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Política Nacional

Maia pede apoio da sociedade para elaborar pautas social, cultural e ambiental

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O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), pediu, nesta quarta-feira (16), apoio das organizações da sociedade civil para a elaboração de pautas próprias do Poder Legislativo para os campos cultural, ambiental e social. “Queremos um Brasil que cresça, que seja confiável para nós e para aqueles que queiram investir no nosso País. Então, é importante que a gente possa ter apoio de vocês nesses temas”, afirmou, pedindo sugestões de iniciativas que possam combater o aumento da desigualdade no País.

J. Batista/ Câmara dos Deputados
Maia recebeu representantes de 27 organizações da sociedade civil

Maia reforçou que é preciso sinalizar com clareza a importância que o Parlamento dá à cultura nacional, sendo vital que se estabeleça uma pauta que reúna todas as correntes de pensamento. “Não podemos tratar a cultura da forma como ela vem sendo tratada”, disse, acrescentando que a questão do meio ambiente também é urgente devido ao dano sofrido pela imagem do Brasil no exterior e que prejudica pretensões do próprio governo federal, como o acordo comercial do Mercosul com a União Europeia.

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Lista negra
As declarações foram dadas em reunião com representantes de 27 organizações da sociedade civil. Eles entregaram a Maia uma “lista negra” com 18 propostas em tramitação que, segundo a advogada Camila Marques, da organização Artigo 19, restringiriam de alguma forma a atuação dos movimentos sociais.

Eles fizeram três pedidos a Maia: que esses projetos não sejam pautados para votação; que não sejam colocados em votação requerimentos de urgência relativos a esses projetos; e que eles sigam a tramitação ordinária, passando por todas as comissões, inclusive a de Direitos Humanos e Minorias e a de Finanças e Tributação.

O presidente da Câmara reiterou compromisso de não pautar qualquer projeto que possa mudar a definição sobre atos terroristas com o objetivo de coibir movimentos sociais. “Nós queremos o contrário disso. É modernizar o trabalho social para que as leis deem mais garantias para o trabalho de vocês. Aquilo que o governo vier a encaminhar que a gente entenda que fere os direitos do cidadão, das organizações sociais, nós vamos trabalhar para que não tenham apoio na Câmara”, assegurou.

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Canal permanente
Em resposta a um pedido do deputado Alessandro Molon (PSB-RJ) para que fosse aberto um canal permanente entre a Presidência da Câmara e os movimentos sociais, Rodrigo Maia combinou de realizar audiências mensais com representantes da sociedade civil onde sugestões de pautas e iniciativas serão ouvidas.

O deputado Marcelo Freixo (Psol-RJ) elogiou a proposta de encontros regulares e anunciou que se reunirá com o deputado Vitor Hugo, autor de uma das propostas criticadas pelas organizações PL 1595/19 na tentativa de se chegar a algum acordo para a questão. “Acho que é sempre importante conversar. O Parlamento é isso: um espaço de debates para a democracia que a gente não pode perder”, disse.

Da Redação – AC

Fonte: Agência Câmara Notícias
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Política Nacional

Regulamentação do uso de agrotóxicos será tema de audiência pública conjunta

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A Comissão de Meio Ambiente (CMA) aprovou, na quarta-feira (4), os cinco requerimentos da pauta. Entre eles, o pedido de realização de audiência pública em conjunto com a Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) para instruir o projeto de lei (PL) 5.090/2019, que que trata da regulamentação do uso de agrotóxicos, seus componentes e afins, para ampliar a proteção da saúde humana e a preservação do meio ambiente, com manutenção da eficiência na produção de alimentos.

Autor do requerimento e do projeto, o senador Styvenson Valetim (Podemos-RN) busca mais informações sobre a quantidade de defensivos agrícolas ingeridos pelas pessoas, até mesmo no consumo da água.

