conecte-se conosco


Saúde

Manchas na vista? Saiba o que são ‘moscas volantes’ e quando se preocupar

Publicado

Se você está reparando manchas na sua visão que lembram bolhas ou bastões, é melhor procurar um oftalmologista. Conhecidas como moscas volantes, essas manchas são um sintoma que indicam que há algo de errado em seus olhos, seja uma inflamação de algum tecido ou um potencial descolamento da retina.

Leia também: Conheça a síndrome do olho seco, doença que causa até perda de visão

Manchas na vista sobre um céu ao fundo arrow-options
shutterstock

As moscas volantes podem indicar tanto descolamento do vítreo como uveítes ou até mesmo problemas na retina

Como lembra Lisia Aoki, oftalmologista do Hospital das Clínicas, o problema pode indicar, de modo geral, três lesões nos olhos: o descolamento do vítreo, causa mais comum das moscas volantes ; as uveítes posteriores; e o descolamento de retina.

O que fazer com moscas volantes por descolamento do vítreo ou da retina

Ilustração mostrando a localização da retina e do vítreo no olho humano arrow-options
shutterstock

Moscas volantes causadas por descolamento do vítreo não têm cura, mas devem ser avaliadas para evitar danos à retina

O descolamento do vítreo, gel transparente que preenche o espaço do globo ocular logo atrás do cristalino (a “lente” do olho), costuma ocorrer com o passar dos anos ou devido ao hábito de esfregar os olhos com força, mas não são motivo para ficar extremamente alarmado.

Leia Também:  Mais Médicos é reforçado em mais de mil municípios

Mesmo assim, é uma boa ideia consultar um especialista quando as manchas na visão  aparecerem. Afinal, como adverte Lisia, ao se descolar, o vítreo pode tracionar na retina, causando buracos nesta estrutura que podem, eventualmente, levar a um descolamento de retina.

Este problema, sim, é grave e deve ser tratado o mais rápido possível. Para o diagnóstico, segundo a oftalmologista, é preciso um exame de fundo de olho ou de mapeamento de retina.

A agilidade no atendimento é essencial porque o tratamento irá variar muito dependendo do momento em que for feito o diagnóstico. Além disso, se houver descolamento de retina, o paciente corre o risco de perder a visão completamente.

Fora esta exceção, quem apresentar moscas volantes por causa de um descolamento do vítreo só precisa se preocupar numa eventual perda de visão ou do campo de visão.

Lisia observa também que o descolamento do vítreo não tem tratamento e que o problema pode afetar pessoas de todas as idades, apesar de seu caráter crônico. Descolamentos agudos, isto é, que ocorrem repentinamente, tendem a melhorar com o tempo, segundo a oftalmologista.

Leia Também:  Estudo inédito avalia saúde nutricional das crianças brasileiras

Leia também: Mulher coloca olho biônico e volta a enxergar 13 anos após perder a visão

Outros casos de moscas volantes

Ilustração mostrando a localização da úvea no olho humano arrow-options
shutterstock

As uveítes posteriores são outra possível causa para as moscas volantes e podem ser confundidas com a conjuntivite

Outro problema que pode estar por trás das suas manchas na visão são as uveítes. Lisia explica que tratam-se de doenças inflamatórias na coroide, um elemento da úvea posterior situado entre a esclera e a retina.

Por se tratar de uma inflamação, às vezes não basta apenas um exame oftalmológico para o diagnóstico. Afinal, ela apresenta sintomas semelhantes aos da conjuntivite – então é preciso fazer um procedimento que determine qual o problema do paciente.

O tratamento, por sua vez, varia de acordo com o tipo de inflamação apresentada para o paciente. O uso de colírios para aliviar o quadro é o método mais comum, mas também podem ser receitados antibióticos e até mesmo antivirais.

E, independentemente de qual seja o tratamento necessário no seu caso, é essencial que ele seja feito. Caso contrário, Lisia ressalta que a inflamação pode se espalhar para o vítreo, levando a outras complicações e, em casos mais graves, fazendo o paciente perder a visão.

Leia também: Olho de mulher estoura enquanto ela usava toalha; entenda o caso

Portanto, da próxima vez que detectar as moscas volantes atrapalhando a sua vida, procure a ajuda de um especialista. Afinal, mesmo que não sejam motivo de preocupação na maioria dos casos, elas são indicam que algum problema pode estar por vir.

