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Líder de Mauro alerta que derrubada de veto pela AL deve aumentar déficit do Estado e comprometer pagamento da RGA

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Dal Bosco se refere à derrubada de veto do Governo que dá anistia aos empresários que têm contratos com o governo do Estado

O líder do governo na Assembleia Legislativa e presidente da Comissão de Constituição e Justiça e Redação (CCJR), Dilmar Dal Bosco (DEM), adiou a audiência pública, marcada para hoje (3), para debater o projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA-2020). Segundo o parlamentar, a equipe econômica do governo está estudando encaminhar um substitutivo integral, nos próximos dias.

A motivação da substituição do PLOA, já aprovado em primeira votação pelos deputados, foi porque os deputados derrubaram o veto do governador Mauro Mendes (DEM) ao artigo 58 do Projeto de Lei Complementar 631, aprovado em julho, que dá anistia aos empresários que têm contratos com o governo do Estado. A medida, segundo Dal Bosco altera a arrecadação da receita para os cofres públicos do Executivo.

“Tudo está sendo analisado pelo governo e, com isso, ver a possibilidade de encaminhar um substitutivo integral com novos números. Com o veto derrubado o Estado vai deixar de arrecadar, principalmente com os incentivos fiscais. Por isso, os deputados estão aguardando a definição do governo”, afirmou.

Com a derrubada do veto, artigo 58, o impacto na arrecadação para o próximo ano, de acordo com o parlamentar, deve aumentar o déficit orçamentário em torno de R$ 300 milhões. O ajuste no déficit se dá em função da mudança do regime tributário de alguns incentivos, quando algumas empresas não estavam com a isonomia adequada, em relação ao mesmo segmento.

“Isso significa que a empresa tem um contrato, mas com a mudança do regime tributário, de acordo com a Lei Complementar nº 160, aprovada na Câmara Federal, e depois o convênio do Conselho Nacional de Política Fazendária faz nº 190, obrigando os Estados brasileiros a restituírem os seus estados, trás uma diferença de mais de R$ 300 milhões. O governo pretendia fechar 2019 no equilíbrio fiscal. Agora, a previsão é de aumentar o déficit”, disse.

Em caso de o governo encaminhar um substitutivo integral para a Assembleia Legislativa, Dal Bosco disse que a tramitação no Parlamento deve prejudicar a votação da matéria ainda este ano. “É uma matéria nova. A audiência pública está pautada na lei que está em tramitação no Parlamento. O substitutivo deve alterar números. Vamos ver se vai precisar fazer audiência pública, uma vez que a alteração nos números dos incentivos fiscais. Isso dá prejuízo na arrecadação. Mas tudo será definido no Colégio de Lideres”, explicou o parlamentar.

Com o PLOA-2020, de acordo com Dal Bosco, o governo pretendia fechar o próximo ano com um déficit de apenas R$ 572 milhões, e com isso manter o equilíbrio fiscal. Mas com a derrubada do veto, o déficit deve aumentar. “Isso é preocupante. Agora o Estado está analisando os novos números para encaminhar o substitutivo integral. Isso deve acontecer ainda este ano, e os deputados aprovarem o mais tardar no início de janeiro de 2020, à abertura do orçamento”, disse.

Questionado se o veto derrubado pelos parlamentares pode comprometer o Estado em conceder o Reajuste Geral Anual (RGA) aos servidores públicos para o próximo ano, Dal Bosco disse que sim. “Quando veio a Lei de Diretrizes Orçamentária 2020 que tinha previsão de déficit de R$ 710 milhões, mas com a aprovação do PLC 631 a projeção era de superávit de R$ 121 milhões. Mas na elaboração da LOA/2020, a projeção voltou a ser de déficit de R$ 572 milhões. Para o próximo ano, o governo estadual não tem garantia de repasses do governo federal e, com isso, a derrubada do veto deve aumentar”, explicou.

Com a derrubada do veto, o líder do governo disse que o déficit no orçamento do estado para o próximo ano pode superar o valor previsto na LOA que é de pouco mais de R$ 500 milhões. “Com as alterações, déficit pode chegar à casa de R$ 1 bilhão. O governo vai ter que fazer manobras financeiras e fazer ajuste, depender do governo federal ou ainda fazer campanha para a recuperação tributária. Se em 2019 está sofrendo, em 2020 pode sofrer ainda mais”, disse.

