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Opinião

LOUDER MENDES – O direito de ser esquecido

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Imagine, por exemplo, que você está passando por um processo seletivo em uma empresa e o coordenador de RH resolve procurar seu nome no Google, atualmente a principal ferramenta de busca online que existe. E nessa pesquisa, ele encontra os dados de um processo trabalhista aberto por você, contra a última empresa na qual trabalhou. Certamente, isso pode comprometer a opinião do avaliador, não é mesmo?

Quem já passou por situações semelhantes a essa em que se sente exposto no campo aberto do mundo da internet, já deve ter parado para pensar se seria possível retirar suas informações pessoais do Google. E pelo visto, esse ruído se tornou um grito bem sonoro, uma vez que a empresa anunciou recentemente uma plataforma que possibilita que o usuário solicite que seus dados pessoais sejam apagados dos registros.

Essa decisão atende a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) e ao direito ao anonimato de cada cidadão. Para muitas empresas pode até ser altamente vantajoso poder ser encontrado, por meio da internet. Afinal, é dessa forma que elas podem conseguir novos clientes, aumentar sua popularidade e autoridade no mercado. No entanto, muitas vezes isso é desfavorável aos cidadãos comuns.

Nem sempre é possível controlar o que é encontrado na rede, quando uma terceira pessoa busca seu nome ou mesmo o nome da sua empresa. Além de e-mail, endereço, site e mesmo artigos publicados, qualquer um pode ter acesso a processos judiciais vinculados ao nome. Em um campo ainda mais sensível, pode-se ter acesso ainda a notícias, boatos e calúnias públicas a seu respeito.

Tudo isso pode ocasionar em situações constrangedoras e desconfortáveis. O fato é que, embora a privacidade da internet tenha sido um dos assuntos mais debatidos ultimamente, muitas dúvidas ainda pairam no ar sobre como gerenciar ou remover essas informações pessoais do mundo digital. Mas, voltando ao começo. Por que é que essas minhas informações ficam disponíveis na internet mesmo, afinal?

A maioria do conteúdo encontrado quando pesquisamos nosso nome é derivado dos dados que publicamos nas nossas redes sociais e outras plataformas, além de instituições nas quais fizemos algum tipo de cadastro. Mas, uma vez que os resultados gerados da busca por nosso nome causem qualquer tipo de prejuízo, entra em cena o aspecto jurídico que trata do “Direito ao Esquecimento”.

Esse aspecto ainda é pouco conhecido pelo público comum, mas trata-se de uma garantia constitucional que todo cidadão tem. Com essa ferramenta, fatos que causem transtorno, ainda que verídicos, podem não ser expostos e divulgados. Em linhas gerais, o acontecimento pode ser “esquecido” pelo público, veículos, imprensa, sendo vedada a sua publicação em qualquer meio, seja ele digital ou não.

E quem quiser se valer dessa prerrogativa, com a facilidade oferecida agora pelo Google, pode deletar essas informações e fatos mais facilmente. Basta acessar o recurso disponibilizado pela empresa, que dados pessoais como telefone, CPF, informações bancárias e casos onde foram divulgadas imagens íntimas e pornográficas, podem ser esquecidos. Contudo, a exclusão depende da avaliação da empresa, não é automática.

Louder Mendes é analista de Sistemas, especialista em Segurança da Informação e diretor executivo da On Line Engenharia de Sistem

 

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Opinião

LICIO MALHEIROS – Redes sociais

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No mundo moderno globalizado, as redes sociais exercem papel singular na vida das pessoas; independentemente de: cor, credo, razão social e por aí vai.

Com a pandemia de Covid-19, o consumo de informações nos mais variados formatos dentro das mídias sociais aumentou significativamente.

Na atualidade as redes sociais estão sendo usadas de forma intensa, tanto é verdade que os brasileiros passam em média, 3 horas e 47 minutos por dia, conectados às redes sociais.

Não é por acaso que o Brasil ocupa o 3º lugar no mundo na utilização das mais usa redes sociais; são mais de 150 milhões de usuários de redes sociais, levando em consideração o total de habitantes, a taxa de utilização desse serviço é de 70,3%, um dos maiores dentre todos os países.

Usando essa linha de raciocínio; sou também usuário contumaz das redes sociais.

Por conseguinte, acompanho pari passu às redes sociais do atuante deputado estadual Elizeu Nascimento (PL). Dentro do Parlamento Estadual o mesmo,  vem sobressaído entre os demais, através do direcionamento de emendas parlamentares, para o Estado.

Tanto é verdade, para seus irmãos de farda, assim  como, para população organizada foram enviados  através de emendas parlamentares destinadas ao social; visando minimizar as deficiências, físicas e estruturais dos municípios principalmente aqueles mais longínquos.

