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MARCELO FERRAZ – Galos-de-briga antirrepublicanos!

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A disputa política – eivada de ideologias extremistas, como a ala da esquerda radical dos lulistas e a ala da direta radical dos bolsonaristas – tem transformado os responsáveis pelos comandos das principais instituições do Estado brasileiro, bem como boa parte da população mais ativistas, em verdadeiros galos-de-briga; dispostos “a matar ou morrer” para defender seus ideais nada republicanos, dada as inúmeras violações aos direitos constitucionais nos últimos anos.

Porém, quem sempre sai prejudicado dessa luta irracional é a população brasileira, que por sua vez, assisti paralisada a ingovernabilidade política nascer dessa briga e com isso interromper as reformas (Previdência e Tributária) que poderiam trazer estabilidade econômica ao país e, consequentemente, mais empregos, oportunidades, enfim, inclusão social.

Embora seja proibida no Brasil, a prática de briga de galo infelizmente continua acontecendo na clandestinidade. Basta ter galos de raça combatente, a rinha (uma espécie de ringue), o juiz e os apostadores. Nesse tipo de luta selvagem tem até nocaute, que ocorre quando um “juiz” abre uma contagem de tempo. Se a ave não se levantar durante os 10 segundos, perde a luta. Se um galo parar de lutar, ele perde por desistência. Entretanto, vale ressaltar que desde 1998 essa prática, que estimula os maus-tratos aos animais, é considerada crime ambiental passível de multa e prisão. EUA, Argentina e Inglaterra, entre outros países, também já proibiram a briga de galo.

Porém, a título de metáfora, o leitor inteligente pode comparar essa modalidade de “esporte” ilegal com a política brasileira (que transforma até homens cultos da sociedade em verdadeiros selvagens exaltados).

Desta forma, por um lado, temos o exército da extrema esquerda, adeptos das políticas populistas e assistencialistas do PT que, para manterem essa visão altruística sem propósito, desequilibraram a economia, lotearam cargos públicos e espoliaram várias empresas brasileiras; desviando bilhões de dólares em épocas em que o Brasil estava nas mãos de uma organização criminosa especializada em fraudar licitações pública…Contanto, não há sombra de dúvida que a era “petista” saqueou e quebrou o país, levando-o para uma crise fiscal e institucional sem precedentes na História ainda que tenham parcos avanços em áreas ambientais e sociais.

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Sim, muita gente importante foi presa, mas, por outro lado, várias pessoas honestas também acabaram sendo incluídas no meio do joio (das ervas daninhas) sem se valer sequer do direito correto ao devido processo legal, pois os discursos de combate à corrupção e contra as políticas “pseudocomunistas” do PT estimularam o avanço de uma nova modalidade do fascismo da direita ultraconservadora – aquela em que o fins justificam os meios ilegais e anticonstitucionais, ou seja, nessa briga de animais insanos pelo poder, vale tudo mesmo…

Até atender aos asseios de uma massa vingativa, que por sua vez, não tolera a convivência com os direitos das minorias. Daí surgiu os adeptos do bolsonarismo na política brasileira e, junto com eles, todos os desastres institucionais que advêm das bancadas antiambientalistas e de vertentes fundamentalistas no Congresso Nacional, que marcham em desfavor do Meio Ambiente Sustentável e do multiculturalismo do povo brasileiro.

Contudo, essa disputa “sanguinolenta” de facções extremistas pelo poder a qualquer custo, não deveria poluir a mente dos republicanos dessa pátria, que ainda acreditam e se submetem aos princípios e valores da Constituição Federal de 1988. No entanto, o que se pode notar é que infelizmente essa briga ideológica tem comprometido a agenda de reconstrução da economia brasileira e com ela a aprovação das reformas imprescindíveis para tirar o país da valeta obscura do subdesenvolvimento.

