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Saúde

Mais vontade de fazer xixi? Entenda por que urinamos mais no inverno

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Inverno pode dar mais vontade de fazer xixi
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Inverno pode dar mais vontade de fazer xixi

Embora as pessoas geralmente bebam menos água durante o inverno , o frio faz com que a vontade de ir ao banheiro para fazer xixi seja uma necessidade constante. Especialistas explicam que existem alguns motivos para que isso ocorra com a queda das temperaturas, principalmente nesta época do ano.

Nos períodos mais frios, o organismo cria estratégias para manter a temperatura corporal. De acordo com o Dr. Alexandre Cavalcante, médico urologista do Hospital Sírio-Libanês de Brasília, uma das maneiras que o corpo encontra para fazer isso é por meio da vasoconstrição periférica. Esse processo diminui o calibre dos vasos sanguíneos nas extremidades do corpo, o que, consequentemente, gera um aumento do fluxo sanguíneo nos rins . Isso faz com que haja maior filtração renal e, assim, uma maior produção de urina.

Outro fator que explica o fenômeno é que, nos dias mais frios, o corpo humano retém e perde menos líquido de outras formas, como pelo suor. Dessa forma, para que o organismo consiga manter um equilíbrio, ele também produz mais urina.

Essa vontade de urinar mais frequente pode fazer com que muitas pessoas fiquem com preguiça de ir ao banheiro e acabem segurando o xixi por muito tempo. Cavalcante alerta que a prática, no entanto, pode gerar problemas, como uma infecção urinária.

“A urina é produzida no rim e armazenada na bexiga. Quando a bexiga está em sua capacidade máxima, ela precisa ser esvaziada para que a ‘nova urina’ produzida pelo rim consiga chegar até ela. Caso a urina fique muito tempo parada no órgão, a chance de uma infecção aumenta”, explica.

De acordo com ele, em casos mais graves, o hábito de segurar o xixi pode até mesmo levar à perda da função renal, seja pela dificuldade do rim de eliminar a urina, ou por eventuais infecções que possam causar cicatrizes nos rins.

Dr. Wagner França, urologista e coordenador do departamento de Cirurgia Reconstrutiva Uretral da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU-SP) afirma que, embora haja esse risco, o inverno não aumenta as chances de doenças do trato urinário, e sim os nossos hábitos.

“A mudança de temperatura não gera patologias na bexiga ou no trato urinário. A gente sabe que durante o inverno a bexiga fica mais sensível e temos mais vontade de fazer xixi toda hora. E no verão, por exemplo, a gente desidrata um pouco mais e aumentam as chances de termos cólicas renais devido a pedras nos rins, mas não é a temperatura que gera a doença, e sim os nossos hábitos”, explica.

Essas infecções acabam sendo mais comuns no sexo feminino durante a fase adulta, sendo necessário ter mais atenção com a higiene íntima, principalmente após as relações sexuais. Já nos idosos, o sexo masculino começa a ter mais chances de adquirir problemas com o crescimento da próstata, que causa maior dificuldade para a saída da urina.

A fim de evitar infecções e outras doenças, o médico destaca que o ideal é urinar a cada quatro ou seis horas, no máximo.

A cor da urina também pode servir como indicativo para monitorar a quantidade de água ingerida. “De modo prático, costumo dizer que a quantidade ideal é aquela suficiente para deixar a urina amarelo-clara. Caso a urina esteja transparente, estamos bebendo mais água do que o necessário. Caso esteja amarelo-escuro, concentrada, estamos bebendo menos água do que deveríamos”, afirma Cavalcante.

“Em geral, uma quantidade em torno de 2,5 a 3 litros por dia tende a ser o suficiente. Existe uma fórmula simples para sabermos a quantidade de líquido necessária por pessoa. Calcula-se que 35 ml por quilo de peso seja a quantidade ideal. Por exemplo, uma pessoa que pesa 70 kg deverá consumir 2.500 ml, ou 2,5 litros de água por dia (70 x 35 ml = 2.500 ml)”, explica o urologista.

Segundo o especialista, a quantidade que deve ser ingerida também depende da necessidade individual. As crianças acabam tendo um gasto e perda de líquido maiores devido ao alto consumo calórico e, assim, acabam precisando de mais água para equilibrar esta conta. Além disso, quando criança, o corpo humano tem uma quantidade de água corporal maior, e isso configura outro motivo para mais ingestão de líquidos.

Da mesma forma, com o envelhecimento, essa quantidade de água corporal diminui, aumentando os riscos de desidratação na população idosa. “Familiares e cuidadores devem ter bastante atenção à quantidade de líquido ingerida por essa faixa etária. A avaliação da mucosa oral e língua são bons indicadores de hidratação dos idosos. Caso estejam ressecados, é sinal indireto que este idoso necessita de mais água”, alerta Cavalcante. “Mas é importante ressaltar que a sobrecarga de líquidos nos idosos pode ser perigosa do ponto de vista cardiovascular e pulmonar.”

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Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Ministério da Saúde tem novo secretário-executivo

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O ex-secretário do Trabalho Bruno Silva Dalcolmo foi nomeado hoje (16) para o cargo de secretário-executivo do Ministério da Saúde. Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental e servidor público de carreira, Dalcolmo substituirá Daniel Meirelles Pereira, que passa a ocupar uma diretoria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Há apenas 9 dias, Dalcolmo tinha sido designado para a função comissionada de assessor no gabinete da secretaria-executiva do Ministério da Economia, mas foi convidado pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, a assumir o segundo posto hierárquico na pasta, responsável por elaborar e organizar as políticas públicas de assistência à saúde da população.

