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Economia

Lucro líquido da Caixa cai 44,6% sem venda de ativos, diz Fenae

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Lucro líquido da Caixa cai 44,6% sem venda de ativos, diz Fenae
Marcelo Camargo/Agência Brasil – 13.09.2019

Lucro líquido da Caixa cai 44,6% sem venda de ativos, diz Fenae

No 1º trimestre deste ano, o lucro líquido da Caixa foi de R$ 2,5 bilhões, o que representa uma redução de 44,6% em relação ao mesmo período de 2021. Nos últimos três anos (2019, 2020 e 2021), a Caixa obteve lucros recordes, alardeados pelo presidente do banco, Pedro Guimarães, devido à venda de ativos.

“A Fenae e demais entidades representativas dos empregados vêm alertando que a venda de ativos enfraquece o equilíbrio financeiro da Caixa e ameaça seu papel social. E o que são esses ativos? Patrimônio do povo brasileiro que está sendo repassado à iniciativa privada, que não tem compromisso com o desenvolvimento econômico e social do país como tem um banco público, responsável por políticas públicas de habitação, educação e apoio às pequenas e médias empresas, dentre outras”, destaca o presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), Sergio Takemoto.

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Desde 2019, a gestão da Caixa vem se desfazendo de ativos importantes para o banco como notas do tesouro nacional, títulos de ações (principalmente da Petrobrás), ações da Caixa Seguridade (IPO) e Banco Pan.

Para a representante dos empregados no Conselho de Administração da Caixa, Rita Serrano, a geração de resultados derivada de venda de ativos não é uma estratégia sustentável. “Na verdade, pode comprometer o futuro da instituição ao diminuir a geração de receitas futuras e prejudicar sua autonomia como agente de políticas públicas”, afirma a conselheira eleita.

Os resultados divulgados nesta quinta-feira (12) reforçam a importância social da Caixa. O banco efetuou o pagamento de 116 milhões de parcelas de programas sociais, benefícios ao trabalho e do INSS em todo o Brasil, totalizando R$ 83,5 bilhões em benefícios pagos.

“Isso só foi possível graças ao empenho e a dedicação dos trabalhadores, que mesmo com os riscos de contaminação pela Covid-19 atenderam metade da população brasileira. Mas, esse esforço não tem sido reconhecido pela direção da empresa, que impõe a cobrança de metas absurdas e sobrecarga de trabalho, adoecendo os empregados, como já apontou pesquisa realizada pela Fenae”, ressalta Sergio Takemoto.

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Economia

Petrobras: Senador quer que STF investigue interferência de Bolsonaro

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Bolsonaro é acusado de interferir na Petrobras
Isac Nóbrega/PR

Bolsonaro é acusado de interferir na Petrobras

O líder da oposição no Senado, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), apresentou um pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) para investigar o presidente Jair Bolsonaro (PL) por suposta interferência na Petrobras. A ação é motivada após o ex-presidente da companhia Roberto Castello Branco afirmar, em um grupo privado, que seu antigo telefone tinha provas que poderiam incriminar o mandatário.

Em um grupo privado de mensagens com economistas, Castello Branco diz que antigo seu celular corporativo tinha mensagens e áudios que provavam que Bolsonaro tinha interferido na Petrobras. O caso foi antecipado pelo site “Metrópoles”.

O aparelho foi devolvido à companhia após Castello Branco ter deixado a presidência da Petrobras, no início do ano passado. Na conversa, o ex-presidente não detalha quais seriam os crimes que Bolsonaro teria cometido.

No pedido ao STF, Randolfe pede, além da abertura do inquérito contra Bolsonaro, por parte da Procuradoria-Geral da República (PGR), que Castello Branco preste depoimento sobre o caso e que o celular citado seja apreendido para ser periciado. O senador pede também que as mensagens que eventualmente forem encontradas sejam divulgadas.

