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Economia

Lira dribla oposição, não vota destaques e avança com PEC Eleitoral

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PEC Eleitoral: Lira suspendeu votação de destaques por falha técnica, mas problema não impediu aprovação do texto-base
Paulo Sergio/Câmara dos Deputados

PEC Eleitoral: Lira suspendeu votação de destaques por falha técnica, mas problema não impediu aprovação do texto-base

A votação da proposta de emenda à Constituição (PEC) Eleitoral, que institui um estado de emergência e amplia o pagamento de benefícios às vésperas das eleições, empacou na Câmara, justamente a Casa que entrega com mais velocidade a aprovação de projetos do interesse do governo. Além do problema de mobilização da base para manter o quórum, um “apagão” afetou a sessão da terça-feira (12)  e adiou a análise da proposta pela segunda vez.

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), suspendeu a votação da PEC ontem à noite por causa dos problemas técnicos, justamente no momento em que se analisava um destaque, do PT, que retiraria a menção ao estado de emergência do texto . A retirada da emergência derrubaria também uma blindagem ao presidente Jair Bolsonaro, que usa esse artifício para driblar a lei eleitoral, que veda a criação de benefícios no ano do pleito. Sema o estado de emergência, a avaliação do próprio governo é que Bolsonaro poderia ter problemas com a Justiça Eleitoral.

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A sessão ontem foi suspensa por volta das 20h40. Mas os problemas de conectividade começaram quase duas horas antes.

Era por volta das 18h45 quando Lira estava encerrando a votação da PEC do piso da enfermagem que os primeiros sinais surgiram: a conexão de wifi da Câmara caiu, o que foi rapidamente percebido tanto por quem estava trabalhando na Casa quanto pelos próprios parlamentares, já que alguns faziam transmissões ao vivo neste horário para celebrar a aprovação da proposta em primeiro turno.

Depois, houve uma avalanche de quedas em sistemas. As transmissões em redes sociais caíram – a sessão da Câmara nas redes sociais ficou por muito tempo congelada e o horário em tela mostrava que estava parada às 19h03 –, o site da Casa ficou inacessível e o sistema Infoleg caiu. O Infoleg é o sistema pelo qual os deputados podem votar remotamente, e aí começaram os problemas da sessão.

O quórum estava elevado – havia 467 deputados marcando presença quando o problema começou, mas só era possível votar do plenário. Por mais de uma vez, Lira usou o microfone para apelar aos deputados que estivessem em Brasília para voltarem para a Câmara para votar de suas bancadas. Ali, não houve qualquer problema para a votação.

Para aprovar um requerimento de retirada de pauta e a votação do primeiro turno da PEC, a solução improvisada, com quórum menor, serviu.

Mas ali já vieram alertas, sobre o quórum e a insatisfação de alguns parlamentares com o andamento da sessão. A votação para retirada de pauta começou às 19h e fechou às 19h23, e só 273 parlamentares votaram. Já o primeiro turno teve o intervalo de votação entre 19h42 e 20h16, e ele já transcorreu em meio a intensificação de declarações sobre o problema técnico. O próprio Lira anunciou que pediria à Polícia Federal e Ministério da Justiça para investigarem o incidente e deputado da base levantou a possibilidade de fraude.

Quando concluiu a votação em primeiro turno, apenas 408 deputados votaram. O texto foi aprovado, com 393 votos favoráveis e apenas 14 contrários. Para aprovar uma PEC, é necessário o apoio de pelo menos 308 dos 513 deputados. Esse é o mesmo número que o governo precisa para manter o estado de emergência na proposta, que a oposição quer derrubar.

O problema é que para aprovar o texto-base, o governo teve a ajuda da oposição. Apesar de criticarem o caráter eleitoreiro da proposta, os deputados concordam com o mérito do projeto, de ampliar o valor do benefício do Auxílio Brasil.

Aí dois movimentos ocorreram simultaneamente. O problema técnico levou muitos parlamentares que estavam acompanhando a sessão à distância e ligarem e reclamarem da impossibilidade de votar, o que chegou a diversos líderes e ao próprio Lira.

Sem esses votos aliados e com a oposição querendo aprovar um destaque que contra o governo, o risco de manter a votação e sofrer um revés com uma mudança no texto da PEC era muito grande. Em caráter reservado, parlamentares da base e oposição acreditam que isso também pode ter influenciado a decisão pela suspensão.

A votação toda está se desenrolando de forma totalmente atípica no Congresso. Depois de uma aprovação muito rápida no Senado, que geralmente impõe mais resistência, a Câmara vem enfrentando problemas de articulação política e técnicos, que impedem a conclusão da análise.

