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Economia

Lula: ‘Problemas serão resolvidos quando pobres estiverem na economia’

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Lula: 'Problemas serão resolvidos quando pobres estiverem na economia'
Reprodução/Revista Time 4.5.2022

Lula: ‘Problemas serão resolvidos quando pobres estiverem na economia’

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse, em entrevista à revista americana  Time,  que os problemas econômicos do país “só serão resolvidos quando os pobres estiverem na economia”. Durante a declaração, Lula falava sobre os desafios de assumir a presidência da República caso ganhe as eleições deste ano.

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“Eu tenho a certeza de que esses problemas só serão resolvidos quando os pobres estiverem participando da economia, quando os pobres estiverem participando do orçamento, quando os pobres estiverem trabalhando, quando os pobres estiverem comendo. Isso só é possível se você tiver um governo que tenha compromisso com as pessoas mais pobres”, afirmou.

O ex-presidente também falou com saudosismo da época em que ocupava o cargo de chefe do Executivo, entre 2003 e 2010. Disse que as expectativas de um novo governo são altas porque “as pessoas trabalhavam, as pessoas tinham aumento de salário, os reajustes salariais eram acima da inflação. Então eu penso que as pessoas têm saudades disso e as pessoas querem isso melhorado”.

Em 2010, último ano de governo Lula, a taxa de desemprego no Brasil era de 6,7%, atingindo cerca de 1,6 milhão de brasileiros. A inflação, por sua vez, fechou aquele ano em 5,91%. No primeiro trimestre de 2022,  a taxa de desemprego ficou em 11,1%, atingindo 11,9 milhões. Já o IPCA-15, prévia da inflação oficial,  acumula alta de 12,03% nos últimos 12 meses. Os dados são do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Durante a entrevista, o petista se esquivou de falar sobre seus planos para a economia do país. “Eu sou o único candidato com quem as pessoas não deveriam ter essa preocupação, porque eu já fui presidente duas vezes. E a gente não discute política econômica antes de ganhar as eleições. Primeiro você precisa ganhar para depois saber com quem você vai compor e o que você vai fazer”, retrucou.

‘É irreal para o Brasil deixar de usar petróleo’

O pré-candidato à presidência da República descartou a possibilidade de o Brasil deixar de usar combustíveis fósseis, por considerar irreal para o país. Durante sua fala, ele se referia à proposta do candidato à presidência da Colômbia, Gustavo Petro, de criar um bloco antipetróleo. A ideia é continuar extraindo o que já descobriram, mas deixar de explorar.

“Enquanto você não tiver energia alternativa, você vai utilizar a energia que você tem. Isso vale para o Brasil e vale para o mundo inteiro”, opinou ao ilustrar a experiência da Alemanha, que decidiu fechar todas as suas usinas nucleares, mas não contava com a invasão da Ucrânia pela Rússia, país responsável por grande parte do fornecimento de energia para a Europa.

“O que você pode estabelecer é um plano de longo prazo para você diminuir [o consumo de petróleo] na medida em que você vai criando alternativas. Não dá para imaginar que os Estados Unidos vão parar de utilizar petróleo do dia para a noite, ou qualquer país”, concluiu.

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Economia

Com privatização e utilização do FGTS, ações da Eletrobrás sobem 6%

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Ações da Eletrobrás movimentaram a maior quantia de dinheiro, desde a capitalização da Petrobrás, em 2012
Ivonete Dainese

Ações da Eletrobrás movimentaram a maior quantia de dinheiro, desde a capitalização da Petrobrás, em 2012

Apenas 15 dias após a privatização, as ações da Eletrobras (ELET3), dispararam quase 6%. A empresa, que maior companhia de energia elétrica da América Latina.

Com geração de caixa de R$ 33,7 bilhões, os preços das ações retomaram em R$ 42, fechando a R$ 44,38, no mesmo dia. Isso é uma alta de 5,67%. Na Bolsa brasileira, a operação é a principal desde a capitalização da Petrobras , em 2012, que movimentou R$ 100 bilhões.

Quando comparado com o FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) , o ganho que a Eletrobrás proporcionou no período de duas semanas já supera a rentabilidade anual de 3%. Entretanto, é claro que a rentabilidade das ações também podem resultar em perdas, ou desvalorização.

A busca pelo uso do Fundo para comprar os papéis da companhia contou com a adesão de 350 mil trabalhadores. Com a alta procura, o teto definido para o uso dos recursos, de R$ 6 bilhões, foi superado em 50%, o que fez com que apenas 66,8% do valor indicado para a aplicação fosse efetivamente direcionado para a compra das ações.

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Economia

Andrade recusou entrevista para falar sobre preços da Petrobras

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Andrade recusou entrevista para falar sobre preços da Petrobras
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Andrade recusou entrevista para falar sobre preços da Petrobras

Em meio aos rumores da mudança de política de preços da Petrobras por parte do governo, o Comitê de Pessoas (Cope) da estatal tentou agendar com  Caio Paes de Andrade, indicado pelo presidente Jair Bolsonaro para a presidência da empresa, uma entrevista formal. O objetivo era que ele prestasse informações sobre notícias constantes na mídia em torno da “política de preços dos combustíveis” e possíveis “mudanças na governança da Petrobras”. Porém, ele optou por não comparecer.

