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Opinião

MARIA AUGUSTA RIBEIRO – Hiperconectados e menos felizes

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Num mundo rodeado pela tecnologia, viver sem ela parece impossível pra crianças e jovens de hoje. E o uso dessa tecnologia toda esta fazendo com que a chamada geração Z, nascida a partir dos anos 2000, esteja hiperconectadas, mas menos felizes.

A sociedade atual não é mais feita por gente conectada, o mundo agora é os Hiperconectados. Porém, estudos sugerem que ser hiper não é tão saudável assim. E crianças e jovens que passam a maior parte do dia em frente a uma tela, estão mais propensos a serem pessoas cada vez mais infelizes e despreparados emocionalmente para a vida adulta.

Apesar de ser uma geração que se socializa de maneira totalmente nova, afinal usam a internet para tudo! Acabam por rejeitar tabus sociais e desejar coisas diferentes nas suas vidas e carreiras profissionais que parecem não se encaixar.

E tudo bem que pais e mães não passem o tempo todo da infância de seus filhos fazendo currículo para que tenham habilidades profissionais quando crescerem. Mas é dever de todos os pais construir relações onde habilidade emocionais sejam formadas na infância e parece que isso não esta acontecendo.

Pesquisas apontam que 86% dos adolescentes dessa geração não esta preocupada com procurar emprego e nem pensar na carreira que deseja seguir em comparação com todas as outras gerações anteriores, lembrem-se somos 5 gerações diferentes habitando esse planeta ao mesmo tempo.

Porque isso acontece?  A pesquisadora Jean M. Twenge em seu livro Igen, fala que jovens estão hoje passando mais tempo na frente de uma tela para lazer do que outras gerações e isso esta afetando a capacidade emocional de se arriscar em vivencias próprias.

Segundo Twenge esses jovens são obcecados por segurança, focados na tolerância e não tem paciência para a desigualdade. Crescem num ambiente seguro, se expõem menos a situações de risco, tem uma relação próxima com a hiperconectivade e são menos propensos a dirigir, fazer sexo, sair de seus lares e beber álcool.

Por outro lado, chegam a universidade e ao mundo do trabalho sem experiências, mais dependentes e com dificuldade de tomar decisões. Eles têm amadurecimento mais lento que outras gerações.

Jovens de 22 anos parecem e agem como se tivessem 15 anos. E isso se deve ao fato de que a internet esta substituindo todas as outras atividades diárias. Não passam muito tempo com a família, se tem amigos na vida real interagem pouquíssimo. Um bom exemplo disso é o reality“ Geração Z no perrengue” netflix.

Os Hiperconectados jogam em excesso, compram em excesso e se alimentam em excesso. Segundo dados da ONU temos mais gente morrendo de obesidade do que de fome.

Talvez por isso essa seja a geração que mais esta experimentando níveis sem precedentes de ansiedade, depressão e solidão.

Muitas das causas tanto da felicidade quanto da tristeza estão fora de nosso controle. Não podemos evitar os genes com os quais nascemos e tão pouco evitar as coisas negativas que nos aconteceram no passado. Mas podemos controlar como passamos nosso tempo de lazer usando a tecnologia.

Ninguém precisa abrir mão do telefone, sair de redes sociais ou deixar de jogar.  Mas precisamos pensar nas coisas que realmente nos fazem feliz e para isso acontecer precisamos viver mais no físico do que no digital.

Por mais bacana que seja ver essa geração hiperconectadas a internet não vai bastar. Pais precisam entender que crianças e jovens precisam de famílias que deem escuta, que sejam carinhosos e que agreguem experiências física e digitais para uma convivência melhor.

Smartphones são incríveis; eles fazem um monte de coisas para nós. Mas eles têm que ser uma ferramenta que usamos e não uma ferramenta que nos usa. Pense nisso!

Maria Augusta Ribeiro é especialista em Netnografia e Comportamento Digital. 

