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Madrasta virá ré por envenenamento e tem prisão preventiva decretada

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Cíntia Mariano Dias está presa temporariamente por suspeitas de envenenamento
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Cíntia Mariano Dias está presa temporariamente por suspeitas de envenenamento

O juiz Alexandre Abrahão Dias Teixeira, do III Tribunal do Júri, aceitou, nesta terça-feira, dia 12, a denúncia do Ministério Público contra Cíntia Mariano Dias Cabral pelo homicídio da estudante Fernanda Carvalho Cabral, de 22 anos , e a tentativa de homicídio do irmão dela, o também estudante Bruno Carvalho Cabral, de 16 . Na decisão, o magistrado pontuou que a promotora Carla Coutsoukalis, da 3ª Promotoria de Investigação Penal – Área Territorial Bangu e Campo Grande, “expôs, com clareza, os fatos criminosos e todas as suas circunstâncias” e decretou a prisão preventiva da madrasta.

“A materialidade restou comprovada pelos laudos da vítima Fernanda, laudo de exame de material, laudo de exame de corpo de delito de lesão corporal e laudo de exame complementar de pesquisa indeterminada de substância tóxica em amostra biológica”, destacou Alexandre Abrahão.

No despacho, ao qual O GLOBO teve acesso, o juiz afirmou ainda que a prisão de Cíntia “faz-se necessária ante a ótica concreta de lesão a garantia da ordem pública, especialmente avalizada quanto às testemunhas que serão futuramente ouvidas na presente relação processual e a repugnância causada na sociedade quando os presentes fatos vieram à tona.”

Na denúncia, a promotora havia destacado que há no processo “prova cabal da materialidade das infrações penais praticadas contra as vítimas Fernanda e Bruno. Após os fatos, ambas apresentaram, como pontuado no relatório da autoridade policial, sintomas típicos de intoxicação exógena por carbamato (chumbinho), quando verificados de forma simultânea. Além disso, os laudos técnicos revelaram que o óbito da primeira e as lesões sofridas pelo segundo foram causadas por ação química causada por envenenamento por carbamatos (conforme narrado na peça acusatória)”.

Ao pedir a prisão preventiva de Cíntia, Carla Coutsoukalis pondera que a restrição de liberdade é necessária para a garantia da ordem pública e para garantir a regular instrução criminal: “Os crimes por ela praticados são extrema e concretamente graves e, por terem sido praticados em sequência, após curto intervalo, indicam a inclinação da demandada à prática delituosa, a qual oferece riscos à coletividade. (…) Os crimes foram praticados em âmbito familiar e a maioria das testemunhas poderiam ser influenciadas pela denunciada – sobretudo os seus filhos -, o que tumultuaria e colocaria em risco a integridade da instrução probatória”.

Por meio de seus advogados, Cíntia nega que tenha cometido o crime. “Os laudos periciais são atécnicos e extremamente parciais, com uma simples leitura, percebemos que não foi detectado nenhuma substância tóxica, o que estão fazendo é um malabarismo pericial para buscar algo que não existe, realizando uma espécie de achismo, onde o último laudo pericial, acessaram o prontuário da Fernanda, e afirmaram que devido os sintomas, ela foi envenenada, ocorre que os médicos que a atenderam, foram categóricos em afirmar que a Fernanda não apresentava sintomas de envenenamento, ressaltamos que o exame toxicológico da exumação do corpo da Fernanda, foi negativo para qualquer substância tóxica”, disseram, em nota, criminalistas Carlos Augusto dos Santos e Raphael Souza.

Cíntia Mariano Dias Cabral ainda é investigada, em inquéritos na 33ª DP (Realengo) pela morte de um ex-namorado, o dentista Pedro José Bello Gomes, em 2018; e de um vizinho , o representante farmacêutico Francisco das Chagas Fontenele, em 2020.

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Fonte: IG Nacional

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Cônsul alemão tem prisão em flagrante convertida em preventiva

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O cônsul da Alemanha Uwe Herbert Hahn foi preso em flagrante
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O cônsul da Alemanha Uwe Herbert Hahn foi preso em flagrante

A 4ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio determinou, na tarde deste domingo, por converter a prisão em flagrante em prisão preventiva do cônsul alemão suspeito de matar marido no Rio. Em audiência de custódia, o juiz Rafael de Almeida Rezende expediu  novo mandado de prisão contra o estrangeiro.

O belga Walter Henri Maximillen Biot, de 52 anos, foi encontrado morto, na noite desta sexta-feira, dia 5, na cobertura de um apartamento na Rua Nascimento Silva, em Ipanema, na Zona Sul do Rio. De acordo com policiais militares do 23º BPM (Leblon), o marido do estrangeiro, o cônsul da Alemanha Uwe Herbert Hahn acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e informou ao médico que ele passou mal e caiu no chão. Um inquérito foi instaurado na 14ª DP (Leblon) para investigar o caso.