Lira acelerou o ritmo na tramitação na comissão especial, com a realização de sessões plenária de um minuto para a contagem do prazo, a votação empacou quando chegou ao plenário, e nem foi preciso de nenhuma ação da oposição.

A PEC Eleitoral amplia o pagamento de benefícios sociais e institui um estado de emergência, um dos pontos mais polêmicos e que é criticado por juristas. A legislação eleitoral proíbe a criação e ampliação de benefícios no ano do pleito, a não ser em caso de emergência ou calamidade. A PEC dribla leis fiscais e eleitorais para abrir caminho para R$ 41 bilhões em despesas públicas com a instituição de um estado de emergência no Brasil até dezembro.

Os gastos vão financiar benefícios como a ampliação do Auxílio Brasil (para R$ 600) e a criação do “Pix Caminhoneiro”, no valor de R$ 1 mil, para subsidiar gastos com combustível de caminhoneiros autônomos. A pressa do governo com a aprovação é para tentar antecipar esses pagamentos, para que haja efeitos na popularidade do presidente Jair Bolsonaro antes das eleições.

Fonte: IG ECONOMIA

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Economia

Banco do Brasil tem lucro recorde de R$ 14,4 bi no primeiro semestre

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O Banco do Brasil (BB) voltou a bater recorde semestral de lucro. De janeiro a junho, a instituição financeira teve lucro líquido ajustado de R$ 14,4 bilhões, crescimento de 44,9% em relação ao mesmo período do ano passado.

Em nota, o BB informou que a melhoria dos lucros decorreu do aumento da margem financeira bruta, da diversificação das receitas (principalmente de serviços) e do crescimento abaixo da inflação das despesas.

Apenas no segundo trimestre, o lucro líquido ajustado alcançou R$ 7,8 bilhões, resultado 18% acima do primeiro trimestre de 2022 e 54,8% acima do segundo trimestre de 2021. O retorno sobre patrimônio líquido (RSPL) do segundo trimestre chegou a 20,6%, o que, segundo o BB, representa um índice semelhante ao dos bancos privados.

De acordo com o BB, parte da melhoria decorre do crescimento do crédito com a manutenção do índice de inadimplência abaixo da média do Sistema Financeiro Nacional. A carteira de crédito ampliada encerrou junho em R$ 919,5 bilhões, 19,9% acima do registrado em junho de 2021 e 4,1% acima do observado no fim do primeiro trimestre.

Indicador usado para medir a solidez financeira, o Índice de Basileia atingiu 17,54%, dos quais 12,49% de capital principal. Para cada R$ 100 emprestados, a instituição mantém R$ 17,54 em caixa, dos quais R$ 12,49 correspondem ao capital principal. Esses níveis são um dos mais altos entre os bancos brasileiros.

Segmentos

Na distribuição por segmentos de crédito, a carteira pessoa física ampliada cresceu 14,1% em relação a junho do ano passado e 2,1% em relação a março deste ano. Os destaques foram o crédito consignado (+2,3% no trimestre e +10,5% no ano), empréstimo pessoal (+3,5% no trimestre e +29,3% no ano) e cartão de crédito (+5% no trimestre e +51,7% no ano).

Em relação ao crédito para empresas, a carteira pessoa jurídica ampliada expandiu-se 19,1% em 12 meses e 4,9% no trimestre. Os melhores desempenhos foram registrados em recebíveis (+9,5% no trimestre e +59,1% no ano), títulos e valores mobiliários privados e garantias (+4,5% no trimestre e +59% no ano) e capital de giro (+5,1% no trimestre e +6,5% no ano). O Pronampe, linha de crédito para micro e pequenas empresas, soma mais de R$ 6,5 bilhões, beneficiando mais de 62 mil negócios.

O crédito para o agronegócio encerrou junho em R$ 262 bilhões, alta de 27,3% em relação a junho do ano passado e de 2,9% sobre março de 2022. Os destaques foram os certificado de direitos creditórios do agronegócio (+34,8% no trimestre e +463,4% no ano), da cédula de produto rural e garantias (+28,8% no trimestre e +74,4% no ano) e investimento (+4,7% no trimestre e +62% no ano).

As operações de crédito sustentáveis, que respeitam parâmetros sociais e ambientais, atingiram R$ 292,2 bilhões no fim do primeiro semestre, com alta de 13,3% em 12 meses. Apenas no segmento do agronegócio, o BB informa que 46% das operações de crédito são consideradas sustentáveis.

