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Política Nacional

Lula e Janja se casam em SP, e convidados gritam ‘Olê, olá, Lula’

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Lula e Janja se casam em São Paulo
Divulgação/Lula

Lula e Janja se casam em São Paulo

O ex-presidente e pré-candidato do PT ao Planalto, Luiz Inácio Lula da Silva, e Rosângela Silva, a Janja, casaram-se nesta quarta-feira , por volta das 20h, numa casa de festas no Brooklin, Zona Sul de São Paulo. Dom Angélico Sândalo Bernardino celebrou a união do casal enquanto os convidados gritaram “Olê, olá, Lula, Lula”.

O ex-presidente chegou por volta das 18h30m. A lista de convidados foi restrita , e os primeiros a aparecer foram o pré-candidato a vice na chapa de Lula, Geraldo Alckmin, a ex-presidente Dilma Rousseff, o ex-senador Lindbergh Farias, o ex-governador do Maranhão Flávio Dino, o pré-candidato ao governo de São Paulo pelo PT, Fernando Haddad, e o pré-candidato do PSB ao governo do Rio, Marcelo Freixo.

Artistas também já chegaram à festa. Gilberto Gil e sua filha Bela Gil, que foi uma das apresentadoras do lançamento da pré-campanha do petista, Daniela Mercury, a cantora Teresa Cristina, Gil do Vigor e sua mãe e a cantora Duda Beat foram convidados. Antônio Pitanga e a ex-governadora do Rio Benedita da Silva também marcaram presença, assim como os governadores Rui Costa, da Bahia, Fátima Bezerra, do Rio Grande do Norte, e Paulo Câmara, de Pernambuco. Advogado de Lula nas ações penais da Lava-Jato, Cristiano Zanin Martins e o empresário José Seripieri Filho, o Júnior da Qualicorp, também foram ao casamento.

Segundo relatos, o casal chorou em diversos momentos. Lula se emocionou já no começo da cerimônia antes da entrada da noiva. Já na saída da cerimônia, o ex-BBB e influenciador elogiou o evento.

“Estava tudo lindo”, disse Gil do Vigor.

Duas patrulhas da Polícia Militar de São Paulo fazem a segurança na porta da casa de festas. Por volta das 18h30m, três pedestres gritaram “Lula ladrão”. Logo depois, um motorista gritou, de dentro de seu carro “Fora, Lula” e também “Fora, Bolsonaro”.

Por volta das 22h, um casal estacionou um Toyota Corolla preto em frente à casa de festas e começou a gritar e xingar Lula, o chamando de ladrão. Seguranças tentaram contê-los, orientando os dois a saírem de lá. O casal acusou os seguranças de terem usado spray de pimenta e depois dirigiram o carro para uma área ao lado da entrada, onde se juntaram com um homem que dizia ser morador da região e que também xingava Lula. Foram embora minutos depois. Logo após o episódio, o DJ da festa começou a tocar o jingle de 1989 da campanha de Lula à Presidência. Já por volta das 22h20m, quatro patrulhas da PM chegaram ao local para reforçar a segurança.

Nas redes, perfis ligados à pré-candidatura de Lula estão fazendo uma cobertura em tempo real da festa, em linha com as redes sociais oficiais do ex-presidente, que postaram ontem um vídeo editado com falas de Lula sobre a decisão de casar-se em ano eleitoral sob o argumento de que ele quer assumir tanto “responsabilidade” com a sua mulher quanto “com o Brasil”.

O escritor Fernando Morais, biógrafo de Lula, foi o primeiro a deixar o casamento. Segundo ele, Dom Angélico falou sobre guerra e fome durante a cerimônia, dizendo que a união de duas pessoas apaixonadas naquele momento era uma forma de enfrentar esses problemas. Lula e Janja apenas leram os votos. O escritor disse também que incluirá o casamento em um segundo volume da biografia do ex-presidente. Franklin Martins, que foi afastado da comunicação do PT, saiu logo depois de Morais.

Os noivos discursaram ao abrirem a pista. O tom não foi político. Lula disse que Janja o rejuvenesce e lembrou das 580 cartas que trocaram no período em que ele esteve preso. Ela disse que este é o dia mais feliz da vida dela.

Convidados

Segundo publicou a colunista Bela Megale, Lula e Janja estabeleceram como critério para os convidados ter relação de amizade com o casal. Inicialmente com 150 pessoas, a lista final ultrapassou as 200. Petistas históricos como o ex-ministro Zé Dirceu e nomes da cúpula da campanha de Lula, como o coordenador José Guimarães, ficaram de fora.

Uso de Celular

Ainda segundo Bela Megale, aparelhos celulares devem estar vetados, tanto do staff do evento quanto dos convidados. A recomendação do convite é que as pessoas fiquem “longe dos celulares” na festa. Haverá um espaço para que as pessoas deixem seus aparelhos antes de entrar no evento. Também não será permitido tirar fotos no local.

Organização

Os detalhes da festa foram organizados pela própria Janja. O casamento seguirá o tradicional rito dos noivos passarem o dia se arrumando em locais separados para se encontrarem no momento da festa.

Bebidas

Para os brindes da festa, o casal escolheu o espumante brasileiro Cave Geisse Brut, que custa em torno de R$130,00. No cardápio etílico também terá vinho branco Freixenet Sauvignon, com custo de R$ 60 a garrafa, vinho tinto Perro Callejero Blend de Malbec, em torno de R$ 80,00 a unidade, além de cerveja Heineken.