 

 

 

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Opinião

GAUDÊNCIO TORQUATO – Cinco cenários

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O cotidiano da política é uma gangorra. A tensão sobe e desce. As expectativas fluem ao sabor dos momentos. As dúvidas ganham volume, puxadas pelos protagonistas. Em ano eleitoral, a dois meses das eleições, e tendo em vista que a contenda usará armas nunca d’antes vistas, não é de surpreender que a guerra seja a mais violenta da atualidade.

Trata-se de um pleito que fará o Brasil caminhar, amanhã, pelos caminhos da esquerda ou da direita. A contar com o maior cofre eleitoral de todos os tempos. E a abarcar o maior número de eleitores, cerca de 156 milhões. Na paisagem de fundo, mais de 30 milhões de pessoas sem acesso à mesa do pão, habitantes do território da extrema carência. Mostrando, ainda, classes médias divididas entre dois candidatos e uma parcela, que tende a crescer, ansiosa para achar a saída da dualidade, um perfil identificado com inovação.

Essa moldura pode se alterar nas próximas semanas, a depender da barreira a ser transposta pelos corredores. O obstáculo deverá aparecer no dia em que o país comemorará os 200 anos da independência, 7 de setembro próximo. A muralha a ser ultrapassada tem sido reforçada com a argamassa produzida nos fornos do presidente Bolsonaro, cujos componentes incluem uma parada militar na avenida Atlântica (Copacabana), no Rio de Janeiro, o convite para as massas comparecerem ao evento, ataques reiterados a membros do Poder Judiciário e às urnas eletrônicas e a indignação contra manifestos em favor da democracia.

O que aguarda o país, após 7 de setembro? Paz ou guerra? Que o leitor tire suas conclusões, após tentar extrair os efeitos dos seguintes cenários:

  1. Mar bravio – O desfile de 7 de setembro – militares de diversas categorias e postos, tanques esmagando o asfalto, continência dirigida ao comandante-em-chefe das Forças Armadas, ele mesmo, o presidente da República – tem o condão de mostrar que o capitão Jair é poderoso e tem forças para anunciar medidas de caráter extraordinário. Medidas que disfarcem a imagem de um golpe, fenômeno que desviará o país de sua rota, mas possível de ocorrer, principalmente se a mobilização de rua implicar devastação, quebra-quebra, desordem, conflitos. Hipótese que será viável/inviável, a depender do comportamento das Forças Armadas,
  2. Céu de brigadeiro – O evento de 7 de setembro ocorrerá com tranquilidade, sem açodamento, brigas entre alas, soldados cumprindo sua tarefa de desfilar, votos de paz e harmonia social, expressos pela sociedade civil. O presidente se manteria de boca fechada, sem jogar lenha na fogueira e até jogando água em algum fogo persistente. Desse modo, o céu de brigadeiro seria visto até outubro, mês do primeiro e do segundo turnos.
  3. Horizonte turvo – Nuvens plúmbeas, pesadas, prenunciando raios, trovão e chuva intensa, emergirão em todos os quadrantes, e seus primeiros sinais apareceriam no dia 7 de setembro, com escaramuças desfechadas por alas bolsonaristas e grupos lulopetistas. O prenúncio de guerra, a se travar nas ruas após a comemoração cívica, criaria as condições para o presidente continuar seu discurso belicoso. E preparar o espírito de suas bases para a alteração das regras no tabuleiro democrático, caso o vencedor do pleito seja o candidato das esquerdas. As instituições da República reagirão e a gangorra de tensões voltará à paisagem.
  4. Luz no fim do túnel – A policromia do arco-íris será manchada com borrões e pichações, nos próximos dias, que enfeiarão o desfile de 7 de setembro, abrindo buracos na sociedade, contribuindo para os polos do extremo ideológico acirrarem suas divergências. A polarização chega ao pico da montanha. Mas acende uma luz no fim do túnel. Toma corpo a taxa de racionalidade. E tal impulso viabiliza um terceiro nome, um perfil com um discurso de harmonia e reinserção do país na roda do desenvolvimento. Pode ser utopia. Mas…
  5. Visita do Imponderável – Uma visita do Senhor da Imprevisibilidade também é possível. Para evitar o mau agouro, este analista deixa de lado as hipóteses desse cenário.

