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Mapa revisa programas de prevenção e controle de pragas vegetais

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O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) colocou em consulta pública diversas propostas na área de defesa vegetal. Todas têm prazo de 60 dias para contribuições (até 11 de abril).

Todas as consultas públicas encontram-se disponíveis na página eletrônica do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento: www.agricultura.gov.br , link legislação, menu Participação Social, submenu Editais e Consultas Públicas. 

Pragas ausentes

A Portaria 31 abre prazo de consulta para a criação do Plano Nacional de Prevenção e Vigilância de Moniliophthora roreri (PNPV/Monília) no âmbito do Programa Nacional de Prevenção e Vigilância de Pragas Quarentenárias Ausentes (PNPV). A monília é um fungo que ainda não está presente no país e preocupa por causar sérios danos na cultura do cacau provocando prejuízos de 50 a 100%.

A outra consulta pública está prevista na Portaria 33 e se refere à praga Lobesia botrana, que é uma traça que ataca principalmente as videiras e também será incluída no Programa Nacional de Prevenção e Vigilância de Pragas Quarentenárias Ausentes (PNPV-PQA).

O PNPV-PQA foi lançado em julho de 2019 para reforçar as ações de vigilância e pesquisa a fim de evitar o ingresso de 20 pragas quarentenárias ausentes prioritárias que não entraram no país. Essas pragas foram selecionadas em conjunto pela Embrapa e o Ministério. Ao todo, a lista oficial tem cerca de 700 espécies entre fungos, insetos, bactérias, vírus, nematoides e plantas daninhas.

A entrada de pragas no Brasil pode ocorrer via trânsito de pessoas, animais e mercadorias, através do transporte de plantas, frutos ou sementes infestadas. Um dos fatores facilitadores é a grande extensão da fronteira brasileira, que possui 15.791 km.

Pragas presentes

Também foram abertas duas consultas públicas sobre programas para combater pragas já presentes no país. A Portaria 30 refere-se à criação do Programa Nacional de Prevenção e Controle do Cancro Europeu (PNCE), que é causado pelo fungo Neonectria ditíssima que ataca as macieiras do Paraná, Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.

Já a Portaria 32 submete à consulta pública proposta de criação de uma instrução normativa para instituir critérios e procedimentos para classificação e manutenção do status fitossanitário dos estados relativos ao HLB (Greening), que tem atingido os laranjais, principalmente no estado de São Paulo.  

Controle e prevenção 

A revisão dos atuais programas de controle de pragas objetiva atualizar procedimentos técnicos e faz parte de uma ampla análise que o Departamento de Sanidade Vegetal e Insumos (DSV), da Secretaria de Defesa Agropecuária, está promovendo em todos os programas oficiais voltados às pragas vegetais. 

No final de 2019, foi proposta a revisão do Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja e poderá receber sugestões até o próximo dia 17 de fevereiro. A portaria que abriu a consulta é a 269  

Também foi aberta a revisão do Plano Nacional de Prevenção e Vigilância da praga Fusarium oxysporumf.spcubense raça 4 tropical, que ataca as bananeiras sendo conhecida como Mal do Panamá. 

Informações à ImprensaJanete Lima
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Polinização pode aumentar a produtividade de culturas de grande importância agrícola no Brasil

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A ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) participou nesta quinta-feira (6) da live Mulheres no Agronegócio Sustentável através do Processo de Polinização com Abelhas, promovido pela Associação Brasileira de Exportadores de Mel (Abemel). No encontro, foi debatida a importância da polinização para aumentar a produção em culturas de grande relevância agrícola no Brasil, como soja e café. 

A ministra destacou que o Brasil pode trabalhar para aumentar sua atuação nesse setor. “Pela nossa dimensão, diversidade das culturas e pelo nosso clima, poderíamos ter uma atuação muito mais efetiva nesse setor. A polinização ser usada como bioinsumo é uma coisa nova temos um espaço enorme para trabalhar mais esse assunto”, disse.