“Já conhecia o Bruno e seu trabalho, e também recebi ótimas referências dos ministros Paulo Guedes [Economia] e Bruno Bianco [Advocacia-Geral da União]. Certamente ele ajudará muito a saúde do nosso país”, escreveu Queiroga no Twitter, ao anunciar, no domingo (14), que tinha convidado Dalcolmo para o cargo com base em critérios técnicos.

Formado em Relações Internacionais pela Universidade de Brasília (UnB), Dalcolmo também já foi superintendente de Relações Internacionais da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac); subchefe adjunto de Análise Governamental da Presidência da República e assessor especial da Casa Civil. No novo cargo, coordenará as atividades relacionadas aos sistemas federais de planejamento e orçamento; de organização e modernização administrativa; de contabilidade; de administração financeira e de recursos humanos; de informação e informática; e de serviços gerais.

Daniel Meirelles Pereira, ao assumir a Quinta Diretoria da Anvisa, terá sob sua responsabilidade as gerências de Monitoramento de Produtos Sujeitos à Vigilância Sanitária (GGMON); de Farmacovigilância (GFARM) e de Portos, Aeroportos, Fronteiras e Recintos Alfandegados (GGPAF).

Edição: Fernando Fraga

Fonte: EBC Saúde

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Saúde

Pacientes com Covid grave têm mais riscos de mal súbito

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Sequelas da Covid têm preocupado a medicina
Mariana Alvim – @marianaalvim – Da BBC News Brasil em São Paulo

Sequelas da Covid têm preocupado a medicina

Nos últimos meses, aumentou o número de pessoas que morreram de mal súbito, sendo que muitas dessas mortes são de quem foi contaminado pela Covid-19. A doutora Inês Bissoli, cardiologista e coordenadora do CTI do Hospital Badim, explica quais os motivos para a doença estar relacionada a esses casos.

“Dentro das manifestações da Covid estão as de natureza cardiológica, com quadro de miocardite, que é a inflamação da musculatura cardíaca, o infarto agudo do miocárdio e as arritmias. Além disso, como a Covid é uma doença que aumenta o risco de formação de trombos, ou seja, o estado de hipercoagulabilidade, há risco aumentado de eventos tromboembólicos como a trombose venosa profunda, a embolia pulmonar, os acidentes vasculares cerebrais”, detalha.

A medicina também identificou que cresceu o número de doenças de coração entre pessoas contaminadas. Isto tem ocorrido por conta das “manifestações cardíacas são comuns nos pacientes com Covid grave”.

“Mas como a Covid é uma doença de estado de hipercoagulabilidade e inflamatória, ela pode afetar o coração de qualquer pessoa que teve a doença, com disfunção microvascular, resposta inflamatória sistêmica, miocardite e hipoxia, que é a baixa concentração de oxigênio no sangue”, acrescenta.

As sequelas também têm provocado preocupações. As mais comuns são fadiga, dispneia (falta de ar), tosse, alteração no olfato e paladar, fibrose pulmonar e renal, podendo ter necessidade de diálise. “Quanto os sintomas emocionais podem perdurar a ansiedade, depressão, estresse pós-traumático, alterações cognitivas, como perda da concentração e alterações da memória, insônia. A pessoa pode ter ainda queda de cabelo, sudorese, diarreia, taquicardia, vertigem, dor articular e mialgia”, explica a médica.

Quem ficou com sequelas no coração pode ser curado ainda, no entanto, tudo depende do caso. “Pacientes que tiveram miocardite pela Covid podem se recuperar após o tratamento adequado, mas em alguns casos de Covid grave o paciente pode cursar com insuficiência cardíaca, situação sem cura, mas com controle por meio de medicações indicadas para cada caso e atividade física sob supervisão. Por isso é importante uma avaliação médica após a cura”, relata a doutora Bissoli.

“Pacientes com Covid-19 têm risco cardiovascular maior se comparados àqueles pacientes que não tiveram a doença. Quanto mais grave a manifestação da Covid, maior o risco cardiovascular”, completa.

Todos que tiveram Covid deveriam procurar cardiologista?

A médica garante que todos que foram contaminados pela doença devem procurar um cardiologista para saber qual seu estado de saúde. “É uma doença trombogênica e inflamatória, podem ocorrer alterações cardiológicas em qualquer caso de Covid-19, que não se manifestaram durante a fase aguda da doença”, pontua.

Inclusive, para praticar esporte, é importante que se tenha um laudo médico. “É importante para qualquer pessoa que pretende iniciar uma atividade física procurar um especialista e realizar uma avaliação de doença cardíaca, como a miocardiopatia hipertrófica. No caso dos pacientes que tiveram Covid, esse procedimento é mais necessário ainda, porque a doença pode evoluir com miocardite, que é uma inflamação dos músculos do coração”, comenta.

Por fim, ela dá dicas de como as pessoas devem se cuidar após serem contaminadas, mesmo estando vacinadas. “A pessoa que testou positivo para Covid-19 assintomática ou sem sintomas respiratórios ou ainda com ausência de febre, mesmo assim deve fazer isolamento por cinco dias a partir do início dos sintomas ou do resultado do teste RT-PCR, para não infectar outras pessoas”, relata.

“Deve repetir o exame após o quinto dia para poder sair do isolamento, caso o resultado do exame seja negativo. Se o exame ainda for positivo, deve-se estender o isolamento para sete dias. Sair do isolamento somente com a ausência de sintomas nas últimas 24 horas. Na presença de sintomas nesse período é necessário estender o isolamento até 10 dias. Em todos esses casos é indicado e fundamental manter o uso de máscara e higienização das mãos. Pessoas com Covid grave ou imunossuprimidas por doença ou uso de medicações imunossupressoras devem fazer quarentena de 20 dias. O retorno só poderá ser feito se não tiver febre ou uso de antitérmico nas últimas 24 horas”, conclui.

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Fonte: IG SAÚDE

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