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Opinião

MARIA DO SOCORRO DE OLIVEIRA – Educação em tempos de pandemia: O ensinar através de tecnologias

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Quando a pandemia da Covid-19 avançou pelo Brasil e mundo afora, no primeiro trimestre do ano passado, a educação à distância não era uma coisa nova, tampouco o papel das mídias sociais, as lives e a utilização das ferramentas digitais eram novidades.

Ocorre, entretanto, que fomos, todos nós, impelidos a nos envolver com os conceitos da interação eletrônica, mesmo porque a necessidade de isolamento e mudanças de hábitos eram, e são, hoje, a única forma efetiva de frear o avanço da contaminação do coronavírus.

Passado o tempo de expectativas, de recuperação do susto pelo avanço da doença – de efeitos devastadores em, todo o mundo, as pessoas passaram, isoladas, a se aprofundar nas práticas que o mundo digital exige. As empresas, profissionais liberais, artistas, juízes, desembargadores, políticos (…) avançaram nos seus projetos e lançaram às lives como forma de continuar crescendo e mantendo-se em atividade. De março para cá, milhares e milhares de eventos digitais tomaram conta do Brasil e do mundo e fizeram as plataformas web’s se multiplicarem.

Na Educação, área onde atuo e acompanho com grande esforço e interesse, a pandemia provocou estragos. Primeiramente, os alunos, acostumados à ‘algazarra’, abraços, correrias nos corredores das escolas nas horas de recreio, tiveram que se isolar em casa, sem o salutar contato com seus amigos. Alunos em idade infantil, principalmente, foram afetados em cheio.

Para a continuidade das atividades do ano letivo, as autoridades criaram mecanismos para o curso do ano, socorrendo-se, e para valer, dos instrumentos digitais – com aplicativos e equipamentos de mídia. Dos professores, veio a parcela de esforço com maior carga, pois, mesmo sem as aulas presenciais, os educadores passaram a transmitir seus conhecimentos, ministrando aulas com auxílio dos telefones celulares, aplicativos, redes e grupos sociais pela internet, enfim, com uma nova modalidade de ensino completamente nova e digital.

Aos poucos, com o avanço da vacinação e com a volta gradual das aulas presenciais, na chamada educação híbrida, a situação está se ajustando. O uso de equipamentos eletrônicos – como os celulares – já é uma condição que alunos de todas as idades tem muito domínio e preferência. Então, com o auxílio dos seus professores, as aulas puderam seguir e o ano letivo não foi perdido. Em Cuiabá, graças ao empenho dos gestores públicos, o que foi necessário ser feito aconteceu e os resultados ‘podem até ser considerados bons, não tão marcantes como nas aulas presenciais 100%, mas com números que justificaram os investimentos das autoridades públicas e o empenho e dedicação e esmero de cada professor.

Assim, com a metodologia de educação híbrida, como ocorre neste momento, a experiências anteriores à pandemia, e todos os fatos que ocorreram após março de 2020, aprendemos que poderemos nos valer das ferramentas digitais, com pandemia ou sem pandemia. A Educação se aprimorou e avançou nestes tempos de profunda crise social e sanitária. Devemos, ter, dessa forma, a consciência de que nada mais será como antes. Ficou provado que podemos aplicar metodologias de ensino em perfeita combinação com a pratica de aulas presenciais e a pratica de ensinamento por via digital.

Um dos segredos da vida, está na nossa capacidade de ter a sensibilidade de que é na crise que se acha grandes soluções. Aprendemos sim: o mundo digital nos auxilia, nos exige esforços, mas nos dá a certeza de que podemos crescer mais e mais. Afinal, uma boa educação e as mídias digitais estão interligadas no presente e futuro.
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Maria do Socorro de Oliveira é Pegagoga, com Graduação em Pedagogia pela UFMT e Especialização em Psicopedagogia. Trabalha como Educadora na Secretaria de Educação de Cuiabá

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1 comentário

1 comentário

  1. Dan de Oliveira disse:

    Excelente trabalho,parabéns!

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Opinião

JOÃO EDISOM – Google, o que você realmente sabe?

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“No Google encontramos muitas coisas úteis e inúteis, inclusive as fake news, mas não encontramos as reais informações que movem o mundo” (João Edisom).

Esta semana me deparei com um fato inusitado, mas não raro, de preconceito e discriminação de localismo. O termo localismo descreve uma ampla gama de ideias que priorizam o local. Geralmente o localismo apoia a produção e consumo de cultura e bens locais. É controle local e a promoção da sua história, impondo valoração à cultura e identidade, muitas vezes em detrimento, ou até com desprezo das demais, chegando a xenofobia intraterritorial no próprio país.