De acordo com Uwe Herbert Hahn, os dois eram casados havia 23 anos e moravam juntos no Brasil. Aos PMs, o cônsul disse ainda que o diplomata tomava pastilhas para dormir e costumava beber muito, quase todos os dias. O médico responsável pelo atendimento acreditou que o homem pode ter tido um mal súbito, mas não quis atestar o óbito e o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML), no Centro da cidade, onde irá passar por um exame de necropsia.

O corpo do estrangeiro apresentava lesões, como equimoses, nas pernas, no tronco e também na cabeça. Na tarde deste sábado, profissionais do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) realizam uma perícia no imóvel onde o casal vivia, acompanhados por policiais da 14ª DP.

Cônsul alemão é preso por morte de marido em Ipanema

Em depoimento prestado à delegada Camila Lourenço, assistente da 14ª DP (Leblon), o cônsul da Alemanha Uwe Herbert Hahn afirmou que seu marido, o belga Walter Henri Maximillen Biot, teve um surto, se levantando do sofá, começando a gritar e correndo apressadamente em direção a varanda da cobertura do casal, em Ipanema, na Zona Sul do Rio. O diplomata, preso em flagrante pela morte do estrangeiro, disse acreditar que ele tenha tropeçado no tapete e caído com o rosto no chão, emitindo, após a queda, gemidos de dor ou desconexos, na noite da última sexta-feira, dia 5. No final da manhã deste domingo, o alemão deixou a delegacia e foi encaminhado para o sistema prisional.

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Fonte: IG Nacional

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Habeas Corpus para cônsul alemão é negado

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Cônsul Alemão, viúvo de belga
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Cônsul Alemão, viúvo de belga

O Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ) negou, neste domingo (7), o pedido de Habeas Corpus solicitado pela defesa do diplomata alemão Uwe Herbert Hahn. O cônsul foi preso em flagrante neste sábado , suspeito de matar o marido, o belga Walter Henri Maxilien Biot, de 52 anos, em um apartamento em Ipanema, na Zona Sul do Rio.

Segundo a defesa do cônsul, a prisão teria sido ilegal, pela ausência de flagrante para a sua custódia, bem como considerando a imunidade diplomática.

A juíza Maria Izabel Pena Pieranti, do plantão judiciário do Tribunal de Justiça, se manifestou pela manutenção da prisão preventiva por entender que não caberia ao plantão judicial decidir sobre a soltura do investigado e que isso deveria ser feito em audiência de custódia.

“O Plantão não é um prolongamento do expediente forense, funcionando com normas próprias, específicas e cogentes. E, por óbvio, não pode o Juiz do Plantão desviar-se dos estritos termos das referidas normas. Não olvidemos que este Órgão Jurisdicional não tem o desiderato de atender a toda e qualquer demanda. Como tal, para atender as medidas que se enquadrem às finalidades textuais, há de pautar-se excepcional e parcimoniosamente”, completou.

O cônsul alemão teria afirmando, durante seu depoimento realizado na 14ªDP (Leblon), ao qual O DIA teve acesso, de que ele teria enviado uma foto do seu marido caído no chão do seu apartamento a um amigo residente em Nova Iorque, nos Estados Unidos. Enquanto estava caída, a vítima emitia gemidos de dor, mas Hahnn disse achar que se tratava de embriaguez, o que seria de costume.

Imunidade

Segundo Caio Padilha, advogado criminalista, a imunidade diplomática não se aplica no caso.”O Supremo tribunal federal (STF), ao analisar casos com esse tema, aponta que o artigo 41 da Convenção de Viena só se aplica se o crime tiver relação com o exercício da função. Então, não há óbice que impeça a prisão preventiva ou em flagrante de um cônsul, principalmente em crimes graves”, disse.

A prisão do cônsul realizada pela Polícia Civil foi em flagrante. A reportagem não encontrou sua defesa; o consulado alemão ainda não se manifestou.

Noite do crime

A polícia foi acionada na noite de sexta-feira, dia 5, para o apartamento do cônsul, uma cobertura em Ipanema, Zona Sul do Rio. O médico do Samu, identificado como Pedro Henrique, foi acionado por volta das 20h e se recusou a atestar o óbito por mal súbito. A polícia acredita que o cônsul tenha demorado a chamar o socorro e confessou que pediu para que uma limpeza fosse feita no apartamento, o que dificultou a perícia. No entanto, luminol foi usado no imóvel e marcas de sangue foram encontradas em móveis.

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Fonte: IG Nacional

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