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Opinião

LICIO MALHEIROS – Raiva

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Na minha trajetória em direção ao meu trabalho, fluxo intenso de carros, trânsito praticamente parado; momento em que, ouvia uma estação de rádio da capital, na qual, o apresentador em questão, mencionou em um dos momentos brilhantes da sua  apresentação, na minha modesta opinião, talvez a mais impactante, chama-se “mensagem do dia”, esta mensagem, caiu para mim como uma luva, eu não estava com raiva, porém decepcionado e chateado com um fato lamentável que aconteceu comigo, no meu trabalho no dia anterior.

Primeiro, vou relatar a “mensagem do dia” que é de uma profundidade de dar inveja a qualquer um, vou usar os mesmos personagens, narrados de forma brilhante pelo apresentador do programa, no final da mensagem, usarei símbolos de biologia para falar do ocorrido comigo no dia anterior, que veio a calhar.

A narrativa em questão tem como personagens centrais, duas meninas pequenas, irei chamá-las de Paula e Fernanda.

“uma das meninas a Paula, ganha da mãe um brinquedinho, contendo garfinhos, pratinhos, um brinquedo para as meninas bastante interessante; as mesmas se encontram a Fernanda, encantada com o presente, convida a Paula para brincar”

“a Paula na defensiva, tenta argumentar que não poderia brincar, pois iria sair com a mãe; mesmo assim, refaz sua resposta, e resolve deixar o brinquedo como a amiga, para que ela brincasse sozinha, e sai com a mãe”.

“ao retornar, encontra o brinquedo jogado, faltando peças, a Paula é tomada por uma raiva intensa, pede para que a mãe repreenda de forma áspera sua amiguinha; a mãe, sabiamente diz a ela, minha filha você se lembra, quando você caminhava pela rua um carro passou e jogou lama em seu vestido branco, você também ficou chateada”.

“você se lembra, o que a sua avó disse que  faria com seu vestido, iria esperar que a lama secasse e endurecesse, para que pudesse removê-la mais facilmente, não agindo de impulso”.

“a mãe, não repreendeu a coleguinha da filha; dito e feito, minutos depois, a Fernanda envergonhada chega carregando um embrulho nas mãos, disse para a amiga, comprei outro brinquedo para você, pois aquele menino, que fazia maldade a todos nós, quebrou o seu brinquedo e levou peças dele para casa”.

Moral da história, quando agimos por impulsos tomados pela raiva, na maioria das vezes cometemos injustiças, atacando pessoas inocentes, sem percebermos o mal a elas causado.

Reportando agora, a situação vivida por mim no dia anterior, foi bem parecida, com a nossa narrativa da história em questão; vamos usar elementos de biologia, para não dar nomes aos bois.

Agora, voltando ao fato ocorrido comigo, em um dia anterior, irei chamar a outra pessoa de (xx), enquanto eu (xy), apenas para salvaguardar a sua imagem, a minha imagem já vem sendo exposta há muito tempo e não tenho medo disso, sei que sou literalmente vidraça, porém não tenho medo disso, pois se tivesse, não escreveria.

Em um trabalho desenvolvido por mim (xy), no afã de acertar, acabei cometendo um erro, não diria se tratar de um erro crasso, porém não deixa de ser um erro, por sermos humanos, somos passiveis ao cometimento de erros.

Outro lado da narrativa (xx), ao invés de nos ajudar mostrando o erro por mim cometido (xy), e me   auxiliar, para que erros assim não voltassem a acontecer; (xx) não esperou o barro secar literalmente.

No contexto desses trabalhos, algumas situações são tratadas via telefone, e (xx) achando que quem havia feito aquele trabalho fosse uma colega. A mesma, no telefone de imediato disse a ela, “quando você for fazer um trabalho dessa natureza, consulte antes o google para que você possa fazer algo aceitável”.

Nesta narrativa, não existe raiva e nem tão pouco conotação de julgamento, porém quero mostrar através dela (xx), que o ser humano cada vez mais, vem perdendo a capacidade de amar e tratar as pessoas como irmãos. Atirar pedras é fácil, julgar mais fácil ainda, agora tentar entender o ser humano que está ali tentando desenvolver um trabalho mesmo que tenha cometido um erro, não é dessa forma que ensina alguém ou tenta ajudar alguém, vamos rever os nossos conceitos.

Pare o mundo, quero descer!