Por morar em São Paulo e não encontrar a informação emitida no Google e não ter sido veiculada nos principais sites ou jornais do seu estado, a informação oriunda do estado de Mato Grosso não poderia e, na concepção da pessoa, nem deveria ser verdadeira. Isso dito sem disfarce!

A soberba e a arrogância elitista de morar e viver nos grandes centros e por isso achar que são mais sábios e mais bem informados (por osmose) tem contornos da relação entre conquistadores e conquistados das eras coloniais e escravagistas. Herança das colonizações europeias pelo mundo afora. Pessoas soberbas e altivas não aceitam ser corrigidas, visto que não desejam ser mudadas por um comportamento superior porque já possuem um espírito de conduta inferior que as satisfaz.

O tempo passou, mas o conforto de “ser sem ter” (ser informado sem ter a informação) faz com que muita gente ainda necessite deste status quo do colonialismo como alimento da sua fraca autoestima. Para estes, o território brasileiro que não é banhado pelo mar é automaticamente “caipira” e desinformado.

Faz-se necessário conceituar que a informação é um conjunto organizado de dados, que constitui uma mensagem sobre um determinado fenômeno ou evento. A informação permite resolver problemas e tomar decisões, tendo em conta que o seu uso racional é a base do conhecimento, portanto, se refere ao esclarecimento do funcionamento de um determinado processo, fato ou de um objeto.

Parte significativa da sociedade mal sabe que as informações que realmente movem o mundo não são de domínio público, portanto, não estão registradas no noticiário corriqueiro, muito menos nos glossários físicos ou eletrônicos mundo afora e, por castigo, independem de território para existirem.

Quem desmontou este “cativeiro” ou reserva de mercado das informações dos grandes centros foi o mercado de produção e capital aliado à globalização. Portanto há mais informação no jardim de sua casa que na poluição da paulista!

As redes de computadores e internet são meras ferramentas para uso individual e corporativo no mundo real dos acontecimentos. O que mudou no mundo não é o uso das ferramentas, mas as pessoas que movem e manipulam estas ferramentas. Por isso tudo que ainda necessita de valorar não está tocado por estas ferramentas.

“Só existe opção quando se tem informação. Ninguém pode dizer que é livre para tomar o sorvete que quiser se conhecer apenas o sabor limão” (Gilberto Dimenstein).

Penso que o Google deveria informar aos olhos secos pela maresia da soberba localista que estados e cidades onde um dia for possível que animais transitem nas ruas e avenidas, inclusive jacarés e capivaras, serão as mais humanas do planeta. Serão as mais civilizadas e, por consequência, pós-modernas, engajadas, civilizadas e super bem informadas. Estas cidades ainda são sonhos em construção, mas algumas estão bem mais adiantadas que as outras. Nenhuma delas estarão nos grandes centros da soberba vitalícia.

JOÃO EDISOM é professor universitário e cientista político em Mato Grosso.

 

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JOSÉ DE PAIVA NETTO – Forma para alcançar o progresso

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No terceiro milênio, que tem… mil anos, um dia todos haverão de compreender que espiritualizar as criaturas, consequentemente elevando sua condição moral, é a única forma de alcançar o progresso — que não seja o da destruição — para todo o planeta. Esse desenvolvimento que tem por deus a ganância, de início, atinge os pequeninos, dos quais nos falava Jesus“Deixai-os vir a mim, porque deles é o Reino dos Céus” (Evangelho, segundo Mateus, 19:14). Ao lado dos idosos, os que vivem a infância são os primeiros a ser prejudicados pelas enfermidades provocadas pela adulteração do meio ambiente, não apenas nos países em desenvolvimento. Já dizia o genial cientista judeu-alemão Albert Einstein (1879-1955): “A palavra progresso não fará sentido enquanto houver crianças infelizes”. E quantas estão por aí, meu caro Albert, a começar pelas que vivem nos grandes centros urbanos, respirando com dificuldade?… Será que os governos realmente andam governando para os seus povos?

Que é “progresso de destruição”? É o que, por exemplo, promove a poluição assassina, o aumento do efeito estufa e a ferida na camada de ozônio, cuja tarefa é defender a vida na Terra, incluída a dos próprios promotores de tantos males… “Impulsionados” pela ambição de ganhar a qualquer preço, não percebem que põem em perigo a si mesmos, à pátria e à família. Não foi sem motivo que Jesus proferiu um famoso discurso que ficou conhecido como “O Sermão Profético”, do qual se destaca “A Grande Tribulação”. A respeito desse tema, Ele diz que, “se Deus não abreviasse aqueles dias, nem os escolhidos (aqueles que assim se tornam por suas próprias obras) se salvariam”. E mais: o Cristo advertiu que “igual (tribulação) nunca houve, desde a criação da Terra, nem jamais se repetirá”… E isso é lá brincadeira, meninos?!

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor. [email protected] — www.boavontade.com

 

 

 

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