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Opinião

LORRAYNE E LUIZ – Cigarros Eletrônicos: de “descolado” e “inofensivo” eles não têm nada

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Recentemente os cantores Zé Neto e Solange Almeida expuseram para a mídia problemas de saúde causados pelo uso de cigarros eletrônicos. Ambos tiveram de buscar tratamento médico para falta de ar e relataram dificuldade de cantar. Em entrevista a artista Solange Almeida contou que após abandonar o vício pelo cigarro convencional há 15 anos, foi apresentada ao cigarro eletrônico e por acreditar que ele não possuía nicotina, só foi se dar conta do novo vício quando as consequências começaram a surgir.

O curioso é que os cigarros eletrônicos surgiram justamente como uma alternativa para auxiliar no controle do cigarro tradicional, apesar de não existir comprovação relacionada a essa eficácia. Com sua aparência “inofensiva” e design moderno que pode contar inclusive com luzes chamativas, variedades de sabor e a ausência do odor incômodo do cigarro tradicional, os eletrônicos viraram moda entre os jovens. O cigarro eletrônico, no entanto, não é inofensivo – longe disso. Seus altos índices de nicotina e outras substâncias nocivas podem gerar dependência química no indivíduo rapidamente e acarretar todas as doenças respiratórias associadas a esse vício, como enfisema pulmonar, doenças cardiovasculares e câncer.

Além disso, tem-se percebido que o cigarro eletrônico muitas vezes atua como porta de entrada para o cigarro convencional e muitos fumantes também têm associado o uso do cigarro eletrônico com o convencional, o que agrava ainda mais sua condição de saúde. Vale o registro também da situação relatada pela cantora, em que ex-fumantes de cigarro convencional, se envolvem no novo vício por acreditar erroneamente que esse é mais brando e fácil de controlar.

Todas as formas de tabaco comprometem a saúde e a qualidade de vida de quem se expõe a ele ativa ou passivamente. O tabagismo possui uma relação de causa e efeito com diferentes tipos de câncer, não apenas o câncer de pulmão e brônquios, mas também em outros órgãos-alvo como a boca, faringe, laringe, esôfago, vesícula biliar, trato gastrointestinal, fígado, estômago, pâncreas, rim, bexiga, colo de útero, útero, mama, próstata, colorretal e leucemia mieloide aguda, além de possuir associação com metástases para outros locais.

A legislação brasileira proíbe a comercialização do cigarro eletrônico e seus derivados desde 2009. Neste momento a lei passa por processo de discussão e atualização de informações técnicas. A Anvisa está na fase de levantamento de subsídios, aberta a receber informações técnicas a respeito dos cigarros eletrônicos. Por isso, conselhos e entidades da saúde têm se unido para entregar todas as evidências científicas que garantam a continuidade da proibição do comércio dos cigarros eletrônicos.

Não se engane, de “descolado” e “inofensivo” os cigarros eletrônicos não têm nada!

Lorraynne dos Santos Lara – Cirurgiã-dentista, Mestranda em Ciências Odontológicas Integradas – UNIC

Luiz Evaristo Ricci Volpato – Cirurgião-dentista, Professor do programa de Mestrado e Doutorado em Ciências Odontológicas Integradas – UNIC e membro do corpo clínico do Hospital de Câncer de Mato Grosso.

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Opinião

Servidores terão que devolver valores pagos ilegalmente na compra de combustíveis por prefeitura

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Conselheiro-relator, Sérgio Ricardo

O Pleno do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) determinou que três servidores restituam valores pagos irregularmente pela Prefeitura de Rondolândia na aquisição de combustíveis durante o exercício de 2016. As falhas foram apuradas em tomada de contas ordinária (TCO) julgada irregular na sessão ordinária de terça-feira (5).

De acordo com o relator do processo, conselheiro Sérgio Ricardo, o ex-secretário de finanças, responsável pelos pagamentos, agiu com um elevado grau de negligência ao não verificar que as notas não haviam sido atestadas pelo responsável pelo recebimento, propiciando que ocorressem pagamentos de despesas sem a regular liquidação.
Também foram condenados os responsáveis pela emissão das notas de liquidação e pela fiscalização do contrato. Para o conselheiro, o primeiro foi omisso ao analisar os processos de pagamentos, pois emitiu notas de liquidação de despesas sem que elas tivessem sido atestadas pelo responsável.
Já no segundo caso, explicou que, embora apenas uma das dezesseis notas fiscais irregulares tenha sido emitida durante o exercício do seu cargo, esta somou um valor elevado. “Devendo o servidor ser responsabilizado nos limites”, avaliou o conselheiro-relator.
Por outro lado, afastou a responsabilidade da ex-prefeita. “Uma vez que não está presente a figura do dolo ou erro grosseiro, já que as irregularidades somente poderiam ser identificadas mediante completa e minuciosa visão dos atos praticados pelos seus subordinados” explicou.
Dessa forma, acolheu parcialmente o parecer do Ministério Público de Contas e votou no sentido de julgar irregular a TCO, condenando solidariamente os três servidores mencionados à restituição ao erário. Emitiu ainda recomendações à atual gestão do município.