Professor Licio Antonio Malheiros é geógrafo  

 

 

 

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Opinião

LUIZ CARLOS AMORIM – Homem livro

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Li, outro dia, uma reportagem mostrando o “Homem Livro”, de Aracaju. Por que ele é chamado “Homem Livro”? Porque angaria livros, junta-os e sai à rua para distribuí-los às pessoas, gratuitamente. Ele pede livros em doação e os entrega para quem gosta de ler. Não é sensacional? Já conheci muitos homens livros e muitas mulheres livros. Já vi muitos incentivadores de leitura, gente que sai no bairro e pede livros aos vizinhos e vai formando uma biblioteca comunitária, gente que ao invés de pedir os livros, pede lixo reciclável, então os vende para comprar livros novos para bibliotecas e escolas. Aqui em Florianópolis há até um menino que pediu um cantinho do “boteco” do pai, foi recolhendo livros na comunidade e improvisou uma biblioteca e agora empresta livros às pessoas do bairro. De graça, é claro.
Mas não tinha visto um personagem curioso assim como o “Homem Livro”, que pede livros por onde passa, vai ao centro da cidade caracterizado – na sua roupa existem trechos de livros, capas de livros, tudo sobre livros – e os oferece à comunidade. Precisamos de mais homens livros, precisamos que eles se multipliquem para que o incentivo à leitura e o acesso ao livro, objeto tão caro hoje em dia, seja democratizado de maneira tão generosa.
Precisamos de mais gente generosa como o “homem livro”, que se transformou em estandarte vivo em prol da democratização do acesso à leitura, em prol da criação de mais leitores, promovendo a distribuição de cultura e de informação. É bom ver iniciativas como esta. A gente constata que nem tudo está perdido. Que ainda existem novas ideias, criatividade e dedicação na luta conta a ignorância e a miséria. Que há quem se preocupe com a educação e com a instrução das pessoas, mesmo as mais humildes, ao contrário de nossos governantes, que deveriam promover a cultura e a educação, mas ao invés disso, fazem questão de destruí-las.

Felizmente, conheço gente empenhada em levar livros, de graça, a leitores de todas as idades, democratizando-o e possibilitando o acesso à leitura, como a professora Mariza, de Joinville, e a professora Edna Matos, de Divinópolis, com seus projetos vitoriosos. Sei que há muitas outras pessoas como elas e como o homem livro por aí, graças a Deus, e a gradeço a Ele por elas existirem.
Há uma luz no fim do túnel. Há esperança para nós, seres humanos. Ainda.

Luiz Carlos Amorim – Escritor, editor e revisor

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Opinião

DAVID PINTOR – Redução de impostos e flexibilização aquecem economia, mas cenário pede equilíbrio

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O ano começa com boa expectativa de crescimento econômico para  Mato Grosso e todo o país. Apesar de lento, está longe da retração vivida em 2020, pois a flexibilização das medidas impostas pela pandemia e a redução de impostos  feita pelo Governo deram um fôlego para comerciantes e consumidores, e isso fez aumentar  as ofertas de emprego e, consequentemente, circulação de dinheiro.

Só para termos ideia do potencial para este ano, em 2021 foram registradas a abertura de 75 mil empresas em Mato Grosso, onde o setor de serviços lidera esse montante seguido pelo comércio. O número é 20% maior que o mesmo período do ano anterior, quando a pandemia de covid-19 pegava a todos de surpresa e impôs medidas inéditas ao comércio e ao convívio interpessoal.

Mais empregos, maior renda e economia aquecida após quase dois anos de incertezas e contenção.

Outro ponto positivo que favorece o comércio e a economia como um todo é o pacote de redução de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), executada pelo Governo com corte de impostos em vários setores: energia elétrica, comunicação, gás industrial, gasolina e o diesel. As medidas vão aliviar o orçamento doméstico de milhares de pessoas e também de empresas.

Apesar do otimismo perante tais números, os próximos meses serão desafiadores, já que a inflação, a instabilidade política, as altas taxas de câmbio seguram o crescimento e o retorno à estabilidade. Somadas  a isso, temos as novas variantes do corona vírus, surto de gripe que acende novamente o alerta sobre o futuro e exige precaução.

A palavra para 2022 é EQUILÍBRIO  entre os interesses dos comerciantes e do consumidor, para que o excesso de otimismo não possa comprometer a cadeia produtiva em nenhuma das partes.

Existem grandes possibilidades para recuperação dessa tração de crescimento, mas sem tirar os olhos das necessidades humanas e de estarmos preparados para as dificuldades de um ano de eleições, no qual as medidas, que ainda recomendam que se evitem certos eventos, impactam diretamente a economia de algumas cidades, e a inflação que não convida a população a focar no extremo necessário.

Contudo, ressaltamos que mesmo com as dificuldades que nos são impostas, seguimos acreditando em mais um ano de crescimento econômico e de bons resultados na geração de empregos  em Mato Grosso, a exemplo de 2021.

David Pintor é comerciante e presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Várzea Grande (CDL VG), e da Federação de Dirigentes Lojistas de Mato Grosso (FCDL MT). Email: [email protected]

 

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