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Opinião

LICIO MALHEIROS – Um ministro evangélico

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Na história do Brasil República de 15 de novembro de 1889, até os dias atuais, pouco ou quase nada era dito com relação ao Supremo Tribunal Federal (STF). Órgão de cúpula do sistema judicial brasileiro é uma corte jurídica, pois integra a estrutura do Poder Judiciário e porque aprecia, segundo as regras do direito, as situações que são levadas até seus julgadores.

O Supremo Tribunal Federal (STF), embora seja uma das Cortes de Precedentes, ou seja, órgão colegiado, teoricamente, deveria decidir como um grupo, pouca atenção tem sido dada a esta particularidade e, mais precisamente, à dinâmica do julgamento colegiado.

Infelizmente, de 2018 para cá alguns ministros vem agindo com tomadas de decisões monocráticas, abrindo perigosos precedentes; ao desprezar as precípuas básicas, que são de competência da  Suprema Corte, julgamentos de forma colegiada, principalmente, naquelas decisões mais polêmicas e impactantes.

Eis que ocorre a vacância na Suprema Corte com a aposentadoria de Marco Aurélio de Mello, o nome indicado foi do servidor de carreira da Advocacia-Geral da União (AGU), André Mendonça, homem religioso, pastor da Igreja Presbiteriana Esperança.

Pelo plenário do Senado, o seu nome foi aprovado por 47 votos a 32.  André Mendonça teve seu nome aprovado em sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), em uma reunião que durou cerca de oito horas.

Para muitos, essa indicação teve um gostinho de vitória, principalmente para nós religiosos, independentemente, às quais religiões pertençamos, uma vez que o Brasil oficialmente é um Estado laico, pois a Constituição Brasileira e outras legislações preveem a liberdade de crença religiosa aos cidadãos.

André Mendonça tem qualificação de sobra para atuar como Ministro da Suprema Corte (STF). Com curriculum invejável, atuou como professor do curso de direito da Universidade Presbiteriana Mackenzie de Brasília e é professor visitante em Salamanca e na Fundação Getúlio Vargas (FGV). Também cursou teologia na Faculdade Teológica Sul Americana, em Londrina, Paraná, para se credenciar como pastor junto à Igreja Presbiteriana do Brasil.

Além de toda qualificação técnica, um dos seus maiores atributos, principalmente na visão dos não ateus, é sua crença em Deus sobre todas as coisas, por conseguinte, buscará sempre manter em evidência os três pilares da sociedade: Pátria, Família e Religião.

Sei que na condição de Católico Apostólico Romano que sou, serei duramente criticado por defender o Deus que nos criou sua imagem e semelhança. “No princípio criou Deus os céus e a terra.” (Gênesis 1.1) No mesmo capítulo, encontramos Deus criando todas as coisas, inclusive, de um modo especial, o homem. Logo, por direito de criação, pertencemos a Deus”.

Professor Licio Antonio Malheiros é geógrafo

 

 

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Opinião

ALFREDO DA MOTA MENEZES – Pandemia e política

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As falas do presidente Bolsonaro sobre a pandemia têm merecido muitos comentários e deve trazer consequências politicas e eleitorais. Adversários estão aproveitando a situação para tentar desgastá-lo ainda mais. Frases ditas pelo presidente mostram o estrago eleitoral.

Nos últimos dias o presidente se mostrou contra a vacinação de crianças.  Disse que não tem conhecimento de mortes de crianças por covid. Se a maioria dos pais quer vacinar, se outros países fazem isso, por que ele se põe no outro lado? Antes havia sugerido expor nomes de técnicos da Anvisa que insistem em vacinação.

Lá atrás disse que o Brasil estava parecendo um país de maricas, tudo era pandemia, teria que acabar esse negócio. Alguém fora vacinado com a Coronavac (que ele chamava de vacina do Dória) e, por alguma complicação, veio a falecer. O presidente falou, na época, mais uma que Jair Bolsonaro ganha.

Ele disse que a única vacina obrigatória seria para o Faísca (o cachorro de estimação dele). Em outro momento, confrontado sobre o número de mortes pelo país, responde e daí, sou Messias mas não faço milagres. Ou aquela frase de que vamos todos morrer um dia. Isso no momento que o Brasil enfrentava um turbilhão de mortes pela covid e não se tinha ainda a vacina.

Falou que esse assunto da pandemia estava superdimensionado. Criticou a mídia por dar tanto espaço a esse tema, seja aqui ou no exterior. Falou, lá no inicio, que era uma gripezinha. Se acredita que o presidente tirou essa frase de um famoso homem de imprensa dos EUA, Rush Linbaugh, que tinha um programa de rádio de alcance nacional naquele país. Ele era do lado conservador do partido Republicano.

O presidente ainda criticou o STF, prefeitos e governadores por concordarem com lockdown no auge da pandemia.  Alguém pode alegar que o presidente falava e fala tudo aquilo, mesmo sabendo que terá desgaste, para amarrar ainda mais seus apoiadores. Mas esses já são Bolsonaro faça chuva ou faça sol.

Não precisa desse tipo de posicionamento para amarrá-los ainda mais. Ou ainda que ele fala tudo isso porque é autêntico. Podia reservar suas opiniões para grupos mais restritos e não afrontar a nação num assunto melindroso, principalmente porque é candidato à reeleição.

