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Política Nacional

Lula pede que aliados não se intimidem

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Lula fala para o Sul e Sudoeste de Minas Gerais em entrevista para a Rádio Passos FM - 22.02.2022
Ricardo Stuckert Ricardo Stuckert/Divulgação

Lula fala para o Sul e Sudoeste de Minas Gerais em entrevista para a Rádio Passos FM – 22.02.2022

O ex-presidente Lula afirmou nesta segunda-feira, durante uma reunião do conselho de sua pré-campanha em São Paulo, que tem notado uma escalada em atos de violência política no país que deve continuar. Segundo participantes do ato, Lula defendeu cautela e a manutenção de um discurso pacifista.

Ele se reuniu com lideranças partidárias que compõem a aliança Vamos Juntos Pelo Brasil, formada por PCdoB, PSB, PSOL, PT, Rede e Solidariedade. O evento, que já estava marcado desde a semana passada, foi marcado pela reação da pré-campanha petista ao assassinato do tesoureiro do PT em Foz do Iguaçu Marcelo Arruda, cometido pelo bolsonarista Jorge Guaranho no último sábado. A aliados, o ex-presidente vê uma tendência de escalada da violência política com atos de hostilidade ao PT estimulados pela retórica do presidente Jair Bolsonaro (PL). Lula teria dito, contudo, que a pré-campanha não deve se intimidar nem cair em provocações.

“Lula deixou claro que não podemos responder os atos de violência com mais violência e que, ao mesmo tempo, não podemos deixar de participar do movimento democrático”, afirmou o presidente da central sindical UGT, Ricardo Patah, um dos presentes ao evento.

Para o ex-presidente, Bolsonaro e seus aliados representam um “outro lado radical, que usa armas e está vendo que está perdendo nas pesquisas”. Segundo aliados, o discurso de “bem contra o mal” usado por Bolsonaro é uma forma de reagir, com virulência, à sua desvantagem eleitoral.

A deputada federal e presidente do PT, Gleisi Hoffmann (PR), afirmou que Bolsonaro e seu partido, o PL, devem responder à Justiça eleitoral toda vez que o presidente fizer falas que incitem à violência e sirvam “como gatilho” para atos de violência política contra opositores. “Vamos pedir que o TSE tome providências porque toda vez que tiver uma frase gatilho do Bolsonaro para ativar um ato de violência ele ou o PL têm que responder por isso. Ele não pode ficar sem resposta. Estamos estudando para saber como formular. Ele não pode ficar dando suas mensagens naquelas lives irresponsáveis que ele faz e atiçar pessoas a cometer atos de violência”, afirmou Gleisi.

A presidente do PT disse, também, que os partidos da aliança que apoia Lula vão solicitar ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta terça-feira que realize uma campanha em prol de eleições pacíficas. A manifestação, de acordo com a deputada federal, será aberta a outros partidos e a outros presidenciáveis que não Bolsonaro. Segundo Gleisi, “seria ridículo” incluir o presidente no diálogo porque “ele é que está instalando o movimento de ódio” no país.

“Vamos fazer uma manifestação conjunta dos partidos, não apenas os do nosso movimento, junto ao TSE. Estamos pedindo para ir amanhã (terça-feira) ao TSE falar sobre isso e levar para apresentar ao tribunal um memorial da violência política, em que nós apresentamos todos os casos de violência política que aconteceram no Brasil recentemente”, disse Gleisi.

A petista também afirmou que não deve haver mudanças no esquema de segurança do ex-presidente Lula. Para ela, “a segurança maior que nós temos é colocar o povo na rua”. Gleisi, que esteve no velório de Marcelo Arruda em Foz do Iguaçu, ofereceu apoio jurídico do PT à família da vítima. Gleisi ressaltou, ainda, que o partido vai pedir à Procuradoria-Geral da República a federalização das investigações policiais sobre o assassinato de Marcelo Arruda, hoje a cargo da Polícia Civil do Paraná. Na avaliação da sigla, como a motivação do crime teria sido intolerância política, o caso deveria ser designado à Polícia Federal.