Fonte: IG Saúde
publicidade
Clique para comentar

Deixe um comentário

Please Login to comment
avatar
  Subscribe  
Notify of

Saúde

Hospital faz vídeo emocionante para comemorar Dia da Prematuridade; assista

Publicado

Para comemora o Dia da Prematuridade, celebrado neste domingo dia 17 de novembro, o Hospital Nossa Senhora das Graças divulgou um vídeo intitulado “Diário de um prematuro” e emocionou as redes sociais.

bebê arrow-options
Reprodução/ YouTube

Heloísa é o bebê prematuro do vídeo do Hospital Nossa Senhora das Graças, em Curitiba

Leia também: 12 coisas que você pode fazer na gestação para proteger seu bebê

O vídeo tem como objetivo dar apoio para pais e familiares de bebê prematuro. A história narrada no vídeo é a da pequena Heloisa, que nasceu com 1 kg e 500 gramas e precisou de acompanhamentos médicos por dois meses na UTI neonatal do hospital em Curitiba.

“O neném quando nasce prematuro, ele tem uma imaturidade de todos os sistemas como o respiratório, o renal, o circulatório. Então o cuidado especializado vai fazer a diferença tanto na sobrevida do bebê como na qualidade, tentando minimizar as sequelas que a prematuridade pode deixar”, explicou a médica pediatra Cristina Alves Cardozo, ao site Paraná Portal.

Assista ao vídeo abaixo:

Leia Também:  Menino de nove anos morre de meningite quatro dias após ter alta de hospital

Prematuridade pelo mundo

Segundo a Organização Mundial de Saúde é considerado prematuro todos os bebês que nascem com menos de 37 semanas de gestação (o normal é 40 semanas). Nestes casos existem três classificações:

  • Prematuro extremo: nascido antes das 28 semanas;
  • Muito prematuro: entre 28 e 32 semanas;
  • Prematuro moderado a tardio: entre 32 e 37 semanas.

A OMS aponta que, por ano no mundo, mais de 30 milhões de nascimentos ocorrem antes de a mãe completar as 37 semanas de gestação . Um estudo de 2016, feito pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), apontou que no Brasil, por hora, nascem 40 crianças prematuras, um total de mais de 12% dos nascimentos no país.

Leia também: Como amenizar os 10 desconfortos mais comuns da gravidez?

O avanço da medicina já possibilitou que o bebê prematuro  tem maiores chances de sobreviver. Segundo uma pesquisa da USP, publicada em 2018, as principais causas da prematuridade são doenças maternais como hipertensão arterial e infecções, gestação múltipla, pouca idade, malformações fetais, entre outros.

Leia Também:  Por que os riscos de sofrer um infarto aumentam em 30% no inverno?

Fonte: IG Saúde
Continue lendo

Saúde

Credibilidade de vacinas é menor entre homens e jovens, diz pesquisa

Publicado

Uma pesquisa feita pela organização não governamental Avaaz, em parceria com a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), mostra que a credibilidade das vacinas é menor entre homens e jovens de 16 a 24 anos. O estudo mapeou o impacto das fake news contra vacinas e contou com um questionário domiciliar em que o Ibope ouviu 2.002 pessoas entre 19 e 22 de setembro deste ano, em todas as regiões do país.

Segundo a pesquisa, 54% dos brasileiros consideram as vacinas totalmente seguras, e 31% avaliam que elas são parcialmente seguras. Para 8%, elas são parcialmente inseguras, e 6% responderam que elas são totalmente inseguras. A soma dos três últimos grupos mostra que 45% dos brasileiros têm algum grau de insegurança em relação às vacinas. Um percentual de 2% não respondeu ou não soube opinar.

Entre os homens, cai para 49% o percentual dos que consideram as vacinas totalmente seguras, e os outros três grupos somam 48%. Em relação à faixa etária, a situação é mais preocupante entre os jovens de 16 a 24 anos, já que 45% veem as vacinas como totalmente seguras e 53% têm algum nível de insegurança.  

