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Opinião

MARIA AUGUSTA RIBEIRO – Entenda o que é Dependência tecnológica

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Num mundo globalizado e rodeado pela tecnologia, viver sem ela parece impossível. E os riscos do uso diário da tecnologia esta nos transformando em dependentes da tecnologia. #dependenciatecnologica.

Pense na coisa que mais gosta de fazer. Agora imagine você praticando ela todos os dias 24 horas por dia e 7 vezes por semana.  Pode ser fazer sexo, comer chocolate ou tomar sol, uma hora o corpo vai fadigar e voce vai precisar parar certo?

Com a tecnologia é o mesmo. Nossa mente, nosso corpo e nossas relações estão sendo afetadas simplesmente porque  estamos usando de forma ERRADA e em EXCESSO.

Você ouviu bem, estamos todos dependentes da tecnologia uns em grau mais baixo e outros em níveis severos

Todos os dias vemos novas tecnologias surgindo, mas a maioria das pessoas acabam extrapolando o tempo de uso e essa nova dependência, acaba sendo comparada até com vício a drogas e álcool.

Muita gente não consegue mais ficar sem um dispositivo na mão, não consegue comer ou dormir direito sempre atado a tecnologia afetando suas rotinas negativamente.

Será que não é hora de entender melhor o que é dependência tecnológica e moderar sua utilização?

Mas o que é Dependência Tecnológica?

Do ponto de vista clinico, dependência tecnológica é quando o individuo não consegue controlar o próprio uso que faz, seja ele, das telas, da internet, de jogos ou das redes sociais, ocasionando prejuízo e sofrimento intenso a diversas áreas da vida.

As comorbidades mais comuns apresentadas pelas pessoas são: Diminuição de rendimento profissional ou escolar, isolamento social e conflitos familiares.

De acordo com a neuropsicológica da navegação online, atividades continuas tecnológicas comprometem progressivamente a capacidade de concentração do cérebro e isso prejudica o pensar de forma mais reflexiva, com mais foco e atenção.

E um individuo que não consegue se concentrar e nem descansar direito vai ter depressão, ansiedade, obesidade, Transtorno de déficit de atenção, fobia social e por aí vai.

De acordo com Andrea Jotta, pesquisadora do laboratório de psicologia em tecnologia, informação e comunicação da PUC-SP “ Desde a entrada da internet discada no Brasil estamos acompanhando a evolução do uso da tecnologia pelas pessoas. E o que esperávamos ver daqui 5 ou 10 anos aconteceu do dia para a noite”

E como identificar que alguém tem dependência de tecnologia?

Isso somente pode acontecer com diagnostico de um profissional na área da saúde.  Nos pobres mortais não vamos diagnosticar ninguém ok!

Por mais na cara que esteja, que alguém que conheça tenha dependência em tecnologia, o melhor que pode fazer é buscar ajudar ou indicar que alguém busque ajuda. E não resolver o problema sozinho.

A situação se torna preocupante quando o mundo digital se sobrepõe as atividades do cotidiano e experiências da vida digital, são mais ativas que as da vida física.

Como prevenir a dependência digital?

Tenha senso critico! Sempre questione se uma tecnologia é para você.

Fique atento ao seu corpo: Problemas com o sono, dor na coluna, problemas de visão ou psicológicos podem indicar a hora de procurar ajuda.

Trabalhe para dosar o uso das tecnologias no cotidiano, e fique atento se não está prejudicando o trabalho ou estudos.

Pratique atividades ao ar-livre e em contato com a natureza.

Prefira o contato social físico ao virtual.

Faça exercícios físicos e

Não se deixe abalar por publicações na internet.

É a primeira vez na humanidade que temos 5 gerações vivendo no mesmo tempo e espaço e isso faz com que a adoção da tecnologia seja uma premissa para existir. Mas seria legal a gente aprender mais com as experiências físicas de tanta gente ao nosso redor do que ficarmos do outro lado da tela só olhando não acham?

Maria Augusta Ribeiro é especialista em Netnografia e Comportamento Digital

 

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Opinião

CAIUBI KUHN – Ferrovias e estudos ambientais

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Em 2021, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o estado de Mato Grosso produziu 71.488.025 toneladas de grãos, esse número representou 28,49% da produção nacional, sendo os principais produtos soja e algodão. A construção de ferrovias com certeza é uma necessidade para o estado, sendo essa a melhor saída para escoar a crescente produção de grãos. Atualmente Mato Grosso possui apenas 366 km de ferrovias que fazem parte da Ferrovia Norte Brasil (FERRONORTE). Porém essa realidade pode mudar em breve, a Ferrovia Autorizada de Transporte Olacyr de Moraes (FATO), promete a construção de mais 730 km de ferrovias, enquanto a Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (FICO) construirá no estado mais 140 km e a Ferrogrão mais 440 km. A implementação desses empreendimentos necessita de muitos estudos e acompanhamentos, entre eles sobre a formação de ravinas e voçorocas (erosões lineares de grande porte), tema que será abordado ao longo deste texto.