Seja qual for o cenário, urge crer no Brasil, com seu território continental, riquezas naturais, belezas incomparáveis, pedaço importante do planeta. E que, um dia, realizará o sonho de uma grande Pátria: a revolução da Educação.

Gaudêncio Torquato é jornalista, escritor, professor titular da USP e consultor político [email protected]

 

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Opinião

WILSON FUÁH – Tenha cuidado com os extremistas

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O pior estágio da existência humana é nunca ter tomado um lado ou mesmo não ter realizado tudo aquilo que poderia ter feito por fugir de posicionamentos, e às vezes para evitar confrontos desnecessários preferimos   ficar em cima da linha das indecisões e por isso, podemos até ser  julgados pelos pares contemporâneo como não confiável, simplesmente porque entendeu que o debate pode ser qualificado como inútil, pois não devemos ser o objeto do tema, mas sim, ser o agente que pode fomentar um grande debate.

Neste momento da proximidade de mais uma eleição, os nervos estão à flor da pele, pois existem os dois extremos buscando defender o lado que ele pensa ser o melhor para o Brasil, e ao participar de uma reunião social,  logo alguém  de um dos dois lados, logo pergunta em quem você vai votar, e independente do lado que você posicionar, começa a discussão e a coisa pode piorar, porque logo alguém pode utilizar a linguagem em forma de ódio e destruição histórica de ambos os lados, e não levará a nada.

Mas, a politica está muito diferente, muito cheia de confronto desnecessário, e as pessoas estão brigando entre irmãos, entre amigos, e amizades de uma vida inteira estão sendo encerradas; relacionamentos estão sendo bloqueados, tem famílias que já não podem reunir, e será que isso, vai acabar após as eleições e será que a paz ira retornar a normalidade dos encontros dos amigos e parentes como era antes, será?

Os conflitos pessoais produzidos pelas perdas ou fracassos no posicionamento de uma tese, logo vem o começo dos confrontos na tentativa de desmerecer o outro lado, e  com a elevação da voz, gera conflitos em forma de desrespeitos, e logo fomenta os posicionamentos descontrolados, mas isso, não atinge as pessoas que têm a estrutura emocional baseada na inteligência e perceptibilidade, pois estas,  sabem a hora certa de encerrar qualquer confronto desnecessários, e tem a humildade, se for o caso, pedir desculpas por não ser do lado que outros querem que você seja.
Temos que externar os nossos pensamentos sempre, mesmo sabendo haverá discordância, porém será a nossa visão até então, que ao expor e dialogar com os outros sobre novos conceitos, serão desdobrados em infinitas antíteses, pois pior que possa ser a nossa tese, com certeza as nossas verdades poderão um dia serem aceitas, contestadas, seguidas ou reconstruídas, por que, nas alturas as vezes tudo pode ser visto em forma de miniaturas, por isso, não devemos obrigar a ninguém a decidir por coisa nenhuma ou ser do lado que queremos que ela seja.

Temos que nos posicionar de acordo com os nossos conhecimentos e/ou “nossas verdades” sobre algo ou naquilo que acreditamos ser realmente. Não devemos ter dificuldade em enxergar algo além das nossas próprias necessidades, fugindo da alienação social ou do prazer imediato, mesmo sabendo que será impossível evitar a geração de conflitos em forma de agressividades, esses estágios é que nos levam a utilizar do nosso equilíbrio e  colocar-nos no lugar dos outros, usando sempre a inteligência analítica e assim, estar a altura para defender fortemente ou abandonar qualquer confrontos “desinteligente” ou tolos, porque já temos as nossas convicções estudadas, pesquisadas e formadas.

Economista Wilson Carlos Fuáh – É Especialista em Recursos Humanos e Relações Sociais e Políticas. Fale com o Autor: [email protected]     

 

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