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Opinião

LUCIANO VACARI – Quem vai liderar a comunicação global da carne?

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Diversos fóruns nacionais e internacionais relacionados à cadeia da carne brasileira têm discutido a comunicação do setor. Esses eventos, com a participação de pessoas de governo, iniciativa privada e também de universidades têm, de maneira geral, demonstrado que quando realizada de maneira sustentável, a produção de proteína animal é parte da solução para o desenvolvimento regional e cumprimento de vários dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Em algumas regiões do mundo é fato que haverá uma redução do consumo da carne per capta, especialmente em áreas já mais desenvolvidas economicamente, onde cresce o número de vegetarianos e principalmente, flexitarianos.

Flexitarianos são aquelas pessoas que aderem aos movimentos como “segunda sem carne” ou mesmo buscam reduzir a quantidade consumida. Também deve crescer o número de pessoas que reduz o consumo total de carne vermelha, mas aumenta o consumo de cortes com maior valor agregado e qualidade.

Em outras regiões do mundo, especialmente a Ásia e a África a tendência é de aumento do consumo per capita e total, já que sua população cresce consideravelmente. Além do aumento per capta, também há classes sociais que devem aumentar o consumo de maior valor agregado.

A China hoje tem uma população de 1,3 bilhão de pessoas, quase 20% do total mundial. O consumo médio per capita é de apenas 5 kg. Supondo que, na média, suba para 5,1 kg, haverá uma demanda mundial de 130 mil toneladas de carne. Se apenas o Brasil atendesse isso, haveria um acréscimo de 6,5% da exportação – supondo que a demanda doméstica do Brasil fique estável.

Entre aumento do consumo e crescimento de grupos que não comem carne, cabe uma reflexão: por quê o setor tem sofrido tantos ataques? Existem inúmeros fatores, mas precisamos falar das soluções. O setor precisa se unir. Toda a cadeia produtiva, produtores, indústrias e associações.

O Secretariado Internacional da Carne (IMS) tem realizado inúmeras reuniões do seu workshop de marketing. Quando visto o relato dos encontros, fica evidente: não é apenas no Brasil onde a cadeia da carne sofre com as informações com poucas bases científicas. Em todos os países, a produção de carne tem se defendido. A conclusão do fórum global é que o setor é reativo, e não pró-ativo.

Já se perguntaram os motivos que alguém se torna vegetariano? Existem diversos artigos científicos que falam sobre isso. A maior parte deles aponta alguns motivos: religião, relação com a mudança climática, perda de biodiversidade.

Cada um desses temas poderia ser foco das instituições envolvidas com a cadeia. Chamar cientistas e elaborar materiais não para os convertidos. Afinal, hoje a maior parte da cadeia prega para convertidos. Falamos entre nós e para nós mesmos. Quando vamos falar para o público da cidade?

A comunicação precisa ser com o consumidor. Mostrar o que fazemos, como fazemos e para quem fazemos.

Luciano Vacari é gestor de agronegócios.

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Opinião

DR. GIMENEZ – Câncer de mama afeta mulheres jovens

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Mais de 60 mil brasileiras são diagnosticadas com câncer de mama anualmente. Embora exista uma maior propensão de a doença se desenvolver em mulheres com mais de 50 anos, está se tornando cada vez mais comum as mulheres mais jovens, com menos de 35 anos, serem afetadas.

Como parlamentar e médico, avalio que este é um sinal de alerta para as mulheres, que precisam estar atentas e fazer os exames preventivos regularmente. Também é motivo para o Sistema Único de Saúde (SUS) se reorganizar para atender esta demanda crescente de pacientes.

Não adianta falar sobre ações preventivas durante a campanha do Outubro Rosa, ou seja, uma vez ao ano, quando sabemos sobre a importância do acesso a exames de forma rápida e humanizada no cotidiano. Em se tratando de câncer de mama, o diagnóstico precoce é decisivo para curar e salvar vidas.

Embora o rastreamento seja oferecido a mulheres com 40 anos ou mais para a detecção precoce do câncer de mama, não é feito para mulheres com menos de 40 anos, a menos que sejam sabidamente de alto risco. Enquanto isso, o perfil de pacientes vem mudando.

Se historicamente a incidência da doença era menos de 2% na faixa etária abaixo de 35 anos, atualmente, pesquisas já apontam para um percentual superior a 4% dos casos. Este fenômeno está sendo observado não apenas no Brasil, mas também em vários outros países em fase de desenvolvimento.

Entre os aspectos associados aos fatores de risco, que têm relação com estilo de vida, estão: menor número de filhos, gestação tardia, alimentação inadequada, associada à correria do dia a dia, sedentarismo, tudo isso pode estar influenciando essa mudança de aparecimento de tumores de mama em mulheres mais jovens.

O câncer de mama é o mais incidente em mulheres no mundo, com aproximadamente 2,3 milhões de casos novos estimados em 2020, o que representa 24,5% dos casos novos por câncer em mulheres.

Sabe-se que é uma doença muito variada, com alguns subtipos e perfis, com agressividade diversa e requerendo tratamento individualizado. É comum ouvirmos pessoas dizerem que os tumores em mulheres mais jovens são sempre mais agressivos, porém, isso não é uma verdade absoluta.