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Opinião

VANESSA MORAES -Labirintite e perda auditiva

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Labirintite é um termo usado para denominar uma doença que pode comprometer tanto a audição quanto o equilíbrio da pessoa.

É causada por uma infecção que atinge a audição e as principais funções do labirinto e suas estruturas, que são responsáveis pela audição (cóclea) e pelo equilíbrio do corpo (vestíbulo).

Ela tem uma ligação muito grande com problemas auditivos como é o caso do zumbido nos ouvidos, podendo em casos mais complexos, levar a perda auditiva temporária, que dura até que a inflamação seja completamente tratada.

A labirintite manifesta -se comumente antes ou após os 40-50 anos e isso acontece por causa das alterações metabólicas do organismo.

O principal sintoma da labirintite é a tontura, mas este é apenas um dos mais comuns. Outros sinais também, podem aparecer, como:

– Vertigem, tontura e desequilíbrio: a pessoa sente que tudo está rodando e há uma dificuldade de se manter em pé. Não é comum o desmaio, mas a recomendação é evitar deitar quando a tontura for excessiva;

– Audição diminuída: pode acontecer de forma mais grave ou mais suave, dependendo de cada caso;

– Perda da audição: pode ser de leve a aguda;

– Alterações gastrointestinais: da mesma forma como as náuseas, é possível ter prisão de ventre e outros desconfortos intestinais;

– Zumbidos no ouvido: é um som que é originado no ouvido ou na cabeça, produzindo extremo desconforto de difícil caracterização e tratamento;

– Náusea e vômitos: são os sintomas mais comuns (depois da tontura) e, para aliviá-lo, é importante consultar um médico otorrinolaringologista para prescrever a medicação correta;

– Sudorese: o excesso de suor acontece em decorrência de outros sintomas que, juntos, aumentam o mal-estar.

A fase mais aguda da doença pode surgir de repente, sem nenhum tipo de sintoma inicial, podendo durar minutos ou até dias. Quando a labirintite é desencadeada por gripe ou resfriado, os sintomas podem demorar mais para surgir, cerca de 1 ou 2 semanas, normalmente.

Quando a labirintite é totalmente causada pela inflamação do labirinto, é comum ocorrer perda auditiva. Quando ela acomete o ramo do nervo auditivo, caracterizando uma neurite vestibular, os sintomas são apenas tonturas e não há nenhum tipo de perda auditiva, pois o ramo coclear fica intacto nestes casos.

O labirinto é responsável por informar ao cérebro o deslocamento do corpo. Quando essas informações não são corretas entre labirinto, visão e outras partes do corpo, como ligamentos e músculos, o resultado é a tontura, onde há a sensação de desequilíbrio, escurecimento da visão, entre outros.

A grande relação entre o sistema do equilíbrio do corpo com a audição são as funções do sistema nervoso central. Muitas pessoas que apresentam problemas de equilíbrio tendem a apresentar, também, sintomas como zumbidos no ouvido, dificuldade para compreender a fala, diminuição da audição e desconforto ao ouvir sons intensos.

A causa pode auxiliar no tratamento desta forma, procure um médico especialista para o diagnóstico correto. As causas podem incluir também: infecções virais como resfriados, sarampo, gripe e febre irregular; crises alérgicas agudas; colesterol alto, pressão alta e diabetes; tumor cerebral algumas doenças neurológicas; disfunção da articulação temporomandibular (ATM); excesso de cigarro e bebidas alcoólicas; excesso de ansiedade e estresse excessivo.

São fatores considerados de risco para labirintite: idade; má alimentação, com excesso de gordura, por exemplo; altas taxas de ácido úrico; tabagismo; otites (que são infecções nos ouvidos); açúcar em excesso; hipoglicemia e diabetes; uso de medicamentos em excesso, como anti-inflamatórios e alguns tipos de antibióticos.

O tratamento costuma ser dividido em 3 etapas: 1- Tratamento dos sintomas: realizado com medicação;2-Tratamento da causa: que a investigação do que ocasionou o problema e realização de exames de audição; 3-Reabilitação do labirinto: a reabilitação é o tratamento fisioterápico da vertigem, ajuda o paciente a estimular o equilíbrio, que pode ser feito com ou sem medicação, dependendo da causa da labirintite.

Quando a pessoa está em crise é indicado não dirigir, evitar excesso de medicações e beber bastante líquido. Evitar situações estressantes e é primordial manter uma alimentação saudável. O cigarro e o álcool tendem a aumentar a labirintite.

É importante respeitar a medicação indicada pelo médico, mesmo que os sintomas cessem. Só se deve parar de tomar, após o período indicado.

Vanessa Moraes é fonoaudióloga e audiologista

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