conecte-se conosco


Entretenimento

Livro relata sequestros de crianças durante a Ditadura militar

Publicado

O tema Ditadura Militar nunca esteve tão em alta como nos últimos anos. Em meio ao debate social e político instaurado sobre se a ditatura existiu ou não no Brasil, o livro “Cativeiro sem fim” (Alameda Casa Editorial) do autor Ricardo Reina chega para acalorar ainda mais os ânimos.  

Leia também: Ideia é promover debates e fomentar leitores, diz colunista de literatura do iG


Imagem da época da Ditadura no Brasil
Arquivo Brasil Nunca Mais

ditadura

A Ditadura
civil-militar brasileira (1964 – 1985) foi um período cercado por histórias sombrias sobre torturas, perseguições e desaparecimentos de pessoas contrárias ao regime. E muitos desses casos nunca foram provados, ou esclarecidos, o que deixa uma brecha para se questionar se realmente existiram.

Se não bastasse a denúncia de um crime bárbaro como o sequestro, Ricardo Reina
, jornalista investigativo, traz em seu livro 19 histórias de bebês, crianças e adolescentes que foram raptados durante a ditadura com a ajuda de militares, servidores públicos, funcionários de instituições e de cartórios. Desses 19 casos, 11 estão ligados diretamente à Guerrilha do Araguaia e outras oito no Rio de Janeiro, em Pernambuco, no Paraná e no Mato Grosso.


Imagem do livro Cativeiro sem Fim
Reprodução

Cópia da reservista falsificada que Exército fez para José Vieira

Um dos personagens foi José Vieira, filho de um camponês da região do Araguaia, chamado Luís Vieira, que apoiava os guerrilheiros, e acabou sendo assassinado pelas forças armadas. Inicialmente José foi levado para o quartel general do exército em Belém do Pará e quando foi transferido de quartel, os militares falsificaram seu certificado de reservista para que ele tivesse idade para servir as forças armadas.

Atualmente, José Vieira vive na mesma cidade em que a missionária Dorothy Stang (missionária norte-americana famosa por defender grupos extrativistas) foi assassinada em 2005.  Além de relatar todo o sequestro que sofreu, Vieira fala sobre outros 5 sequestros e diz ainda que recebeu um diploma de Honra ao Mérito.

Leia também: “A sociedade quer e ajuda a ser enganada”, diz autor de livro sobre fake news

Desde 2015 Reina percorreu mais de 20 mil quilômetros em busca das supostas vítimas e seus familiares, intensificou as pesquisas lendo livros escritos por militares, jornalistas, pesquisadores e personagens envolvidos com a ditadura, procurou as forças armadas brasileiras, pesquisou em canais oficiais do governo, além de realizar algumas dezenas de entrevistas.

A narrativa do encontro com esses personagens, a forma com que relatam suas lembranças são perturbadoras a quem lê, e ter isso registrado em livro, com provas, documentos, entrevistas das próprias vítimas, fica difícil questionar a veracidade de tudo isso. Inclusive tiveram casos, pasmem, que o sequestro ocorreu por engano!


Imagem do livro Cativeiro sem Fim
Reprodução

Certidão de Nascimento de Juracy

Juraci, por exemplo, foi sequestrado aos 8 anos por engano na região do Araguaia. Os militares achavam que ele era o filho do Osvaldão, um dos líderes da guerrilha da região. Mas a única coincidência ente Juraci e o verdadeiro filho do Osvaldo era o primeiro nome da mãe deles e cor dos olhos.

Juraci foi levado para Fortaleza e adotado por um Tenente do exército, mas ao registrar a criança cometeram um “pequeno” equívoco e o registraram com o nome da mãe biológica, o que facilitou provar o sequestro.