Receitas e despesas

As receitas de prestação de serviços somaram R$ 15,4 bilhões no primeiro semestre, aumento de 9,1% em 12 meses. No segundo trimestre, atingiram R$ 7,8 bilhões, com alta de 4,3%. O crescimento trimestral foi influenciado pelo desempenho comercial nos segmentos de operações de crédito (+26%) e de administração de fundos (+8,7%).

As despesas administrativas alcançaram R$ 16,5 bilhões nos seis primeiros meses do ano, alta 5,8% na comparação com o primeiro semestre de 2021. No segundo trimestre, somaram R$ 8,3 bilhões, 1,3% acima do trimestre anterior. De acordo com o BB, o banco conseguiu fazer com que os gastos subissem menos que a inflação no período.

Projeções

O Banco do Brasil também revisou as projeções para 2022. A estimativa de lucro ajustado saltou de um intervalo entre R$ 23 bilhões e R$ 26 bilhões para uma faixa entre R$ 27 bilhões e R$ 30 bilhões. A previsão de crescimento do volume de crédito neste ano foi elevada, passando de 8% a 12% para uma faixa entre 12% e 16%. O crescimento das receitas com serviços, que estava entre 4% e 8%, foi elevado para 6% a 9%. A previsão para as despesas administrativas foi mantida, com alta de 4% a 8% neste ano.

Edição: Aline Leal

Fonte: EBC Economia

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Economia

Mega-Sena sorteia R$ 7 milhões nesta quarta-feira; veja os números

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Mega-Sena sorteia R$ 7 milhões nesta quarta-feira
Felipe Moreno

Mega-Sena sorteia R$ 7 milhões nesta quarta-feira

A Caixa Econômica Federal realizou nesta quarta-feira (10) o sorteio 2.509 da Mega-Sena com prêmio estimado em R$ 7 milhões. A Caixa deve divulgar os vencedores nas próximas horas. Em caso de nenhum acerto das seis dezenas, o prêmio irá acumular e se aproximar de R$ 16 milhões no próximo sorteio.

08 – 37 – 39 – 50 – 59 – 60

Como participar do próximo sorteio? O próximo concurso da Mega-Sena acontece no sábado (6), às 20h. É possível apostar até as 19h (horário de Brasília) do dia do sorteio , em qualquer casa lotérica credenciada pela Caixa do país.

Também é possível apostar pela internet. O bilhete simples da Mega-Sena, com seis dezenas, custa R$ 4,50.

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Como apostar online na Mega-Sena? Para aqueles que apostarem pela internet, não é possível optar pela aposta mínima, de R$ 4,50. No site da Caixa, o valor mínimo para apostar na Mega-Sena é de R$ 30, seja com uma única aposta ou mais de uma. Veja aqui como apostar.

Para fazer uma aposta maior, com 7 números, dando uma maior chance de ganhar, o preço sobe para R$ 31,50. Outra opção para atingir o preço mínimo é fazer sete apostas simples, que juntas têm o mesmo valor, R$ 31,50. Além disso, os bolões, disponíveis online, são outra opção viável.

Como funciona a Mega-Sena? O concurso é realizado pela Caixa Econômica Federal e o vencedor pode receber milhões de reais se acertar as seis dezenas. Os sorteios ocorrem pelo menos duas vezes por semana – geralmente, às quartas-feiras e aos sábados. O apostador também pode ganhar prêmios com valor mais baixo caso acerte quatro ou cinco números, conhecidas como Quadra e Quina, respectivamente.

Na hora de jogar, o apostador pode escolher os números ou tentar a sorte com a Surpresinha. Esse modelo consiste na escolha automática, realizada pelo sistema, das dezenas jogadas. Outra opção é manter a mesma aposta por dois, quatro ou até oito sorteios consecutivos, conhecida como Teimosinha.

Premiação da Mega-Sena Os prêmios costumam iniciar em, aproximadamente, R$ 3 milhões para quem acertar as seis dezenas. Dessa forma, o valor vai acumulando a cada concurso sem vencedor.

Também é possível ganhar prêmios ao acertar quatro ou cinco números dentre os 60 disponíveis no volante de apostas. Para isso, é preciso marcar de seis a 15 números do volante. O prêmio total da Mega-Sena corresponde a 43,35% da arrecadação. Deste valor:

  • 35% são distribuídos entre os acertadores dos seis números sorteados;
  • 19% entre os acertadores de cinco números (Quina);
  • 19% entre os acertadores de quatro números (Quadra);
  • 22% ficam acumulados e distribuídos aos acertadores dos seis números nos concursos terminados em zero ou cinco; e
  • 5% ficam acumulado para a primeira faixa (Sena) do último concurso do ano de final zero ou cinco.

Fonte: IG ECONOMIA

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