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Política Nacional

Maia defende revisão do teto de gastos após aprovação da reforma da Previdência

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Gilmar Félix/Câmara dos Deputados
Convenção Nacional Progressistas. Presidente da Câmara dep. Rodrigo Maia (DEM-RJ)
Maia adverte para a possibilidade de um colapso econômico no Brasil

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, defendeu nesta terça-feira (14), em Nova York, que o teto de gastos públicos seja revisto após a aprovação da reforma da Previdência, para evitar um colapso na economia brasileira. Maia está em missão oficial nos Estados Unidos e participou de evento no BTG Pactual.

Segundo Maia, a Emenda Constitucional 95/16, que prevê um teto para os gastos públicos pelos próximos 20 anos, veio com objetivo de ser a primeira de várias reformas previstas no governo Temer. Como as demais não foram aprovadas, houve uma queda da inflação por causa da recessão.

“O Brasil tem outros problemas muito sérios. A gente vai ter que pensar numa solução para, depois da reforma da Previdência, ampliar gastos no Brasil. Porque vivemos cinco anos numa recessão, isso significa que vamos entrar num colapso muito rápido no Brasil e temos que organizar isso junto com estados e municípios”, defendeu o presidente.

Regra de Ouro
Rodrigo Maia disse ainda que o País pode parar se o Congresso não aprovar o projeto de crédito de R$ 240 bilhões, que permite que recursos oriundos de títulos sejam utilizados para o pagamento de despesas correntes (PLN 4/19). A Constituição proíbe a realização de operações de crédito (emissão de títulos públicos) que excedam o montante das despesas de capital (investimentos e amortizações de dívida).

A chamada “regra de ouro” só pode ser contornada por meio de créditos suplementares ou especiais com finalidade específica e aprovados em sessão conjunta do Congresso por maioria absoluta – pelo menos 257 deputados e 41 senadores –, daí a apresentação do PLN 4/19 pelo governo Bolsonaro.

“Não podemos esquecer que com a regra de ouro o governo federal para rapidamente se não aprovarmos rapidamente projeto de crédito de 240 bilhões. Isso significa que o Brasil perdeu a capacidade de investir. Se você tem 240 bilhões de furo significa que você tem um estado que parou o Brasil”, disse Rodrigo Maia.

Despesas obrigatórias
De acordo com o presidente da Câmara, o governo brasileiro perdeu as condições de investimento porque 94% das despesas do orçamento público são obrigatórias. O presidente defendeu ainda a reestruturação das carreiras do serviço público. Para Rodrigo Maia, o salário dos servidores federais ficou caro e, em alguns estados, o sistema previdenciário se encontra numa situação dramática.

“As carreiras no serviço público federal acabaram. O servidor entra na Câmara, por exemplo, e em cinco anos está todo mundo no teto. Então, não tem carreira. Reestruturar as carreiras numa reforma administrativa é muito importante para o Brasil nos próximos anos”, defendeu o presidente.

Fome e miséria
Rodrigo Maia revelou preocupação com o possível retorno do País ao mapa da fome. Segundo ele, há muitos anos o Brasil já tinha saído dessa agenda e ressaltou que apenas com diálogo o cenário econômico do País pode mudar.

“Nós voltamos a fazer a campanha contra a fome no final o ano passado, ninguém deu bola para isso, mas o Brasil tinha saído dessa agenda há alguns anos. Isso significa que, além desse ambiente mais radical, nós temos uma sociedade que está mais sofrida e está precisando que a gente consiga acelerar esse ambiente de diálogo”, disse.

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Política Nacional

“Precisamos romper qualquer laço do PSDB com o bolsonarismo”, diz Virgílio

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João Doria, Eduardo Leite e Arthur Virgílio
Reprodução/CNN

João Doria, Eduardo Leite e Arthur Virgílio

Arthur Virgílio afirmou que o PSDB precisa se desvincular completamente do bolsonarismo. A afirmação foi feita durante discurso após sua derrota nas prévias do partido, que teve o governador de São Paulo João Doria como vencedor .

“Precisamos romper qualquer laço do PSDB com o Bolsonarismo. Não tem nada que valha a pena. Não tem circunstância nenhuma que valha a pena”, disse ele, em meio a aplausos.

Virgílio afirmou que “não tinha ilusão” de ganhar as prévias, mas que se sente um vencedor pelo debate causado durante o processo entre ele, João Doria e Eduardo Leite.

“O que eu entendia é que eu precisava conversar com essas pessoas porque os debates foram ótimos para marcarmos a nossa campanha. Fiquei feliz de ver a Amazônia ser mencionada pelo Doria e muitas vezes ser mencionada pelo Eduardo. Começou a compreensão de que uma vitória que eu tive foi nós termos dado um choque de democracia no país”, declarou.

Virgílio ainda discursou em tom de união, dizendo que irá apoiar Doria e que espera que Leite seja sucessor do candidato do PSDB à Presidência da República.

“A gente vai fazer uma campanha agora de lutar pela unidade, juntar os discursos. Ver o que se aproveita de cada discurso para dar ao João. Eu preguei o respeito à diversidade no campo sexual, o respeito aos negros. Não é possível um país se dizer democrático e não respeitar os negros. Não é possível um país com 53% de mulheres e as mulheres não terem pode político. Temos que entregar o poder político o mais rapidamente possível para as mulheres”, disse.

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Política Nacional

Prévias do PSDB: aplicativo teve 30 milhões de tentativas de ataque hacker

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App das prévias do PSDB
Divulgação/ PSDB

App das prévias do PSDB

O sistema responsável por computar os votos das prévias do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) registraram mais de 30 milhões de tentativas de ataque hacker durante este sábado (27).

O número foi divulgado pela CNN, que consultou a empresa de tecnologia responsável pelo aplicativo. Apesar do alto número, os políticos filiados ao PSDB disseram que esse tipo de tentativa é comum.

As prévias do PSDB foram marcadas por vários problemas técnicos. A votação deveria ter acontecido no último domingo (21), mas  foi suspensa após uma instabilidade no aplicativo contratado para fazer a votação. Ao todo, a cúpula do PSDB estima que 30 mil filiados votaram nas prévias. Apenas na manhã deste sábado, 11 mil votos foram computados .

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