— Nossa preocupação é justamente trazer essa discussão para saber até onde vai ser nocivo. Porque a incidência de câncer é muito alta. A incidência hoje de anomalia em bebês que estão nascendo está discrepante. Então, a gente precisa analisar, estudar, verificar se existe alguma relação. Certo que o nosso país é ainda um país que exporta muito produto agrícola, mas não quer dizer que a gente precise matar a população em nome da economia — ressaltou.   

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Amazônia

Foi aprovado também requerimento do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) para convidar Cláudio Aparecido Almeida, coordenador do Programa de Monitoramento da Amazônia e Demais Biomas do Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe), a comparecer à CMA para prestar informações sobre os resultados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), referentes ao período de agosto de 2018 a julho de 2019.

De acordo com o Inpe, o desmatamento na área aumentou quase 30% nesse período, e o Brasil perdeu mais 9.762 km² de florestas e biodiversidade.

Limites

Ainda foram aprovados mais três requerimentos do senador Fabiano Contarato (Rede-ES), presidente da CMA, para a realização de audiências públicas. A primeira tem o objetivo de instruir o PL 5.624/2019, que altera a Lei 9.985, de 2000, sobre critérios de criação, ampliação, desafetação, transformação ou redução dos limites das unidades de conservação, e de homologação da demarcação de terras indígenas.

Outro requerimento de Contarato é para a promoção de um debate sobre o Projeto de Lei do Senado (PLS) 407/2018, que define os limites da Floresta Nacional de Brasília.

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O senador requereu ainda audiência pública para instruir o PLS 208/2018, que redefine o traçado do Parque de São Joaquim e altera seu nome para Parque Nacional da Serra Catarinense.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado
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Política Nacional

CDH aceita sugestão que acaba com taxa de despacho postal

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A taxa de R$ 15 cobrada pelos Correios para o Despacho Postal de produtos importados não tributados pode ser extinta. A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) acolheu nesta quarta-feira (4) a Sugestão (SUG) 33/2018 com a medida, que agora passa a tramitar como Projeto de Lei no Senado Federal.

A taxa é cobrada desde 2018 sobre todas as encomendas internacionais que chegam ao Brasil, sejam elas tributadas ou não.

O senador Marcos Rogério (DEM-RO) relatou a sugestão, tornando-a um projeto de lei que veda a cobrança de tarifa, preço ou prêmio ad valorem, além do valor do frete, por remessas isentas do Imposto de Importação e do Imposto sobre Produtos Industrializados.

Segundo o senador, a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) desfruta de monopólio no serviço postal com isenção de direitos de importação de materiais e equipamentos destinados aos seus serviços e tem a missão pública de fazer garantir o acesso ao serviço postal para todos os cidadãos.

Ele explicou ainda que a ECT é a única empresa brasileira autorizada a operar com essa malha postal internacional. “Desse modo, quando o frete é pago no país de origem do remetente, este tem a obrigação de custear a entrega e enviar a encomenda que será finalizada no país de destino. O frete, em tese, já engloba todos os custos da remessa”, informou.

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Apesar de notória crise financeira enfrentada pela ECT, ressaltou o senador, a cobrança de Despacho Postal para cobrir custos de apoio aduaneiro não deveria recair sobre os consumidores. Ele argumentou que a taxa torna inviável a importação de produtos pequenos e baratos, prejudicando o consumidor e muitos varejistas.

34 mil apoios

Apresentada pelo cidadão Wladimir Chinazil Mello, do Rio de Janeiro, por meio do portal e-Cidadania, a iniciativa recebeu 34.809 apoiamentos e passou a ser analisada pela (CDH). Na justificativa, Wladimir observou que a legislação precisa proibir a manutenção da taxa visto que os Correios, na sua avaliação, não oferta serviços de qualidade. “Não deveria [Correios] onerar mais ainda seu público, sem oferecer uma contrapartida decente em melhorias reais de qualidade na entrega”, disse.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado
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