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Política Nacional

Lula não consegue tomar uma tubaína na rua que é escrachado, diz Bolsonaro

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Jair Bolsonaro
Reprodução/Youtube

Jair Bolsonaro



O presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), afirmou que o ex-presidente Luiz Inácio “Lula” da Silva possui votos, mas não tanto como as pesquisas para as eleições de 2022 apontam . De acordo com o líder do Executivo Brasileiro, o petista teria problemas para tomar refrigerante em um lugar público.

“O Lula tem voto, mas não é tudo isso que estão colocando aí. Ele não consegue tomar uma tubaína na rua que ele é escrachado”, comentou Bolsonaro em entrevista ao programa “Direto ao Ponto”, da Jovem Pan, na data em que completou mil dias no comando do país.

Ainda sobre o PT, o presidente disse: “O plano do PT quase foi perfeito, o problema é que apareceu uma Lava-Jato no meio. É um outro quase milagre”.


Confira outros trechos da entrevista de Bolsonaro:

Falta de malícia dos ministros: 

“Às vezes, falta malícia. A Regina Duarte [que chegou a assumir a Secretaria da Cultura] é uma ótima pessoa, mas pecou no comando”.

Militares no poder:

“Militar atrapalha a vida de alguns políticos, como tínhamos no passado que estavam na administração do Brasil. O militar não é incorruptível, mas a chance de corromper o militar é menor”.

Passaporte da vacina

“Passaporte da vacina é um crime que estão fazendo. Até porque não se garante a não transmissão do vírus por parte dos vacinados”. 

“Quem tomou a vacina, caso se contamine, procure o médico. Não espere, achando que não tem problema, porque tem, sim. Eu vou falar o óbvio aqui, mas a vida é uma só”. 

Patriotismo

“Ninguém pode negar que comigo ressurgiu o verde e o amarelo. Um mar de verde e amarelo que a gente vê em qualquer lugar que eu vou pelo Brasil. Voltou-se a amar sua pátria, a cantar o hino nacional”. 

Sergio Moro:

“Eu acho que o Sergio Moro tinha um objetivo. […] Ele tinha uma agenda muito própria dele aqui. Depois de algum tempo ficou difícil a gente se entender”.

Nova filiação:

“Estou atrasado [para se filiar a algum partido]. Tenho conversado. Um partido é tão ou mais sério do que um casamento”.

CPI da Covid:

“Uma CPI é muito bem vinda, mas, geralmente, a CPI visa atingir alguém politicamente ou achacar certas pessoas também. Vai vir pesado o relatório. Tranquilidade total. Eu não posso admitir certas acusações. Vão fazê-las […] isso é um circo”. 

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Política Nacional

STF nega transferência de Roberto Jefferson para hospital particular

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes negou pedido do ex-deputado federal Roberto Jefferson para que fosse transferido do Complexo Penitenciário de Gericinó, no Rio de Janeiro, para o Hospital Samaritano Barra.

Por nota, o STF informou que o laudo médico enviado pela Secretaria de Administração Penitenciária estadual (Seap-RJ) aponta situação médica de “absoluta normalidade”. Ainda de acordo com o documento, Jefferson necessita apenas de exames complementares.

“Neste momento, verifica-se a plena capacidade do hospital penitenciário em fornecer o tratamento adequado ao preso, não havendo qualquer comprovação de que o seu estado de saúde exija nova saída do estabelecimento prisional”, destacou o ministro em sua decisão.

Alexandre de Moraes, entretanto, autorizou a visita de médicos particulares, desde que em estrita observância às regras de ingresso no estabelecimento prisional.

Entenda

O advogado Luiz Gustavo Pereira da Cunha entrou com uma petição no STF solicitando a transferência do ex-parlamentar no domingo (24) para o hospital privado.

“O estado de saúde de Roberto Jefferson é delicado, grave. Ele, de fato, corre risco real de morte e está com uma pielonefrite recidiva. Ele já entrou no sistema carcerário com essa doença, que é uma infecção bacteriana bilateral dos rins. Lá, se agravou, ficou mais de um mês internado. Ele teve alta hospitalar, mas não alta médica”, completou o advogado.

Conforme o advogado, na sexta-feira (22) à noite, Roberto Jefferson foi encaminhado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) que funciona dentro do Complexo Penal de Gericinó ao sentir calafrios, ter febre e pressão baixa. Após atendimento, ele voltou para a cela, mas, no sábado (23) à tarde, foi levado para o hospital, que também funciona no complexo penitenciário, onde permanece internado para acompanhamento de um “mal súbito”.

