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Saúde

Mais quatro pessoas morrem por sarampo no estado de São Paulo

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A Secretaria Estadual de Saúde confirmou nesta quarta-feira (2) mais quatro mortes por sarampo no estado de São Paulo. Em 2019, um total de nove pessoas morreram no estado devido a complicações pela doença. Todas as mortes têm confirmação laboratorial.

As vítimas confirmadas hoje são um bebê do sexo feminino, com 11 meses, na capital; uma mulher de 46 anos, que tinha condições de risco, em Itanhaém; uma mulher de 59 anos, sem histórico de vacina, em Francisco Morato e um homem de 25 anos, sem registro de vacinação, em Osasco.

O Centro de Vigilância Epidemiológica estadual faz o monitoramento contínuo da circulação do vírus. Somente neste ano, 5.411 casos de sarampo foram confirmados laboratorialmente. Considerando que o vírus já circula em todo o território paulista, a partir de agora o estado passa também confirmar casos com base no critério clínico-epidemiológico, ou seja, com base em sintomas e avaliação médica, conforme prevê o Guia de Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde. Com isso, mais 976 casos foram confirmados via critério clínico-epidemiológico. Cerca de 59% do total de casos se concentram na capital paulista.

Segundo alerta a secretaria, são consideradas pessoas com condição de risco os portadores de doenças crônicas, como diabetes, hipertensão e imunodeprimidos, que podem ficar mais vulneráveis à infecção e a evolução do quadro com maior gravidade.

Campanha

A Secretaria de Estado da Saúde começará na próxima segunda-feira (7), em parceria com os municípios e o Ministério da Saúde, campanha de vacinação contra o sarampo com o objetivo de alcançar crianças de 6 meses a 5 anos ainda não imunizadas contra a doença.

No sábado (19), haverá o “Dia D”, quando os postos de saúde estarão abertos para facilitar o acesso dos pais e responsáveis. “A tríplice viral protege contra sarampo, caxumba e rubéola. Mantê-la em dia é a melhor forma de prevenção e, por isso, convocamos as mães, pais, familiares e responsáveis para levarem os pequenos aos postos durante esta campanha”, disse a diretora de Imunização da secretaria, Helena Sato.

Em uma segunda fase, a campanha será focada em jovens de 20 a 29 anos, entre os dias 18 e 30 de novembro. No último dia, ocorrerá um segundo “Dia D”. Esse grupo poderá receber a dose da vacina tríplice viral ou da dupla viral (sarampo e rubéola), conforme a indicação do profissional de saúde.

Edição: Aline Leal

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Saúde

SP ultrapassa 25,1 mil mortes causadas por covid-19

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O número de óbitos, causados pela covid-19, registrados no estado de São Paulo, chegou hoje (9) a 25.114. Desde o último boletim, divulgado ontem, ocorreram 98 mortes em decorrência da doença no estado. O número de casos confirmados, que ontem era de 621.731, hoje subiu para 627.126. Os dados são da Secretaria de Estado da Saúde.

A taxa de ocupação dos leitos de unidades de terapia intensiva (UTI) na Grande São Paulo está em 58,1% e, em todo o estado, 59,8%. O número de pacientes internados é de 12.739, sendo 7.275 em enfermaria e 5.464 em unidades de terapia intensiva, conforme dados das 10h30 de hoje.

Dos 645 municípios do estado, já houve registro de infectados em 641. Óbitos, devido ao novo coronavírus, já ocorreram em 491. Desde o início da pandemia, 76.656 mil pessoas diagnosticadas com covid-19 em SP, que precisaram ser internadas, já tiveram alta dos hospitais.

Edição: Graça Adjuto

Fonte: EBC Saúde

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Saúde

Transporte em tempos de coronavírus é tema do Caminhos da Reportagem

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Entre as inúmeras preocupações que surgiram desde o início da pandemia do novo coronavírus está a situação dos transportes coletivos. Enquanto usuários e trabalhadores do setor se preocupam com os riscos de contaminação, as empresas alertam para os prejuízos causados pela queda do número de passageiros.