 

 

 

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Quatro meses após aprovação, AL ainda não convocou delegados para esclarecer sobre suposto uso político da Defaz

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Convocação ocorreu após denúncia que o prefeito Emanuel Pinheiro protocolou junto à Mesa Diretora da ALMT

Apesar de convocação aprovada em plenário no mês de março deste ano, a Mesa Diretora da Assembleia Legislativa não convocou, até o momento, os delegados da Polícia Civil, Lindomar Tofoli e Anderson Veiga, para prestar esclarecimentos sobre denúncia de uso político da Delegacia Fazendária (Defaz), para prejudicar o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB). A convocação dos delegados, que já demonstraram disposição de serem ouvidos, dorme em berço esplêndido no Parlamento e pode até originar, administrativamente, prevaricação.


O delegado Lindomar Tofoli

Requerida pelo deputado Lúdio Cabral (PT), e aprovada pelos deputados, a convocação ocorreu em função de uma denúncia que o prefeito Emanuel Pinheiro protocolou junto à Mesa Diretora da Assembleia Legislativa em dezembro de 2019 para que fosse investigada a informação de que o delegado-geral da Polícia Civil, Mário Demerval, pressionou os dois delegados (Tofoli e Veiga), para instaurar processos investigatórios sobre uma suposta compra de votos dos vereadores para cassar o mandato do vereador Abílio Júnior (PSC).

O fato teve origem com um boletim de ocorrência feito pela servidora da Secretaria Municipal de Saúde, Elizabete Maria de Almeida, na  Delegacia Especializada em Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública (Defaz). No documento, a servidora do Hospital São Benedito narrou suposto ato de corrupção, citando na ocorrência o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) e envolvendo ainda os vereadores Juca do Guaraná (MDB) e Abílio Júnior (PSC).

O delegado Anderson Veiga

A servidora do hospital São Benedito chegou a revelar em depoimento junto a Delegacia de Combate à Corrupção (Decor), que teria sido induzida pelo vereador Abílio Júnior, a prejudicar o prefeito Emanuel Pinheiro. Inclusive, vídeos comprovam que a servidora, o vereador Abílio Junior e um advogado que não teve o nome revelado no processo, estavam organizando um complô para prejudicar o prefeito e parlamentares de sua base política na Câmara de Vereadores.

Em depoimento na Defaz, a servidora pública entregou as imagens da suposta reunião com Abílio e o seu celular, que contém vídeos e mensagens que comprovariam a sua versão. Ela também confessou que nunca esteve na casa do vereador Juca do Guaraná na suposta reunião em que teriam definido a cassação de Abílio Júnior, em troca de cargos e dinheiro.

 

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João Batista quer informações sobre contratações temporárias no sistema socioeducativo

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Foto: JLSIQUEIRA / ALMT

O deputado estadual João Batista (Pros), durante a sessão matutina desta quarta-feira (08), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, usou a tribuna por meio de videoconferência, para apresentar um requerimento, encaminhado ao secretário de Estado de Segurança Pública, Alexandre Bustamante, que pede informações sobre as contratações temporárias no âmbito das unidades do sistema socioeducativo de Mato Grosso.

Em sua justificativa, Batista traz o mesmo questionamento usado pelo promotor Célio Fúrio, da 35ª Promotoria de Justiça do Núcleo de Defesa do Patrimônio Público de Cuiabá, requerendo que o secretário explique a decisão de realizar contratos temporários ao invés de nomear os candidatos aprovados em concurso público. O promotor instaurou inquérito civil para investigar a conduta de Bustamante, referente às contratações temporárias no Sistema Socioeducativo por processos seletivos simplificados.

“Desde o início do meu mandato venho lutando e reivindicando a convocação dos concursados. O governo do estado sempre usou o discurso da Lei de Responsabilidade Fiscal, a LRF, como principal argumento para não chamar os concursados. Agora quero saber qual vai ser o argumento usado pela Secretaria de Segurança Pública, uma vez que tivemos acesso a planilha da LDO para o próximo ano, e observamos que o orçamento do Estado já está se equilibrando”, disse o deputado.

João Batista disse que não descarta a ideia de apresentar uma nota de repúdio contra o secretário, afirmando ainda que irá acompanhar de perto todo o inquérito. “Queremos explicações sobre as decisões adotadas pelo Poder Executivo. Caso todas as acusações sejam comprovadas, irei cobrar providências por parte da Justiça e da Assembleia Legislativa, responsabilizando os autores e cobrando a imediata convocação dos aprovados nos concursos públicos do sistema socioeducativo, penitenciário e Politec (Perícia Oficial e Identificação Técnica)”.

Ao todo, 59 profissionais para o sistema socioeducativo, no regime de contratação temporária, foram identificados pelo promotor, sendo 26 agentes de segurança em Lucas do Rio Verde (Case) e 30 agentes de segurança, dois enfermeiros e um técnico de saúde bucal em Cuiabá (Case).

 

 

Fonte: ALMT

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