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Fonte: IG Política

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Política Nacional

Ciro diz que polarização pode criar um ‘estelionato eleitoral’ no país

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Ciro Gomes no Roda Viva
Reprodução/Youtube

Ciro Gomes no Roda Viva

Ciro Gomes , candidato do PDT nas eleições presidenciais, criticou a polarização política entre esquerda e direita observada atualmente no Brasil. De acordo com o pedetista, o país corre o risco de produzir um “estelionato eleitoral”.

“Se eu não conseguir salvar o Brasil desta absurda e despolitizada polarização, o aprofundamento dos ódios estará produzindo o maior estelionato eleitoral da história do Brasil”, afirmou. 

“Você vai ver o desastre se eu não conseguir salvar o Brasil”, completou o ex-governador do Ceará durante o programa Roda Viva, exibido na TV Cultura. 

Corrupção

Durante o programa, Ciro foi questionado sobre o fato de, mesmo tendo como um dos principais focos da sua campanha a luta anticorrupção com a intenção de atingir tanto Lula e Bolsonaro, os seus números nas pesquisas ainda estarem muito abaixo dos seus adversários nas eleições. 

Em resposta, ele lamentou o fato de alguns grupos estarem “relativizando” a corrupção no país com o intuito de continuarem apoiando tanto o candidto do PT, como o atual chefe executivo do país.

“Se você tem uma elite, intelectuais, cientistas, artistas, juventude, relativizando valores, essa sociedade está doente”, disse Ciro.

“Isso destrói uma nação. Bolsonaro e Lula são dois corruptos, dois corruptores, e nós estamos fazendo de conta que não estamos vendo isso”, completou o ex-governador. 

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Fonte: IG Política

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Política Nacional

Ciro Gomes afirma que Bolsonaro tem um ‘delírio golpista’ na cabeça

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Ciro Gomes (PDT) no Roda Viva
Reprodução/Youtube

Ciro Gomes (PDT) no Roda Viva

O pedetista  Ciro Gomes afirmou, nesta segunda-feira (15), que o atual presidente Jair Bolsonaro (PL) tem um “delírio golpista” na cabeça, e que a democracia no país é uma “abstração marciana”.

A resposta foi dada durante o Roda Viva após o ex-governador do Ceará ser questionado se vê, hoje, que a democracia no Brasil está em risco por conta do atual cenário político. 

“Eu vejo, mas é muito menos pelo Bolsonaro, que tem um delírio golpista na cabeça dele, mas mais pelo fracasso da democracia pra vida do povo, isso que eu quero ponderar às pessoas”, afirmou Ciro Gomes.

“A democracia brasileira, hoje, é uma abstração absolutamente marciana para a esmagadora maioria do povo brasileiro que está vivendo o pão que o diabo amassou”, completou o candidato do PDT nas eleições presidenciais. 

Em seguida, Ciro chamou Lula de “corrupto, demagogo e populista”, mas afirmou que o ex-presidente da República é “do campo da democracia”.

Relação com militares

A pauta da relação com os militares em caso de eleição também foi levantada para Ciro. De acordo com o ex-govrenador, ele vai promover mudanças nas Forças Armadas, principalmente no que diz respeito aos militares que ainda estão ativos.

“O nome disso é hierarquia e disciplina, eu assumirei o comando em chefe das forças armadas, e começo com questões normativas e algumas de maior profundidade. Normativa: militar da ativa não participará mais de cargo comissionado político. Todos estarão proibidos porque haverá uma norma nos primeiros dias do meu governo”, afirmou.

“Eu vou fazer um esforço imenso de restaurar os critérios de promoção. Quando eu vejo um general como o Passuello chegar ao generalato, alguma coisa profundamente está errada, e quem promoveu foi o PT”, completou o pedetista.


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Fonte: IG Política

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