Para a presidente da Abemel, Andressa Berretta, as abelhas podem ser um importante bioinsumo para o agronegócio brasileiro. “As abelhas podem ser essenciais como políticas públicas para ajudar a criar a consciência de como podemos evitar a geração de carbono para o ambiente, o consumo de água só usando as abelhas como insumo para aumentar a produção”.  

A diretora-executiva da Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), Vanusia Nogueira, ressaltou que, além do aumento da produtividade proporcionado pelo uso de polinizadores na cultura do café, a prática possibilita a redução do uso de outros recursos e pode alavancar o valor agregado do produto. “Esse aumento de produtividade fica totalmente em linha com tudo o que o agro brasileiro tem defendido e buscado mostrar para o mundo: que nós temos uma agricultura extremamente sustentável e que podemos aumentar a produtividade, o nível de alimentos que entregamos para o mundo sem necessariamente aumentar as áreas que precisamos para fazer isso”, disse.

Segundo ela, os primeiros testes com polinizadores na cultura do café têm  gerado resultados promissores. “Os produtores já estão animados em se engajar nesse processo a partir da próxima florada, em setembro”, concluiu. Dados da Startup Agrobee referentes à safra 2019/2020 mostraram um aumento médio de 20% na cultura de café que teve a polinização assistida e inteligente promovida pela empresa.  

A sócia fundadora da iniciativa Pretaterra, Paula Costa, falou sobre a importância de alavancar no Brasil o sistema de pagamentos por serviços ecossistêmicos dentro dos sistemas produtivos. A ministra concordou que é preciso avançar neste tema e convidou as participantes da live para a elaboração de uma proposta no Mapa.

A ministra também comentou sobre o Selo Arte para produtos artesanais provenientes da apicultura e meliponicultura (mel, própolis ecera), que deve ser regulamentado em breve pelo Mapa. O selo permite que os produtos artesanais de origem animal sejam comercializados em todo o território nacional.

Valor econômico

O serviço ecossistêmico prestado pelos animais polinizadores à agricultura brasileira contribuiu com um valor econômico estimado de R$ 43 bilhões em 2018. A estimativa se refere aos valores que seriam gastos pelos agricultores caso os polinizadores não contribuíssem para a produção de alimentos. A soja responde por 60% do valor estimado, seguida pelo café (12%), laranja (5%) e maçã (4%).  

Os dados são do Relatório Temático sobre Polinização, Polinizadores e Produção de Alimento no Brasil, fruto da parceria entre a Plataforma Brasileira de Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos e a Rede Brasileira de Interações Planta-Polinizador. Segundo o estudo, a intervenção de polinizadores em cultivos de café favorece um aumento de 30% no rendimento desse cultivo. 

As abelhas são o grupo de polinizadores mais abundante na agricultura, pois visitam mais de 90% dos 107 principais cultivos agrícolas já estudados no mundo. 

Produção e exportação de mel

A produção de mel no Brasil foi de 42,35 mil toneladas em 2018, com valor de produção de R$ 502,84 milhões. A Região Sul é responsável por 38,9% do total produzido, e a Região Nordeste, 33,6%. Os dados são da Pesquisa da Pecuária Municipal, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

Em 2019, o Brasil exportou 30 mil toneladas de mel natural, com valor de US$ 68,3 milhões. Em 2020, as exportações subiram 35,7%, em comparação ao primeiro semestre de 2019. 

Os Estados Unidos são responsáveis por 78% das aquisições de mel do Brasil, em valor. Em 2019, foram exportados para o país 24,1 mil toneladas de mel, com US$ 54,2 milhões. O segundo país importador é a Alemanha, com 1,8 mil toneladas e US$ 4,7 milhões em valor. 

Em 2019, o Kuwait abriu o mercado de mel para o Brasil. Desde 2016, era aguardada a autorização pelo país árabe.

