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Economia

Marcos Cintra  promoveu técnico que vai substituí-lo há menos de um mês

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Agência Brasil/Wilson Dias

Marcos Cintra, que elaborou projeto da nova CPMF foi demitido por Paulo Guedes

Demitido na tarde desta quarta-feira (11), o agora ex-secretário especial da Receita Federal  Marcos Cintra  será substituído temporariamente por um técnico que ele mesmo havia promovido há menos de um mês.

Paulo Guedes demite Marcos Cintra, secretário da Receita e ‘pai’ da nova CPMF

O auditor fiscal  José de Assis Ferraz Neto, que assume interinamente, havia acabado de assumir a subsecretaria-geral da Receita, após ser indicado para ocupar o cargo de João Paulo Fachada. A equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes, ainda procura um substituto definitivo para a posição.

Antes de ser indicado, Ferraz Neto estava lotado na Delegacia da Receita Federal em Recife. Auditor-fiscal há 22 anos, já havia comandado a Superintendência de 4ª Região do Fisco, responsável pelos estados de Alagoas, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte.

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Apesar de já ter tido esse cargo de chefia, sua indicação ao cargo foi recebida com surpresa por colegas. Entre técnicos da Receita , Ferraz Neto é considerado de perfil discreto.

Como seu nome não era conhecido, a nomeação causou apreensão entre os outros secretários de que sua atuação pudesse ser uma brecha para ingerências políticas no órgão, o que acabou sendo descartado depois.

Na hierarquia da Receita, o subsecretário-geral é o responsável por tocar o dia a dia do órgão, como despachos com os outros secretários do primeiro escalão.

Entre as atribuições do cargo, está fazer uma ponte entre as demandas dos auditores e o secretário especial, ligado ao ministro. Recém-chegado ao posto, o novo chefe do Fisco terá que acumular essas funções .

Embora a troca de comando na Receita tenha sido anunciada no dia 19 de agosto, Ferraz Neto só foi nomeado no dia 30 de agosto, quando sua indicação foi publicada no Diário Oficial.

Fonte: IG Economia
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Economia

Indicador de Clima Econômico na América Latina registra queda

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O Indicador de Clima Econômico (ICE) da América Latina caiu pelo terceiro trimestre seguido, passando de 26,4 pontos negativos em julho de 2019 para 28,2 pontos negativos em outubro.

Os dados foram divulgados hoje (11) pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), em parceria com o instituto alemão Ifo.

Já o Indicador de Expectativas (IE) para a região, apesar de se manter positivo, caiu de 17,2 para 15,5 pontos no mesmo período. O Indicador da Situação Atual (ISA) da América Latina também piorou, passando de -61,3 para -63,0.

Na média anual, 2019 apresentou piora em relação a 2018, com IE médio de 16,7 pontos, ante 21,9 pontos no ano passado. O ISA terminou 2018 com média de -35,3 e este ano a média caiu para -52,3.

A maior queda na América Latina foi registrada na Argentina, aonde o ICE passou de -21,2 para -55,4. Já o ISA argentino caiu de -84,6 para -100,0 e o IE despencou de 76,9 pontos positivos para 9,1.

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Apesar de ter apresentado queda, o Paraguai subiu para a primeira posição na região, com ICE passando de 18,6 para 11,8. O Chile caiu de primeiro para segundo lugar, ao ter o ICE reduzido de 19,1 para 6,8 pontos no mesmo período.

Brasil

O indicador para o Brasil também apresentou piora, com o ICE caindo de -23,2 em julho para -25,0 em outubro. O ISA ficou estável em 75 pontos negativos e o Índice de Expectativa caiu de 50,0 para 45,0 pontos positivos.

De acordo com a pesquisa, os principais problemas enfrentados pelo Brasil são inadequação da infraestrutura, demanda insuficiente, falta de competitividade internacional, falta de inovação, corrupção, barreiras legais para investidores, falta de mão de obra qualificada, instabilidade política, aumento da desigualdade de renda e barreiras às exportações.

Mundo

Segundo o Ibre/FGV, a América Latina está com clima econômico menos favorável do que a média mundial desde 2013. O dado para o mundo fechou outubro com 18,8 pontos negativos, piora em relação aos 10,1 pontos negativos registrados em julho. A situação atual passou de 5,4 pontos negativos para 16,4 pontos negativos no mesmo período e o IE caiu de 14,7 pontos negativos para 21,1 pontos negativos.

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Nos Estados Unidos, o ICE passou de 5,2 pontos positivos para 9,7 pontos negativos no período.

Edição: Maria Claudia

Fonte: EBC Economia
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Economia

Mercado financeiro eleva estimativa de inflação de 3,29% para 3,31%

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A previsão de instituições financeiras para a inflação este ano subiu. A previsão para a inflação, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), passou de 3,29% para 3,31%.

Para os anos seguintes não houve alterações: 3,60%, em 2020, 3,75% em 2021, e 3,50% em 2022. Essas estimativas são de pesquisa a instituições financeiras, elaborada semanalmente pelo Banco Central (BC) e distribuída às segundas-feiras, em Brasília.

As projeções para 2019 e 2020 estão abaixo do centro da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta de inflação, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é 4,25% em 2019, 4% em 2020, 3,75% em 2021 e 3,50% em 2022, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Taxa Selic

O principal instrumento usado pelo BC para controlar a inflação é a taxa básica de juros, a Selic. Quando o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

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Quando o Copom aumenta a Selic, a meta é conter a demanda aquecida e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. O mercado financeiro continua esperando que a Selic encerre 2019 e 2020 em 4,50% ao ano.

Para 2021, a expectativa é que a taxa Selic termine o período em 6% ao ano. Para o fim de 2022, a previsão é 6,50% ao ano.

Crescimento econômico

A estimativa de expansão do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, foi mantida em 0,92% este ano. Para 2020, a projeção subiu de 2% para 2,08%. Já a expectativa para 2021 2022, permanece em 2,50%.

Dólar

A previsão para a cotação do dólar segue em R$ 4 para o fim de 2019 e 2020.

Edição: Kleber Sampaio

Fonte: EBC Economia
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