Ravinas e voçorocas são as formas mais agudas de erosões linear, podem chegar a ter mais de um quilometro de extensão, e dezenas de metros de largura e de profundidade. Normalmente o desenvolvimento deste processo está relacionado a características do meio físico, sejam elas geológicas-geotécnicas, tipos de solos e do relevo. Mudanças no uso da terra e na cobertura vegetal são outros fatores que pode desencadear o desenvolvimento da erosão.

O desenvolvimento de ravinas e voçorocas podem causar uma série de impactos sociais e ambientais. A destruição de casas, rodovias, infraestruturas urbanas e rurais e a inviabilização de áreas produtivas significativas, são alguns dos impactos econômicos que podem ser citados. Além disso, as erosões lineares afetam a cobertura vegetal, removem grandes quantidades de solo, podem causar o rebaixamento do aquífero, o assoreamento de rios, açudes entre outros corpos hídricos. A estabilização das erosões pode demorar anos ou até décadas.

Empreendimentos como o desenvolvimento de novas rodovias e ferrovias, precisam em sua implementação, realizar estudos detalhados de susceptibilidade a erosão e a outros processos do meio físico, como deslizamentos e corridas de detritos. Estes estudos são fundamentais para garantir a segurança no empreendimento e para evitar impactos ambientais e sociais na área de entorno.

Em outros locais, como no estado de São Paulo, sérios problemas com erosões lineares ocorrem relacionadas a construção de ferrovias. As características do meio físico de algumas regiões do estado de Mato Grosso, indicam que problemas similares podem ocorrer, caso não sejam realizados os estudos adequados e o correto monitoramentos destas áreas. É comum em muitas regiões do estado problemas com erosões que foram causadas devido ao uso do solo sem que seja considerada os estudos técnicos. Porém, este tipo de situação não pode e nem deve ocorrer em empreendimentos bilionários, que possuem tranquilamente condições financeiras e técnicas para realizar todas as análises e estudos necessários. Caso isso não seja feito, além de poder ter problemas na fase de construção das ferrovias, após concluída pode se iniciar inúmeros debates sobre como sanar os impactos causados e sobre quem irá pagar a conta dos danos proporcionados pelas erosões.

A construção das ferrovias em Mato Grosso é uma necessidade, porém é preciso que a sociedade acompanhe e debate de forma séria todos os fatores que envolvem o empreendimento. Neste sentido, as universidades e centros de pesquisa podem contribuir muito nas análises técnicas dos empreendimentos. A sociedade civil precisa acompanhar e debater sobre o tema, para que se tenha transparência na busca de soluções para eventuais problemas. O conhecimento e gestão técnica são o caminho para o estado garantir o desenvolvimento sustentável.

Caiubi Kuhn, Professor na Faculdade de Engenharia (UFMT), geólogo, especialista em Gestão Pública (UFMT), mestre em Geociências (UFMT)

 

 

 

 

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Opinião

MARCELO CRUZ – Não faço milagres

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É impossível jogar 100% em alta competitividade, com jogadores machucados, com o desgaste físico dos atletas e ainda mais com problemas enfrentados por todos os clubes com a logística, as viagens e o calendário brasileiro. Da forma como o calendário é feito não há milagre.

É claro que esses fatores internos e extracampo influenciam muito a qualidade do futebol brasileiro. Mas o que explicar de um Cuiabá tão apagado em seus duelos ? Perdemos há dois meses em plena Arena Pantanal nos pênaltis a classificação para as oitavas de final da Copa do Brasil. De lá pra cá só piorou.

Contra o Curitiba perdemos sem agredir o adversário, sem dar praticamente um susto ou situação de perigo de gol no Couto Pereira. Aí não podemos reclamar de tempo para treinar porque nem sequer em outra competição estamos disputando. É desanimador ter que concordar com a coletiva do Técnico Antônio Oliveira : acredito muito no trabalho, na organização, mas não faço milagres

É bem verdade que alguns atletas não estão rendendo o que se esperava. Sim, no Cuiabá não há tanta cobrança individual e nem por resultado, mas por quê insistir tanto no Kelvin Osorio,  Professor ? Inúmeras vezes critiquei na imprensa o meia argentino Escudeiro por andar em campo ainda na série B!?

Tampouco existe pressão por parte da torcedores e nem de organizadas, essas infelizmente são as que mais deixam a desejar pelo baixo número de torcedores em jogos em seu domicilio.

A diretoria do Dourado teria que deixar o torcedor entrar de graça na Arena Pantanal em todo mando de campo pelo estadual. A renda da bilheteria não vai fazer diferença. Precisamos lotar a nossa casa ou pelo menos estimular essa cultura de irmos ao estádio de futebol.

Milagres acontecem ?

Marcelo Cruz , 36, é Cronista Esportivo em MT – e-mail: [email protected]

 

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