Ainda que mais raros, existem tumores de crescimento lento em pacientes jovens e casos agressivos ocorrendo em mulheres mais velhas. O que acontece é que a frequência de tumores mais agressivos é maior entre as mulheres mais jovens.

Por estarem fora do grupo de rastreamento (exame periódico com objetivo de detectar os tumores precocemente) e pela maior recorrência de tumores mais agressivos, o diagnóstico é, em média, feito em um estágio mais avançado quando comparado às mulheres que têm um diagnóstico mais tardio.

Existem algumas outras particularidades a serem consideradas ao se diagnosticar câncer de mama em uma paciente jovem: maior risco de lesões mamárias difusas e de que a paciente seja portadora de mutação genética que predispõe ao câncer. Tratamentos cirúrgicos mais extensos ou tratamentos mais agressivos em geral não são indicados nessa faixa etária.

É fundamental que pacientes mais jovens sejam aconselhadas sobre as formas de preservar a fertilidade para retomar o planejamento da maternidade após o término do tratamento do câncer. De qualquer forma, precisa haver uma pauta na individualização no diagnóstico e tratamento, caso a caso.

Precisamos ter o cuidado em usar os eficientes recursos disponíveis para tratar o tumor, sem que o tratamento seja mais prejudicial que a própria doença. Por esta e outras razões, sou um defensor do SUS e da interiorização da medicina, para que todas tenham acesso.

Dr. Gimenez, deputado estadual e médico, [email protected]

 

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Opinião

ANA RICARTE – A advocacia mato-grossense tem uma oportunidade histórica com Gisela Cardoso na OAB-MT

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Quando noticiaram que a doutora Gisela Cardoso aceitou se colocar à disposição da advocacia mato-grossense para liderar a Ordem do Advogados de Mato Grosso – Seccional Mato Grosso (OAB-MT) como presidente, algo me chamou a atenção de forma muito positiva e logo pensei: “será que chegou a hora da OAB-MT ter uma presidente com a fortaleza desta mulher?”.

Pois é, colegas, a resposta é sim. Tudo tem sua hora e Agora é Ela. Acredito que chegou a hora de termos uma colega advogada na liderança da Ordem dos Advogados do Brasil –Seccional Mato Grosso depois de 28 anos.

Conheço a doutora Gisela desde quando ela começou a advogar e posso informar e afirmar que a história de vida de Gisela Cardoso é digna de ser contada, pois ela chegou em Cuiabá quase menina para estudar e  trabalhar para pagar os próprios  estudos.

Pude observar a doutora Gisela se tornar uma líder, uma profissional competente, séria, ética, pois como advogada se dedicou a advocacia trabalhista, ao magistério e depois começou a servir à classe na OAB-MT.

Ao contrário de alguns comentários misóginos que ouço, e que muito me entristecem, a colega Gisela não foi forjada por alguém: ela é líder, ela é Gisela Cardoso! Ao invés de desqualificar a intenção legítima desta colega advogada, seria melhor que opositores focassem nas propostas e metas.

Eu falo isso porque não é fácil a jornada para uma eleição da Ordem, principalmente para uma mulher, e quanto a isso não existem dúvidas, pois quem já se candidatou entende o que falo.

Acontece que a pré-candidatura da doutora Gisela Cardoso contraria a cultura eleitoral na OAB-MT, pois é mulher, não vem de família tradicional no Direito, não tem escritório com uma banca grande, não tem ligação política partidária, não é bajuladora e muito menos demagógica. Portanto, uma candidata atípica. Tenho certeza que muitos e muitas colegas se espelham nela.

A colega Gisela é uma de nós, ela nos representa, ela me representa porque sua história se confunde com a minha e de tantos advogados e advogadas que conhecemos.

É importante dizer que estar a serviço da sociedade e a serviço da advocacia não é uma tarefa fácil para nós mulheres, uma vez que as renúncias são maiores e as cobranças também.

Quem discursa ou comenta que a doutora Gisela será presidente de fachada com certeza não a conhece e comete uma indelicadeza sem precedentes, porque antes de ser candidata ela é nossa colega. Não se esqueçam disso, ela tem personalidade própria, propósito e é única. Assim, não cabem comparações.

Temos uma oportunidade histórica nestas eleições: a OAB-MT pode ser liderada por uma profissional competente e mulher. Não devemos abrir mão desta oportunidade, principalmente por conta de discursos infundados.

A pré-candidata Gisela Cardoso apresenta as habilidades necessárias ao cargo, além do conhecimento específico do sistema OAB e conhece quais as dificuldades a serem enfrentadas no pós-pandemia.

Além da pré-candidatura de Gisela Cardoso, o movimento que ela lidera está florescendo e fortalecendo em todo Estado, com inúmeras pré-candidaturas de colegas advogadas em subseções relevantes em nosso Estado e um enorme apoio de advogadas e advogados.

Por isso, colegas, a doutora Gisela Cardoso tem o meu apoio e respeito. A oportunidade é agora.  Agora é Gisela! Vamos crescer este lindo Movimento “Advocacia Unida, Avanço Presente”.

Ana Lúcia Ricarte é advogada há 27 anos e diretora da Associação Brasileira de Advogados em Mato Grosso (ABA-MT)

 

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