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Política Nacional

“Lula e Dilma são mais inteligentes que eu. Valeu, Datafolha”, ironiza Bolsonaro

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Após a repercussão da pesquisa Datafolha, publicada neste domingo (7), que indica que Jair Bolsonaro tem a  pior avaliação entre os presidentes
de primeiro mandato nos três primeiros meses, o atual presidente da República compartilhou em seu Twitter um recorte do levantamento que aponta a imagem que a população tem dele.


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Alan Santos/PR

Presidente Jair Bolsonaro ri do resultado da pesquisa Datafolha em seu Twitter e ironiza instituto: “Valeu”

Na publicação, um gráfico mostra um paralelo entre os resultados da mesma pesquisa feita nas épocas de Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva. Na comparação, 39% dos entrevistados classifica Bolsonaro
como “pouco inteligente”, enquanto Dilma e Lula apresentam números menores neste quesito: 9% e 24%, respectivamente.

Como legenda da imagem postada na rede social, Bolsonaro publicou uma risada, desdenhando do levantamento.


Quando Dilma foi presidente, 85% dos entrevistados a consideravam “muito inteligente”. No período de Lula
no poder, 69% tinham essa visão do petista. Agora, Bolsonaro é visto dessa maneira por 58% da população.

Com quase 10 mil comentários, apoiadores e críticos do presidente aproveitaram o tweet para dar suas opiniões. Entre eles, Guilherme Boulos (PSOL), que disputou a candidatura à Presidência com Bolsonaro no ano passado, também comentou.

Ainda de acordo com o instituto, para 30% dos brasileiros, o atual governo é ruim ou péssimo. As expectativas, entretanto, seguem positivas para o Planalto, já que 59% acreditam que ele fará uma gestão ótima ou boa.

Questionado pela reportagem do jornal Folha de S. Paulo
sobre como ele lida com o resultado da pesquisa, o presidente ironizou. “ Datafolha
Não vou perder tempo para comentar
pesquisa do Datafolha, que diz que eu ia perder para todo mundo no segundo turno”, respondeu na saída do Palácio da Alvorada.

“Tem um item lá de que Lula e Dilma são mais inteligentes do que eu. Valeu, Datafolha”, concluiu.

Para realizar o levantamento, foram ouvidas 2.086 pessoas com mais de 16 anos em 130 municípios entre os dias 2 e 3 de abril. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos.

Popularidade de Bolsonaro cai


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Marcos Corrêa/PR

Jair Bolsonaro teve queda em sua avaliação, indica Datafolha

Os números de Bolsonaro são os piores desde a redemocratização, em 1985. No mesmo período, Fernando Collor era rejeitado por 19% da população; FHC por 16%; Lula por 10%; e Dilma por 7%. Presidentes que eram vice antes de assumirem não são contabilizados, casos de José Sarney, Itamar Franco e Michel Temer.

O índice de rejeição ao governo Jair Bolsonaro é semelhante ao de aprovação. 32% dos brasileiros acreditam que a gestão é ótima ou boa e outros 33% avaliam o começo do presidente como regular. 4% não souberam ou não quiseram opinar.

Ainda que 59% da população brasileira acredite que Bolsonaro deixe o governo com uma ótima ou boa gestão, a Datafolha mostrou uma queda na expectativa. Antes de iniciar o mandato, 65% tinham a mesma percepção e apenas 12% diziam esperar uma administração ruim ou péssima.

O Datafolha mostra que os principais motivos de queda na expectativa com Bolsonaro está na dificuldade de aprovação da reforma da Previdência e alguns episódios de desgaste político. Além disso, o IBGE divulgou que o desemprego subiu 12,4% no último trimestre, ainda que o presidente tenha contestado a metodologia do instituto.

Leia também: Com 59% de aprovação, Sergio Moro é o ministro mais bem avaliado do governo

A pesquisa também perguntou se os brasileiros estão satisfeitos com o que foi feito pelo governo nos três primeiros meses. Para 61%, Bolsonaro
fez menos do que se esperava. 22% acreditam que foi feito o esperado e 13% acham que o presidente foi além da expectativa.