O atuante deputado estadual Elizeu Nascimento (PL), vem se destacando ao longo de seu mandato, como o parlamentar que mais destinou emendas parlamentares para Segurança Pública de Mato Grosso.

De 2019 a 2021,  já havia sido destinado por ele, através de emenda parlamentar mais de R$ 4 milhões para Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp).

O direcionamento desse importantíssimo recurso foi empenhado na Polícia Militar, para aquisição de armamentos, equipamentos eletrônicos tecnológicos, equipamentos operacionais para Rotam, aquisição de fardamentos, EPIs e uniformes, para estruturar a prestação de serviços aos cidadãos.

Além da implantação do sistema CFTV no 3º Batalhão, materiais de consumo e também câmara de conservação.

Professor Licio Antonio Malheiros é geógrafo   

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Opinião

MARIA AUGUSTA RIBEIRO – Entenda o que é Dependência tecnológica

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Num mundo globalizado e rodeado pela tecnologia, viver sem ela parece impossível. E os riscos do uso diário da tecnologia esta nos transformando em dependentes da tecnologia. #dependenciatecnologica.

Pense na coisa que mais gosta de fazer. Agora imagine você praticando ela todos os dias 24 horas por dia e 7 vezes por semana.  Pode ser fazer sexo, comer chocolate ou tomar sol, uma hora o corpo vai fadigar e voce vai precisar parar certo?

Com a tecnologia é o mesmo. Nossa mente, nosso corpo e nossas relações estão sendo afetadas simplesmente porque  estamos usando de forma ERRADA e em EXCESSO.

Você ouviu bem, estamos todos dependentes da tecnologia uns em grau mais baixo e outros em níveis severos

Todos os dias vemos novas tecnologias surgindo, mas a maioria das pessoas acabam extrapolando o tempo de uso e essa nova dependência, acaba sendo comparada até com vício a drogas e álcool.

Muita gente não consegue mais ficar sem um dispositivo na mão, não consegue comer ou dormir direito sempre atado a tecnologia afetando suas rotinas negativamente.

Será que não é hora de entender melhor o que é dependência tecnológica e moderar sua utilização?

Mas o que é Dependência Tecnológica?

Do ponto de vista clinico, dependência tecnológica é quando o individuo não consegue controlar o próprio uso que faz, seja ele, das telas, da internet, de jogos ou das redes sociais, ocasionando prejuízo e sofrimento intenso a diversas áreas da vida.

As comorbidades mais comuns apresentadas pelas pessoas são: Diminuição de rendimento profissional ou escolar, isolamento social e conflitos familiares.

De acordo com a neuropsicológica da navegação online, atividades continuas tecnológicas comprometem progressivamente a capacidade de concentração do cérebro e isso prejudica o pensar de forma mais reflexiva, com mais foco e atenção.

E um individuo que não consegue se concentrar e nem descansar direito vai ter depressão, ansiedade, obesidade, Transtorno de déficit de atenção, fobia social e por aí vai.

De acordo com Andrea Jotta, pesquisadora do laboratório de psicologia em tecnologia, informação e comunicação da PUC-SP “ Desde a entrada da internet discada no Brasil estamos acompanhando a evolução do uso da tecnologia pelas pessoas. E o que esperávamos ver daqui 5 ou 10 anos aconteceu do dia para a noite”

E como identificar que alguém tem dependência de tecnologia?

Isso somente pode acontecer com diagnostico de um profissional na área da saúde.  Nos pobres mortais não vamos diagnosticar ninguém ok!

Por mais na cara que esteja, que alguém que conheça tenha dependência em tecnologia, o melhor que pode fazer é buscar ajudar ou indicar que alguém busque ajuda. E não resolver o problema sozinho.

A situação se torna preocupante quando o mundo digital se sobrepõe as atividades do cotidiano e experiências da vida digital, são mais ativas que as da vida física.

Como prevenir a dependência digital?

Tenha senso critico! Sempre questione se uma tecnologia é para você.

Fique atento ao seu corpo: Problemas com o sono, dor na coluna, problemas de visão ou psicológicos podem indicar a hora de procurar ajuda.

Trabalhe para dosar o uso das tecnologias no cotidiano, e fique atento se não está prejudicando o trabalho ou estudos.

Pratique atividades ao ar-livre e em contato com a natureza.

Prefira o contato social físico ao virtual.

Faça exercícios físicos e

Não se deixe abalar por publicações na internet.

É a primeira vez na humanidade que temos 5 gerações vivendo no mesmo tempo e espaço e isso faz com que a adoção da tecnologia seja uma premissa para existir. Mas seria legal a gente aprender mais com as experiências físicas de tanta gente ao nosso redor do que ficarmos do outro lado da tela só olhando não acham?

Maria Augusta Ribeiro é especialista em Netnografia e Comportamento Digital

 

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