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Assim, enquanto a esquerda lulista espera ansiosamente para o seu líder sair da prisão e retomar a briga política juntamente com os demais companheiros, enquanto um lunático da reserva brinca de condecorar seus pupilos e soldadinhos de brinquedos na república dos generais, o país afunda em uma desigualdade social sem precedentes, com quase 14 milhões desempregados; com 12,5% da população brasileira de 0 a 14 anos vivendo na extrema pobreza, de acordo com os últimos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em números absolutos, são 5,2 milhões de brasileiros de 0 a 14 anos na extrema pobreza – o equivalente a quase toda a população da Dinamarca – e 18,2 milhões na pobreza – pouco mais do que o número de habitantes do Chile.

Não obstante a isso, a Dívida Pública Federal (DPF) deverá ficar entre R$ 4,1 trilhões e R$ 4,3 trilhões, segundo o Plano Anual de Financiamento (PAF) da dívida pública em 2019. Isso, sem contar a dívidas dos estados e dos municípios. E, para piorar a situação, o país terá uma pífia expectativa de crescimento para o PIB, segundo o Banco Central, de apenas 1,5% neste ano.

Enfim, resumindo, sem o mínimo de governabilidade necessária para aprovação das reformas devidas, para alavancar o crescimento e atrair os investimentos, o país vai de fato continuar nesse cenário individualista de uma verdadeira rinha de galos, onde a vitória de uns depende da derrota ou até mesmo da morte de outros. Então, já passou da hora desses governantes, autoridades e políticos virarem a página da disputa ideológica e começarem a pensar no povo brasileiro como verdadeiros estadistas que atuam dentro do Estado Democrático de Direito.

Marcelo Ferraz é jornalista e escritor.   

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MAX RUSSI – Mato Grosso, industrializar para crescer

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Quase 15 anos após o início dos trabalhos do distrito industrial de Jaciara, começa a se consolidar uma visão de atuação que sempre carreguei comigo. Embora afastado das minhas atribuições em meu grupo empresarial, por conta da minha atuação como deputado, cada dia está mais fortalecido o pensamento que somente com o processamento da matéria-prima que produzimos, em nosso estado, conseguiremos avançar socialmente e gerar qualidade de vida para a população. Nosso objetivo, como legisladores e representantes da população, não deve ser esquecido.Trabalhamos para que no final toda a sociedade colha os frutos do trabalho coletivo. Enquanto entregarmos nossas commodities para outros processarem, estaremos fadados a dureza da terra e aos calos nas mãos. Na semana passada, após mais de 1 ano de tratativas e costuras, conseguimos dar mais um importante passo para implantação de uma enorme indústria de celulose que se instalará no Araguaia. Serão 2 mil empregos diretos e mais de 8 mil indiretos. Quem realmente ganha é o estado, pois ao gerar empregos, reduz-se a necessidade de auxílios sociais. O indivíduo trabalha e ganha o próprio pão e evolui, inclusive, há um ganho na moral da população, o que gera bem estar social.

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Amparado nessa visão, propus uma emenda para o PL-53/2019 que tratava de incentivos fiscais. Nessa emenda os municípios com menor índice de desenvolvimento humano teriam maiores incentivos fiscais a oferecer à indústrias, para que as mesmas se implantassem naquela localidade. Geração imediata de postos de trabalho onde há mais pobreza, gerando renda e um ciclo virtuoso de crescimento.

Pense comigo, se somos o maior produtor de algodão do Brasil, por que não há beneficiação no estado, gerando fios e, no final do processo, tecidos ou até mesmo roupas prontas? O mesmo exemplo se aplica a soja, somos os maiores produtores da oleaginosa, porém, quantas indústrias de processamento do grão existem no estado? Milhares de carretas levam a carga bruta para ser transformada em óleo e derivados em outros estados, gerando perdas enormes para nós. Desde os tempos das caravelas já se sabe que quem processa fica com a maior parte do retorno econômico da produção. Até quando?

Estou desenvolvendo um amplo projeto de incentivo para a industrialização no estado, irei capitanear essa nova era com o pensamento que não será fácil vencer todas as barreiras que há décadas nos são impostas, mas com a determinação e força que trago dos meus eleitores irei peitar essa briga, afinal juntos podemos mais.

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Max Russi é deputado estadual pelo PSB

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VIVIANE TELES – Contratar alguém para te ajudar a sair das dívidas?