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“Solicitamos a Vossa Excelência que se oficie ao Procurador-Geral da República para analisar a abertura de inquérito investigativo em face do Presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, para que esclareçam os fatos e os eventuais crimes cometidos por ele contra o erário público, com a tomada urgente de depoimento do Sr. Roberto Castello Branco, ex-presidente da Petrobras, e de Rubem Novaes, ex-presidente do Banco do Brasil, bem como a tomada das medidas acautelatórias indispensáveis ao esclarecimentos dos fatos, tais como a busca e apreensão do telefone celular indicado, a sua perícia e a imediata publicidade sobre os conteúdos que digam respeito ao caso, que contempla manifesto interesse público subjacente”, disse no documento.

Randolfe pede ainda que a apreensão do celular seja feita o mais rápido possível a fim de evitar que o conteúdo das mensagens sejam apagados.

“Tal medida acautelatória é, por pressuposto, urgente, na medida em que há real risco de iminente apagamento de todos os dados que porventura impliquem o Presidente da República em atos criminosos.”

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Economia

Paes de Andrade é nomeado conselheiro e eleito presidente da Petrobras

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O Conselho de Administração da Petrobras aprovou hoje (27) a nomeação de Caio Mário Paes de Andrade como novo conselheiro, elegendo-o em seguida para a presidência da estatal. Ele assumirá a função após o ato de posse, cuja data ainda não está definida. Seu mandato irá até 13 de abril de 2023. É a quarta troca de comando na estatal durante o mandato presidencial de Jair Bolsonaro.

Formado em comunicação social pela Universidade Paulista, Paes de Andrade aprofundou seus estudos nos Estados Unidos: possui pós-graduação em administração e gestão pela Universidade de Harvard e mestrado em administração de empresas pela Duke University. Segundo currículo divulgado pela Petrobras, ele acumula experiências como empreendedor em tecnologia de informação, mercado imobiliário e agronegócio.

Paes de Andrade foi indicado por Jair Bolsonaro para substituir José Mauro Ferreira Coelho. O presidente da República vinha manifestando publicamente  sua insatisfação com os reajustes dos combustíveis.

Desde 2016, a Petrobras adota a chamada Política de Preços de Paridade de Importação (PPI), que vincula o preço do petróleo ao mercado internacional tendo como referência o preço do barril tipo brent, que é calculado em dólar. Essa diretriz foi defendida por todos os presidentes da estatal indicados nos últimos seis anos, durante os mandatos de Michel Temer e de Jair Bolsonaro.

A nova troca de comando na Petrobras foi anunciada em 23 de maio pelo Ministério de Minas e Energia. A pasta informou que o governo federal, como acionista controlador da Petrobras, tinha decidido pela indicação de Paes de Andrade. José Mauro Ferreira Coelho pediu demissão no dia 20, pouco mais de dois meses após assumir o posto. Ele havia sido empossado em 14 de abril. Desde a sua renúncia, a presidência vinha sendo exercida de forma interina por Fernando Assumpção Borges.

O nome de Paes de Andrade havia sido considerado apto na semana passada pelo Comitê de Elegibilidade da Petrobras (Celeg), instância responsável por analisar informações e requisitos dos indicados pelo governo para exercer cargos na estatal. Avaliou-se que o indicado do governo federal preenche os requisitos previstos na legislação das estatais.

Diferentes funções

Paes de Andrade já ocupou diferentes funções no governo e não será a primeira vez que ele preside uma estatal. Entre 2019 e 2020, ele esteve à frente do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), referência do setor de tecnologia de informação e responsável por gerenciar sistemas da administração pública federal.

Desde 2020, Paes de Andrade ocupava o posto de secretário especial de desburocratização, gestão e governo digital no Ministério da Economia. Ele coordenou a elaboração da Reforma Administrativa e o desenvolvimento da Plataforma GOV.BR, ferramenta criada para conduzir a digitalização do atendimento de diferentes serviços públicos.

Edição: Fábio Massalli

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