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Opinião

MARCELA VARGAS – Como acolher o novo colaborador

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Nos últimos artigos, falamos muito sobre como selecionar um novo colaborador para a empresa, onde precisamos olhar para a cultura organizacional, além da importância de dedicar um tempo para o preparo e realização da entrevista. E depois, como fazemos? É só colocar esse novo colaborador para trabalhar? Não. Existem passos fundamentais para a melhor adaptação desse colaborador à cultura e, portanto, maiores chances de sucesso na nova contratação.

O primeiro passo fundamental é a integração desse novo colaborador, e não estou falando somente da palestra tradicional que muitas empresas já possuem. Estou falando da integração verdadeira, fazer como que a pessoa escolhida nesse processo de seleção, muitas vezes desgastante, se sinta acolhida por toda uma equipe de trabalho, que receba as informações necessárias para conhecer e poder se adaptar à nova cultura. Esse é o momento de, além de explicar regras, direitos e deveres, apresentá-lo aos demais colaboradores e setores da empresa, aproximar as pessoas desse novo integrante. Existem diversas histórias decepcionantes sobre os primeiros dias de trabalho, não deixa que isso aconteça na sua empresa.

Um segundo passo e tão importante quanto a integração, é deixar claro para o novo colaborador qual é a sua função, explicando as rotinas de trabalho, tarefas a serem realizadas, metas, prazos que deverão ser cumpridos. Muitas empresas contratam e acabam ‘deixando’ a pessoa na função sem muita explicação ou mesmo sem orientação, muitas vezes por acreditar que novo colaborador ‘deve saber fazer’ as rotinas, ignorando o fato de que  devemos sempre orientar, nesse momento não é positivo para ninguém deixar subentendido. A informação deve ser a mais clara possível.

O início de uma nova jornada é cheia de dúvida, receio e insegurança para o novo colaborador, e temos a função de auxiliar em todo esse processo, garantindo uma harmonia entre as expectativas e realidade vivenciada nesse momento. Afinal, um colaborador mesmo que bem selecionado, porém não adaptado à cultura organizacional, certamente será um colaborador que não irá desenvolver sua habilidade e competências como consequência, não gerará um retorno positivo para a empresa que faz parte. E a sua empresa, como recebe esse novo colaborador? Você sabe?

MARCELA VARGAS é especialista em Recursos Humanos na Grandy Desenvolvimento Humano e Psicóloga, Personal & Professional Coaching pela Sociedade Brasileira de Coaching. Email:[email protected]

 

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Opinião

VICTOR MAIZMAN – O ativismo do STF

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Nunca na história houve tamanha participação do Poder Judiciário, em especial do Supremo Tribunal Federal, nas mais diversas questões políticas, econômicas e sociais no Brasil.

Tal fenômeno induz a que sejam feitos alguns questionamentos sobre os limites constitucionais no tocante à atuação da Corte Suprema, em especial os fatores que a levam a ser protagonista no cenário político nacional.

A verdade é que hoje não se tem dificuldade para ter acesso aos julgamentos proferidos pelo STF, isso decorrente não apenas do avanço tecnológico em que se pode assistir “ao vivo” as sessões através da tela do aparelho de celular, como também em razão do amadurecimento da Constituição Federal, que por sua vez, ampliou a competência do referido Tribunal, ou seja, antes da Constituição Federal vigente, as Ações Diretas de Inconstitucionalidade eram propostas apenas pelo Procurador-Geral da República.

Todavia, com o atual texto constitucional, além do Procurador-Geral da República, foi conferida a legitimidade também a outros personagens para acionar o Supremo Tribunal Federal de forma direta, ou seja, sem passar pelo crivo de outros Tribunais.

Portanto, consta da Constituição vigente que também podem acionar diretamente o STF o Presidente da República,  a Mesa do Senado Federal, a Mesa da Câmara dos Deputados, a Mesa de Assembleia Legislativa dos Estados ou da Câmara Legislativa do Distrito Federal, o Governador de Estado ou do Distrito Federal, o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, Partido Político com representação no Congresso Nacional e a Confederação Sindical ou entidade de classe de âmbito nacional.

E, além da ampliação significativa dos legitimados a provocarem diretamente o STF para julgar questão que trate da interpretação e aplicação da Constituição Federal, ainda foi inserida a possibilidade de propor a ação direta de inconstitucionalidade por omissão, a ação declaratória de constitucionalidade e a arguição de descumprimento de preceito fundamental.

Nesse contexto, é certo aduzir que o Supremo Tribunal Federal tem a obrigação constitucional de dar respostas à sociedade a partir de ações protocoladas por diversos atores.

Deste modo, o STF não age sem provocação para definir políticas públicas, mas sim é acionado para dirimir conflitos que envolvam a contrariedade entre atos normativos Municipais, Estaduais e Federal em face às regras previstas na Constituição Federal.

As estatísticas do STF são eloquentes, uma vez que até o início de maio de 2022, a corte examinou 10.622 processos e proferiu 14.071 decisões relacionados à questão da pandemia.

De todo exposto, denota-se que sem prejuízo às críticas efusivas lançadas por eventuais excessos individuais ou nas relações institucionais com os demais Poderes, o STF tem o poder/dever de plenamente exercer, quando provocado, repita-se, o papel de guardião da Constituição e do próprio Estado Democrático de Direito.

Victor Humberto Maizman é advogado e consultor jurídico tributário.

 

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Opinião

OTACÍLIO PERON – A nova lei dos registros públicos

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Foi sancionada pelo Presidente da República, no dia 27/06/2022, a nova Lei dos Registro Públicos, nº 14.382/2022. A nova Lei efetiva o Sistema Eletrônico dos Registros Públicos (SERP), imprimindo modernização e unificando sistemas de Cartórios em todo país, permitindo assim registros e consultas pela internet.

A Lei determina que o SERP deverá ser implementado nacionalmente até 31 de janeiro de 2023, porém muitos Cartórios locais já estão atendendo alguns serviços eletronicamente. A partir de janeiro do próximo ano, as Certidões serão extraídas por meio reprográfico ou eletrônico.

Assim não haverá mais impressão de Certidões pelos Cartórios, como ocorre hoje.

As Certidões eletrônicas devem ser emitidas com tecnologia suficiente para que o usuário possa imprimi-las e identificar a sua autenticidade. Todos estes critérios serão definidos pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

O novo sistema deverá permitir o atendimento remoto aos usuários dos registros públicos, via internet. Acabará a ida aos Cartórios, presencialmente, e as taxas poderão ser pagas com cartão de crédito ou outros meios digitais, inclusive o PIX. Esta Lei, sem sombra de dúvidas irá desburocratizar os serviços cartorários.

Nesta apertada síntese, podemos afirmar que a nova Lei representa avanço importantíssimo para a padronização dos procedimentos registrais, introduzindo a tecnologia nos serviços de Registros Públicos, garantindo a validade e fé pública das certidões eletrônicas.

Otacilio Peron é advogado da CDL Cuiabá e da FCDL/MT.

 

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