As pessoas com ensino médio se mostraram menos seguras sobre as vacinas do que aqueles com nível fundamental completo ou incompleto, sendo este último grupo o que dá maior credibilidade às imunizações (61%). Segundo a pesquisa, metade das pessoas que pararam de estudar ao concluir o ensino médio têm inseguranças em relação à vacinação, enquanto para quem tem nível superior esse percentual cai para 43%.  

Assim como nos níveis de escolaridade, a camada mais pobre da população, com renda de até um salário mínimo, é a que confia mais nas vacinas. O resultado se repete entre as classes D e E, que superam a A, a B e a C no percentual que avaliou as vacinas como totalmente seguras. Para o presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, Juarez Cunha, os dados de renda, classe social e escolaridade mostram que a população mais pobre está menos impactada pelas fake news por consumir mais as informações da mídia tradicional, utilizar mais os serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) e ter menos acesso às redes sociais.

Leia Também:  Mais Médicos é reforçado em mais de mil municípios

“Elas são bastante impactadas pelas mídias tradicionais, mesmo sendo populações mais carentes. E tem a ação do SUS. São pessoas que são usuárias do SUS. E quando elas conseguem acessar o sistema, os profissionais de saúde se tornam muito importantes na informação”.

Outro dado trazido pela pesquisa é que os evangélicos dão menor credibilidade às vacinas que os católicos e as pessoas que se declararam de outras religiões. Enquanto 60% dos católicos e 49% do terceiro grupo consideram as vacinas totalmente seguras, esse percentual cai para 44% no caso dos evangélicos, o menor percentual entre todos os recortes populacionais.

Fake News

O questionário mostra que 61% dos entrevistados já receberam mensagens negativas sobre vacinas nas redes sociais, sendo que 9% disseram que essas mensagens chegam todos os dias ou quase todos os dias.

Entre as pessoas que declararam considerar as vacinas parcialmente inseguras, 72% disseram ter recebido notícias negativas por redes sociais. E, entre os que disseram que elas são totalmente inseguras, esse percentual é de 59%.

A pesquisa revela que a mídia tradicional ainda é a principal fonte de informação sobre vacinas para a população, sendo citada por 68% dos entrevistados, que podiam apontar as três fontes principais de informações sobre o assunto. As redes sociais ficaram em segundo lugar, com 48%, à frente do governo (42%) e dos profissionais de saúde (41%). O presidente da SBIm acredita que a disponibilidade das redes sociais contribui para que elas tenham ultrapassado fontes oficiais.

Leia Também:  Menino de nove anos morre de meningite quatro dias após ter alta de hospital

“A gente tem que estar disponível para ensinar e esclarecer da mesma forma que as pessoas que disseminam essas inverdades estão. A gente tem que encontrar tempo, disponibilidade e uma linguagem pra isso”, diz ele, que reconhece que redes sociais como o Whatsapp favorecem a criação de “guetos”, onde informações que desmintam fake news dificilmente conseguem penetrar. “É importante a gente ter a parceria com as plataformas [de redes sociais]”.

Para a coordenadora de campanhas do Avaaz no Brasil, Nana Queiroz, o país vive uma epidemia de desinformação que precisa ser combatida por diferentes esferas de governo, sociedades médicas e também pelas plataformas de redes sociais, como o Facebook, o YouTube, o Instagram e o Whatsapp. “Nesse caso, o remédio é que as plataformas mostrem correções (vindas de checadores de fatos independentes) a todos que foram expostos a notícias falsas. Essa estratégia ficou conhecida mundialmente como correct the record [corrigir o erro]. Ela é prática, justa e nos protege contra a censura, pois nada é tirado do ar: apenas corrigido”.

O Avaaz analisou ainda 30 histórias falsas sobre vacinas desmentidas pelo Ministério da Saúde e por serviços jornalísticos de checagem de informações. Esses conteúdos tiveram  23,5 milhões de visualizações e 578 mil compartilhamentos no Facebook. Além disso, foram 2,4 milhões de visualizações no YouTube. Quase metade desses artigos ou vídeos foi traduzida de sites antivacina dos Estados Unidos.

Edição: Graça Adjuto

Fonte: EBC Saúde
Continue lendo

Envie sua denúncia

Clique no botão abaixo e envie sua denuncia para nossa equipe de redação
Denuncie

Política MT

Policial

Mato Grosso

Esportes

Entretenimento

Mais Lidas da Semana