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Política Nacional

Proposta prioriza mulher para receber auxilio emergencial em família monoparental

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O Projeto de Lei 2508/20 prioriza a mulher como provedora para receber o auxílio emergencial de R$ 1.200 destinado a família monoparental. O recurso irá para o pai quando for comprovada a guarda unilateral pelo homem.

A prioridade será dada pela autodeclaração na plataforma digital de conceder o auxílio emergencial, em caso de o mesmo dependente ser indicado.

Maryanna Oliveira/Câmara dos Deputados
Ordem do dia para votação de propostas legislativas. Dep. Fernanda Melchionna (PSOL - RS)
Melchiona: “muitos homens têm tentado incluir os filhos no CadÚnico sem serem os responsáveis pela criação

A proposta, subscrita por todos os deputados da bancada do Psol, tramita na Câmara dos Deputados O texto inclui a regra na Lei 13.982/20, que determinou o pagamento do auxílio emergencial por três meses.

Segundo a líder do partido, deputada Fernanda Melchionna (Psol-RS), muitos homens têm tentando incluir os filhos no seu cadastro do Cadastro Único (CadÚnico) para programas sociais do governo federal, mesmo sem ter a guarda ou serem os responsáveis pela criação. ‘Torna-se necessário que a informação prestada pela mulher provedora, regra quando tratamos de famílias monoparentais no Brasil, deve ser priorizada para fins de concessão do benefício”, disse.

Melchionna afirmou que não há óbice para homens receberem o benefício, desde que sejam realmente os provedores de famílias monoparentais.

Dados do IBGE, citados pela deputada, indicam que mais de 80% das crianças no Brasil têm como primeiro responsável uma mulher e 5,5 milhões de crianças não têm o nome do pai sequer no registro de nascimento.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Ana Chalub

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Política Nacional

Deputado critica vetos à lei de transferência de terras da União para Roraima e Amapá

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Maryanna Oliveira/Câmara dos Deputados
Reunião Técnica por videoconferência - Testes de diagnóstico. Dep. Hiran Gonçalves (PP - RR)
Hiran Gonçalves: “Há vetos importantes que, ao meu ver, descaracterizam essa lei”

Vice-líder do maior bloco partidário da Câmara, o deputado Hiran Gonçalves (PP-RR) afirmou que a bancada de Roraima pretende analisar estratégias para derrubar parte dos vetos que o presidente Jair Bolsonaro fez na nova lei sobre transferência de terras da União para Roraima e Amapá (Lei 14.004/20).

O deputado é coautor da proposta (PL 1304/20) que deu origem à nova lei e foi aprovada pela Câmara no fim de abril. De forma geral, o texto determina que as terras transferidas sejam preferencialmente utilizadas em atividades agropecuárias, de desenvolvimento sustentável e de projetos de colonização e regularização fundiária.

Bolsonaro sancionou a nova lei na última quarta-feira (27) com quatro vetos que foram alvo de críticas. “Há vetos importantes que, ao meu ver, descaracterizam essa lei e ferem os nossos interesses, principalmente o artigo 4°, que dava prazo de um ano para que a autoridade fundiária dos estados regulamentasse as terras e, se não conseguisse regularizar, os títulos seriam dados automaticamente”, disse Hiran Gonçalves.

Os outros vetos tratam de autorização de terras da União ainda não georreferenciadas e de dispensa de autorização do Conselho de Defesa Nacional para transferência de terras localizadas em faixas de fronteira. Entre as razões dos vetos, o governo incluiu inconstitucionalidade e desrespeito à Lei de Responsabilidade Fiscal e à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) deste ano.

Ainda não há data prevista para a sessão do Congresso Nacional que vai analisar os vetos.

Reportagem – José Carlos Oliveira
Edição – Pierre Triboli

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