Paes de Andrade teve o nome aprovado nesta sexta-feira pelo Comitê de Eligibilidade (Celeg), ligado ao Comitê de Pessoas, que analisa os nomes indicados para o Conselho de Administração da empresa e para a diretoria. Está marcada para segunda uma reunião do colegiado para apreciar seu nome. Apenas com o aval do Conselho ele pode assumir o comando da Petrobras.

A ata do Cope/Celeg, publicada na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), neste sábado, revelou ainda que a área de Conformidade da Petrobras solicitou esclarecimentos adicionais ao indicado em três ocasiões, entre os dias 8 e 15 de junho. A área de RH da Petrobras também fez uma solicitação adicional. A Petrobras recebeu a documentação referente à indicação de Caio Mário Paes de Andrade no dia 31 de maio.

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No documento, o Cope informou que ele decidiu responder por escrito algumas “dúvidas”. Primeiro, Andrade, ao ser questionado se tinha alguma orientação da parte do acionista controlador para alterar a política de preços da Petrobras , disse:

“Não tenho qualquer orientação específica ou geral do acionista controlador ou qualquer outro acionista no sentido de alteração da política de preços praticados pela companhia”.

Em seguida, o Cope perguntou a Andrade se ele gostaria de enviar alguma mensagem que avalie ser relevante para a formação dos conselheiros e acionistas da Petrobras em vista do processo eleitoral no Conselho e na Assembleia Geral. Sua resposta foi breve: “Não tenho mensagem a enviar nesse momento.”

Comitê lamenta recusa

O Cope/Celeg disse que “entendeu que uma entrevista com o indicado teria sido proveitosa e mais eficiente para a formação de convicção de seus membros, lamentando o declínio do convite”.

Nesta semana, em entrevista a uma rádio mineira, Bolsonaro disse que Paes de Andrade deve trocar a diretoria e avaliar se mudaria a política de paridade de preços internacionais (PPI), tão criticada pelo governo e que levou a Petrobras a fazer mais um reajuste nos combustíveis na semana passada.

O documento protocolado na CVM neste sábado revela ainda que foram feitas pela área de Governança e Conformidade da Petrobras “análises aprofundadas, com base na verificação de fontes públicas de informação, de todas as ‘mídias adversas’ relacionadas ao indicado. Como resultado, disse o documento, não foi identificado nenhum fato que pudesse ser considerado um impedimento ou vedação”.

O gerente executivo de Recursos Humanos Juliano Mesquita Loureiro tratou da formação acadêmica e considerações quanto à aderência da experiência profissional do indicado à área de atuação da Petrobras. Ele destacou que o Jurídico se manifestou no sentido de que não haver impedimento legal para que o indicado possa ocupar assento no Conselho de Administração ou na diretoria executiva da Petrobras”.

Experiência em liderança

Segundo a ata, sobre os documentos comprobatórios, em especial os diplomas apresentados, o Cope/Celeg indagou Loureiro se havia alguma dúvida sobre a veracidade e autenticidade destes, ao que o executivo respondeu que não. Em relação ao critério de ter dez anos de experiência em liderança, os membros do Cope/Celeg também fizeram uma consulta ao gerente de RH.

Ele esclareceu que “o vocábulo ‘preferencialmente’ não permite uma análise peremptória de que a experiência em liderança apresentada do indicado não seria suficiente para o atendimento desse requisito adicional; ao contrário, é flexível e permite a interpretação de que, embora seja desejável que a experiência seja no negócio ou em área correlata, não é mandatório, sendo o critério atendido com a comprovação dos dez anos de experiência em liderança”.

As respostas escritas de Andrade foram classificadas como “irrisórias e irrelevantes” pelo Celeg.

Andrade tem risco médio, diz área de conformidade

A ata da reunião do Cope/Celeg revelou que a área de conformidade da Petrobras atribuiu “risco médio” a Caio Paes de Andrade, de acordo com relato feito por Francisco Petros, presidente do Celeg e membro do Conselho de Administração da empresa.

Segundo ele, esse risco médio “é compatível com os achados reportados nos documentos disponibilizados” pela área de conformidade.

“Em relação à capacidade de gestão do candidato, com o devido respeito, não encontrei nos documentos disponibilizados o respaldo que me permita formar uma convicção favorável ao candidato. De fato, os considero inconclusivos e deixam aos órgãos de governança a decisão, sem uma opinião que balize tal processo decisório”, disse Petros em seu parecer.

Voto contra: ‘sem aptidões necessárias’

Por isso, o presidente do Celeg avaliou o nome de Andrade “sem as aptidões necessárias para o exercício do cargo em vista da interpretação das normas cabíveis. Vale dizer que esta avaliação pode até estar equivocada da minha parte, caso a gestão do candidato seja um grande sucesso”.

Foi o único voto contra. Os outros três integrantes votaram a favor de Andrade. O conselheiro externo do Celeg Tales Bertozzo Bronzato deu parecer positivo.

Disse que, embora não tenha experiência na área de petróleo, tem dez anos de experiência e quatro anos de liderança, é formado em comunicação social e possui curso de extensão na universidade de Duke e MBA em Harvard.

Ana Silvia Corso Matte, que também é membro externo do Celeg, também deu aval positivo, mas sugeriu que os órgãos competentes “avaliem essa lacuna no currículo de não possuir experiência de liderança pretérita em empresa de porte ou objeto social semelhante ao da Petrobras”.

O membro do Celeg, Luiz Henrique Caroli, que também é conselheiro, disse que não há vedação, já que, segundo ele, o gerente executivo de RH disse que “os requisitos são flexíveis”.

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