Durante as medidas de distanciamento social, as cidades brasileiras reduziram a oferta dos transportes coletivos e, com a flexibilização da quarentena, o retorno é gradual. A equipe do programa Caminhos da Reportagem ouviu pessoas que dependem de ônibus, metrô, trem e de barcas para se deslocar. Conversou também com motoristas, cobradores, pesquisadores e especialistas em mobilidade. Eles falam das preocupações, dos desafios e das adaptações que têm surgido desde março deste ano. O programa vai ao ar hoje (9), às 20h, na TV Brasil.

Para o coordenador do Observatório de Mobilidade Urbana da Universidade Federal de Santa Catarina, Bernardo Meyer, o transporte coletivo traz riscos de contaminação. “Se considerarmos o transporte aeroviário, o transporte sobre trilhos, metrô, trens e principalmente o transporte público de ônibus, nós vamos observar que eles têm uma capacidade de contaminação muito grande, porque aglomeram pessoas vindas de diferentes localidades. Elas sentam, pegam nas coisas, conversam, falam ao celular, respiram”.

O operador de segurança Gabriel Nobre mora em Samambaia, no Distrito Federal. Utiliza ônibus para chegar ao trabalho e observa que alguns usuários ainda não adotaram os cuidados necessários. “No ônibus, eu confesso que a gente fica com um pouco de medo. Algumas pessoas ainda resistem em deixar os vidros abertos. Quem deixa de utilizar a máscara, o cobrador e o motorista tendem a pedir a utilização”.

Assim como Gabriel, moradores da Ilha de Paquetá (RJ) também se preocupam com os riscos de contaminação no transporte. Com a pandemia, a quantidade de barcas que fazem o trajeto da ilha à cidade do Rio de Janeiro foi reduzida. “Na parte da manhã existe um aglomerado maior de pessoas que vão ao Rio para trabalhar. A barca geralmente é pequena, nunca mandam uma barca maior. É difícil o distanciamento social nessas condições”, alega Alfredo Braga, presidente da Associação de Moradores de Paquetá.

Barca liga o Rio de Janeiro à Ilha de PaquetáBarca liga o Rio de Janeiro à Ilha de Paquetá

Barca liga o Rio de Janeiro à Ilha de Paquetá – TV Brasil

Marcus Quintela, diretor da FGV Transportes, destaca as dificuldades do setor de transportes coletivos nas grandes cidades, como São Paulo. Ele acredita que reduzir o número de passageiros em cada veículo, para garantir o distanciamento entre as pessoas, não é uma solução viável. “Quem paga a conta? E a tarifa, vai refletir isso?”.

Para se ter uma ideia, até o fim de junho, o prejuízo das empresas de ônibus coletivos urbanos do país já ultrapassava R$ 3,7 bilhões. Dados da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos mostram que 30 milhões de passageiros deixaram de usar ônibus diariamente. As empresas demitiram mais de 2,7 mil funcionários, além de suspenderem mais de 9 mil contratos de trabalho.

Esta edição do Caminhos da Reportagem também vai mostrar a situação de uma comunidade quilombola do Pará, que solicitou a realização de testes de covid-19, mas se deparou com apenas um ônibus que levaria todos os casos suspeitos para serem testados no município de Moju (PA).

Além disso, o programa traz o resultado de pesquisa realizada por uma equipe da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) sobre o potencial de contágio nos pontos de ônibus, as novas formas de higienização nas estações e nos vagões de trens e metrôs e ainda a parceria entre uma fábrica de ônibus e uma universidade, que traz soluções inovadoras para os transportes coletivos, entre elas lâmpadas ultravioletas e tecidos para cortinas e poltronas com aditivos antimicrobianos.

 

Edição: –

Fonte: EBC Saúde

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