Leia também: Maioria acha que data do golpe de 1964 deveria ser desprezada, aponta Datafolha

“Cativeiro sem fim”
é um importante livro em tempos de questionamento sobre o que aconteceu no período da Ditadura
no Brasil. Com uma profunda pesquisa, a obra é resultado de uma parceria entre o autor e o Instituto Vladimir Herzog, que recebe o nome do jornalista assassinado em 1975 por agentes do Estado. Quem assina o prefácio é o renomado jornalista
Caco Barcellos.

publicidade
Clique para comentar

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Entretenimento

SBT demite Leo Lins após piada de criança com hidrocefalia

Publicado

SBT demite Leo Lins após piada de criança com hidrocefalia
Reprodução

SBT demite Leo Lins após piada de criança com hidrocefalia

Léo Lins novamente se envolveu numa polêmica devido a piadas. Desta vez, o humorista foi demitido pelo SBT após tirar sarro de criança com hidrocefalia e citar o Teleton durante um show de stand up. O humorista fazia parte do elenco do programa “The Noite com Danilo Gentili”.

Na última semana, viralizou um vídeo em que o comediante faz uma piada contando a história de uma criança do Ceará portadora da síndrome. No episódio, o comediante cita o Teleton, uma instituição parceira do SBT que auxilia crianças portadoras de deficiência.

“Eu acho muito legal o Teleton, porque eles ajudam crianças com vários tipos de problema. Vi um vídeo de um garoto no interior do Ceará com hidrocefalia. O lado bom é que o único lugar na cidade onde tem água é a cabeça dele. A família nem mandou tirar, instalou um poço. Agora o pai puxa a água do filho e estão todos felizes”, debochou Leo Lins.

A assessoria do SBT confirmou a demissão após o site ‘Em Off’ divulgar a informação. 

A Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD) também condenou a atitude do comediante e julgou a piada como de ‘mau gosto’ e ‘capacitista’.

Fonte: IG GENTE

Continue lendo

Entretenimento

Inimigos declarados: Edmundo afirma que tratava Romário com falsidade

Publicado

Edmundo e Romário eram falsos um com o outro
Divulgação

Edmundo e Romário eram falsos um com o outro

O ex-jogador de futebol Edmundo revelou que sua relação com o ex-futebolista Romário era falsa e que depois de uma briga entre os dois, eles nunca mais se falaram. “Ele foi no podcast do Rica Perrone e falou um monte de besteira. Mas tem males que vêm para o bem. A gente se tratava com falsidade nos últimos anos. Depois dessa treta, cada um para o seu lado, para mim ficou melhor”, afirmou para o apresentador Danilo Gentili.

“Eu sou, também, vaidoso e egocêntrico. Acho que a gente é muito parecido nesse sentido. Ele era melhor (em campo) do que eu. Sou verdadeiro”, completou.

O apresentador do talk show The Noite, no SBT, brincou com a possibilidade dos dois jogadores resolverem a briga em um ringue e Edmundo retrucou dizendo que iria pelo dinheiro: “Dizem que o Popó e o Whindersson ganharam uma nota. Se tiver a ‘nota’, eu tô dentro”.

Edmundo comanda o podcast Mundo Ed, ao lado de Guilherme Camarda, ex-apresentador da Gazeta, e também estava presente na entrevista. “O detalhe é que a gente se conheceu pessoalmente hoje. A gente se falou muitas vezes, estamos há mais de um mês trabalhando juntos, pela internet”, explicou o ex-jogador de futebol. 

O ex-jogador que possui a fama de bravo, afirma que não liga para isso: “Não sou (esquentado). Eu revido muito e revido mal. Acabei tomando um rótulo negativo, para vender jornal. Nunca fui santo, mas nunca provoquei brigas”. 

A entrevista irá ao ar hoje à noite, segunda-feira (4), no The Noite com Danilo Gentili, no SBT. 

*Com a colaboração de Gabriela Ramos.

Fonte: IG GENTE

Continue lendo

Política MT

Policial

Mato Grosso

Esportes

Entretenimento

Mais Lidas da Semana