Outros lados políticos andam aproveitando dessas falas do presidente para tentar queimá-lo perante o eleitorado. Aliás, pesquisas Datafolha mostram que acima de 90% dos brasileiros defendem vacinação em geral e também para crianças. E que 65% aceitam o passaporte da vacina. Bolsonaro, ao ir contra, estaria contrariando toda essa gente.

Se ele sabe disso, se pesquisas mostram seu desgaste nesse assunto, por que continua a bater nessa mesma tecla? Uma atitude política incompreensível.

Donald Trump, nos EUA, com a economia indo bem no seu governo, tinha caminho certo para a reeleição. Um dos fortes motivos para sua derrota foi seu negacionismo a sua equivocada atuação na pandemia. Não serviu de exemplo para o presidente do Brasil?

Alfredo da Mota Menezes é analista político.

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Opinião

Dirceu Cardoso – A vacinação das crianças e a pouca orientação

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O município de São Paulo começará na segunda-feira, dia 17, a vacinação  das crianças dos 5 aos 11 anos contra o Covid-19.  As vacinas, com dosagem diferente das destinadas aos adultos, já chegaram ao Brasil e nas próximas horas estarão à disposição dos governos estaduais e municipais que já definiram o começo da aplicação. Vacinar as crianças é uma inovação em relação ao ano passado, quando se afirmava que, por serem menos susceptíveis ao vírus, os públicos infantil e juvenil não necessitavam de imunização. A vivência da pandemia mudou o conceito, crianças e jovens pereceram e, agora, todos devem ser vacinados. É a redefinição do processo vacinal, desenvolvido em regime emer gencial, no calor da necessidade,  com a aplicação do imunizante mesmo antes de comprovada sua eficiência e os possíveis efeitos colaterais.
Temos visto pais com sérias dúvidas, agora, quando as crianças começarão a receber a primeira dose. Invocam a mesma discussão que no ano passado girou em torno da vacina para os adultos: até onde a droga resolverá a pandemia e poderá deixar efeitos indigestos para o futuro. Os resultados da vacinação dos adultos – queda das internações e dos óbitos de vacinados – diminuíram um pouco as resistências, mas mesmo assim ainda temos 20 milhões de brasileiros que fugiram da segunda dose, numa época em que muitos já receberam a terceira e estão se preparando para a quarta. Em relação às crianças, coloca-se uma preocupação adicional. Por terem o organismo em desenvolvimento, até onde a vacina poderá inibir a adequada formaç&atil de;o ou funcionamento de algum dos órgãos.
As autoridades sanitárias, que disponibilizam a vacina e administram a estrutura de sua aplicação têm sido pouco convincentes quanto aos efeitos de longo prazo. Os governos estaduais e municipais, que atuam mais próximos do público alvo, deveriam ser mais propositivos e até realizar massivas campanhas informativas pelos jornais, rádios, TVs e redes sociais,  destacando a importância de vacinar. Isso tranquilizaria  a população. Além disso,  acionar  mais frequentemente os centros médicos e científicos existentes no país para que, à sombra do conhecimento, seus especialistas emitissem opiniões e orientações. Infelizmente, isso não tem ocorrido com na intensidade aconselhável e, por consequência, proliferam as opiniões de gente que não te m credenciais para discutir o assunto ou simplesmente repete o que ouviu alguém dizer.
O tratamento e os antídotos de uma pandemia deveriam ser tratados de forma até reverencial, pois se destinam a salvar vidas. Mas, no Brasil do Covid-19, o assunto tornou-se polêmica das mais rasteiras e o que se verifica é uma expressiva  parcela da população amedrontada. Em vez de serem contestados e até achincalhados, como foram em alguns lugares onde compareceram, os infectologistas e outros especialistas deveriam ser ouvidos e instados a dar o melhor do seu conhecimento ao deslinde da vacina. Os médicos também não deveriam ter sido perseguidos por terem opiniões diferentes uns dos outros e dos que dominavam a cena. O tal negacionismo, tão citado hoje em dia, não passa da luta entre grupos que  almejam lucro político, social, profissional e até econômico com a pandemia.
Já passou da hora de acabarem os desentendimentos. Enquanto governantes, autoridades sanitárias, parlamentares  e outros envolvidos discutem, o povo morre pela moléstia não combatida da melhor forma. É compreensível que ainda não existam respostas a todas as indagações sobre a vacina, pois os experimentos e pesquisas carecem de tempo de maturação. No entanto, a grande dívida que a estrutura social-governamental tem para com a população é a falta da orientação adequada e convincente das pessoas. Todos têm o direito de saber o que receberão de benefício e quais os riscos ao ter inoculada a droga e decidir qual caminho tomar. O ideal é que todos se vacinem, livrem-se na medida do possível do Covid-19 e se, futuramente, tiverem problemas, os resolvam na devida &eacut e;poca. Nada impedirá, por exemplo, que os centros de pesquisas acompanhem o desenrolar a vida pós-vacina. Aliás, isso deve ser uma obrigação tanto dos órgãos governamentais, custeados com o dinheiro do povo, quanto da indústria farmacêutica, que lucra com a produção da vacina…

Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves – dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo)
[email protected]                                                                                                     

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