Custos da festa

Segundo a colunista Malu Gaspar, a assessoria de imprensa de Lula afirmou que o casal vai bancar o evento com recursos próprios, mas não informou o valor a ser gasto.  O jornalista Leo Dias chegou a publicar em sua coluna no site Metrópoles que o evento custaria mais de R$ 100 mil. A equipe do ex-presidente se limitou a dizer que  “não vai custar tudo isso”.

Votos de casamento

Lula não tem nenhum discurso escrito para a cerimônia de seu casamento — irá falar de improviso — enquanto Janja preparou seus votos, informou Bela Megale.

Lua de mel

O casal não fará viagem de lua de mel. Eles devem apenas tirar uns dias de descanso depois da festa em São Paulo, e na sequência Lula retoma sua agenda de pré-campanha.

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Política Nacional

STF determina remoção de vídeos onde Lula chama Bolsonaro de genocida

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Jair Bolsonaro e Lula
Foto: Alan Santos e Ricardo Stuckert

Jair Bolsonaro e Lula

O ministro Raul Araújo, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), atendeu a um pedido feito pelo PL, partido do presidente Jair Bolsonaro , e determinou a remoção de vídeos em que o ex-presidente e candidato Luiz Inácio Lula da Silva chama o presidente de “genocida”.

Na avaliação do ministro, “a palavra ou expressão “genocida” tem o sentido de qualificar pessoa que perpetra ou é responsável pelo extermínio ou destruição de grupo nacional, étnico, racial ou religioso”. Araújo lembra, na decisão, que “o genocídio é crime e está previsto na Lei no 2.889/1956, que foi recepcionada pela Constituição Federal de 1988”.

“Os participantes do processo eleitoral devem orientar suas condutas de forma a evitar discursos de ódio e discriminatório, bem como a propagação de mensagens falsas ou que possam caracterizar calúnia, injúria ou difamação”, disse Araújo.

Ao todo, a determinação para a remoção dos vídeos atinge sete vídeos que estão publicados no YouTube. A plataforma tem 24 horas para cumprir a ordem judicial.

Nos pedidos feitos ao TSE na última sexta-feira, o PL cita discursos de Lula em Brasília (em 12 de julho), Garanhuns-PE (20 de julho), Serra Talhada-PE (20 de julho), Recife (21 de julho), Fortaleza (30 de julho), Campina Grande-PB (2 de agosto) e Teresina (3 de agosto). Apenas em Fortaleza Lula não chamou Bolsonaro de genocida.

Para o ministro do TSE, “é plausível a tese” do partido de Bolsonaro “de que o trecho do discurso proferido pelo representado e pré-candidato Luiz Inácio Lula da Silva, durante evento no dia 20.7.2022, em Garanhuns/PE, primo ictu oculi, pode ter configurado o ilícito de propaganda eleitoral extemporânea negativa, por ofensa à honra e à imagem de outro pré- candidato ao cargo de presidente da República”.

De acordo com o PL, Lula “realizou verdadeiro discurso de ódio contra seu opositor, o que reforça a gravidade dos atos praticados e o reprovável desrespeito do pré-candidato petista ao cumprimento das normas eleitorais, em prejuízo daqueles que se portam conforme entendimento jurisprudencial sedimentado”.

“Não foram tecidas críticas políticas, naturais e idôneas, sobre posturas governamentais do mandatário maior do Brasil, típicas de um bom e saudável debate democrático! Bem longe disso! Fez-se imputação grosseira, rude e desinibida, individual e direta, de crime (!) de genocídio ao Presidente Jair Bolsonaro, responsabilizando-o, sem peias, por mortes em profusão”, diz trecho das representações.

Embora tenha determinado a remoção dos sete endereços onde as declarações de Lula sobre Bolsonaro aparecem, o ministro do TSE observa ser “viável a republicação dos vídeos” alvo da ação desde que “excluído o trecho em que se imputa o atributo de genocida”.

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Fonte: IG Política

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Izalci registra aprovação do projeto que altera limites da Floresta Nacional de Brasília

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O senador Izalci Lucas (PSDB-DF) registrou, em pronunciamento nesta quarta-feira (10), a aprovação do projeto de lei (PL 2.776/2020) que altera os limites da Floresta Nacional de Brasília (Flona). A proposição amplia e desafeta o perímetro de algumas áreas, além de excluir parcela da unidade de conservação para fins de regularização urbana.

O projeto exclui da Flona duas áreas para viabilizar a regularização fundiária dos assentamentos 26 de Setembro. O senador afirmou que não existe nenhuma nascente na área onde está localizado o assentamento. Izalci também explicou que o 26 de Setembro foi constituído há mais de 20 anos como colônia agrícola e ainda existem diversos problemas, como buracos e muita poeira.

O parlamentar defendeu que “políticas públicas existem para as pessoas que estão sofrendo” e que é preciso que os governantes se coloquem no lugar do outro, “já que existem muitas pessoas que passam necessidade”. Izalci disse ficar indignado quando “decisões são tomadas sem conhecimento do mundo real”. A afirmação foi dada em resposta a crítica feita em plenário pelo senador Cid Gomes (PDT-CE), que considerou a aprovação do projeto “uma solução simplista,  politicamente incorreta”, cuja motivação levanta suspeitas pela “eleição que se avizinha”

—  Lamentavelmente no Brasil você não tem política pública de Estado, o que a gente tem é política de governo, e cada governo que entra acaba com tudo e começa com tudo novamente. Eu diria que aqui no DF inclusive não é nem política de governo, porque nós estamos no quinto secretário de educação, no sétimo da saúde, no sexto de desenvolvimento econômico, no terceiro da agricultura; então, você não tem política pública — afirmou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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