Licença

Por causa da situação de saúde, Jefferson, que é presidente Nacional do PTB, pediu licença, por prazo indeterminado, do cargo que ocupa à frente do partido. Em nota, o PTB informa que Roberto Jefferson “seguirá internado até terça-feira (27), quando fará um novo exame de ultrassonografia”.

Prisão

Roberto Jefferson foi preso no dia 13 de agosto em sua residência, no município Comendador Levy Gasparian (RJ), após decisão de Alexandre de Moraes, sob a acusação de que ele estava usando vídeos em suas redes sociais para atacar poderes da República e o estado democrático de direito.. Depois de passar por todos os trâmites para entrada no sistema carcerário do Rio, Jefferson foi levado para o presídio Bangu 8, no Complexo Penitenciário de Gericinó.

No dia 4 de setembro, o ministro chegou a autorizar a transferência do ex-deputado do presídio para o Hospital Samaritano, na Barra da Tijuca. Ele manteve a prisão preventiva e determinou que Jefferson permanecesse apenas no hospital e fosse monitorado por tornozeleira eletrônica. No dia 14 de outubro, o ex-parlamentar recebeu alta e deixou a unidade hospitalar, escoltado pela PF e levado de volta para Gericinó, onde permanece preso.

Defesa

O advogado Luiz Gustavo Pereira da Cunha, que defende Jefferson, afirmou temer pela vida do ex-deputado, se não houver transferência para uma unidade hospitalar particular.

“A defesa recebe com indignação a decisão do ministro Alexandre de Moraes. Isto indica o grau de inimizade que ele tem com o meu cliente, configurando ainda mais a suspeição. Se o ministro Alexandre de Moraes quer um cadáver, ele terá um cadáver”, afirmou o advogado.

Edição: Aline Leal

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Política Nacional

Câmara aprova projeto que declara Tancredo Neves patrono da redemocratização brasileira

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Michel Jesus/Câmara dos Deputados
Discussão e votação de projetos. Dep.
Sessão do Plenário para análise de propostas

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (26) projeto que declara o ex-presidente Tancredo Neves patrono da redemocratização brasileira. O Projeto de Lei 5851/05 agora segue para o Senado Federal.

Ex-governador de Minas Gerais, Tancredo Neves sempre foi conhecido pelo seu perfil conciliador. A sue eleição para presidente da República, realizada por colégio eleitoral em 1985, marca o fim no regime militar instaurado no Brasil a partir do golpe de 1964. Tancredo não chegou a exercer o cargo porque faleceu em abril. O mandato foi exercido pelo vice, o ex-presidente José Sarney.

A proposta tem origem em uma sugestão enviada à Comissão de Legislação Participativa pela Associação Comunitária do Chonin de Cima (ACOCCI), sediada na cidade de Governador Valadares (MG).

A aprovação pelo Plenário da Câmara dos Deputados marca os vinte anos da Comissão de Legislação Participativa, responsável por analisar sugestões da sociedade civil e transformá-las em propostas em tramitação no Congresso.

O deputado Leonardo Monteiro (PT-MG)  parabenizou a iniciativa da ACOCCI, autora de diversas sugestões encaminhadas à Comissão de Legislação Participativa (CLP) e destacou o papel do colegiado na democracia participativa. “É uma comissão que abre as portas da Câmara dos Deputados para a sociedade”, disse. Sobre a homenagem, Monteiro destacou que Tancredo Neves teve papel fundamental na redemocratização.

Presidente da Comissão, Waldenor Pereira (PT-BA) disse que a aprovação da proposta marca a relevância da CLP na democracia participativa. Deputados da bancada de Minas Gerais destacaram a trajetória de Tancredo Neves. “É uma justa e merecida homenagem. Parabéns a Tancredo Neves e toda a sua família”, disse o deputado Lincon Portela.

Líder do PSDB, o deputado Rodrigo de Castro (PSDB-MG) disse que a proposta é simbólica para o País em tempos de crise democrática. “Esse projeto faz justiça a um grande brasileiro, um estadista que dedicou a sua vida a trazer de volta ao Brasil os ventos da Democracia”, afirmou.

Reportagem – Carol Siqueira
Edição – Geórgia Moraes

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