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Sempre que sai uma pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo sobre pessoas endividadas em Cuiabá os números ficam próximos a 60%. Os débitos mais comuns são com cheque especial, cartão de crédito, carnês de prestações e com empréstimos para compra de imóvel ou de veículo. O pior é que 30% dos entrevistados que se declaram endividados também afirmam que não têm condições de sair do buraco. Eu acrescentaria que elas não possuem condições de sair sozinhas diante do cenário de desorganização, mas com acompanhamento de um profissional capacitado para fazer um planejamento financeiro personalizado e confiável, é possível.

No Brasil, quando se fala em planejamento financeiro, o tema soa como algo inalcançável, dispendioso, até constrangedor ou que apenas as empresas podem tê-lo. Em países mais desenvolvidos, ter um planejador financeiro é algo corriqueiro e que costuma dar muito resultado. Por lá, existe até formação acadêmica e a profissão é regulamentada.

O planejador financeiro é a pessoa contratada e remunerada para fazer um levantamento da situação econômica de um indivíduo ou de uma família, elencar suas prioridades, apresentar um plano de contenção de despesas, possibilidades de aumento de renda e chegar a uma equação justa que em determinado tempo, se executada conforme o planejado, repõe a saúde financeira.

Mas e aí, como ter confiança em alguém para me expor e abrir todas as minhas finanças, minhas dívidas e até as minhas fraquezas em não conseguir sair sozinho desta situação?

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Por aqui ainda não temos a regulamentação da profissão, mas caminhamos a passos largos. Isso é atestado pela Certificação CFP® (Certified Financial Planner), que não é obrigatória, mas serve como um selo de qualidade. A certificação é conferida pela Planejar, a única entidade brasileira afiliada ao FPSB (Financial Planning Standards Board) e autorizada a conceder a Certificação CFP® para profissionais que atendam aos padrões mundiais nos mesmos moldes técnicos e éticos que norteiam os profissionais certificados nos Estados Unidos, Inglaterra, Austrália ou na África do Sul, por exemplo.

Para ter uma ideia do que a certificação representa, em 31 provas realizadas no Brasil há mais de 15 anos, apenas 4,330 profissionais foram habilitados. Destes, 77% atuam no eixo Rio-São Paulo e apenas 29 pessoas são certificadas em Mato Grosso, quase todas trabalhando em instituições bancárias ou financeiras.

Ainda temos poucos profissionais CFP® no Brasil, se comparado com os mais de 181 mil certificados no mundo, com ampla vantagem para os Estados Unidos (83 mil), Japão (21 mil) e China (20 mil). Embora busque crescimento no país, a Planejar é rigorosa nas provas, que avaliam planejamento financeiro, gestão de ativos e investimentos, planejamento de aposentadoria, gestão de riscos e seguros, planejamento fiscal e sucessório. Entre os associados, é orgulho dizer que a média de aprovação é inferior a 18% ao ano, mesmo que o número de interessados tenha crescido, ficando perto de 3 mil para os exames.

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Para obter a certificação não basta passar nas provas, o que, por si só, já é um tremendo desafio. É exigido, do candidato aprovado no exame, curso superior reconhecido pelo MEC, além da adesão ao Código de Normas Éticas e comprovação de experiência profissional de, no mínimo, três anos. Depois de adquirida a certificação o profissional CFP® precisa estar atualizado sobre o mercado financeiro e cumprir créditos de educação continuada, como palestras, MBA, cursos presenciais e à distância, publicação de livros e artigos.

Resumindo: se você está com dificuldades e entende que precisa de ajuda, busque alguém capacitado que vai se debruçar sobre a sua situação financeira atual e ver onde você quer chegar, que vai montar um plano baseado em técnicas eficazes para que você saia das estatísticas de devedores e entre para a dos poupadores, se essa for sua meta. Ressaltando que plano sem ação não resolve. Por isso, é preciso em alguns casos mudanças de hábitos de consumo para alcançar os objetivos propostos.

* Viviane Carla Teles é graduada em Matemática, bancária e planejadora financeira pessoal e possui a certificação CFP® (Certified Financial Planner) concedida pela Planejar – Associação Brasileira de Planejadores Financeiros.

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