos no cartão de vacinação dele enquanto sua mulher e filhos estão vacinados. Trata-se de discurso. Apenas uma baba bovina, viscosa e infecta, mais perigosa do que a febre aftosa.

Eduardo Mahon é advogado criminalista em Cuiabá.

 

 

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