Informações à Imprensa
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Produtores de soja e milho doam máscaras, luvas, álcool e alimentos, em Cuiabá

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Fortalecimento Institucional

Produtores de soja e milho doam máscaras, luvas, álcool e alimentos, em Cuiabá

Foram dez instituições beneficiadas

06/08/2020

Produtores de alimentos, representados pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), fizeram a doação de 1.526 cestas básicas com materiais de higiene e limpeza, 1.000 litros de álcool 70%, 1.000 máscaras e 5.000 luvas. As entregas foram realizadas em instituições de apoio a famílias carentes e hospitais filantrópicos, em Cuiabá e fazem parte das ações de 2020 do Projeto Agrosolidário, desenvolvido há mais de dez anos pela entidade.

No total foram dez instituições beneficiadas. As cestas básicas com kits de higiene pessoal e limpeza serão destinadas a famílias carentes através da Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e da Pessoa com Deficiência, Centro de Reabilitação Integral Dom Aquino Correa (Cridac), escola Estrelinha de Jesus, Igreja Batista Vozes que Clamam, Fraternidade Cristã de Pessoas com Deficiência, Obras Sociais Wantuil de Freitas e Análio Franco e Associação Espírita Yvonne Amaral. Os litros de álcool 70% foram destinados ao Hospital Geral e Maternidade de Cuiabá e Hospital de Câncer de Mato Grosso, que também recebeu as luvas e máscaras.

Diretor administrativo da Aprosoja, Lucas Costa Beber acompanhou as entregas realizadas nesta semana e afirmou que os produtores de soja e milho buscam, com o projeto Agrosolidário, se aproximar da sociedade, especialmente nesse momento de pandemia provocada pelo Covid-19 que gerou uma crise econômica em todo país.

“Aprosoja está sempre contribuindo, ainda mais nesse momento de pandemia. Pra nós é uma satisfação estarmos representando todos os produtores de soja e milho de Mato Grosso. Queremos estar mais próximos da sociedade, especialmente dos que mais precisam”, pontuou o diretor, que é produtor rural em Nova Mutum.

Para o diretor do Cridac, Luiz Antônio Ferreira, os produtores de soja e milho são parceiros leais das pessoas assistidas pelo Centro de Reabilitação. Pela segunda vez a Aprosoja faz doação de cestas básicas no Cridac, que segundo o diretor será essencial para as famílias contempladas. “A gente solicita a Aprosoja porque sabemos que podemos contar. Nossos usuários são 100% Sistema Único de Saúde (SUS) e muito carentes. Vai ajudar muito, por um período amenizam o sofrimento de muitas famílias. É extremamente importante essa cesta básica com o kit de higiene e limpeza, é alimento e cuidados com a saúde nesse momento de pandemia”, pontuou.

“Essa doação veio para somar com os nossos trabalhos, que têm como foco principal as famílias em situação de vulnerabilidade social. Serão mais 500 famílias beneficiadas e atendidas nesse momento de enfrentamento a pandemia do novo coronavírus”, disse a secretária-adjunta de Assistência Social, Direitos Humanos e da Pessoa com Deficiência, Clausi Barbosa.

Diretor técnico do Hospital Geral, Dr. Alexandre Maitelli, contou que devido a pandemia o consumo de álcool aumentou cerca de 10% no local. “É um item de muita necessidade no hospital pra manter as atividades e a assistência aos pacientes.  Estamos agradecidos pela contribuição da Aprosoja que irá colaborar com a manutenção das nossas atividades”, disse.

Quem também acompanhou as entregas nas instituições foi o produtor rural em Campo Verde e vice-presidente Sul da Aprosoja, Fernando Ferri. Ele lembrou que o Agrosolidário é um ato de cuidado dos produtores de soja e milho com a sociedade. “Nós produtores rurais, somos na maioria de origem humilde, passamos necessidade e sabemos da importância do alimento na mesa das famílias. Trabalhamos muito e hoje temos uma condição melhor e podemos retribuir o que essa terra nos proporcionou”, pontuou Ferri.

As entregas também foram acompanhadas pelo diretor-executivo da entidade, Wellington Andrade e pela gerente administrativa, responsável pelo projeto Agrososlidário, Gisele Lima Bendô.

 

Fonte: Ascom

Assessoria de Comunicação

Contatos: Telefone: 65 3644-4215 Email: [email protected]

Fonte: APROSOJA

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